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História As Contradições do Amor - Dramione - Capítulo 10


Escrita por:


Notas do Autor


Oiee meus amores! Então aqui está mais um capítulo da fic♡

Espero muito que gostem! Todas as palavras de apoio que me dão me motivam muito a continuar a escrever. Então obrigado de verdade💙

Bom, chega de enrolação...

Espero que gostem e boa leitura💙

Capítulo 10 - O dilema da Murta


Fanfic / Fanfiction As Contradições do Amor - Dramione - Capítulo 10 - O dilema da Murta

Murta

Já faziam dias que Draco vinha ao meu banheiro. Todos os dias pela manhã aquele garoto pálido, alto, com cabelos platinados e olhos cinzentos ia ao meu encontro para conversarmos tanto sobre ele, quanto sobre mim. Tenho que admitir que o estado em que ele estava era digno de pena.

Olhos chorosos e extremamente vermelhos, olheiras sob seus olhos nublados, que a cada dia se faziam mais presentes, e marcas em seus punhos por inúmeros socos nas paredes. Aquela garota, a Granger, fez um estrago gigante na vida desse garoto...

Até hoje me lembro de uma das primeiras conversas que tivemos:

- Você não pode simplesmente contar à ela? - digo repetidamente à ele

- Não! Não! E não! Eu já falei o porque disso pra você! Não vou repetir - diz ele enfurecido. A vantagem de ser uma fantasma, é que não tem como ele voar em meu pescoço quando se irritar - você acha que aquela Grifinória vai se apaixonar por um Sonserino nojento igual à mim? Por favor né? - continua ele. Eu vejo amargura em seus olhos, Malfoy está mais desacreditado do que qualquer outra pessoa que já vi.

- Eu me apaixonaria... digo com vergonha

Malfoy me olha espantado

- NÃO! Não é o que você está pensando, eu quero dizer que eu me apaixonaria, porque... eu... já me apaixonei por um Sonserino um vez...

Draco me olha intrigado, seus olhos expressam curiosidade, dou um suspiro e flutuo pelo banheiro, começando à contar

- Eu jamais contei isso à ninguém... quando eu era viva, eu era perdidamente apaixonada por um Sonserino. Acho que só depois da minha morte, que percebi o quão idiota, repugnante, mesquinho, nauseante e um filha da mãe que ele era. Eu me apaixonei por ele aos 12 anos e permaneci até os 14, idade da minha infeliz morte, mas quem disse que ele olhava pra mim? Uma nascida-trouxa, zoada e desprezada por todos por ser meio emotiva. Jamais tive amigos em Hogwarts, o máximo que já cheguei perto de uma amizade, é agora, com você Draco. Eu sei que você está num conflito interno, porém me ouça só dessa vez... Draco, eu podeira simplesmente ter te expulsado do banheiro aquele dia, porém vi que você precisava de ajuda, de alguém para conversar, então saiba que você não é nada parecido com aquele idiota por quem eu me apaixonei, você é melhor que a maioria de todos os Sonserinos juntos, você tem muitos erros, porém pode convertá-los, abra seu coração, se livre das correntes que te amarram ao preconceito e a liberdade de amar... seja você

Terminei meu discurso, o garoto me olha com um olhar espantado, me lança um sorriso e não diz nada, não sei se essas minhas palavras farão efeito em breve, mas sei que farão um dia.

Ele se levanta, pega suas coisas e está indo em direção à saída, mas olha de relance para trás e diz:

- Obrigado Murta... hum, quem era o Sonserino por quem você era apaixonada?

- O nome dele era Tom Riddle... porque?

Ele arregala os olhos e responde:

- Nada, só curiosidade - e vai embora

"Será que tem algo que eu deveria saber sobre Tom Riddle que ele sabe?" - penso

- Ah, nem vou me preocupar, não deve ser nada, afinal os sangues-puros são todos conectados, nem me surpreenderia se Draco fosse um parente distante dele... - exclamo alto enquanto volto a mesma solidão de sempre


Dias atuais


Draco acabou de sair daqui, ótimo, aquele cabeça de vento não me ouve! Digo pra ele frequentemente para dizer tudo de uma vez, mas acha que ele me dá ouvidos? Óbvio que não!

Estou em meus devaneios fantasmagóricos quando ouço vozes femininas no corredor do lado de fora do meu banheiro

- ... Mione, volta aqui!! - exclama uma

- Por favor, vamos conversar! - diz outra

Uma voz chorosa exclama bem alto:

- P-por f-favor me deixem pensar um pouco sozinha! Preciso caminhar e refletir

- Tem certeza? - responde uma das outras

- T-tenho - diz ela. Ela não parece ter realmente muita certeza

- Bom... se você diz... mas volte rápido e se você demorar iremos destruir Hogwarts te procurado! Ok? - fala uma num tom humorístico

- Ok! - responde a garota que parecia chorar

Ouço passos indo embora, imagino que as outras garotas devem ter deixado a que estava chorando sozinha. Coloco minha cabeça através da parede e vejo duas cabeças andando entre cochichos: uma ruiva e uma loira, e logo atrás, sentada ao chão uma castanha

A garota chora em silêncio por vários minutos, pensei várias vezes em chegar e perguntar o que estava acontecendo, mas não sei se uma figura fantasmagórica como a minha iria revelar uma boa impressão à ela ou apenas medo, então vejo-a chorando baixinho, sem emitir um único som, apenas suspiros dolorosos e lágrimas escorrendo pelas suas bochechas bronzeadas. Acho que ela só percebeu que havia uma porta perto de onde ela estava quando ouviu passos em um corredor próximo, que ameaçavam passar pelo corredor onde a garota castanha se desmanchava num choro sem fim. E assim ela entrou em meu banheiro

Ela entra, fecha a porta e começa a escorregar por ela até chegar ao chão, onde coloca a cabeça dentre as mãos em cima de suas pernas cruzadas e chora mais, neste momento tomo coragem e pergunto numa voz delicada, não querendo assustar a menina

- Oi... tá tudo bem? - digo flutuando em sua frente

Ela levanta a cabeça e num movimento de meio segundo sua varinha já está apontada para mim

- Pelos seus reflexos, ganharia fácil de alguém num duelo, mas infelizmente, ou felizmente, dependendo do ponto de vista, eu não posso ser acertada por um feitiço - falo enquanto ela abaixa a varinha, desconfiada

- Você é a Murta-Que-Geme não é? - ela pegunta de uma vez

- Sou mas... prefiro só Murta. E como sabe que sou eu?

- Todos dizem que esse banheiro está inutilizado por causa de uma fantasma chamada Murta-Que... ops, Murta - ela se corrige quando eu fecho a cara - e bom, isso é um banheiro né? E você é uma fantasma

- Bem observado! Mas não vamos falar sobre o lugar onde eu vivo ou que ser eu sou, apenas me responda. Tá acontecendo algo contigo?

- Olha eu tenho que ir... - responde a menina tentando obviamente fugir do assunto

- Não, não e não. Você não vai! Vai ficar aqui e me dizer o que está te incomodando, quando eu era viva eu sentia exatamente isso e ninguém veio me oferecer apoio, então quero fazer por você o que ninguém me ofereceu, apesar de que suas amigas pareciam bem preocupadas, relutaram muito em te deixar aqui

- Ah, a Gina e a Luna! É, elas são bem exageradas mesmo - diz ela esboçando um sorriso que rapidamente se apaga

- Não acho exagero, é sinal de que elas te amam! E querem seu bem

- É! Mas não precisam se preocupar quando não há nada de errado...

- Mentindo na cara dura? Por favor! Eu sei que você não está bem, então vamos lá! O que aconteceu?

A garota reluta um pouco, pensa e repensa, até que enfim dá um suspiro e solta a quase inaudível frase:

- É um garoto...

- Imaginei que fosse - respondo - é seu namorado? Ele fez algo para você? Ou um amigo que te magoou?

- Bom, até pouco tempo ele era meu amigo... mas tá tudo dando errado

Ela coloca a cabeça dentre os joelhos e continua:

- Eu não sei direito o que eu sinto por ele, não sei se é ódio, pena, raiva ou até desejo e paixão... ele me desperta tudo de uma vez, claro que pela maneira que ele vem me tratando, o ódio e a raiva marcam presença mais do que qualquer outro sentimento, entretanto, a maneira que ele evita me olhar nos olhos e nunca parecer verdadeiramente satisfeito por me humilhar de maneira frequente, me dá a esperança de que talvez lá no fundo, sentimos a mesma coisa um pelo outro, mas preferimos mascarar... apesar de que, por mais que eu tenha uma certa queda por ele, se aquele garoto chegasse em mim agora dizendo tudo o que sente, e é claro, fosse aquilo que penso que ele sente por mim, não sei se seria capaz de perdoar todo o inferno que ele vem me causando. Talvez com o tempo, mas não de imediato, você não tem ideia do quão difícil tem sido esses dias, do quão destruída e derrubada eu me sinto por isso - ela termina suas palavras olhando para o nada, parecia buscar em sua memória tudo aquilo que ela me descreveu sobre esse tal menino. E, enquanto ela dizia, apenas um nome ecoava em toda a minha cabeça cinzenta:

"Draco"

Não poderia ser, ou poderia? Exatamente a mesma garota de quem Draco tanto falava era a que estava no banheiro comigo se lamentando pela mesma coisa que ele. Não poderia ser verdade! É coincidência demais...

Tento quebrar o silêncio e falo:

- Você já tentou falar com ele?

- Não! Mas isso está fora de questão, se eu dizer, corre risco de ele me humilhar ainda mais, e eu já sofro muito nessa escola para ser motivo de piada por mais isso

- Mas você nunca vai saber ao certo o que ele sente se você não tentar

- Eu sei mas... - começa a garota enquanto as lágrimas voltam a escorrer - se ele me rejeitar, não vai ser uma simples rejeição, a minha vida já está um inferno e se eu ser rejeitada, ele vai espalhar pra todo mundo, vai fazer o máximo para que todos me zoem. As vezes eu acho que esse garoto quer me fazer desistir dessa escola e voltar pra ralé de onde eu vim, de acordo com ele...

- Vai que ele só está fingindo?

- Se ele estiver, é um ótimo ator viu - ela responde de maneira sarcástica - acho que ele nunca teve um pingo de amor na alma... - ela se levanta num pulo - quer saber? Nem sei porque estou me preocupando tanto com isso, aquele garoto é apenas um idiota e não vou me deixar abalar, por mais que eu sinta algo por ele, não quero ver aquele merda nem pintado de ouro. Obrigado Murta, foi realmente um conversa esclarecedora, obrigado!

Enquanto ela sai, eu procuro sanar aquela dúvida que tive desde o início de nossa conversa

- Qual seu nome? - pergunto

- Hermione, Hermione Jean Granger! A garota que está pouco se fodendo para Draco Malfoy - exclama ela enquanto vai embora do banheiro

Dou um suspiro e digo para mim mesma:

- São realmente feitos um para o outro. Orgulhosos, cabeças-duras e querendo enganar cada um a si próprio...

Porém de uma hora pra outra me vem uma crise onde me vejo num dilema:

Eu devo contar para o Draco o que Hermione sente por ele, ou esperar as coisas de resolverem naturalmente?

Talvez eu deva dar um empurrãozinho, eles são muito orgulhosos para admitir seus sentimentos de forma aberta, acho que se depender deles próprios, ambos irão morrer sem se confessar um ao outro...

- É... talvez eu deva contar ao Draco - penso alto - o garoto merece saber. Ou seria muito audacioso da minha parte?

Encho minha cabeça com essa dúvida, que querendo ou não, fará parte de meus pensamentos até que algo se concretize na vida desses dois...


Notas Finais


Então? O que estão achando da introdução da Murta nessa fic? Foi uma ideia que tive de uma hora pra outra e bom... aqui estamos hahahahaha

Inacreditável a Murta ter sido apaixonada pelo Tom Riddle né? Justo ele... espero que tenham sacado a referência hahahahaha🙃

Bom, aqui deixo meus agradecimentos a cada um que leu até aqui💙

Se cuidem, beijinhos de luz e até amanhã💙


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