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História As Crônicas da Legião - Capítulo 142


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Capítulo 142 - Sementes da Destruição - O segundo andar


Dos cinco que corriam em direção ao segundo andar, o mais focado parecia ser Brian. A sobrevivência de pessoas contava com ele. Ele precisava ser rápido, e realizar o que ninguém nunca havia conseguido. Matar, ou pelo menos derrubar Vírus, mesmo que momentaneamente.

Mal sabiam os legionários o que estava acontecendo abaixo deles. E ao chegarem no segundo andar, Heawyer os estava esperando, de pé, na frente de um tipo de sacada de onde ele via todos os acontecimentos do andar de baixo. Um pouco atrás dele, Vírus permanecia sentado, com uma perna em cima da outra, e com o pequeno frasco com o antídoto na mão. Corvo, por sua vez, olhava diretamente para o andar de baixo, como se não fosse precisar lutar com ninguém, e estivesse lá só para “curtir o show”.

-Bem-vindos. – Heawyer disse – Eu estava esperando vocês.

Antes que algo mais pudesse acontecer, Brian já havia pulado em direção á Vírus, derrubando a ele e sua cadeira no andar debaixo. Valente havia entrado em posição de guarda. Ana e Snowy permaneciam parados, analisando tudo.

-Através daquela porta – João apontou uma porta no segundo andar – vão encontrar uma sala escura. Atravessem-na e procurem por algum sobrevivente, em todos os lugares que puderem. Voltem rápido, e não dispendam tempo desnecessariamente.

O casal correu através da porta. Enquanto Heawyer virava-se para a sacada, tal como Corvo.

-Vocês não vão nem resistir? – Valente perguntou tolamente.

-Ah, meu caro guerreiro. – Heawyer deu uma viradinha de cabeça, olhando para os dois legionários – Nós não precisamos.

E imediatamente, uma criatura surgiu. Do chão. Uma criatura estranha. Cheia de espinhos ensanguentados pelo corpo. Algo que João não via há algum tempo. B.L.U. rugiu. E os dois correram pela porta onde Ana e Snowy haviam ido.

-Ele não tinha sido morto? – Valente gritava enquanto corria.

-Eu achei que sim. – João respondia frustrado.

João rachou um pedaço de pedra do teto da caverna, que caiu certeiro na cabeça de B.L.U.. Mas o garoto tinha se esquecido de um pequeno detalhe. A pedra caiu no alien, e se quebrou em sua cabeça como se fosse um pequeno pedaço de bolo. João tentou congelar B.L.U., mas nada acontecia com o alien. Seu corpo estava cheio de pedras de gelo, mas nada acontecia.

-Tinha esquecido desse detalhe. – ele gritou ainda correndo – O que deixa ele tão irritante.

Valente parou de correr, e se esquivou para o lado. Quando B.L.U. passou, ele fincou sua espada na lateral do peito de B.L.U., mas a espada atravessou a carne do hospedeiro e se quebrou mais adiante. E o alien nem pareceu notar a presença de Valente.

-Volte e ajude os outros. – João gritou lá do fundo da caverna.

Valente então correu para a direção contrária, e logo voltou à sala de observação, onde Corvo e Heawyer permaneciam parados, do mesmo jeito. Silenciosamente, Valente se aproximou de Corvo. Ele então o empurrou. Mas quando estava para empurrar Heawyer , ele sentiu uma mão em suas costas.

Valente caiu no chão do primeiro andar, um pouco ao lado de Corvo. O cenário parecia devastador, mas ele não teve tempo de ficar olhando, pois seu oponente já o atacava com a foice. Valente tentava se defender com o escudo, pois com a espada partida ao meio, ela não defenderia muito bem. Na verdade, para que ele pudesse atacar com a espada no estado em que estava, já seria difícil.

Valente teria que se defender até que Corvo cometesse algum erro de posicionamento. Alguns dos legionários que já haviam terminado suas batalhas correram para tentar ajudar Valente, mas Corvo atirou uma granada de gás mortal no chão daquela caverna e correu para uma sala mais adiante. Valente tapou o nariz e a boca e correu atrás dele, enquanto o resto dos legionários tentava se proteger e combater o gás.

Valente via Corvo á sua frente, correndo. Mas de repente, o morto-vivo parou. Valente não teve a mesma velocidade. Corvo bateu o cabo da foice com tudo no rosto de Valente, que voou e bateu na parede. O corredor onde estavam era apertado. Corvo girou a foice para bater em Valente com a parte de ferro, mas o homem conseguiu levantar o escudo á tempo. E quando percebeu, Corvo já havia cometido o erro que Valente tanto esperava.

Valente chutou o pé de Corvo, que estava mal posicionado. Sem um pé de apoio, Corvo começou a cambalear. Valente bateu o escudo no peito do adversário, o que o fez recuar. O legionário ganhava espaço, usando a espada partida como uma faca, e obrigando Corvo a recuar. Ele podia ser imortal, mas sentia dores e apagava igual á todo mundo, e não queria isso. O legionário então bateu a borda do escudo no queixo do adversário. Corvo se curvou para trás e bateu a cabeça na parede de pedras da caverna. Valente estava para dar mais um golpe, mas Corvo rolou na parede e entrou em outra sala. Uma sala mais escura. Valente foi correndo atrás do inimigo, mas parou assim que percebeu que estava escuro. Ele ia avançando devagar, com o escudo a postos. Mas Corvo o surpreendeu mesmo assim. Ele pulou para cima de Valente girando a foice. O cavaleiro não foi rápido o suficiente. A foice do morto-vivo fez então um profundo corte no ombro esquerdo do legionário. Justo o que segurava o escudo, o que fez com que Valente o derrubasse. Corvo então bateu novamente o cabo da foice no homem. Já sabia o que fazer com ele. Valente caiu no chão. Corvo então o pegou pelo pé e o arrastou até o fundo da sala, onde um barulho mecânico se ouvia. Era um tipo de compactador de rochas. Uma esteira girava um pouco acima do chão, direcionando tudo o que estivesse sobre ela para um rolo gigante de metal. Corvo jogou Valente em cima da esteira e subiu nela, posicionando seu pé sobre o corpo do adversário.

-Você foi um pé no saco.

Os dois se aproximavam do rolo. Ao perceber a situação em que estava, Valente se desesperou. Ele esperneava e batia as mãos no pé de Corvo, mas nada adiantava. Então, num reflexo de desespero, ele passou a espada partida no tornozelo do adversário. Corvo uivou de dor. Seu pé caiu ao lado da esteira. Valente então se levantou num salto mortal de costas, caindo do outro lado do rolo. E quando Corvo viu, já era tarde demais.

Valente pegou o escudo do chão, olhando para a massa de carne podre e pedaços de ossos compactada. Depois ele viria lidar com o que restara de Corvo. Agora precisava ajudar seus colegas, que pareciam estar numa baita encrenca.



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