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História As Crônicas da Legião - Capítulo 115


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Capítulo 115 - Sementes da Destruição - Mas o que...


Tai olhava fixamente para um ser humanóide à sua frente. Humanóide pois ficava difícil identificar o que exatamente ele era.

Seu corpo era completamente coberto por uma armadura negra brilhante de deixar até mesmo Clare com inveja. Os detalhes roxos na armadura dava um ar futurista, meio de ciborgue. Seus olhos eram focos roxos, e eram tudo o que havia no capacete da armadura. A figura segurava na mão um artefato complexo que lembrava muito um fuzil de assalto, só que mais bruto e ao mesmo tempo mais delicado. Embora tivesse um ar de superioridade e que impunha medo e respeito, era relativamente baixinho. Tai não sabia exatamente o que fazer. A armadura tinha seus olhos fixados na garota, como se esperasse que ela tomasse a primeira ação para então decidir como reagir.

Após bastante tempo parada em silêncio, ela se levantou devagar. Os olhos da armadura acompanhavam a garota enquanto ela se ajoelhava no chão, para então se colocar de pé. Tomando certa distância, Tai se atreveu a soltar algumas palavras.

-O que é você? - ela disse baixinho num tom desconfiado.

Devagar, a figura levou suas mãos à cabeça, mais precisamente, ao ouvido. Ele apertou o que parecia ser um comunicador, e emitiu alguns sons que Tai não reconheceu. Ela assumiu então que a criatura fosse alienígena. Assim que tirou sua mão do comunicador, a armadura esticou a mão na direção de Tai, com o punho cerrado. A garota achou intrigante, mas ao mesmo tempo muito suspeito. Ela começou a andar de lado, e a cena anterior se repetia: a figura acompanhava a garota com os olhos, e agora também com seu punho. Por um ou dois segundos Tai parou e tentou analisar a situação. E nesses segundos, algo aconteceu.

Do pulso da armadura saiu um laser roxo que tomou a forma de um triângulo. Rapidamente, o triângulo passou por toda a garota, dos pés à cabeça. Parecia ser um tipo de analisador, pois não afetou Tai em nada. Então, tão rápido quanto apareceu, o laser sumiu. A armadura virou a cabeça de lado, como se achasse algo curioso. E por mais um ou dois segundos, permaneceu parada. Tai podia sentir a tensão no ar. Ela sabia que algo estava para acontecer.

A figura então baixou seu braço. Tai começou a recuar, tentando se afastar dela. E foi nesse momento.

A outra mão da armadura voou veloz e nem um pouco vacilante na direção da cabeça de Tai. A garota conseguiu se esquivar por muito pouco, mas não esperava que logo na sequência, viria o outro braço, tão veloz quanto o primeiro. A mão da figura se abriu, e três dedos tocaram a testa de Tai. E então, várias imagens começaram a percorrer sua mente. As imagens tinham meio que uma borda roxa e uma luz de fundo laranja, todas elas. Tai não sabia se aquilo importava. Ela viu muitas imagens, mas não conseguiu prestar atenção em nenhuma delas. E, quando conseguiu retomar a posse de seus movimentos, ela chutou a armadura para longe, desviando de seu toque.

Jogada para trás, a figura caiu meio desengonçada no chão. Não parecia esperar por aquilo. Tai então prontamente assumiu uma pose defensiva, esperando que o adversário revidasse de alguma forma. Calmamente, a armadura se levantou, mas não avançou na direção da garota. Ao contrário.

A figura abriu os braços e juntou as pernas, numa posição meio de mártir. Ela então começou a oscilar. Foi ficando cada vez menos visível, até que seu contorno se tornou um roxo muito forte e seu interior apenas uma camada fraca de um roxo claro. Lembrava uma película, um tecido na forma de uma pessoa com os braços abertos. E tão repentinamente quanto surgira, a figura desapareceu. Mas não só isso. Através de seu corpo, atravessaram diversos soldados da guarda nacional.

Tai olhou a cena, assustada, mas, principalmente confusa. O que havia acabado de acontecer?

Enquanto a garota analisava a cena, os soldados se agrupavam em volta dela e levantavam suas armas, apontando-as para ela. Após alguns segundos refletindo, Tai voltou a se mover. Ela esboçou falar alguma coisa, mas preferiu ouvir os soldados primeiro. E se surpreendeu quando não ouviu nada.

Ela então começou a caminhar muito lentamente. Olhava fixamente para um soldado logo à sua frente, que tinha no olhar um ar frio e corajoso. Ele fixava seu olhar nela, apontando sua arma engatilhada, imóvel. Tai foi chegando cada vez mais perto dele. Estava estranhando que ele não se movesse e nem falasse nada. Até que finalmente ouviu algo. Mas foi atrás dela.

-Ela acordou! Ela está se movendo! Repito, ela está se movendo!

Tai olhou para trás para um soldado que apontava um fuzil para ela. Mas estava só ele lá. Todos os outros soldados haviam sumido. Ela estranhou, e esboçou perguntar alguma coisa, mas antes que pudesse tomar qualquer decisão, um cientista subiu pela escada de incêndio. Era Beargle. Ele olhava para ela com uma expressão surpresa.

-Olha quem decidiu se mover…

O presidente parecia querer continuar, mas num movimento rápido e preciso, Tai amassou o fuzil do soldado e fez surgir duas estacas pontudas de ferro, uma apontada para cada um dos homens. Beargle e o soldado levantaram suas mãos em sinal de rendição. O presidente tinha no rosto um olhar curioso.

-Como assim decidi me mover? - ela perguntou irritada.

Beargle esboçou uma risada, mas assim que Tai notou ela aproximou a estaca de ferro do pescoço dele.

-Calma, calma garotinha. - ele disse tentando conter a risada - Você não percebeu? Você está parada aí nesse exato lugar há 7 dias, imóvel. E mais do que disso. Intocável. Ninguém conseguiu te mover, te afetar, nada. Você parecia um bug da existência, sério. - ele disse a frase final com um tom de deboche, não mais conseguindo conter uma breve risada.

-Que merda é essa? - ela aproximou mais ainda a estaca do pescoço dele.

-Não, é sério! Eu juro. - ele disse, incrédulo - Heawyer nem conseguiu acreditar ou mesmo entender. Ele pediu que ficássemos de vigia para te matar assim que você voltasse a existir direito.

E após essa fala, Tai começou a olhar ao seu redor. Mais soldados começavam a surgir. De todos os lados visíveis. Mas isso não era seu maior problema naquele momento. Imóvel, intocável?

-Mas o que...



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