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História As Crônicas da Legião - Capítulo 129


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Capítulo 129 - Sementes da Destruição - O que a Gabi não sabia


Gabi já havia perdido X-35 de vista. Como era possível que o alien tivesse fugido daquele jeito? Havia ali alguma coisa estranha. Muito estranha. A garota ficou tentada a correr atrás do alien. Mas não sabia se isso era muito seguro. Por outro lado, correr na direção oposta a X-35 poderia ser um erro maior. Afinal, se o alien correra para longe daquela direção, poderia haver ali algo mais.

Mas Gabi era destemida (ou só muito burra mesmo). Ela olhou para frente e decidiu seguir seu caminho, como havia planejado. Não queria nem saber de X-35. Queria apenas sair dali. A garota voltou a correr. Corria sem parar, como se algo a estivesse perseguindo. Então, ela começou a suar. Começando a cansar, Gabi continuou correndo, mas com a cabeça para baixo. E foi assim, olhando o chão, que Gabi percebeu algo que salvaria sua vida.

Olhando para as rochas negras, Gabi viu um tipo de reflexo. Uma criatura. Que estava caindo na direção dela. Um tipo de ...tinha forma humana, mas era de um tipo de material diferente...

Sem pensar mais, Gabi se jogou para frente. Quase que imediatamente, o General Starbolt caiu onde antes estava a garota. O ciborgue se levantou devagar. Ele olhou nos olhos da garota, e, naquele momento, ela soube que deveria correr. Gabi voltou a correr. O general correu atrás dela. Só havia um problema: ele era muito mais rápido. O ciborgue logo a alcançou e a passou uma rasteira. Gabi se virou de barriga para cima e, com um único salto, girou a perna, chutando o General Starbolt e caindo de pé. O ciborgue cambaleou para trás. Se fosse humano, provavelmente teria quebrado o pescoço. Mas ele não tinha pele nem ossos. Apenas Nicolon, quase inquebrável.

Gabi voltou a correr o mais rápido que pode, mas novamente, o ciborgue a alcançou muito rápido. Dessa vez, ele segurou a garota pelo ombro direito e a jogou na parede de plantas. Gabi se abaixou na hora certa: um pouco antes do General enfiar uma estaca de metal onde estaria a cabeça dela. Gabi solou o tornozelo do ciborgue. Ele caiu de joelhos e Gabi chutou sua cara. O General Starbolt cambaleou, mas novamente, não caiu. Gabi começava a perceber que não teria chances contra aquilo. Era um robô feito de Nicolon, super resistente e pesado. Que chances ela teria socando e chutando ele?

Mas então Gabi viu alguma coisa. Quando o ciborgue cambaleou, a garota viu na articulação do pescoço dele um fio elétrico. E a articulação era aberta. Ela viu a cabeça do ciborgue um pouco para baixo, à meia altura do chão. E já sabia o que fazer.

Gabi pulou e entrelaçou suas pernas no pescoço do robô. Ela forçou a cabeça dele mais para baixo ainda, e então, puxou os pedaços de Nicolon que ficavam ao lado da abertura. Mas o ciborgue pensara rápido. Ele correu de costas para uma parede e bateu as costas nela. Gabi gemeu de dor e afrouxou suas pernas. O General então se virou e socou o peito da garota furiosamente. Gabi gritou agonizando de dor. Ela atravessou a parede de plantas do labirinto e chegou no corredor paralelo. Mas não parou por aí. Gabi bateu na outra parede do outro corredor e a atravessou também. E fez isso ainda mais uma vez. Ela gritava de dor, sentindo galhos, troncos e raízes batendo e raspando em suas costas. Chegara a atravessar três paredes. Ela não tinha forças e nem costas para se levantar. Então ficou parada, observando o General Starbolt se aproximar dela pelos buracos nas paredes. Não havia jeito. Ela podia lutar muito bem. Mas não adiantava. Enquanto ela se esforçava ao máximo para fazer o ciborgue cambalear, ele, com um soco a quebrava inteira. A garota ficou parada e gemendo de dor. Quando o General Starbolt chegou nela, se abaixou, ficando cara a cara com a garota.

-Fique aqui. – com uma voz fria e ameaçadora, com detalhes digitais.

Mas não fez mais nada. Ele não a matou e nem a levou para algum outro lugar. Simplesmente saiu andando. Gabi não conseguiu ver para onde ele ia, mas nem que tivesse visto, não conseguiria se levantar. E pronto. Era assim que acabaria sua pequena aventura pelo mundo legionário? Ela temia que fosse. E mais. Temia que não houvesse ajudado em nada. Até aquele momento, fora apenas mais um rostinho bonito na equipe. Não fizera nada de importante, não fizera nada “heroico” nem nada corajoso. Apenas apanhara. Aquilo não podia ficar assim. Gabi reuniu todas as suas últimas forças e se sentou. Não conseguiria voltar para a clareira. Seria arriscado demais. Ela precisava sair do labirinto. E precisava ser imediatamente. Gemendo de dor, e tirando forças não sabia de onde, ela se levantou. Começou com passos pequenos e lentos. Olhou o horizonte. Era tão igual quanto sempre fora. Aquilo era desanimador, mas Gabi não podia se dar ao luxo de desanimar e perder o ritmo. Ela então começou a andar mais rápido. Com as costas queimando, Gabi quase gritava de dor. Ela chorava. Mas chorava muito. Com seus últimos esforços, ela voltou a correr. Agora ela gritava de dor. E continuava chorando. Mas não chorava mais de dor e tristeza, mas sim de orgulho. Tinha orgulho de ser quem era, e se tivesse que morrer de algum jeito, seria tendo orgulho de sua morte. Seria tendo orgulho por ter tentado até o fim. Tendo orgulho por ter se levantado e lutado, como uma verdadeira legionária deveria fazer.



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