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História As Crônicas da Legião - Capítulo 128


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Capítulo 128 - Sementes da Destruição - Reforço indesejado


-O que você disse? - Ana Vitória disse em tom de desafio.

-Esquece isso, o que importa é que eu vim aqui pra te salvar.

-Desculpe, como?

-É, te salvar.

-E quem é você, exatamente?

-Olha... – Luep começou um pouco receoso – O alienígena, aquele que tentou invadir a

Terra... Você nunca se perguntou onde ele foi parar?

-Na verdade... não. – Ana se sentiu burra por nunca ter pensado nisso.

-Então... um amigo meu que também é um de vocês me levou o cristal com o alien depois que toda a bagunça acabou. Ele disse que ele tinha ajudado a aprisionar a criatura no cristal. E também disse que queria que eu guardasse o cristal em segurança. Em um lugar onde ninguém além de mim fosse achar. – Luep respondeu, ainda receoso.

-E por que meu amigo se dirigiu diretamente a você? – Ana identificou Snowy na

história.

-Porque eu sou o dono do lugar mais seguro nesse sistema solar. – agora o garoto

falava com atitude e pose.

-Você está falando da base LightShadow? – Ana ficou impressionada – Sem chance!

A base LightShadow, para aqueles que não sabem, é uma base do planeta Terra, construída no lado de baixo do Sol. Após a descoberta do Nicolon, foram feitas naves espaciais mais resistentes e trajes especiais que foram feitos para chegarem mais perto do Sol. Os cientistas humanos decidiram então construir uma base de pesquisa no lado de baixo do Sol, já que o Nicolon poderia ser usado na construção por ser quase inquebrável e não inflamável. Mas os cientistas não tinham o dinheiro necessário para a construção, então pediram á um magnata chileno, na época o homem mais rico do mundo, que construísse a base para eles. E em troca, o magnata pediu que tivesse total controle sobre a base, quase como se fosse dono dela.

-Bom... sou eu. – Luep disse um pouco sem-graça – E sim. O Wallirk está lá, bem  escondido na LightShadow. Mas, no meio do carregamento, alguém me denunciou. O acordo deveria ser secreto, mas alguém me denunciou, vendeu a informação pro Heawyer. Dias depois disso acontecer, um cara sem olhos apareceu. Eu consegui fugir e fui buscar ajuda com Snow, nosso amigo em comum que me contatou. Mas ele ainda não sabe que o alien pode fugir... porque provavelmente o Heawyer já sabe onde está o cristal com o alien e está indo buscá-lo pessoalmente.

Ana escutou tudo com uma cara de idiota. Quando entrou na Legião, pensou que estaria entrando numa equipe que saberia de tudo. E quando pensava isso, BUM. Uma notícia daquelas vazava daquele jeito. Como ela não havia visto tal coisa?

-Mas o B.L.U. traiu o Heawyer. – Ana encontrou uma falha na bela história de Luep – Por que Heawyer iria buscar o Wallirk então?

-Minha querida – Luep começou com um tom de voz que retratava que suas próximas palavras seriam extremamente óbvias – Eu não sou um vidente.

Ana ficou ligeiramente irritada. Luep voltou a caminhar na direção da floresta.

-Mas então o que exatamente é aqui? – Ana mudou de assunto. Luep olhou para Ana como se dissesse “Sério isso?” – Certo. E há quanto tempo você está aqui?

-Eu sei lá. Não estou de relógio. – a maneira arrogante de Luep falar começava a irritar Ana.

-E o que fazer para sair daqui?

-Moça – Luep voltava a falar com um tom óbvio – não acha que se eu soubesse como sair daqui eu já teria saído?

-Então isso quer dizer que na atual situação você é um inútil? – Ana resmungou.

-Sim. – Luep respondeu calmamente, mas com um tom de sarcasmo ligeiramente aparente – Tão inútil quanto você.

-Inútil? – Ana incandesceu suas mãos.

-Inútil. – Ana foi lançada para longe do chão. Seu colega parecia satisfeito em deixar a garota lá, mas então ela caiu de cara no chão.

Luep continuou andando. Ana, por falta do que fazer, o seguiu.

-Chegamos. – o garoto disse após algum tempo de caminhada.

-Chegamos? – Ana olhava para o horizonte. Tudo o que via era nada. Outro abismo se estendia à sua frente e abaixo deles.

-Sim, chegamos. – Luep deu uma olhada para baixo – Vamos?

O garoto se jogou no abismo. A princípio, Ana pareceu surpresa, mas logo viu que seu colega estava flutuando em direção ao fundo do abismo.

-Você VOA? – Ana ficou perplexa.

-Não. – Ana começou a flutuar também. Mas ela não acompanhou Luep. Ela foi jogada abismo abaixo. Até que, repentinamente, parou. Luep ria. Ele ia se aproximando da garota, que estava um pouco mais abaixo do que ele. – Relaxa, eu não ia te deixar cair e morrer.

-Você fez isso? – Ana gritou assustada.

-Não não, foi o Coelhinho da Páscoa. – Luep continuava no tom arrogante e irritante – Espera só pra ver o que eu posso fazer.

Ana olhou para baixo. Uma imensidão escura e aparentemente vazia os aguardava. O que haveria lá? Provavelmente nada. Mas a pequena probabilidade de haver algo lá embaixo era o que deixava Ana assustada. O que seria? Seria Luep um perigo, uma ameaça? Para onde a estaria levando? Saberia ele o que estava fazendo?

Todas essas perguntas deixavam Ana assustada. Luep, percebendo, começou.

-Já que você vai ficar com medinho, é melhor você apagar enquanto a gente desce. – disse no tom arrogante de sempre.

-O que? – Ana agora parecia indignada – Eu não vou apagar por conta própria só porque eu não sei o que está acontecendo.

-Quem disse por conta própria? – Ana bateu então a cabeça na parede do abismo e apagou. Luep parecia satisfeito, e curtiu a descida...



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