História As Cores da Monarquia - Capítulo 5


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Categorias Originais
Tags Aventuras, Deuses, Guerra, Mistério, Poder, Realeza, Reinos, Romance, Traição
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Palavras 3.128
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 5 - Filhos das Sombras


A notícia sobre o assassinato dentro das muralhas de Argoth, espalharam-se rapidamente pelos dez reinos causando preocupação desde os mais simples até os mais nobres. O rei Harold em toda sua benevolência, ofereceu ao corpo frio de Balázs Ganesha um funeral digno e honroso, ordenando aos profetas e sacerdotes que acedessem todas as oito fornalhas aos deuses, pedindo a eles que o acolhesse nas montanhas de Ghosts.

Durante longos dias tudo que se falava em cada extensão dos reinos era sobre o acontecimento fatal, que abalou a confiança dos povos e a promessa de paz. O medo do desconhecido que a muito havia sido esquecido, novamente voltou a assombrar os corações aflitos, desde dentro das paredes grossas do castelo até os vilarejos de escravos, todos agora se perguntavam quem havia tomado a vida do guardião das escrituras dos deuses e o que tudo aquilo poderia significar.

Eirian

Mal esperou o corpo de seu pai esfriar para roubar um cavalo dos estábulos do castelo e galopar para fora das muralhas de Argoth. Havia juntado o máximo de mantimentos possíveis para suportar a fome e o intenso inverno que consumia as montanhas e as florestas. Em cada galopada de seu cavalo em direção ao seu destino, procurava administrar a própria mente em função de seus objetivos sem deixar nenhum traço de incerteza perambular por seus pensamentos, evitando assim remorsos e arrependimentos.

Com pouco mais de cinco dias de distância de Argoth, tudo que tinha a frente eram pedras escorregadias, riachos congelados e muita neve caindo das copas altas das arvores. Porém, naquele fim de tarde encontrava pouco mais a frente, um local adequado para passar a noite, não era grande nem pequeno e mais parecia um estabulo para cavalos, mas era melhor do que dormir congelando em cima daquela neve. Pula de seu cavalo e o conduz pela corda até uma arvore para enfim amarra-lo com experiencia. Seu corpo estava todo coberto por um grosso manto azul escuro que lhe cobria inclusive a cabeça, o frio dentro das florestas era realmente três vezes pior do que dentro das grandes muralhas do reino. Com passos firmes e a mente alerta caminha em direção ao estabulo e puxa de dentro do manto a adaga assassina de seu próprio pai. O anoitecer chegava aos poucos e a luminosidade dentro do estabulo era dificultada pelas sombras da noite que se aproximava, mas mesmo assim consegue se certificar em pouco tempo que estava sozinha.

Sem esperar mais, Eirian começa a juntar o máximo de gravetos que podia levanto-os todos para dentro do estabulo. Demora, mas acaba conseguindo fazer fogo com as pedras e os gravetos encontradas enterradas na neve. Senta-se próxima a fogueira e puxa de dentro da bolsa alguns mantimentos roubados durante sua fuga, seus olhos azuis estavam vidrados no fogo vivo que queimava com vontade os pequenos gravetos, seus pensamentos se fixam em Argoth, em Harold e em como a essa altura já deveria estar sendo procurada pelos mantos brancos, mas em nenhum momento sentia o arrependimento do que fizera tomar os seus pensamentos ou o seu coração, afinal não havia como se arrepender de ter tomado a vida de um homem como Balázs.

Quando estava prestes a pegar no sono com a cabeça encostada na madeira do estabulo, escuta o som de seu cavalo se agitar do lado de fora e rapidamente sua mente se coloca em alerta. Levanta-se e joga para o lado direito o manto grande que cobria seu corpo, ficando apenas com uma roupa roubada de uma guerreira da casa Sandard, puxa de dentro da bainha a adaga e espreita pelas frestas das madeiras o lado de fora dos estábulos. A pouca luz da lua não lhe permitia ter visibilidade suficiente para saber o que estava acontecendo, mas seu coração batia forte, sabia que se fossem os mantos brancos, seria levada de volta a Harold e ele cortaria sua cabeça com uma grande espada.

Mal havia tempo de organizar seus pensamentos para sair de dentro daquele estabulo e ver o que de fato acontecia, quando sente uma lamina fria lhe pressionar a garganta. Alguém a segurava com braços fortes e uma lamina pronta para lhe fazer jorrar sangue pelas artérias do pescoço.

- Quietinha – A voz era de um homem que rapidamente lhe tirava a adaga das mãos, jogando-a de costas contra a parede de madeira daquele estabulo.

Ele saca uma longa espada de dentro de suas vestes negras e abre um sorriso amarelado, cheio de maldade, apreciando com os olhos cada parte de Eirian sem se importar em ser discreto. Incomodada ela abraça o próprio corpo e ergue o queixo para encara-lo sem medo, conhecia aquele olhar e aquele tipo de homem.

- O que pensa que está fazendo? – Questiona Eirian com a voz indignada espremida entre os dentes e o olhar apertado no sujeito a sua frente.

- O que faz em nossas florestas garota? – O homem para de sorrir ao ver o quão petulante ela parecia e firma a mão na espada apontada para ela.

- Venho procurar os filhos de Pyriel – Responde sem nenhuma demora ainda encarando o sujeito com o queixo erguido e sem medo.

A risada dele a faz se arrepiar por debaixo das vestes e por um momento pensa se havia dito alguma besteira, julgando pelas vestes pretas que ele usava, sabia que certamente pertencia a casa que ela estava procurando, por isso ergue as sobrancelhas questionando o homem de forma silenciosa.

- Filhos de Pyriel? Não seja patética, aqui não existem filhos de deuses, tão pouco servimos a eles como os tolos que vivem dentro das muralhas dos reinos – Rebate o homem com um sorriso extremamente maldoso nos lábios.

- Deixe de ser mentiroso, eu sirvo o deus do ouro, Crunan – Diz outro homem em meio a uma risada, enquanto entra no estabulo acompanhado de mais meia dúzia de homens armados com espadas, arcos e lanças.

- E eu ao do sexo – O mais barbudo deles fala cheio de humor, simulando a forma que comia as mulheres com quem se deitava.

O rebelde a sua frente gargalha das chacotas de seus amigos e aproxima mais a lamina do pescoço de Eirian, ela sente seu sangue correr rápido e vira o rosto para o lado contrário da espada, sentindo o medo percorrer cada parte de si.

- De onde você é garota? – O homem pergunta sem delongas, com os olhos firmes em Eirian.

- Argoth – Responde ela depois de pensar se deveria ou não lhe contar a verdade.

- Uma puta de Argoth, nunca tive uma assim antes Crunan, acho que deveríamos avaliar a nova mercadoria, mas fica difícil com tanta roupa assim – Novamente fala o homem barbudo com os olhos brilhando de diversão, percorrendo pelo corpo de Eirian, enquanto ri expondo seus dentes amarelos e quebrados.

O portador da espada, também conhecido por Crunan, abaixa a lamina do pescoço de Eirian e ri brevemente olhando-a nos olhos. Se aproxima e em um gesto rápido a segura pelas bochechas, passando a língua pela lateral de seu pescoço. Ela se encolhe de medo e nojo e tenta tirar o rosto da mão dele, o coração batia forte e a respiração era pesada, sabia o que as mentes pervertidas dentro daquele estabulo pensavam em fazer com ela.

- Hadufuns Folke – Ela diz entre dentes ainda tentando se esquivar do toque do sujeito.

O nome faz Crunan se afastar e a olhar com ódio, como se ela tivesse acabado com a brincadeira dele, mas não volta a toca-la em nenhum momento. Gradativamente cada um naquele estabulo acabam por se silenciar e olhar ela como atenção e curiosidade. Ela julga por aquelas atitudes que certamente conheciam quem ela procurava. Puxa as vestes ajeitando-as no corpo e ergue o queixo novamente encarando o homem a sua frente nos olhos com o olhar alto e cheio de coragem.

- Foda-se o Folke, eu quero comer essa puta – Quem interrompe o silencio é o velho barbudo, que cospe no chão depois de falar.

Crunan vira a espada para o sujeito velho e barbudo e praticamente rosna para ele com os olhos de um assassino.

- Nunca mais fale isso outra vez ou perderá essas bolas inúteis que você tanto ama – Passa a lamina da ponta de sua espada na calça do velho que se parte um pouco em um rasgo, mas sem feri-lo de fato. Ele se afasta, dando a Eirian um olhar vingativo e perverso, porém permanece em silencio respeitando a ameaça que lhe foi feita.

O guerreiro que segurava a espada, volta a olhar Eirian e seus olhos diziam mais do que suas palavras. Começa a ordenar aos demais homens que juntem as coisas que ela havia trazido consigo, apagando a fogueira que ainda queimava. Amarra as mãos dela com uma corda grossa e a coloca em cima de seu cavalo, sem dar a ela mais nenhuma palavra durante todo o percurso. Eirian, embora sentisse o medo ainda percorrer seu corpo, agora sabia que estava protegida e que ninguém ali lhe tocaria novamente, pelo menos não por hora.

Hadufuns

Acorda entre duas putas com quem havia se divertido muito na noite anterior, dá um beijo na bunda de cada uma delas e ordena que o deixem a sós em sua tenda. Se coloca de pé e joga em seu corpo nu e quente um manto preto, fechando-o bem a frente. Caminha para a mesa instalada em sua tenda, mas não se senta, invés disso pega o cálice com vinho e bebe um pouco, dispensando assim aquela ressaca da noite passada. Limpa os lábios com os dedos no mesmo segundo que um de seus homens invade sua tenda e faz uma breve reverencia com a cabeça.

- Senhor, os homens de Crunan Songsteel estão retornando da floresta e trazem algo para o senhor – O guerreiro informa sem fixar o olhar em Hadufuns.

- O que Crunan inventou para mim desta vez? – Pergunta sem muito interesse de fato.

- Uma sacerdotisa de Argoth senhor – Responde o guerreiro sem nenhuma delonga.

Deixa o cálice pousar na mesa de madeira e ergue as sobrancelhas negras e pesadas como a própria noite, agora estava mais interessado no assunto.

- Mande traze-la para mim agora mesmo – Diz com um gesto rápido dispensando o guerreiro de sua frente.

- Sim senhor eu falarei para ele – O guerreiro abaixa um pouco a cabeça e sai apressado para fora da tenda, deixando seu senhor sozinho.

Hadufus tinha um corpo forte, marcado pelas batalhas que havia travado no decorrer de sua vida. Seus cabelos eram negros assim como suas sobrancelhas pesadas que lhe cobriam os olhos verdes escuros, seus fios de cabelo eram grossos e faziam pequenas curvas ao cair abaixo das orelhas. Possuía pouco mais do que vinte e seis invernos, mas sem dúvidas havia matado mais homens em sua vida do que qualquer outro velho guerreiro de seu bando, portanto, era o mais respeitado entre todos e os guiava durante as batalhas sangrentas.

Não demora muito para a tenda se abrir e Crunan aparecer puxando pela corda a mais bela mulher que havia adentrado aquela tenda, dona de uma beleza serena e leve. Ergue os olhos da mulher para Crunan e se aproxima devagar, ainda vestindo aquela capa negra, mas agora havia uma calça por baixo também.

- Crunan – O cumprimenta com um aceno de cabeça que o mesmo retribui sem muitas formalidades - O que trouxe para mim desta vez? – Ergue as sobrancelhas enquanto olha de seu velho amigo para a bela mulher ajoelhada a sua frente.

- Encontrei esta sacerdotisa sozinha dentro de um estabulo ao leste da floresta do grito, ela disse que estava procurando os filhos de Pyriel – Ri brevemente olhando Eirian como se ela fosse bem idiota, mas logo fica serio outra vez – Mas depois ela disse seu nome, ninguém de Argoth sabe de você, então achei melhor traze-la para que resolva o que deve ser feito.

Hadufuns caminha em volta de Eirian como um predador, sentindo seu olhar o acompanhar em cada movimento que dava, fazendo sua capa se abrir e revelar seu definido e marcado corpo nu da cintura para cima. Escuta atentamente seu velho amigo e depois se aproxima, lhe dando um tapinha no ombro.

- Obrigado Crunan, quero ficar a sós com ela agora tudo bem? – Desvia outra vez os olhos do homem para ela, o pedido era mais uma ordem, mesmo que não desse ordens a ele.

- Claro vou esperar do lado de fora – Responde Crunan dando uma última olhada em Eirian antes de abrir com a mão a tenda e sair, deixando-os a sós.

Sozinho, Hadufuns se abaixa em frente a Eirian, apoiando os braços nas cochas e deixando a mão cair entre as pernas levemente dobradas e abertas em um agachamento. Inclina a cabeça de um lado para o outro fazendo os cabelos negros se mexerem, enquanto invade os olhos azuis dela, buscando compreender mais do que gostaria de revelar.

- Tem um nome sacerdotisa de Argoth? – A voz firme leva a pergunta até Eirian, que sente a firmeza da voz percorrer seu corpo.

- Eirian... Eirian Bridget Ganesha majestade – A resposta de Eirian vem com um tom doce e submisso, mas seus olhos não quebram o contato visual com ele.

Ele ri brevemente da resposta dela e inclina seu rosto para a esquerda com mais curiosidade ainda, conhecia aquele sobrenome, mas não se recordava de onde.

- Não sou seu rei Eirian - Rebate o comentário dela e ergue um pouco o rosto apreciando cada traço que tinha com os olhos fixos - De onde conheço você? – Questiona sem maiores enrolações.

- Não me conhece senhor – Responde a jovem sacerdotisa sem demorar, com firmeza nas palavras e nos olhos, escondendo bem o medo que percorria seu corpo.

- E como sabe quem eu sou? Como sabia como me encontrar e porque estava me procurando? – Novamente questiona de maneira direta, com os olhos banhados de uma nuvem fria.

- Você nasceu em Argoth, pertencia a uma casa com renome e teria se tornado alguém importante, se o marido de sua mãe não tivesse descoberto a traição dela contra ele e as escrituras dos deuses. Naquele dia foi descoberto que você é fruto da união entre uma mulher da nobreza com um rebelde sem nenhuma honra ou glória, foi a maior afronta aos deuses que o reino já havia presenciado. Ela foi condenada à morte em seu lugar e você acabou expulso dos reinos, com apenas doze anos. O marido de sua mãe abafou essa história para não desonrar mais ainda sua casa e pediu ao rei as terras distantes de Evrarlon, com o único intuito de esquecer de vez toda essa sujeira. – As palavras de Eirian saem como laminas de seus lábios, sempre o olhando nos olhos, mostrando a certeza em cada palavra que dizia.

Os olhos dele tremem enquanto encara os de Eirian, a certeza dela em cada palavra fazia o sangue dele vibrar dentro das veias. Enquanto a escutava era levado a quatorze anos atrás, onde tinha registrado em sua mente a imagem da cabeça de sua mãe sendo decepada bem em sua frente. Pisca os olhos várias vezes e dá uma risada irônica ao se levantar negando de leve com a cabeça, passa próximo a mesa e pega o cálice com o vinho, bebe um bom gole e deixa o gosto explodir na boca. Puxa da bainha pendurada na cadeira sua espada com uma lamina afiada e cintilante, riscada pelas batalhas que havia lutado. Pressiona a lamina na lateral direita da garganta de Eirian e inclina um pouco o rosto, com os olhos verdes escuros vibrando com escuridão e maldade.

- É uma bela história devo admitir, mas então me diz, Eirian de Argoth. Que motivos tenho eu para te deixar viva? – Os lábios se repuxam em um sorriso lateral mínimo, refletindo com o olhar a morte que certamente daria a ela.

- Sei onde está sua irmã, filha de sua mãe, sangue do seu sangue. Ela se casará com o novo rei dos dez reinos dentro de um mês e se unirá de sangue e corpo ao herdeiro direto daqueles que assassinaram sua mãe e eu sou a única que poderá te guiar dos portões para dentro, o nome da sua irmã é Danaë Beathag Tafadzwa.

Os olhos de Hadufuns demonstram a surpresa daquelas palavras, por muito tempo havia achado que sua irmã também havia sido morta, já que possuíam o mesmo pai e a mesma mãe. Mas as palavras carregadas de certeza daquela jovem ajoelhada a sua frente, lhe dava uma nova esperança e acaba abaixando um pouco a lamina da espada que estava no pescoço dela.

- Por que ela não foi morta? – Perguntava logo, querendo entender aquela história toda de uma vez.

- Yenros sempre foi ambicioso e buscava ardentemente conquistar o trono dos dez reinos. Quando descobriu sobre a traição de sua mãe ele soube que perderia qualquer chance de conquistar o trono. Expulsou você e manteve sua irmã na família, pagou muito ouro para que meu pai acendesse uma fornalha e mentisse para o rei Huppert que os deuses diziam que Danaë era filha legitima dele. Depois disso a prometeu em casamento ao filho mais velho dos Thorley e partiu para Evrarlon, com medo que seu pai verdadeiro o encontrasse e cobrasse a dívida do sangue de sua mãe. Morou lá até a morte de Huppert, agora retornou a Argoth e se senta à mesa do rei como um conselheiro, planejando um casamento rápido entre Danaë e o rei Harold – Explica toda a história com calma, sempre ajoelhada a frente dele com os olhos fixos nos seus, mostrando toda sua sinceridade.

Quando termina de escuta-la ele abaixa a espada e a deixa bater no solo abaixo de seus pés, os olhos se desviam dos de Eirian e partem para uma dimensão muito distante, nunca imaginou que sua irmã estivesse viva, mas mesmo assim prometeu a seu pai que encontraria esta resposta antes de sua morte e que se ela estivesse, ele a buscaria, vingando assim a morte de sua mãe.

- Por que está contando essas coisas para mim? Como posso acreditar em suas palavras? Quem me garante que esta do meu lado sacerdotisa de Argoth? – Volta os olhos em Eirian e a encara com desconfiança.

Eirian ergue mais ainda o rosto diante das perguntas de Hadufuns, o olhando com olhos fixos e marejados, os cabelos caem escuros para suas costas e sua boca bem desenhada se abre levemente antes de responder com todo seu coração.

- Porque eu estou grávida de alguém que não pertence a minha casa e se me descobrirem terei o mesmo destino de sua mãe e meu filho se tornara um renegado, um filho das sombras como você.



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