História As cores do invisível - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Palavras 1.146
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Ei pessoas! O capítulo tá curtinho, não queria deixar vocês sem, pois não sei quando vou ter a oportunidade de atualizar novamente. Neste capítulo veremos as fichas sendo postas e a Lana começa a se sentir mal por conta do acidente. E o Fred começa a entrar num drama que causará muitos conflitos mais futuramente.

Capítulo 3 - Pode acontecer...


Fanfic / Fanfiction As cores do invisível - Capítulo 3 - Pode acontecer...

                                                                                                                                         Ambulância

 

 

- Um, dois, três... Afasta! – Berrou alguém.

        Senti pás geladas grudarem em minhas costelas e uma carga elétrica muito forte ser jogado contra meu peito, fazendo meus músculos tremerem por debaixo da pele. Minha respiração estava rarefeita e eu não sinto o sangue circular por minhas veias... Meu coração está congelado.

        “Um, dois, três... Afasta!”

        Deliberadas e intensas cargas chacoalhavam meu tórax, porém minha mente se mantinha inativa. Vozes distorcidas penetram meus tímpanos. Todos os meus pelos estão arrepiados, meus lábios parecem uma pedra de gelo, arroxeados e gélidos. Mas o gosto doce e leve que sinto na boca torna todo o exterior insignificante. No interior do meu cérebro navego por lembranças empoeiradas. Sinto-me leve, meu corpo parece flutuar. O oxigênio não se faz necessário, pois meus pulmões navegam em mares calmos e serenos. Meu coração parado e acolhido no centro do meu peito busca calor. Talvez um abraço resolva essa paralisia...

        “Um, dois, três... Afasta!”

        Tum... Tum... Tum. Ele está de volta, fraco, debilitado e frágil, como uma taça de cristal. Ouço distorcidamente a socorrista dar um gritinho de felicidade e segurar em meus braços com força. Sua voz é emocionada, carregada e embargada. O movimento da ambulância me embala, juntamente com a sirene estridente que ecoa por todo espaço.

        À volta súbita me assusta, meu cérebro sai da caixinha apertada e empoeirada que ele se enfiou. Uma onda de adrenalina é jogada na minha corrente sanguínea e eu sinto tudo acelerar de repente. Minha respiração não é mais a mesma, é agitada e copiosa. A dor volta e a queimação por toda a pele se faz presente, como se eu tivesse sido jogada em um barril de álcool e tivessem ateado fogo em mim.

       Movo minha mão esquerda, tateando a maca fria que estou deitada. Meus dedos procuram calor humano, procuram uma sensação de segurança. A socorrista agarra minha mão e a acaricia, enquanto exerce múltiplas tarefas que não consigo ver, mas o corte na minha barriga consegue ver perfeitamente o que ela está fazendo. A outra mão enluvada dela penetra o corte profundo em meu abdômen e eu me contorço por completo. Aperto minha mão em torno da sua em resposta de dor e ela compadece, aliviando o movimento em meu abdômen.

- Calma... Calma – Ele diz e eu tenho a sensação que seu rosto está se contorcendo – Prometo que a dor vai passar... Eu prometo – Ela sussurra, tentando passar calma e sutileza em sua voz – Você tem que me deixar tirar os estilhaços. Assim que eu tirar, prometo... A dor vai acabar.

       Se eu ao menos conseguisse abrir meu olhos e penetrar profundamente nas íris dela e mostra o quanto isso é incômodo. A vontade chorar é gritante, de me desesperar, de sair correndo... De sumir. Há minutos... Horas atrás, eu estava apenas dirigindo, ansiosa para chegar em Nova York e de repente... Eu estou aqui, sem conseguir falar, com um coração turbulento e instável, com a respiração inquieta, com a pele queimando e com uma socorrista cutucando meu abdômen em busca de estilhaços.

 

                                                                            12 minutos depois - New York Presbyterian Hospital

 

- Lana Parrilla, 39 anos, acidente de carro. Múltiplas lesões na cabeça, costas e abdômen – Alguém fala rápido, enquanto pessoas começam a me tatearem e desfazerem os botões da minha camisa – Duas paradas cardíacas e a saturação dela está em 60%. Tentei entuba-la, mas as vias aéreas estão bem fechadas por acúmulo de sangue. Façam uma tomografia da cabeça dela urgente! – A pessoa ordena imponente.

        Hospital... Penso em primeiro plano. O cheiro forte do ar-condicionado, a falação e a afobação das pessoas não me deixam dúvidas.

- Alfredo Di Blasio, 42 anos, estava envolvido no mesmo acidente. Lesões no braço e na bacia. Perdeu muito sangue e eu estou muito preocupada com a perna dele... – As palavras praguejam sussurradas e aflitas atrás de mim – Eu espero realmente que não precise chegar ao extremo – Um médico concorda com a pessoa que fala.

        Ouço um grunhido muito alto do meu lado, mas é abafado pelos médicos que me rodeiam. Um deles segura minha pálpebra e joga uma luz forte nos meus olhos, o que faz com que eu desperte da sonolência que me encontrava. Tento mover a cabeça para lateral, mas o meu pescoço está contido e travado por uma peça ao redor dele. Sinto frio, e minha barriga está nua, mãos hábeis tocam nela e isso me tira um sussurro de dor.

- Desculpa... – O médico que me examina sorri entrando em meu campo limitado de visão – Meu nome Athos e eu irei te acompanhar a partir de agora, ok? – Ele soa simpático e eu concordo da forma que posso – Pode me dizer seu nome?

- L-la... La – Tento falar, mas a minha dicção falha e minha língua parece enrolar dentro da minha boca.

- Tudo bem... Não precisa se desesperar. Vamos fazer uma tomografia e descobrir o que está acontecendo com você, vai ficar tudo bem – Ele sorri e toca nas minhas bochechas, passando uma segurança afável, e eu agradeço por isso.

        Novamente sou arrastada sobre uma maca pelos corredores, mas antes de sumir novamente, jogo minhas íris o máximo que consigo para o lado, e vejo o rapaz que ficou abraçado há mim o tempo inteiro, que sussurrou palavras seguras no meu ouvido e que salvou minha vida de certa forma, impedindo que eu explodisse junto com meu carro ou morresse asfixiada pelo meu próprio sangue.

- E-e... Ele? – Pergunto da forma mais destorcida, mas os olhos do médico se alarmam e isso me deixa aflita.

- Ele...? – Athos coça a cabeça e tenta desconversar, mas meu olhar desesperado para ele o faz desabafar – Ele não está nada bem, perdeu bastante sangue. Mas a preocupação maior é a perna dele. Um pedaço considerável do vidro do para-brisa perfurou a artéria femoral da perna direita. Além da mesma estar infecionando e os tecidos das extremidades dos dedos estão começando a necrosar... E no pior dos casos... Ok, não vamos pensar no pior dos casos! – Ele disse de repente e lancei um olhar estressado para ele.

- K-ki-Kid! – Digo e ele sorri com a minha preocupação.

- A criança está bem, já está sedada. Mattew, é esse o nome? Creio que sim. Bem, ele só teve alguns cortes e arranhões, nada de mais - Respiro aliviada com as palavras dele.

        Porém a algo que me preocupa, e não é o fato de estarem me levando para fazer uma tomografia, ou o fato de que vou ter uma coleção de cicatrizes pelo corpo. Estou preocupada com o rapaz que me ajudou e em como a vida dele acaba de se tornar uma tempestade por minha culpa. Deus, como eu sou estúpida, como eu sou um projeto de burrice humana! Por minha culpa eu posso ter acabado com a vida dele... Por minha culpa algo muito ruim pode acontecer com aquela perna.


Notas Finais


Espero que tenha gostado desse "tapa buraco" no final de semana. Como eu disse, não sei quando as atualizações venham a acontecer, mas vou tentar máximo possível.
Eu estou arriscando e estou apostando minhas fichas em um acontecimento que ninguém - eu pelo menos nunca li - já fez. Quero por uma responsabilidade e pressionar a Lana nessa fic, por uma responsabilidade em cima dela que ela nunca teve em nenhuma das histórias.


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