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História As Crônicas da Legião - Capítulo 117


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Capítulo 117 - Sementes da Destruição - Reforço


Firewasp olhava fixamente na direção de um rosto familiar, sem acreditar no que via. Aos olhos dele, o Agente Garcia corria na direção dos terroristas. O legionário jogou uma faca no pescoço de Firewasp, que se desviou por pouco. Mas ao se virar para Garcia novamente, este já estava muito perto. O Agente segurou o pescoço do mercenário.

-Isso não é possível! – Firewasp disse com dificuldade – Eu te matei pessoalmente!

-Então você não sabe matar, amador! – Garcia tinha no rosto um olhar de ódio.

O agente pegou outra faca de seu colete surrado e rasgado e se preparou para fincá-la em Firewasp, mas João o impediu.

-Não faça isso. – ele gritou, com o olhar cansado e a boca sangrando, ainda não totalmente regenerado dos golpes de Bouldergeist. O legionário deu uma piscadela para Garcia, uma piscadela tática. Garcia entendeu.

João então desapareceu no ar. Ninguém mais o estava monitorando, pois todos mantinham sua atenção sobre Garcia. Mas após o ato, Vírus percebeu e se enfureceu. Ele pegou um de seus frascos do seu cinto e o jogou no chão. Imediatamente uma fumaça verde fosforescente subiu no ar. E, em seguida, apareceu João, alguns metros distante de Starbolt. O plano havia falhado.

Bouldergeist foi o primeiro a avançar. Ele praticamente voou na direção do garoto, acertando-lhe um soco com a força da gravidade. João imediatamente sentiu uma ou duas costelas se quebrarem. O monstro olhou para Vírus, esperando um sinal. Vírus virou a cabeça na direção do monstro. Ele deu um sorriso maligno e fez um joia para baixo. João olhou para Garcia, esperando que este fizesse alguma coisa. Mas o olhar do agente não era de espanto. Era de experiência, como se fosse para aquilo acontecer. João não conseguiu interpretar o olhar, mas reconheceu um outro som. Um som metálico, pesado, de algo realmente grande correndo na floresta. Bouldergeist também ouviu o som, e pareceu não gostar. Ele se afastou de João e começou a olhar para os lados.

Quase que imediatamente uma armadura verde entrou correndo na clareira. Atrás dela, um garoto corria, com um capacete tecnológico. Ele avançou em Bouldergeist, dando-lhe o impacto de um rinoceronte. O monstro voou alguns metros. Garcia e João se surpreenderam. Bouldergeist NÃO era intocável. Ele voava se lhe batessem muito forte. E provavelmente não seria imortal.

Garcia arremessou Firewasp de cabeça numa árvore. Ivo e seu X-360 entraram na frente de João, protegendo-o até que ele se recuperasse.

-Apareceu na hora certa, garoto. – ele disse no chão, com dificuldade e gemendo de dor. Precisaria de seus poderes para se regenerar. Mesmo assim, agradeceu.

-Não há de que. – Ivo respondeu. Parecia mais sério e experiente – Mas não sou só eu que estou na floresta – o garoto disse a segunda parte com um pequeno (mas aparente) entusiasmo.

João então olhou para as árvores de onde Ivo tinha surgido. As árvores estavam agitadas, como se estivessem recebendo de perto uma quantidade imensa de… eletricidade estática?

Uma garota de cabelos negros emergiu da floresta, com um tipo de aura em cores verdes e azuis ao seu redor. Isa chamou a atenção de Corvo, que correu para cima da garota com a foice em mãos. Isa atirou uma rajada de raios estáticos, mas Corvo não parou de correr. Ele abaixou a foice na direção da garota, mas Isa se abaixou e rolou para o lado. Corvo não sentia mais dor, Isa não poderia com ele. João olhou para a garota com um olhar preocupado. Mas Isa não parecia com medo.

Outra figura imergiu das árvores, agora, um garoto. Snowy olhava fixamente para Corvo, com a foice no ar. Repentinamente, a foice do morto-vivo se congelou. Corvo olhou irritado para o garoto.

Mas nesse tempo, Bouldergeist havia se levantado e voava na direção de X-360. Ivo se preparou para o impacto. João sumiu no ar. Um som alto e estridente se ouviu, e X-360 voou para longe. Ivo se abaixou, e quase foi atingido por sua armadura. Bouldergeist avançou feroz na direção de Ivo, mas seu alicerce no chão foi congelado por Snowy.

Antes que o garoto do gelo pudesse fazer mais algo, Starbolt chutou ele para longe. Garcia atirou suas facas no peito do ciborgue, mas estas não perfuraram o nicolon dele. Nesse meio tempo, Isa correu até João e o ajudou a se levantar.

-Vamos embora daqui! – a garota disse, como se tudo fizesse parte do plano.

-Mas e eles? – infelizmente, João sabia qual seria a resposta da garota.

-Eles já concordaram.

Vírus atirou suas facas na direção de Snowy, mas este congelou-as no ar. Firewasp jogou uma granada de fumaça e em seguida uma de fogo. Snowy foi queimado e correu para longe, com o braço em chamas, começando a derreter.

Garcia pulou na direção de Firewasp, mas Bouldergeist o pegou no ar e o jogou para longe. João olhou para Snowy, Garcia e Ivo. Devia haver uma maneira de salvá-los. João apagou o fogo no braço de Snowy. Ele estava pronto para entrar de vez na batalha, mas Isa o impediu. Ela segurou o braço dele, e disse novamente.

-Eles já concordaram.

João pensou por um instante. Sair naquela hora talvez fosse sua única chance de encontrar e salvar sua família. Mas ele não podia abrir mão de seus amigos, que tantas vezes haviam quase se sacrificado por ele.

Mas antes que o garoto se decidisse, Corvo jogou sua foice na direção dos dois. João se desviou por pouco. Isa se abaixou quase que na hora certa. A foice raspou no antebraço da garota. Isa deu um gemido de dor. João, quase que num impulso involuntário, pegou a mão da garota e sumiu no ar.



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