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História As Crônicas da Legião - Capítulo 109


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Capítulo 109 - Sementes da Destruição - O Pentágono


João acordou sabe-se lá onde e sabe-se lá quando. Ele olhou para os lados. Paredes de pedra. Ele se sentou onde estava deitado, e notou que era uma cama de pedra. O garoto se levantou e olhou em volta: era uma sala retangular, com uma porta no canto. Além disso, mais nada.

João andou até a porta. Ele torceu para que esta se abrisse, e então, girou a maçaneta. A porta se abriu. Ele caminhou para fora da sala. Notou que algo estava faltando. Seu comunicador havia caído de seu ouvido. Ele voltou até a cama de pedra para procurá-lo. Ainda bem. Estava lá.

João saiu novamente da sala, e deu de cara com um cenário vasto e denso, um tipo de floresta. Ele não reconhecia o lugar. Mas antes que pudesse olhar com mais calma, ele recebeu um sinal em seu comunicador. Um sinal de... socorro. João começou a entrar em pânico. O que seria aquilo? Seria de Cata? Seria de Tai? Ou mesmo de Taís, que ele descobrira recentemente que era sua irmã gêmea?

Então João lembrou-se de que podia olhar de quem era a chamada. Era de Isa. E ela estava perto. Ele criou coragem e correu para o local, sem a mínima ideia do que esperar.

Finalmente o garoto chegou à localização do sinal, mas não havia nada lá. Nada, exceto um monte de pedras e um brilho laranja ao longe. João percebeu a cilada. Ele correu na direção oposta. Mas uma foice voou no ar e fez um pequeno corte na ponta de seu nariz. Por ali não. O garoto tentou outra direção, mas bateu em algo invisível. Do chão, Elemento pode ver Vírus voltando a ser visível, encarando o garoto de cima. João tentou a última direção livre, onde um arbusto jazia intocado. Mas antes que o legionário chegasse no arbusto, dois pontos se acenderam entre as folhas. Dois pontos ligados por um bastão.

Os terroristas se mostraram todos. Um pentágono havia se formado. Cinco escoltas de Heawyer. E no meio, João, insignificante. Com medo e fúria, o garoto encarou os oponentes. Kurshkov, Bouldergeist, Vírus, Corvo e General Starbolt. Cinco pessoas (ou seres, melhor dizendo) munidos de armas pesadas e músculos enormes. Cinco dos seres mais aterrorizantes e mortais da Terra. E todos lá por apenas um motivo: matá-lo.

O garoto olhou em volta novamente. Nas condições em que estava, provavelmente não poderia com todos aqueles juntos. Mas ele não podia desistir. E não tinha como conversar com eles, tentar persuadi-los ou tirá-los daquele caminho, como havia conseguido com Brian. Heawyer havia feito uma seleção cuidadosa. Mandara apenas servos leais.

Kurshkov ficaria a distância, como sempre. Bouldergeist e Starbolt eram peças valiosas no combate corpo a corpo. Corvo e Vírus eram mortais com facas e foices. João começou a traçar sua estratégia. Com certeza ele deveria manter distância de Bouldergeist e Starbolt. E os dois eram muito rápidos. Aquela seria uma tarefa difícil. Ele poderia tentar desarmar Vírus e Corvo, derreter as facas ou jogá-las para bem longe. E provavelmente se manter perto do incendiário não seria tão perigoso.

Com um plano traçado (mesmo que não um bom plano) João partiu para cima. Ele pulou direto na direção de Kurshkov. Se o garoto estivesse certo, o mercenário entraria em pânico. Mas o russo socou a cara do legionário. João caiu.

Bouldergeist e Starbolt avançaram ferozes na direção do garoto caído. Um erro tático. Um grande erro. Bouldergeist tentou espremer a cabeça dele, mas João rolou no chão e se levantou. Starbolt passou o bastão nos pés dele, jogando-o contra o chão. João se virou de barriga para cima a fim de atirar raios laser em Starbolt com seus olhos, mas algo voou na sua cara. Uma faca de Vírus. Certeira na pupila do garoto. Ele grita agonizado. Seu plano não só falhara miseravelmente, mas falhara com uma rapidez imensa.

Cego de um olho, o garoto não tinha o que fazer. João viu uma grande massa cinza vindo em sua direção. Algo lhe acertara fortemente, um soco de Bouldergeist. O garoto caiu. Ele sentiu algo fincando sua perna. Era a foice de Corvo. João gritou de dor e agonia. Uma vez preso ao chão, não conseguiria reagir nem se desviar.

Uma montanha formou-se em cima de João. Bouldergeist socava seu tronco, que pouco a pouco, ia se quebrando. Starbolt fixara seu bastão na testa do garoto, mantendo-o imobilizado e em choque. Corvo e Vírus já estavam à distância, com seu trabalho já terminado. Kurshkov olhava a cena de cima, voando. João não conseguia fazer nada. Não conseguia reagir. Ele pensou em Cata, e em como ela estaria. Devia estar sendo torturada, como ele. Pensou nos filhos ou filhas que viria a ter, nas irmãs e em seus amigos. Ele com certeza morreria lá. A Legião não mais prosseguiria. Todos morreriam, e Heawyer reinaria absoluto. Aquilo não podia acontecer. Mas estava acontecendo.

Então, João sentiu uma fagulha. Uma fagulha de ódio. Se ele iria perder, levaria alguém com ele. Então, a mão do garoto subiu. Com dificuldades, ele agarrou o bastão de choque de Starbolt. O ciborgue, sem acreditar, ficou paralisado. João empurrou o bastão na direção do General, que caiu. Depois, ele atravessou a mão na cabeça de Bouldergeist. A criatura cambaleou, rugindo de dor (se é que sentia dor). O garoto retirou a foice de Corvo de sua perna e a jogou nas costas de Vírus. Então, o legionário se levantou. Pronto. Ele estava completamente irado. Agora sim, seria uma luta justa.

Kurshkov disparou fogo no corpo de João. O garoto não se moveu. Ele se concentrou no seu fator DNA. O fogo quase não fazia efeito. O incendiário parou. O Pentágono esperou a fumaça baixar. Mas ela não baixou. João conduziu a fumaça na direção do mercenário, que ficou sem visibilidade. O garoto então se moveu até Bouldergeist. Recuperado, o monstro tentou acertar o pescoço de João, mas o garoto se abaixou e se virou para as costas da criatura. Ele disparou raios elétricos nas costas de Bouldergeist, que rugiu furioso. O monstro se virou e começou a atacar o garoto com ferocidade. Enquanto se desviava, o legionário foi socado nas costas por Starbolt. O ciborgue estava para enfiar o bastão na cabeça do garoto, mas João rolou para longe. Ele se levantou e correu na direção contrária, onde Corvo o esperava. O morto-vivo girou sua foice e acertou o ombro direito de João, fazendo-lhe um profundo corte. O garoto gritou de dor, mas continuou avançando até Corvo, e agarrou seu pescoço. Ele estrangulou Corvo até não poder mais. O monstro era um morto-vivo, mas ainda sentia dor, e ainda morria.

Mas antes que o estrangulamento fizesse efeito, Kurshkov acertou um tiro na cabeça de João. Um tiro certeiro. Mas o legionário não caiu. Ele se virou e saltou na direção do mercenário, que tentou voar mais alto, mas não teve tempo. João agarrou uma das asas do traje do incendiário, rasgando-a. Os dois caíam em direção ao chão, mas Starbolt não deixou João cair. O ciborgue socou a barriga dele, jogando-o diretamente na direção de Vírus, que, preparado, tinha uma seringa na mão.

-Dopa ele! – gritou Corvo, já recuperado, mas ainda no chão.

Vírus preparou a seringa, mas João se levantou e chutou as pernas do vilão, que caiu. O garoto correu na direção de Starbolt, mas Bouldergeist agarrou o legionário pela perna. Furiosamente, a criatura girou João e jogou-o na direção de Starbolt, que acertou o choque do bastão no peito dele. Aquilo deveria matá-lo. Mas ele ainda estava concentrado em seu fator de DNA regenerador.

João se levantou e disparou água no ciborgue. Ele esperava que aquilo estragasse os circuitos de Starbolt. Mas não teve tempo de ver. Bouldergeist agarrou-o do chão e o jogou à sua frente. O monstro deu uma cotovelada no peito do garoto, que ficou sem ar por alguns segundos. Nesse meio tempo, Corvo avançou com sua foice. Ele rasgou o joelho do legionário, para que este não pudesse andar. Mas João rapidamente se regenerou e agarrou a foice de Corvo. O garoto começou a girar o monstro, que saiu voando, sem a sua foice. João derreteu a foice com o olho que lhe sobrara. Mas nisto, não viu Kurshkov se aproximando. Ele atirou em João. Um tiro no peito, um na cabeça, um no rosto, mas nada daquilo fez muito efeito.

João magnetizou sua mão e puxou as armas de Kurshkov para si. Ele as jogou para longe, mas Starbolt agarrou o braço do garoto. O ciborgue preparou-se para cortar o braço do legionário, mas João conseguiu livrar sua mão. Ele criou um buraco bem fundo onde Starbolt pisava. Dali ele não sairia tão cedo. Mas Bouldergeist agarrou a cabeça do legionário. Ele começou a girar João com violência, pressionando cada vez mais seu crânio. O garoto atirou raios de lava por seu olho bom. Bouldergeist, surpreso, largou a cabeça do legionário, que foi lançado em direção a uma árvore.

Antes que João se levantasse, Vírus pulou nele e o imobilizou.

-Aqui! – Kurshkov pulou na direção dos dois e Vírus lhe jogou a seringa.

-Vai logo! – Vírus tinha dificuldades em manter João imobilizado, pois o garoto sacudia e esperneava. O incendiário estava para fincar a seringa no pescoço do legionário, mas algo aconteceu...



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