História As cores do invisível - Capítulo 1


Escrita por: ~

Visualizações 60
Palavras 776
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Prólogozinho mores.

Capítulo 1 - Cruzando os limites


Fanfic / Fanfiction As cores do invisível - Capítulo 1 - Cruzando os limites

        O zunir do motor a embalava, juntamente com os murmúrios lentos que soavam na rádio. A estrada estava calma e o horizonte a sua frente lhe tirava o ar. Aos poucos, placas de sinalização indicavam que seu destino estava próximo: Nova York. Um sorriso largo estampou seu rosto por breves segundos ao se lembrar de seu antigo lar, das vielas do Broocklyn, da comunidade descolada, das pessoas ouvindo música nas ruas e jogando basquete... Como sentia falta.

        O asfalto reto deixava a viagem mais gostosa, e o SUV largo e alto permitia uma visão única dos pinheiros que cercavam as margens da pista. Lana olhou para o banco traseiro, pensou que seria ao menos divertido compartilhar de uma boa conversa naquele momento. Contar do seu entusiasmo e falar com êxtase e animação sobre como está feliz em poder rever sua mãe em meses. A grande família a esperava, a mesa cheia e carregada do sotaque italiano, o tempero peculiar e fantástico das milhares de tias, a gritaria e a falação a deixava ainda mais ansiosa. Os dedos suavam ao redor do volante.

        A música nesse momento se tornou mais envolvente, e o pé afundou no acelerador. A vibração que sentiu nos sapatos a fez dar um gritinho, uma Mercedes como essa, em mãozinhas sagazes como essas. Ela sorriu e agradeceu mentalmente por ter gastado tão bem seu suado dinheiro. Uma máquina como essas era como um belo parque de diversões.

       A voz suave que soava nas rádios foi cortada bruscamente pelo toque do seu celular:

- Mãe? – Ela apertou um dos botões no painel e abriu a ligação.

- Ei... Está chegando? – Dolores perguntou entusiasmada.

- Em menos de uma hora. Estou doida pra te dar um abraço bem apertado! – Lana respondeu, sorrindo alargamente.

- Só liguei para saber aonde estava, estou te esperando e o bolo que está no forno também – A mãe de Parrilla soou sugestiva.

- Hum... Bolo? Adoro! Já estou chegando – Parrilla se despediu da mãe, mas antes de fechar a ligação, ela disse que amava muito a mesma, e um sentimento esquisito preencheu seu peito.

        Milhas e milhas se seguiram em diante, porém uma chuva forte desembocou do céu. O para-brisa rapidamente fora ligado e o zunir do mesmo soava agitado. Os pingos grossos pareciam agulhas contra a lataria do carro. Um cheiro gostoso e familiar de terra molhada subiu no ar, a paisagem se tornou turva e nebulosa. Uma fina camada de névoa cobria a visão ampla que ela antes tinha. Luzes gritantes vinham da contramão, e os carros passavam por ela em velocidade alta. As placas mal eram vistas, apenas flashes coloridos e neon, mas nada que podia ser lido em circunstância do tempo.

        Absorta e desatenta ela pisou bruscamente no freio quando percebeu que passara do trevo que a levaria até a Big Apple. Olhou pelo retrovisor e engatou a ré, desloucou-se alguns metros para trás, mas logo desistiu da ideia, seria burrice dar ré numa via larga e de fluxo intenso como essa, não? As marchas foram trocadas novamente e o maquinário do USV soou. O volante se inclinou para esquerda, mas antes ela pudesse tomar a mão contrária e seguir normalmente... Seu celular tocou.

        Ela não pensou duas vezes em pegar o telefone e coloca-lo na orelha. Também não pensou que estava com o carro parado no meio da pista, sob a faixa amarela que dividia as duas largas faixas de asfalto. Atendeu casualmente, olhou para os lados algumas vezes, nada além de neblina e turbidez. Um simples “alô?” foi dito, nada, além disso.

        Um barulho distante surgiu, algo como cascalhos sendo arrastados, areia salpicando no asfalto. O mesmo começou a vibrar e com os pés no tapete do carro ela sentiu a vibração.

        “Alô?” foi dito, nada, além disso.

        Agora, pequenos clarões eram lançados em direção ao carro dela. Tudo aconteceu muito... muito devagar, como se a gravidade tivesse decaído e o ar não existisse mais. O zunir ficou mais forte, aquele de cascalhos e areia, transformou-se numa manada de cavalos. Um motor estrondoso veio da mão contrária. Um maquinário potente, trabalhando a todo vapor, queimando gasolina a mil no carburador.

        “Alô?” foi dito, nada, além disso.

       Lana olhou vagamente para o lado, uma luz intensa veio em sua direção. “Alô?” – alguém perguntou do outro lado da linha. O rosto solene da morena teve apenas a chance de descansar e estatizar a expressão tranquila. Os pulmões puxaram o ar... Muito devagar. O telefone manteve-se preso a sua orelha... Uma buzina estridente rasgou o ar quieto e nebuloso, mas ela não teve a oportunidade de assimilar as coisas... Um baque surdo deixou tudo preto de repente.


Notas Finais


Espero que tenham gostado, e ficado ansiosos.


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