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História As Crônicas da Legião - Capítulo 123


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Capítulo 123 - Sementes da Destruição - Dupla Dinâmica


Quando chegou perto da confusão, Gabriela teve que parar para processar o que estava acontecendo. Se abaixou atrás de um arbusto e observou. Por um momento, só pode ver um exército de caveiras. Um exército realmente enorme. Parecia haver umas 300 caveiras na clareira. Mas não conseguia ver o que estava atacando-as. Olhou com mais atenção, e então viu alguém. Mas não era nenhum dos seus colegas. E sim um homem comum.

Era difícil extrair muitos detalhes pelo fato do homem não parar de lutar e se mover, mas ele parecia vestir um tipo de armadura de prata, dos pés ao pescoço. Olhando mais atentamente, podia-se ver que era um homem chegando à meia-idade. A situação podia parecer um pouco (só um pouco) desvantajosa para o senhor, mas ele estava se virando muito bem sozinho. Na verdade, se virava tão bem que Gabriela até temeu que não fosse precisar de sua ajuda. Ela hesitou, mas decidiu entrar na luta e ajudar, mesmo que sua ajuda não fosse necessária. Esse era praticamente o resumo de sua vida.

Ela correu para a clareira e começou a disparar raios solares. Mas ao olhar para o homem, Gabriela percebeu que ele nem mesmo parecia notar a presença de mais um combatente na luta.

O sol sumia cada vez mais rápido no horizonte, e a garota já podia sentir os efeitos da noite sobre seus poderes. Sabia que ficaria muito cansada para lutar caso continuasse usando a energia que lhe restava para disparar raios solares, então diminuiu o ritmo e optou por socos e chutes normais.

Era sua primeira luta como um membro da Legião, e estava feliz por ter começado com algo simples como algumas caveiras. Bom, na verdade, simples é uma palavra forte para criaturas imortais que apenas se desmontam e se remontam em alguns minutos. Multiplicando essas criaturas por 300, simples fica um pouco fora de lugar. Mesmo assim, pensou em várias batalhas que seriam infinitamente mais difíceis, batalhas que os outros legionários já haviam enfrentado sozinhos e sobrevivido para contar a história. Imaginava como seria uma batalha de vida ou morte, onde você mata ou morre, contra alguém como B.L.U., Vírus, Warux’s ou mesmo aquele russo que tinha uma armadura de voo, não se lembrava do nome dele... Ela temia não conseguir derrotá-los. Temia ser fraca demais para encarar inimigos muito poderosos sozinha.

Ao olhar ao redor, Gabriela percebeu que as caveiras já tinham acabado. Ossos e mais ossos jaziam no chão, esperando para serem montados em caveiras novamente. A garota olhou para o homem do outro lado da clareira. Num momento, ele ficou parado. No outro, guardou sua espada na bainha e começou a correr.

-Ei! – Gabriela correu atrás do homem – Está tudo bem! Eu não sou terrorista...

Alguns minutos depois, o homem parou de correr. Gabriela, ofegante, parou atrás dele. Mas no momento seguinte, ele se virou com uma velocidade impressionante. E, uma vez cara a cara com a garota, socou seu rosto. Gabriela caiu, sem entender. Quando estava se levantando, levou um chute giratório na cara, e caiu de boca no chão novamente. Quando ia se levantar novamente, sentiu uma espada em seu pescoço.

-Fica no chão. – o homem disse lentamente.

-Calma. – Gabriela respondeu tentando parecer calma. – Quem é você?

-Eu faço as perguntas, mocinha. – ele rugiu – Não tenho muito tempo até aquelas aberrações se montarem de novo e virem atrás de mim. Quem é você e porque veio até aqui?

-Calma, calma. Eu sou uma legionária, e estou perdida aqui na floresta.

-Legionária? Perdida? – ele quase parecia rir – Você não engana ninguém. Quem é você? – ele pressionou a ponta da espada contra o pescoço de Gabriela.

-Já disse quem eu sou!

-Ah é? Prove!

Gabriela jogou o comunicador que recebera no dia em que entrara para a Legião.

-Isso aqui? Que cópia mais mal feita! – Ele bateu o escudo no comunicador, derrubando-o no chão.

-Desculpa. – Gabriela gemeu.

A garota tentou ser rápida o suficiente para agarrar a espada do homem, mas ele a puxou para longe. Num momento de tensão, ela se levantou e chutou o peito do homem, mas ele foi mais rápido e bloqueou com seu escudo. Gabriela se afastou e pensou um pouco. Com todas as suas forças, ela disparou uma rajada de energia solar numa árvore. A árvore praticamente se desintegrou.

-Eu sou uma legionária, e provo não fazendo isso – ela apontou para a árvore – com você.

-Vai sonhando que você ia conseguir. – o homem guardou a espada e começou a andar para longe.

-Ou! Quem é você?

-Você deve tomar mais cuidado. Seus poderes chamam muita atenção. É bom sairmos daqui, e rápido.

Os dois correram para longe. Uma atitude estranha, a do homem. Simplesmente fugir, e não impedir Gabriela de o acompanhar.

Alguns minutos depois, ele julgou ser seguro parar. Gabriela olhou seu rosto com atenção. Ele tinha algumas rugas, cabelos e olhos castanhos, e um cavanhaque no queixo.

-Como entrou na Legião sendo tão criança? – ele perguntou, tentando provocar a garota.

-Ei! – ela respondeu- Eu estava te ajudando, sabe?

-Me ajudando, você mais atrapalhou do que resolveu problemas. – ele respondeu. Parecia ter um certo sotaque britânico – Usando energia solar daquele jeito, você poderia ter atraído algo mais do que caveiras. É uma sorte ainda estarmos vivos.

-Está dizendo que eu sou inexperiente? – Gabriela não sabia blefar.

-Não. Você que se mostrou inexperiente.

-Tá, mas eu te ajudei.

-Com a sua ajuda ou não, eu teria vencido. A diferença é que você está me fazendo perder tempo.

-E o que tem que fazer de tão importante?

-Não é da sua conta.

-Eu posso ajudar.

-Não quero sua ajuda. Você é inútil.

-Mas eu já te ajudei antes e posso ajudar mais.

-Você não ajudou ninguém.

Gabriela suspirou. Ele era muito cabeça-dura. Ela então se virou de costas pra ele e começou a caminhar para a outra direção. O homem estava um pouco mais calmo. Aos seus olhos, estava apenas lidando com uma adolescente mimada.

-Ok. Parabéns por me ajudar. – ele disse, como se tivesse acabado de ser derrotado.

Gabriela parecia satisfeita. Ela se virou de volta para ele.

-Obrigada. Eu sou Gabriela. Qual o seu nome? – disse com uma inocência tão grande que nem percebeu a fúria do homem.

-O meu nome não importa. – ele se virou. Em seu pescoço, havia parte de uma tatuagem, que dizia Brave. Valente, em inglês.

-Tá bom, homem valente. - ele se virou devagar após ouvir aquilo – É o seguinte. Você me atacou. Agora, quero saber o que está fazendo e porque a pressa.

Valente suspirou. Não se livraria da criança tão facilmente.

-Eu vou matar o líder desses terroristas, Heawyer. – disse como se fosse tão simples como caminhar – E para isso não posso ter distrações. Passar bem.

Valente caminhou com pressa para longe. Uau. Matar Heawyer. Isso sim era uma meta. Enquanto algumas pessoas miravam emagrecer, conseguir uma promoção no trabalho, impressionar aquela pessoa que havia conhecido no Tinder, Valente queria matar um dos homens mais poderosos e perigosos no mundo. No mínimo, diferente.

Ele nunca conseguiria sozinho. Gabriela então começou a andar atrás dele. É claro que ele percebera. Mas não dissera nada. Talvez estivesse apenas cansado de discutir com a garota. Ou talvez estivesse até feliz de estar finalmente cercado por pessoas que não queriam matá-lo.



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