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História As Crônicas da Legião - Capítulo 116


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Capítulo 116 - Sementes da Destruição - Mundinho (Parte 2)


A grama do lugar não parecia ser normal. Mas pelo que parecia, era incendiável. Quem fizera aquilo, provavelmente ainda estaria por lá. Ana olhou em volta. Não haviam sinais de pegadas. A garota também não estava ouvindo nenhum som. Apesar de aquilo ser muito improvável, não parecia haver ninguém por ali.

Mesmo assim, Ana começou a caminhar na direção oposta à qual viera. Ela esperava ver alguma coisa a mais. Algo diferente. Nem nojento nem sinistro. Ana olhava para a grama, para os arbustos e para as árvores. Aquilo tudo era muito estranho. Ela nunca havia visto nada daquele jeito.

O que poderia ser? Além de estranho, o lugar era quente. Como uma estufa, fechada por fora. E além daquilo, também havia a estranha voz, que sempre dizia a mesma coisa. “Nunca mais verá quem você ama.”

Ana então começou a pensar sobre o que havia acontecido. Embora os terroristas fossem... bem, terroristas, não parecia do feitio de Pesadelo fazer dois ataques em conjunto, um seguido do outro, em plena luz do dia. Ele nunca havia feito aquilo, mas agora fizera. E bem quando os parasitas mencionados por Brian estavam para germinar. Tinha que ter alguma relação.

Ana ouviu então um barulho. Um barulho alto, estrondoso, como se fosse acima dela, onde não havia nenhuma árvore para ofuscar o som. Ana olhou para cima. Algo escuro vinha em sua direção. Algo pesado, escuro e brilhante. Parecia ser um pedaço de metal. E era enorme.

Ana correu para longe, mas o pedaço vinha mais rápido ainda. Ana pulou. O pedaço se esborrachou no chão, á dois metros dela. Ao se chocar, fez um som alto e pesado, como se o pedaço de metal fosse extremamente espesso. Ana não teve tempo para olhar. Ela se levantou e voltou a correr. Não era pra menos. O pedaço de metal voltava a se elevar. Ela conseguiu ouvir, e correu o mais rápido que podia. Mas o metal avançava rápido. E logo, já estava sendo redirecionado. Desta vez, ele voou rápido na direção dela. Novamente, ela saltou, mas enroscou o pé num galho de um arbusto, e não foi muito longe. O pedaço de metal avançava rápido para baixo. Ana fechou os olhos. Ela pensou em seus amigos, sua família. Era isso? Morreria num lugar que nem sabia qual era, sozinha, com medo, sem ninguém para encontrá-la. O mais triste dos fins…

Algo então se infiltrou por baixo do pedaço de metal. Era uma pessoa. Um garoto. Ele deitou-se de costas e manteve os pés e mãos para cima. Então, com um extremo esforço, ele segurou o pedaço de metal.

-SAIA! – o garoto gritou, com um aparente esforço na voz. Ele estava ficando vermelho, suava e mal conseguia respirar.

Ana correu para longe do pedaço. Ela então conseguiu ver a sua extensão. Era enorme. Acima do metal, parecia haver um tipo de cabo, grosso e comprido, que ligava o pedaço de metal a alguma coisa.

Ana então se lembrou do garoto, mas ele já estava rolando para longe do pedaço. Com uma precisão quase olímpica, o garoto conseguiu sair de baixo do metal, correndo para Ana e gritando.

-Vamos sair daqui. – ele correu em direção da floresta, que provavelmente fora de onde ele viera. Ele usava uma calça jeans toda rasgada, uma camiseta laranja surrada onde estava escrito “LueP”, e um casaco cinza por cima.

-Olha, obrigada, mas... – Ana parou de correr e passou uma rasteira no garoto – QUEM É VOCÊ E COMO ME ENCONTROU? – Ana levantou suas mãos, já incandescidas, na direção do garoto.

-Não há tempo para isso! – o garoto gritou do chão.

-Sim, há. – Ana gritou impaciente.

-Não, não há! - ele gritou as últimas palavras olhando na direção do pedaço de metal, que voltava a se elevar.

Ana Vitória fez um gesto com as mãos, mas o garoto apontou o pedaço de metal no alto. Ela logo entendeu. Ambos voltaram a correr. Alguns metros atrás deles, um outro estrondo, seguido de um terremoto. Será que aquela coisa não iria parar nunca?

Correndo por mais um tempo, os dois perceberam que os estrondos e terremotos haviam cessado momentaneamente. E, na primeira oportunidade, Ana derrubou o garoto de novo.

-Agora vai, me fala. - ela disse num tom desafiador.

-Bom, já que é assim... – o garoto se levantou, chutando as mãos de Ana num salto impressionante – Eu não quero estar aqui quando a mão voltar. Mas fique á vontade.

-E por acaso poderia me explicar o que está acontecendo? – Ana gritou furiosa agarrando o pescoço do garoto. Ele tentou resistir, mas não conseguiu. Enfim, ele cedeu.

-Meu nome é Luep. – o garoto disse com dificuldade – e desse jeito você nunca mais vai sair daqui.



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