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História As Crônicas da Legião - Capítulo 139


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Capítulo 139 - Sementes da Destruição - Selvagem e mortal


Ao longe, X-35 rugiu. Ele então surgiu correndo. O alien pulou na direção do grupo. Num reflexo, Valente bateu o escudo nele. X-35 bateu as patas no escudo e pulou para o lado do grupo.

-Gabi! – João gritou – Fujam! – disse se dirigindo para o resto.

Gabi correu para X-35. E o resto do grupo prosseguiu. A garota tinha que ser rápida. Caso os outros precisassem de reforço, ela tinha que estar lá. E para isso, ela tinha que já ter terminado com o alien.

Ele rugiu. Havia reconhecido a garota. E sabia que ela era extremamente perigosa para ele. E por isso, tinha que ser exterminada rápido.

Gabi se aproximava lentamente do alien. E a cada passo que ela dava, ele rugia mais alto. Mas antes que pudesse chegar perto o suficiente, ele pulou nela. Gabi chutou a cabeça do alien, que caiu de novo onde antes estava. Ele rugiu ainda mais alto.

-Quieto! – Gabi tentou. Para casos muito extremos, pensar não era suficiente. Ela precisaria falar diretamente com o animal.

X-35 rosnou e mostrou seus dentes. Dentes frios e cinzas. Gabi nem queria imaginar a dor de sentir aqueles dentes fincando na pele. Dizia-se que, a mordida mais dolorosa era a mordida num lugar frio do corpo, pois no frio tudo dói mais. O hálito do alienígena era congelante. Qualquer lugar onde ele mordesse pareceria congelado se seus dentes tocassem a pele. Deveria ser horrível.

-QUIETO – Gabi disse um pouco mais firme.

O alien rosnou mais ainda. Ele instantaneamente pulou em direção à cabeça de Gabi, que infelizmente, não conseguiu se desvencilhar. X-35 derrubou a garota e começou a mordê-la. Ele mordeu seus olhos. Gabi uivou de dor. Os dentes cortavam sua pele como navalhas. O hálito congelante do alien fazia a dor se multiplicar por mil. Ela podia sentir as gotas de sangue escorrendo para fora de seus globos oculares, mas elas não iam muito longe, pois logo eram congeladas pelo hálito de X-35. Satisfeito, com sangue congelado na boca, a besta ainda torturou ainda mais a menina, arrancando um de seus olhos. Gabi já não queria mais viver. Ela sentia muita dor. Num reflexo, ela chutou a barriga do alien, que voou para longe e caiu de costas. Apesar da dor, ela tentou se levantar. Alavancou suas mãos e se ajoelhou. Não conseguia ver nada. Era isso. Estava cega. X-35 rugiu em comemoração. Ouvindo os rugidos, Gabi começou a sentir algo. Podia sentir a presença de X-35. Ela estendeu as mãos. Sentindo muita dor, ela gritou, com todas as suas forças, concentrando-se na presença do alien.

-QUIETO! – ela gritou.

O alien parecia nem ouvir. Gabi tentou novamente.

-CALA BOCA! – ela gritava, desesperada.

Mas X-35 continuava rugindo e rosnando.

Mais uma vez, Gabi queria tentar. Mas dessa vez, tentou de modo diferente. Sentindo a presença do alien, ela conseguia sentir seu espírito. Seus desejos. O que ele pensava. Gabi havia praticamente entrado na mente da fera. Só não conseguia controlá-la ainda. Calma e paciente, ela tentou novamente.

-Fique quieto. – disse, agora num tom de voz muito mais calmo.

O alien agora parecia ouvir. Muito mais o que isso, parecia lutar para não fazer aquilo. Depois de um tempo calado, ele voltou a rugir. Gabi estava perto. Só mais um pouco. A garota se aproximou devagar. Ela sentia o alien cada vez mais. Sentindo então como se estivesse dentro dele, Gabi sussurrou.

-Quieto.

Imediatamente, X-35 parou de rugir e rosnar.

-Senta.

Ele sentou.

-Venha até mim.

O alien rosnou.

-Shhhh... – ela sussurrou novamente.

Ele se calou, e caminhou até a menina.

-Leve-me adiante.



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