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História As Crônicas da Legião - Capítulo 138


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Capítulo 138 - Sementes da Destruição - Mate-o!


Júlia ouviu algo atrás do grupo. E sabia o que era. Ela se distanciou de todos, e voltou para encarar seu desafio. Não sabia exatamente o que iria fazer, mas tinha que fazer. E, como João havia mandado, tinha que ser rápido.

Júlia ia caminhando silenciosamente pela caverna. O som de voo ia se aproximando cada vez mais. Aquilo não a assustava. Estava, de uma forma ou de outra, caminhando para seu destino.

Kurshkov voava tentando ser silencioso. Pretendia pegar o grupo por trás. Mas antes que alcançasse os demais, ele viu Júlia. Ele sacou suas armas. E, sem dó, disparou. Júlia conseguiu pular para o lado sem ser atingida, e se escondeu atrás de uma pilastra. Tomando coragem, ela saiu do esconderijo e correu em direção ao incendiário.

Kurshkov voltou a disparar, mas Júlia se movia rápido. Ela pulou na parede e a usou para ir mais alto. E tentou agarrar o pé do adversário para puxá-lo para o chão. Mas ele percebeu, e voou mais alto. Vendo a complicação, Júlia se preparou para o impacto. Kurshkov voltou a atirar. Júlia caiu com uma cambalhota e por pouco não foi atingida. Ela voltou para o esconderijo. Aquilo não estava certo. Ela não tinha nenhum plano. Precisava de um se quisesse matar o incendiário. Mas antes que pudesse falar alguma coisa, ele o fez.

-Você é mais rápida do que os outros. – disse, quase como se fosse um elogio – Ninguém costuma desviar de tantos tiros meus. Quem é você? Seu rosto me é familiar.

-Eu não sou da Legião. – Júlia disse irritada, mas ainda no esconderijo. – Porque se eu tiver uma chance, uma chance sequer – agora seu tom era de ódio – Eu vou te matar.

Kurshkov riu.

-Oh, agora eu me lembro. – ele ironizou - Era você no dia do desabamento do prédio, não era?

Júlia não respondeu.

-Era sim. - ele sorriu malignamente - Oohh, eu vou acabar com você.

Kurshkov recarregou suas armas. E Júlia se enfureceu.

-Se você é tão bom quanto diz ser – ela começava a pensar em algo – Então me mate.

Mas faça isso com propriedade. Faça de uma maneira justa. Não como um gato que brinca com ratos antes de comê-los. Venha até aqui e me encare cara a cara. Ou me dê uma arma.

Kurshkov riu de novo.

-Realmente, matar você seria até um triunfo. – ele pensou em voz alta – Você está certa. Não vou me rebaixar.

Ele desceu até o chão. Júlia apareceu novamente. O mercenário tirou o peitoral da armadura, onde estavam acopladas as armas. E então, a garota sorriu. Finalmente teria a chance de se vingar.

-Você matou meu noivo. – ela disse, com raiva – E vai pagar com a própria vida.

-Duvido muito. – ele respondeu.

Júlia partiu para cima do incendiário. Mas ele ficou parado. Ela tentava uma série de golpes. Chutes, socos e muitos outros. Mas Kurshkov apenas desviava. Júlia pulou e deu um chute triplo. Ele bloqueou os dois primeiros. Mas o terceiro atingiu seu rosto em cheio.

O incendiário correu para cima de Júlia. Ele a socou no rosto. A garota bloqueou. Ele a socou de novo. Ela bloqueou. Ele passou uma rasteira. Júlia caiu. No momento certo, rolou para o lado, enquanto Kurshkov mirava sua cabeça com o cotovelo. A garota se levantou rápido. Chutou o tronco do incendiário, que voou para longe. Ele se levantou, e correu novamente para a batalha. Ele pulou e deu um soco furioso no rosto de Júlia. A garota gemeu de dor. Kurshkov continuou. Chutou o peito da garota. Ela caiu para trás. Ele não dava fôlego. Ficou em cima dela e começou uma onda de ataques furiosos no rosto de Júlia. Ela não conseguia se defender. O incendiário agarrou o pescoço da menina. E começou a pressionar. Júlia não sabia o que fazer. Ela pensou. E teve uma ideia. Mas só teria uma chance.

Júlia levantou seu pé esquerdo e o curvou, acertando em cheio na área da medula espinhal do adversário. Kurshkov gritou, tendo uma pontada de dor na coluna. Ele se curvou e largou o pescoço da garota. Júlia socou com tudo o rosto do incendiário. Ao vê-lo curvado para o lado, ela bateu as mãos no chão, dando um salto, girando seu corpo e ainda atingindo o calcanhar no pescoço dele. Kurshkov urrou de dor novamente. Júlia se levantou e chutou a parte de trás do joelho dele. Ele caiu de novo. A garota correu para cima dele. Mas o incendiário se levantou rápido. Ele chutou o rosto da garota com a sola da bota de metal. O nariz de Júlia já sangrava. E suas bochechas estavam todas vermelhas, raspadas com as solas das botas de metal do russo. Júlia se virou para ele novamente, mas só viu um punho. Ela caiu de novo. Kurshkov correu para cima dela, novamente agarrando seu pescoço. Mas dessa vez, Júlia conseguiu ficar de frente para ele. Ela agarrou uma parte qualquer da armadura do mercenário e a puxou. Sem esperar por isso, o russo se desequilibrou e soltou o pescoço da garota novamente. Eles rolaram no chão, e Júlia ficou em cima dessa vez. Ela puxou a máscara de ferro laranja dele, e ela saiu. Júlia pressionou o pescoço do incendiário. Mas ficou muito perto de sua cabeça. Ele a deu uma cabeçada. Júlia cambaleou para trás e ficou um pouco tonta. O russo lhe deu um chute, e Júlia caiu de costas. Vendo que Kurshkov se aproximava dela, ela se preparou, e quando ele estava perto o suficiente, chutou a pontinha de seus pés.

Surpreso, o incendiário caiu de joelhos. Júlia tentou enforcá-lo de novo, mas dessa vez, ele havia sido mais rápido, e já estava correndo para longe. A garota passou uma rasteira nele, e ele caiu. Kurshkov tentou se levantar rápido, mas só conseguiu se ajoelhar até Júlia chegar. Ela segurou os lados da cabeça dele, preparando-se para quebrar seu pescoço. O incendiário esperneava, tentando se desvencilhar da garota. Parecia ofendido que estivesse sendo derrotado por uma garota, quase uma criança.

Júlia, por outro lado, fazia força para segurar o incendiário. Ela tentava controlar os movimentos dele, para que ele ficasse quieto, mas ele não iria parar. Ela então cruzou suas mãos, e o pescoço dele cruzou junto. E, por fim, a cena ficou paralisada.

Júlia caiu para trás, deitou no chão. Estava muito cansada, muito ferida. Ela tentou se levantar para ir ajudar os outros, mas suas forças haviam se esgotado. Ela então fechou os olhos, buscando descansar alguns minutos, ainda ofegante. E, ali mesmo, apagou.



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