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História As Crônicas da Legião - Capítulo 97


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Capítulo 97 - Sementes da Destruição - Desilusão


João correu na direção do enorme buraco. Ele olhou para baixo, com uma expressão incrédula. E só então ouviu os gritos de Daiane. Ele olhou para a amiga. Ela apontava na direção da floresta, de onde ele havia vindo. O garoto se virou para olhar. Duas figuras estavam ali paradas, olhando para a cena. Uma era muito conhecida. E a outra, também. A diferença é que uma delas deveria estar morta…

 Matthew Alonson, o Corvo, fora uma vez um grande homem. Executivo de primeira ordem na Golem Game, grande multinacional da Suécia, ele era rico, feliz, inteligente e tudo o mais que se pode imaginar. Mas, um dia, Matthew teve sua mãe sequestrada. Ele foi atrás dos sequestradores e meteu duas balas em cada um. Mas sua mãe já havia morrido. Desde então, a vida de Matthew só piorara. Ele perdera seu emprego, sua fortuna, sua mansão. Ele então recorreu ao crime, e morrera numa troca de tiros com policiais. Era o que as histórias de rua diziam. Mas João sabia muito bem que não era assim.

Anos antes, enquanto patrulhava as ruas, João se deparara com um ladrão que tentava invadir uma casa. O homem parecia estar desesperado por algum dinheiro, provavelmente por drogas. João fora impedi-lo, mas ele tinha uma arma que o garoto não havia visto. Era em seus tempos de iniciante, então ele ainda não tinha total controle sobre o que fazia. O assaltante disparara a arma contra o garoto, mas João havia desviado a bala com sua mão. Em um movimento muito errado. A bala ricocheteou e voltou no peito do atirador. O nome desse ladrão era Matthew Alonson. O mesmo que se apresentava ali, de frente para o garoto e ao lado de Vírus.

Ele estava realmente assustador. Usava uma roupa de tecido velho, preta, como se fosse feita com sacos de café. Nela, infinitos buracos de bala, marcas de facas e coisas assim jaziam intocados. Ele usava uma máscara de ferro para encobrir os ferimentos de seu rosto, e um chapéu longo e pontudo, inclinado para frente. Ele carregava uma foice nas costas, facas nas botas de seda velha, uma arma no cinto e tinha uma espécie de xis sobre a roupa, onde ele prendia granadas de gás mortal.

Ao lado dele, o sorriso de Vírus era maléfico. João sabia que voltaria a vê-lo depois de seu último encontro na caverna. Ele tinha um leve pressentimento de que aquele cara seria um enorme problema por muito tempo.

O grupo analisava a situação. Sim, eles estavam em muito maior número. Mas nenhum deles sabia do que Matthew era capaz. E Vírus era imprevisível.

Infelizmente, o outro lado não queria tirar esse tempo pra analisar e se preparar. Matthew tirou sua enorme foice das costas e a armou. Mas ele não pode prever o que veio a seguir.

Fabiana e Yohana vinham da floresta. Elas armaram suas espadas e atacaram Corvo, que, surpreso, deu um leve gemido. Seus dois braços caíram no chão. Vírus se virou para as garotas, com suas facas já em mãos.

O resto do grupo esboçou avançar nos adversários, mas Vírus foi mais esperto. Ele pegou um frasco de seu cinto e atirou-o no chão. Imediatamente uma enorme barreira gelatinosa e transparente surgiu entre ele e os legionários. Caio tentou atravessá-la se desmaterializando, mas não conseguiu.

Vírus atacava Yohana com suas duas facas. A garota se defendia com sua katana, enquanto Fabiana tentava atacar o adversário, que, surpreendentemente não lhe atacava. Yo conseguiu virar um chute na direção do rosto de Vírus, mas ele segurou o pé dela e o jogou para trás, fazendo-a cair. Em seguida, ele pegou a espada de Fabiana com a mão e a quebrou.

Num movimento rápido, frio e calculado, ele atirou uma de suas facas na direção do tornozelo de Yohana, no chão. A faca fez a garota gritar em dor e desespero.

Fabiana tentou passar uma rasteira nele, mas Vírus conseguiu pular. Antes de cair no chão, ele ainda atingiu um chute no tronco da garota.

Nesse meio tempo, Corvo se levantava. Seus braços já haviam crescido novamente. Ele pegou a enorme foice e partiu furioso pra cima das garotas. Ele atacou Yohana, que, presa no chão, conseguiu mover o corpo para não ser atingida. Ela então retirou a faca do tornozelo, gritando desesperada com a dor que lhe invadia. Corvo então se preparou para atacá-la novamente, mas a garota conseguiu pular e dar-lhe um belo chute no queixo.

Desorientado, Corvo caiu para trás. Fabiana levantou-se com tudo e partiu para cima de Vírus, jogando-o contra um tronco de uma árvore. Ela socou o rosto dele, e depois empurrou-o para o chão. Depois, ela partiu para cima de Corvo, que estava mais próximo. Ela pulou e atingiu um chute com os dois pés no peito dele. Furioso, Corvo se levantou e atacou com a foice. Mas dessa vez, ele atingiu. Um corte profundo e horrível, no ombro de Fabiana.

Yohana tentou se levantar para ajudar a namorada, mas Vírus chutou o rosto dela, fazendo-a cair novamente. Ela tentou se levantar de novo, mas, novamente, foi atingida e caiu. Corvo então se aproximou de Fabiana com a foice em mãos. Ela tentou atacar o rosto dele com as mãos e os braços, mas ele girou a foice, defendeu e ainda fez mais um corte no braço dela. Fabiana gemeu de dor, caindo no chão com o braço sangrando, enquanto Corvo se aproximava com a foice. Ele a preparou, mas Vírus o impediu.

-Ela não. - ele disse.

Corvo abaixou a foice. E foi aí que Fabiana pode aproveitar.

Ela se levantou de prontidão, correndo na direção do adversário. Ele tentou chutá-la para o chão novamente, mas a garota se desvencilhou e correu para as costas dele, segurando seu pescoço com ambos os braços e dando um mata-leão.

Vírus, frustrado, ensaiou avançar nela, mas Yohana pulou no pescoço dele, entrelaçando suas pernas em sua cabeça. Ela torceu as coxas, entortando a cabeça de Vírus para trás, e depois ela pulou para frente, derrubando-o.

Fabiana apertou ainda mais o pescoço de Corvo, e depois ela girou sua cabeça, quebrando seu pescoço. Ela empurrou o corpo para frente, esperando que ele caísse. Mas isso não aconteceu. Nem nada parecido.

Corvo girou sua cabeça de volta ao lugar com suas mãos. Vírus se levantou e fez o mesmo. Ele tinha uma expressão furiosa, tal como o parceiro.

-Foda-se. - Corvo sussurrou.

Ele pegou a foice e a girou, num movimento rápido e letal. Um enorme corte foi feito na garganta de Fabiana. Ela tentou gritar, mas não conseguiu. Muito sangue jorrava do pescoço da garota. Yohana gritou em fúria, dor e ódio. Do outro lado da barreira transparente de Vírus, os outros puderam assistir enquanto Corvo empurrava para o chão o corpo já sem vida de Fabiana.



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