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História As Crônicas da Legião - Capítulo 99


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Capítulo 99 - Sementes da Destruição - O segundo movimento


No dia seguinte, os legionários se reuniram no cemitério da cidade. Três covas. Era para onde eles olhavam. A cidade inteira comparecera ao funeral de Fabi, Thiago e Vitor. Todos eram bons, mas não tinham chance nenhuma sozinhos contra os terroristas de Heawyer.

João permanecia muito triste. Era como se a culpa recaísse sobre ele. Era como ele se sentia. Após a fase da extrema culpa e tristeza, ele voltou seus pensamentos para os acontecimentos do dia anterior. Devia haver algum padrão nas ações das tropas de Heawyer. Nas mortes. João tentou pensar. Mas não conseguia pensar em nenhum padrão. As mortes haviam sido aleatórias. Ele estava confuso, com medo.

-Não se culpe. – Daiane tentou tranquiliza-lo – A culpa não foi sua. Você nos tem ajudado tanto! Treinou os novatos muito bem.

-Mas não o suficiente. – João realmente sentia que a culpa era dele – Devia ter treinado mais, me importado mais.

-Não. A culpa é do Heawyer. Ele mandou suas tropas, ele as tornou mortais. Ele é o problema. Ele treina seus monstros e assassinos para matar, e somente para isso. A culpa não é sua.

João fechou seus olhos. Ele já estava muito chateado com o fato de ter perdido três aliados, três amigos. Pensar que Heawyer havia sido o culpado tornava tudo aquilo muito pior. O garoto tinha problemas com o terrorista constantemente, quase toda hora. A maioria dos problemas de sua vida ocorriam por causa dele. E João não conseguia pará-lo, pois ele era quase imortal, sem nenhuma fraqueza conhecida. E agora, parecia que Heawyer havia notado que era “intocável”, e decidira eliminar todos os problemas da vida DELE. Eliminar a Legião. João pensara que havia algum padrão nas mortes, mas parecia que não. Simplesmente não fazia sentido.

Após longos minutos ao lado dos túmulos, a Legião, despedaçada, seguiu para o prédio para discutir o que fazer agora.

-Alguém conseguiu achar algum padrão nas mortes? – Snowy perguntou. Parecia preocupado.

-Heawyer não é de sair matando qualquer um qualquer hora. – Cathy disse. João olhou feio para ela. – Não desse jeito. Tem que ter um padrão.

-Não precisa ter um padrão. - Ana rebateu - Você os ouviu. É guerra.

-Espera um segundo. – Cata se manifestou – Vírus disse algo. Ele tentou parar Corvo, impedi-lo de matar Fabiana. Por quê?

Brian se lembrou do que precisava dizer.

-Eu sei. – ele gritou. Parecia feliz por se lembrar a tempo – Pouco antes de eu desertar, Vírus falou que todos os que haviam sido capturados possuíam um parasita se desenvolvendo em seu corpo. Fabiana foi capturada, então possuía o parasita. Por isso Vírus não queria ela morta, talvez ele precisasse dela viva para o parasita não morrer. E os outros não tinham o parasita. Por isso foram assassinados. Deve ser algo que vai matar todos os legionários iniciais em... uma semana. Precisam ser retirados antes que matem vocês. Isso se ainda puderem ser retirados.

Daiane ficara boquiaberta. Ela havia ficado desconfortável com aquela informação.

-E o que esse parasita fará conosco quando desenvolvido? – Daiane parecia muito preocupada.

-Eu não sei. Mas vindo de Vírus, vocês vão morrer quando chegar a hora. – Brian continuava em tom sombrio.

-E como podemos retirar o parasita? – Lucas parecia extremamente calmo.

-Métodos cirúrgicos. É a única chance de vocês. Heawyer e Vìrus não vão querer matá-los ainda, porque eles sabem o que vai acontecer quando chegar a hora. E é algo que eles querem. Ele está matando os outros por enquanto. Quando chegar a hora, eles vão conseguir o que quer que queiram com esses parasitas. A menos que consigam o antídoto, que está grudado no cinto de Vírus.

-E então? – agora Lucas parecia preocupado – Alguém sabe o que fazer?

-Eu sei. –Cathy parecia confiante – Nós não vamos remover esse parasita. Ele vai nos servir como uma motivação. Nós não vamos ceder. Se não vamos morrer ainda, vamos usar isso em nosso favor. Eu, Caio, Yo, Daiane e Lucas podemos nos arriscarmos duas vezes mais, pois temos metade das chances que os outros têm de morrer. Nós vamos usar isso de motivação, para que assim possamos vencer Heawyer, pegar o antídoto de Vírus e mandar todos eles pro inferno de uma vez. Quem está comigo?

Os legionários pareciam boquiabertos. Que droga de plano era esse? Esperar para morrer? Ficar com o parasita no corpo?

-Mas é claro que não! Vamos retirar essas coisas! – Daiane gritou.

1x1.

-Cathy está certa. Podemos nos arriscar mais, fazer coisas que não poderíamos antes. Se Heawyer não quer matá-los ainda, vamos usar isso em nosso favor. E vamos pegar o antídoto de Vírus e esfregar na cara dele. – Ana disse, motivada.

-E se nós não conseguirmos? É exatamente o que eles querem que nós façamos. E é por isso que não podemos ficar aqui só esperando. – Lucas se posicionou.

2x2.

-Eu estou com a Cathy. Podemos perder tudo, mas se ganharmos, vai ser um baita tombo pro Heawyer. – Garcia disse.

3x2

 Os legionários continuariam a falar, se algo não os tivesse interrompido. Caio caiu no chão, tendo espasmos musculares nas costas. Já era tarde demais. Talvez o parasita já estivesse muito desenvolvido para ser retirado. Eles teriam que seguir o plano de Cathy. Caio gritava alto, se contorcendo no chão. A namorada estava chorando, gritando.

-Façam alguma coisa! Rápido!

Após alguns segundos, Caio parou. De gritar, e de espernear. Ele se levantou com dificuldades, como se algo estivesse machucando sua perna direita. Ele olhou em volta, com um olhar de vergonha.

-Acho que já sabemos o que temos que fazer. – João olhou para Cathy, preocupado. Ela estava certa, mas o risco era muito grande. Todos poderiam morrer, se o plano desse extremamente errado. – E o que fazemos agora?

-Nós vamos atacá-los. Atacá-los de surpresa. – Cata se manifestou – Eles não esperam que ataquemos sua fortaleza. Estamos fracos, com medo, cansados. Eles acham que estão em segurança na sua fortaleza? Vamos mostrar por que estão errados.

Todos olharam para Cata. Ela estava fraca, sem poder lutar. Não deveria ir. Mas dessa vez, João não a repreendeu.

-Alguma objeção? – o garoto perguntou. Ninguém disse nada.

-Então é isso. – Lucas disse, empolgado. – Eles acham que estamos fracos? Vamos mostrar o que fracos podem fazer!

No momento seguinte, uma enorme explosão ocorreu no térreo do prédio. Alguém os seguira. Os andares começam a desmoronar. Junto com eles, a Legião voa em direção ao chão. Mas que idiotas! Como que eles pensaram que ninguém explodiria o prédio principal? Era o primeiro lugar para onde eles iriam...

Cata levitou os legionários no ar. Assim, nenhum deles morreria na queda. Mas não poderia ser isso o que o homem da bomba queria?

No térreo, Kurshkov entrou correndo com duas duas armas engatilhadas. Ele disparou dois tiros em conjunto. João criou uma barreira de gelo para que eles pudessem ficar a salvo. -Todos bem? – Clare grita.

Rafael geme. Duas balas estão encravadas em seu peito. Cata põem a todos no chão de gelo. Rafael estava morto.



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