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História As Crônicas da Legião - Capítulo 127


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Capítulo 127 - Sementes da Destruição - Explosão azul


Daiane e Yohana acordaram em uma outra área da caverna, que nenhuma das duas conhecia. Daiane ainda guinchava de dor. Seu ombro, completamente dilacerado, parecia que havia sido atacado por um animal selvagem. E, de fato, havia sido…

Yo também não parecia muito melhor. Parecia extremamente abalada. havia perdido a namorada dias antes, e antes que pudesse se recuperar daquilo, havia levado uma surra de Heawyer. Elas não tinham muitas esperanças, forças, nem nada parecido.

Daiane gemia de tempos em tempos, com seu ombro pingando muita água (já que ela era feita de água, ela não exatamente sangrava).

-O que foi isso? – Daiane sussurrou ao ouvir uma batida de pedras ao longe.

-Não pode ser bom. – Yohana nem queria saber.

As garotas se moviam devagar, e isso era preocupante. Precisavam achar mais alguém,

descobrir se mais alguém havia sobrevivido ao ataque dos terroristas ao prédio da Legião. Sem contar que precisavam também retirar os parasitas de seus corpos.

Daiane ameaçou um espirro.

-Não! – Yohana sussurrou enfática e tapou o nariz da amiga, impedindo que espirrasse

– Não podemos fazer barulho.

As garotas passavam por uma parte pouco iluminada da caverna. Num cantinho, restos

de carne e ossos jaziam há muito intocados. Restos humanos. Parecia que alguma

besta feroz vivia ali. Algo extremamente perigoso.

-Vamos logo. – Daiane já entendera – Aqui é onde guardam o X-35.

-X-35? – Yohana sussurrou um pouco surpresa – Não pode ser.

-Ah, pode sim. – Daiane discutiu.

-Mas ele foi congelado nas Bombas Congelantes anos atrás!

-Alguma coisa aconteceu. Ele estava lá no primeiro ataque, e não acho que ele foi alugado. – Daiane sussurrava preocupada.

-Tá, tá. – Yohana apertou um pouco o passo.

Alguns instantes depois, Daiane começou a se sentir mal. Ela sentia uma pequena dor

nas costas. Segundos depois, a dor se transformou em pontadas, que se

transformaram em espasmos, que se transformaram em dor intensa. Daiane caiu no

chão, gritando de dor. Aos poucos, a dor foi indo para o topo da coluna vertebral.

Quase no cérebro. Daiane gritava agonizada, sem conseguir parar.

-Daiane! – Yohana dizia furiosa e amedrontada. Ela tinha certeza de que era o parasita.

Só podia ser.

Mas algo mais ouviu os gritos de Daiane. Um rugido foi ouvido ao longe, e em seguida,

pedras raspando no chão. Segundos depois, já era possível ver Bouldergeist.

A besta avançou em Yohana, que estava sentada ao lado de Daiane. Por pouco errou

sua cabeça. Oportunamente, Daiane parou de ter os ataques e se levantou. Assim que

viu o monstro, seus instintos começaram a mandar nela. A garota se jogou para o lado.

Segundos depois, Bouldergeist passou voando no lugar onde Daiane antes estava.

Yohana sacou sua katana. Ela ficou em posição de guarda e esperou. Bouldergeist veio

com a velocidade de um trem. Yohana tentou fincar a espada no buraco-olho do

monstro, mas não conseguiu, errou e foi jogada para trás. Daiane tentou entrar na

luta, e criou uma onda para tentar diminuir a velocidade de Bouldergeist, mas o

movimento seguinte da besta foi como se nada tivesse acontecido. Ele atirou seu

braço na direção de Daiane e acertou sua cabeça. Daiane caiu de boca no chão, com

um corte feio na testa.

Yohana se levantou e novamente se posicionou. Desta vez, ela girou a espada e o corpo quando o monstro voou por ela, e assim, passou a katana pela extensão da parte da cabeça de Bouldergeist. Ele não parecia sentir, mas ficou irritado. Ele voltou correndo e derrubou-a com um soco. Daiane tentou frear Bouldergeist com outra onda, mas novamente ele simplesmente atravessou a onda. Ele se aproximava de Yohana. A garota tentou se levantar, mas a besta segurou a cintura dela e a pressionou no chão. Ela tentou alcançar sua katana, e a pegou, mas assim que tentou finca-la entre as pedras de Bouldergeist, ela ficou presa. Era isso o que o monstro estava esperando. Bouldergeist começou a apertar a cintura de Yohana. Daiane tentou intervir novamente, criando uma quantidade de água dentro da mão do monstro e a expandindo. A mão de Bouldergeist explodiu em pedras. Daiane deu um pequeno sorriso.

A criatura deixou Yohana e partiu para cima de Daiane. Ele desferia socos e mais socos com a mão que lhe restava, mas Daiane desviava de todos. Bouldergeist criou um pescoço, que ligava sua cabeça ao seu tronco. Ele então segurou Daiane pelos pés. A garota estava sendo puxada, e a criatura fazia o movimento de mastigação, com os olhos já laranjas de raiva.

Mas Yohana terminou de atravessar a besta com sua katana. Bouldergeist rugiu furioso. Ele se virou para Yohana e deu uma cabeçada nela. A legionária caiu desacordada no chão. E então, num único e certeiro movimento, Bouldergeist avançou sua mão na direção da cabeça da garota.

-NÃO! – Daiane gritou, embora só pudesse assistir à cena. O monstro esmagou a cabeça de Yohana como se esta fosse apenas gelatina. Horrorizada com a cena, Daiane começou a correr, embora não conseguisse ir muito rápido.

Bouldergeist voava furioso atrás de Daiane. Ele refez a mão que a garota havia explodido e pegou o pé dela. Com uma expressão furiosamente satisfatória, ele começou a puxá-la para sua direção. Novamente fazia o movimento de mastigação.

Daiane tentou criar água no corpo de Bouldergeist, mas o monstro foi mais rápido: colocou o pé direito da menina em sua boca e mordeu. Mordeu de novo. E mais uma vez. Daiane gritava em agonia enquanto a boca de Bouldergeist ficava aguada com o “sangue” dela. Ele não sentia nenhum gosto, mas sim um sentimento de realização. A garota o irritara muito. Era quase como uma vingança. O pé de Daiane já não existia mais, e um líquido aguado jorrava e escorria pelo tronco de Bouldergeist. Aquela altura, Daiane já estava desistindo da vida. Bouldergeist começava a mastigar sua perna. Daiane não aguentava mais a dor. Não aguentava mais saber que aquela dor não seria só sua. Bouldergeist era imparável, e mataria quem quer que fosse para ter sua diversão. Pensando nisso, Daiane parou de berrar. Ela respirou fundo, e seu corpo se tornou azul. Um azul-água. Lentamente, um brilho da mesma cor começou a irradiar dela. A legionária então deu um grito. Um grito de fúria. Ela explodiu com violência. Bouldergeist foi desmontado pedra por pedra.

Após tanto esforço, Daiane conseguiu se “remontar” em outro canto da caverna. Ela levantou a cabeça para procurar Bouldergeist, mas tudo o que viu foram pedras imóveis. Fraca e com muita dor, ela apagou ali mesmo...



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