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História As Crônicas da Legião - Capítulo 137


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Capítulo 137 - Sementes da Destruição - Preparativos


-Você não está realmente considerando essa possibilidade né? - Cathy confrontou Brian com indignação.

-Talvez seja o meio-termo que vocês estão falando. - o fantasma retrucou.

-É, mas isso implica que estejamos dispostos a deixar tudo ir embora. - ela retrucou também - E não estamos.

Cathy disse a última frase como que esperando que João a apoiasse logo em seguida, mas o que aconteceu foi que ele ficou quieto. Estava pensativo, não sabia exatamente qual lado tomar.

-Você tá de sacanagem né? - Catherine gritou mais indignada ainda quando percebeu o receio do amigo - Não. Absolutamente não. Eu não vou me sujeitar a isso.

-Vocês têm que começar a confiar em mim! - Clare entrou na briga. Ela não havia entrado para a equipe para ser tratada como um pária.

-Não é exatamente questão de confiança. - Cathy continuava irritada - É questão de ser um risco desnecessário que pode desfalcar o grupo.

-Mas se os parasitas forem ativados no meio do resgate - o fantasma interrompeu - Não sabemos o que isso pode causar.

Cathy suspirou, muito indignada. Ela olhou para João como quem esperasse que ele resolvesse aquele problema por ela. Por alguns instantes ele não deu sinal de vida. Mas logo depois, ele concordou com a amiga.

-Vamos ter que ir pro tudo ou nada. - ele disse, ainda pensativo. João pode ver a frustração de Clare com a decisão - Não é que eu não confie em você, Clare. Mas Brian disse que os parasitas podem estar num estágio em que só o antídoto funcione. Se for esse o estágio do parasita, estaríamos apenas correndo um risco de forçar uma cirurgia. Você iria apenas perfurar as costas deles sem motivo.

Clare suspirou, ainda frustrada. Mas ela entendia. E, em partes, concordava.

-Certo. - ela concordou por fim - Mas então temos que fazer a investida hoje a noite.

-Nisso eu concordo. - Cathy voltou a falar - Não podemos perder tempo.

-Brian, Clare. Reúnam os outros. - João pediu, ainda pensativo. Parecia traçar uma estratégia, mas sua expressão de dúvida deixava difícil dizer algo com certeza.

Cathy se apoiou na árvore atrás dela. Apesar de toda sua pose, ela estava extremamente assustada. Nenhum deles sabia o que aquele parasita faria quando estivesse em seu estágio mais avançado.

-Você sabe que as chances são baixas né? - ela disse, cabisbaixa.

-Eu sei. - João respondeu, agora com ares mais deprimidos - Mas vale a pena tentar. Pensa só, são muitos deles que não voltaram. Se conseguirmos encontrar um deles, já vale a pena.

Cathy ficou quieta. Ela sabia que o amigo não pensava aquilo. Mas era o discurso que ele precisava fazer, como a figura de líder que precisava ser naquele momento. Mas no fundo, ele sabia que apenas Cata importava. E Cathy estava preocupada com aquilo. Com o que João poderia fazer, entregar, sacrificar para que Cata voltasse daquela caverna. Ela olhou para o amigo. Ele tinha no rosto a expressão de alguém que tenta segurar a dor, não transparecê-la. Mas ele não era muito bom nisso.

Cathy o abraçou, e ele a abraçou de volta.

-Vai dar tudo certo. - ela sussurrou para ele. João soltou uma lágrima.

 

Do outro lado do acampamento, Snowy brincava com uma pequena bolinha de neve que havia formado em suas mãos. Ele parecia pensativo, como se tentasse decifrar um puzzle muito difícil. Estava tão concentrado que não notou quando Ana Vitória chegou com um pouco de água e sentou-se ao seu lado.

-Snow?

-...

-O que foi?

-Nada demais.

-Você tem que parar com esse hábito do nada demais. Dá pra ver quando tem algo te incomodando.

-Hunf...

Isso foi o suficiente para que ele baixasse a guarda. Ele olhou para a garota, que havia sentado ao seu lado, e mudou sua expressão, para uma de dúvida.

-Você não acha estranho nós nos encontrarmos assim tão fácil? Tipo... O Heawyer demorou muitas tentativas para conseguir o que ele fez, e quando conseguiu, foi quase… Foi quase fácil.

-Do que você está falando? - Ana não tinha entendido o ponto dele.

-Sei lá… É que me parece no mínimo curioso que todos os que estão aqui tenham escapado de suas armadilhas sem serem notados… Algo parece errado.

Ana encarou o chão à sua frente. A teoria de Snowy era boa, e fazia bastante sentido.

-Parece que estamos caindo numa armadilha. - ele retomou a fala.

-É, parece. - ela concordou, ficando em silêncio por alguns segundos depois disso - Mas armadilha ou não, temos que tentar alguma coisa. Tem muita gente perdida, e talvez nós consigamos encontrá-los nesse ataque.

Aquilo foi o suficiente para desarmar Snowy. Ele concordava. 100%. E, por isso, não contrariou a garota. Mas, mesmo assim, mantinha no rosto uma expressão pensativa e desconfiada. Ana pegou as mãos dele.

-Ei. - Snowy olhou para o rosto dela. Sua expressão demonstrava a preocupação que ela tinha com ele. Naquele momento, o garoto pensou em como ele tinha sorte por tê-la - Você precisa descansar. Temos que estar prontos para o que vêm a seguir.

-É, acho que você tem razão.

Snowy deitou a cabeça no ombro de Ana e fechou os olhos por alguns minutos. Ela estava certa. Eles precisavam estar prontos para o que viria a seguir.

 

Luk e Ariane permaneciam sentados próximos ao grupo. Eles estavam em silêncio.

Luk queria muito saber o que Heiwyer havia dito para Ariane, mas ele sabia que não adiantava perguntar, pois se o transmorfo não havia dito para ele, era porque não era hora de ele saber ainda.

O garoto olhava em volta. De certo modo, sentia falta de seu antigo mundo, de sua antiga vida. Em especial, sentia muita falta dos amigos. Das noites em claro que passavam acordados, das conversas, das festas, das piadas, de tudo. Embora tivesse criado vínculos com a equipe dos Guardiões também.

Até que Luk virou seu olhar para a companheira. Ela estava de olhos fechados, meditando, como o pai a havia ensinado. Mas ela parecia inquieta. Um brilho verde irradiava de suas mãos e braços, e ela parecia instável. No momento em que Luk se levantou para ir checá-la, ela abriu os olhos e caiu com a bunda no chão. E parecia muito assustada.

-Ari? - ele perguntou, preocupado. Parecia que ela ainda não havia se dado conta da presença dele.

-Foi… Eu vi… - ela conseguiu pronunciar após voltar a si - Eu vi uma coisa. Sobre o homem de preto.

-Ei ei, calma lá. - Luk sabia do que ela estava falando. Era o caso no qual os Guardiões estavam presos há algum tempo.

-Eu preciso voltar. Eu preciso avisá-los. - ela dizia, com ares apressados e quase desesperados.

-Ari, calma. Eu vou com você.

-Não. Você precisa ficar. Trate das suas costas. - ela o impediu.

Luk queria falar mais alguma coisa, protestar um pouco mais, mas Ariane simplesmente sumiu numa fumaça cor de vinho, sem que ele pudesse fazer nada.

Quase que instantaneamente, João chegou para falar com ele.

-Sua amiga… - ele estranhou.

-Aparentemente, foi cuidar de uma emergência. - Luk respondeu abalado - O que tem pra mim?

João colocou a mão no ombro do amigo.

-Está na hora.




 

Estava anoitecendo. O grupo se aproximava da caverna de Heawyer. Eles entraram. Ninguém sabia exatamente o que viria a seguir, mas nenhum deles exitava. Estavam todos prontos.



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