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História As Crônicas da Legião - Capítulo 125


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Capítulo 125 - Sementes da Destruição - Assassina


Tai estava meio confusa. Aquela história de ter ficado imóvel, intocável era ridícula. Talvez por isso Beargle não estivesse conseguindo conter o riso. Ele era um cientista. E também sabia que aquilo era ridículo.

Bom, hora de pensar nos maiores problemas. Quando voltou a si, Tai percebeu uma quantidade bem grande de soldados chegando para cercá-la. Aquilo não seria um grande problema. De um momento para o outro, as armas dos soldados todas saíram voando de suas mãos e começaram a se virar para eles. Todo o pelotão parou de se mover, todos ao mesmo tempo. A estaca no pescoço de Beargle chegou a encostar nele, mas ainda sem cortar. A situação estava controlada.

-Você já devia saber que isso não funciona comigo. - ela disse baixinho para o presidente num tom convencido - Ninguém se mexe e ninguém se machuca. - ela disse a última frase para os soldados.

Tai conseguia ver nos rostos deles o quanto estavam assustados. A maioria deles havia acompanhado toda a trajetória da humanidade nos últimos anos. Haviam acompanhado a contaminação e morte de quase todo o planeta pela radiação do Nicolon. Depois, haviam acompanhado o surgimento de pessoas com habilidades únicas. Além disso, ainda haviam acompanhado a invasão Wallirk também. Era muita coisa pra digerir e absorver.

Tai passou por Beargle e começou a descer as escadas de incêndio. Mas antes que ela descesse completamente, o cientista começou a falar.

-Estão vendo? É isso o que eles querem. Controle. - sua voz soava num tom surpreendentemente demagogo - Eles se fazem de pacíficos, amigos, protetores, mas por baixo dos panos, suas reais intenções já podem ser percebidas. A extinção da humanidade como conhecemos.

-Cala boca, imbecil. - Tai gritou em resposta, subindo para o telhado novamente.

-Primeiro, eles nos ameaçam. Colocam medo para nós não reagirmos enquanto ainda há tempo. Mas assim que eles estiverem prontos, vão nos atacar sem dó nem piedade, nos apunhalar pelas costas.

-Você falando de ameaças? - ela não acreditava no que estava ouvindo.

-Vocês realmente acham - ele se virou para os soldados atrás dele - que a espécie deles está em guerra? É tudo armado. Um ato, uma cena. Enquanto eles se preparam para nos substituírem como espécie dominante, eles fingem uma guerra entre eles, alguns pequenos conflitos. E, se nós não nos unirmos contra eles já, cedo ou tarde seremos história. - ele continuava gritando para os soldados, que já se mostravam inquietos - Mas eu não vou aceitar isso. Nós não vamos aceitar. Não vamos aceitar que esses monstros continuem destruindo nossas casas, arruinando nossas vidas. Nós vamos lutar. Lutar pela humanidade. - Beargle se virou para Tai. Num movimento rápido e imprevisto, ele retirou do bolso do casaco uma faca de caça e avançou com tudo nela. Involuntariamente, Tai reagiu com seus instintos de sobrevivência.

E, numa cena desconfortável, a estaca de ferro entrou no pescoço do presidente. Ali, na frente de todos. Seu corpo jorrando sangue cai no chão, já sem vida. Os soldados, já antes inquietos e amedrontados, assistem à cena com expressões de quem havia comprado o discurso do presidente. Tai levou as mãos à boca e arregalou os olhos. Era a primeira vez que havia matado alguém. E, por um breve momento, perdeu a concentração. As armas, antes apontadas para os soldados, todas caíram no chão. E eles não perderam um segundo sequer.

-ASSASSINA! - um deles gritou de prontidão.

-O presidente estava certo. - outro falou com um tom preocupado.

-Não, ele ia me atacar! Foi em auto-defesa! - Tai tentava se explicar, ainda chocada e se recuperando.

-Peguem ela antes que mate a gente também. - eles gritaram.

Segundos depois, um batalhão de soldados avançou em Tai. A garota tinha lágrimas em seus olhos. Mas não tinha tempo para isso. Ela começou a descer a escada de incêndio novamente, o mais rápido que podia. Ao chegar ao chão, ela arrancou a escada da parede o prédio, tentando impossibilitar os soldados de segui-la pelas ruas, mas eles pulavam do prédio ao chão. Alguns quebravam as pernas ou caíam de mal-jeito, mas pareciam não se importar. Eles seguiam a garota com ferocidade.

Tai continuou correndo por algum tempo. As pessoas na rua olhavam sem entender, e assim que viam o batalhão de soldados saiam da frente. Tai correu, correu, correu, até chegar na floresta, onde finalmente conseguiu despistar os soldados. Ela se sentou atrás de um arbusto enquanto o batalhão passava reto. Momentaneamente havia conseguido fugir, mas tinha certeza que muito mais viria a seguir.



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