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História As Crônicas da Legião - Capítulo 130


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Capítulo 130 - Sementes da Destruição - E o mágico se revela


Cata abriu a pasta. Diversos arquivos estavam agora ao seu alcance. Ela deu uma olhada por cima de todos eles. Alguns tinham imagens, depoimentos, coisas do tipo. Uau. Era muita coisa.

Ela pegou o primeiro arquivo. Ele tinha uma foto dela. Era um arquivo um pouco mais detalhado sobre a paciente Brianna Parker. Cata leu o histórico da paciente, nome dos familiares, diagnósticos, tudo. Uma história muito bem bolada. Mas ela sabia que nada daquilo era verdade. Ela sabia quem era.

Infelizmente, não havia nada demais naquele arquivo. Rigorosamente nada demais. Cata começou a ficar preocupada. Se todos os arquivos fossem assim, ela não encontraria o que precisava, não encontraria uma maneira de sair dali.


 

Em sua cadeira, observando seus monitores, Heawyer trabalhava a mil. Sua mente ia até os cantos mais escuros, mais sombrios, buscar ideias, informações, qualquer coisa que pudesse manter a garota entretida, sem entender o que estava acontecendo. Já era difícil mantê-la naquele pesadelo, pois ela era psiquicamente muito forte. Quando ela havia começado a duvidar de algo, havia sido necessário o acoplamento daquelas máquinas desenvolvidas por Beargle, com o intuito de aumentar a atividade cerebral de Heawyer. Se Cata ficasse um pouco mais desconfiada ou conseguisse pensar e visualizar o que estava acontecendo, o terrorista não conseguiria mais mantê-la ali, daquele jeito.

Enquanto Cata terminava de checar o primeiro arquivo, uma segunda figura entrou na sala. Era Vírus. Ele sabia que Heawyer estava ocupado, mas decidiu entrar mesmo assim.

-Eles começaram a se reunir.

Aquela notícia era ótima. Significava que os terroristas tinham pouco tempo. E que Heawyer poderia começar a soltar algumas informações para Cata.

Ele foi reescrevendo o terceiro arquivo sem que a garota percebesse.


 

Enfim, ela chegou no terceiro arquivo, completamente desanimada. Ela achava que naquele ponto, já saberia o que estava acontecendo. Mas seu desânimo mudou quando viu as imagens do arquivo e começou a lê-lo. Logo no início, o arquivo apresentava um ultrassom da coluna de um paciente. Ali, se desenvolvendo junto aos ossos, havia uma pequena criatura. Cata instantaneamente se lembrou do que Brian havia falado, sobre os parasitas. Ela começou a ler o arquivo. Passava seus olhos pelas linhas com atenção, sem perder nenhum detalhe.

Aparentemente os parasitas haviam sido desenvolvidos por Beargle, a partir do “DNA” de Vírus e de tecidos cerebrais do próprio Heawyer. Eles haviam sido criados dessa maneira para iniciarem seu processo de crescimento na coluna, e, ao longo de seu desenvolvimento, eles iam subindo pela coluna, até chegar à base do crânio, assim, se infiltrando no cérebro do paciente.

O desenvolvimento dos parasitas não é um processo tranquilo. Uma vez instalados na base da coluna, eles demoram certo tempo para começarem a crescer e subir ao crânio. O trajeto é extremamente desconfortável, e a cada centímetro que o parasita se move, a tendência é que o hospedeiro sinta dores agudas nas costas, e, possivelmente, espasmos musculares e descontrole das funções motoras, visto que em um estágio do crescimento, o parasita se aloja próximo à medula espinhal.

Uma vez instalado na massa cerebral do paciente, o parasita emite uma onda eletromagnética forte o suficiente para desestruturar completamente as capacidades cognitivas da pessoa, transformando-a numa espécie de vegetal, sem controle de suas ações e sem qualquer nível de consciência. A partir disso, os genes de Heawyer possibilitam que os parasitas funcionem como antenas, para que, desse modo, o próprio possa comandar os pacientes como se fossem seu próprio exército pessoal.

 

Cata terminou de ler e sentiu um calafrio na sua espinha. Por um lado, estava muito aliviada que não carregasse um daqueles. Por outro, se sentia extremamente culpada por ter, de certo modo, deixado que seus amigos fossem hospedeiros daquela coisa.

Controle mental. Então era esse o plano de Heawyer.

-Que loucura. - ela sussurrou para si mesma - Mas não vai dar certo. Eu vou fugir daqui, e os outros também. E vamos impedir tudo isso.


 

Em sua cadeira, Heawyer não conseguiu conter um riso maligno. Fugir? Engraçado. Talvez estivesse na hora de ele mostrar à Cata com o que estavam lidando.

Ele imediatamente começou a reescrever o quarto arquivo, colocando todas as informações sobre os outros, só para se vangloriar e mostrar à garota o quanto ela estava errada.


 

Cata então puxou o quarto arquivo. Era meio que uma lista. E ela imediatamente reconheceu alguns dos nomes nela.

 

Lucas             - Enviado como escravo para o Faraó, no Egito

Gabrielle         - Presa num labirinto guardada por X-35 e General Starbolt

Adrian            - Eliminado

Yohana        - Eliminada

Daiane            - Vigiada de perto, encarcerada por Bouldergeist na caverna

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Cata ia lendo o arquivo, e, conforme avançava pelas linhas, perdia toda a pose que tinha antes. Ela lia as armadilhas onde seus amigos estavam presos. Lia que alguns deles já haviam sido eliminados. E isso enchia ela de ódio. Até que ela viu seu próprio nome.

 

Catalina        - Presa dentro de seus próprios sonhos, vigiada de perto por Heawyer

 

E, instantaneamente, Cata abriu seus olhos. Ela estava grudada, amarrada numa parede. Ela então começou a sentir a dor. Não. Começou a gritar de dor.  As algemas que prendiam suas mãos e pés tinham brilhos roxos que a eletrocutavam constantemente. Ela tentou fazer alguma coisa, mas foi aí que sentiu a presença de Heawyer em sua cabeça. Ele havia instalado um bloqueio psíquico. Um que Cata não conseguiria atravessar se não se concentrasse. Mas com aquela dor, isso se tornava impossível.

-Irônico, não? - ele se levantou, tirando os fios que ligavam sua cabeça às máquinas - Você, a mente mais poderosa do planeta. Presa dentro dela.

-Eu vou te matar seu arrombado! - ela gritou para ele em meio aos gritos desesperados de dor.

-Oh, mas não vai mesmo. - Vírus entrava na sala, carregando uma maleta completamente verde. E transparente.

Dentro da maleta, Cata conseguia ver nitidamente o pequeno parasita lunas que ela havia ajudado a aprisionar algumas semanas antes. B.L.U. estava de volta à Terra.



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