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História As Crônicas da Legião - Capítulo 98


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Capítulo 98 - Sementes da Destruição - O primeiro movimento


Yohana, já com lágrimas nos olhos, puxou do chão a faca de Vírus. Ela mancava, com muita dor no tornozelo. Mesmo assim, pulou na direção de Corvo. Ela enfiou a faca no olho dele, fazendo-o berrar de dor e ódio. Ela deu uma rasteira nele, derrubando-o, e, em seguida, começou a chutar sua cabeça. Vírus, por trás, segurou os braços da garota. Ela esperneava, mas não conseguia escapar.

-Acalme-se. - sua voz fina e fria dizia - Ah… o amor. Já me disseram que é uma merda mesmo…

-Deixa ela ir. - Daiane gritou do outro lado da barreira transparente.

Vírus se virou para encarar o resto da Legião. Ele então tocou a barreira com sua mão e ela sumiu. Depois, ele largou Yohana no chão.

-Como queira. - ele dizia, provocando.

Corvo então se levanta, tirando a faca do olho. Ele parecia furioso, mas satisfeito ao mesmo tempo.

João se preparou para fazer alguma coisa. Mas então Cata puxou ele para trás. E, no instante seguinte, um enorme bloco de metal verde-brilhante caiu logo onde antes estava o garoto. Ele olhou mais atentamente. E no bloco, haviam letras.

 

W A R u X s 2.0

 

De dentro do bloco saiu então uma criatura enorme e furiosa. Sua carcaça possuía leves toques verdes. Ele era feito de Nicolon. WARuXs socou João para o chão, antes mesmo que o garoto pudesse dizer uma palavra. Cata lançou o robô para longe, na direção de Vírus.

Outra coisa vinha dos céus. Um homem. Ele usava um traje voador. Era Kurshkov. Ele pousou, do outro lado dos legionários, agrupando-os ainda mais. De trás dele, vinha Duchèll, em sua forma humana, carregando um saco que parecia pesado. Beargle vinha logo atrás. Eles também se posicionaram ao redor dos legionários.

-O que foi? - Cathy gritou, percebendo a emboscada - Vieram nos levar de novo? Porque da outra vez não deu muito certo!

-Precisamente. - Vírus respondeu - Dessa vez, viemos para matá-los mesmo.

-Que comece a guerra. - alguns segundos de silêncio e contemplação após as palavras de Kurshkov.

E entào ele engatilhou suas armas. E atirou. Muito rápido. Duas balas voaram na direção do grupo. E ele não errou, nenhuma delas. Thiago se ajoelhou ao chão, com as mãos sobre o peito.

-Esse foi o primeiro aviso. - o indenciário disse, por baixo de sua máscara de fumaça.

-Primeiro aviso de que? - Lucas gritou de volta, furioso.

-De que essa batalha já foi vencida - Vírus respondeu.

Duchèll então largou o saco no chão. Ao cair, o que quer que estivesse lá dentro fez um enorme baque surdo. Durante alguns segundos, nada aconteceu. Depois, algo começou a sair voando do saco. Eram pedras.

As pedras se direcionavam para um lugar específico, ao lado de Duchèll e Beargle. Elas começam a tomar forma. Um monstro de pedra? Desde quando o cientista ficara tão... “inventivo”?

As pedras subiam umas nas outras. Uma base. Sobre ela, um grosso tronco. Uma cabeça. Duas orelhas pontudas. Ao lado do tronco, separadas dele, duas mãos. Os olhos eram apenas buracos. A boca era um espaço vazio, que tinha forma pelo fato de as extremidades do tronco e da cabeça terem pontas, que pareciam dentes. O monstro era muito feio, e muito amedrontador. Chegava a dar calafrios.

-Bouldergeist. - Beargle disse - Vou chamá-lo de Bouldergeist.

Kurshkov recarregou as armas com tiros de Nicolon. Ele apontou para o meio do grupo, onde se encontrava João, e disparou. Dois tiros. Nos ombros. O garoto gritou em desespero.

-Segundo aviso. No terceiro, não tem mais misericórdia. - Duchèll gritou.

João e Cata se entreolharam. Os dois olharam depois para Daiane e os outros. Eles teriam que ser muito bem sincronizados. Mas aparentemente todos já haviam se entendido. A estratégia estava traçada.

Daiane então envolveu Kurshkov em uma enorme bolha de água, distraindo-o. Cata lançou o atirador na direção do Lago Congelado, quebrando sua superfície de gelo e tentando afogá-lo.

O enorme monstro de pedras começou a se mover. Aparentemente ele era lento. Ele rumava na direção do grupo, mas todos conseguiam se desvencilhar de seus ataques pesados e lentos. Duchéll, Beargle e Vírus saíram correndo para longe da luta.

Garcia e Clare tinham uma batalha acirrada contra o Corvo. Ele girava sua foice como se esta fosse um bastão de madeira, mas seu toque era mortal. Clare atirou sua faca serrilhada que passou raspando no pescoço de Corvo, quase cortando-o. Garcia atirou duas facas que tinham um destino certeiro: o peito do adversário. Mas Corvo girou sua foice novamente e desviou as facas. Clare jogou suas facas. Eram quatro. Corvo se desviou de uma, bateu com a foice em duas, mas a quarta lhe rasgou o pescoço sem dó. Ele fora lento demais. Clare gritou em comemoração: a cabeça dele caíra. Mas Garcia continuou em posição de guarda alta. O corpo ainda se movia, mesmo sem a cabeça. Corvo socou o rosto da garota, que caiu no chão. Ele se preparou para enfiar a foice na garota, mas Garcia lhe deu um chute na barriga. Corvo voou para longe.

Kurshkov saiu voando furioso do lago. Ele se preparou para recarregar suas armas, mas Brian deu um tiro certeiro em sua mão, fazendo com que ele derrubasse uma pistola dentro do lago novamente. Ele pousou. Ainda tinha uma arma. Eles começaram a trocar tiros de longe, mas nenhum era atingido. Ambos eram muito melhores do que atiradores de elite, mas ambos eram também muito rápidos. Então Kurshkov foi socado na barriga. Pelo nada.

-Vitor. – Brian sussurrou.

-Eu estou te vendo pirralho! – Firewasp atirou no chão. Vitor gritou e reapareceu, com uma bala na coxa. – Bons sonhos, soldado!

Kurshkov executou o garoto de uma vez. Brian gritou e atirou novamente no russo, mas a bala não chegou no mercenário. Uma criatura azul-escura pulou e pegou a bala no ar com a boca. Era X-35. Brian esperou até o alien atacar, mas ele não o fez.

-Já chega por hoje! – Kurshkov gritou.

Bouldergeist se desmontou em diversas pedras que saíram voando para longe. WARuXs simplesmente desapareceu. Kurshkov pegou Corvo e ambos saíram voando, enquanto X-35 corria logo atrás, numa velocidade inalcançável. 5 deles. E a Legião, em mais de 10 pessoas, não havia sido capaz de nada. Na verdade, eles haviam perdido. Com três baixas na batalha, os legionários pareciam arrasados. Completamente devastados. E completamente assustados.



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