História As Crônicas da Lua e da Cerejeira - Capítulo 12


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Escolar, Kenzo, Vampiros, Yuki
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Palavras 2.492
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Ficção, Ficção Adolescente, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Violência
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Tortura
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá como vão?
Tenham uma ótima leitura 😘😘

Capítulo 12 - Primavera


Fanfic / Fanfiction As Crônicas da Lua e da Cerejeira - Capítulo 12 - Primavera

– Qual é a nossa primeira aula? – Indagou Yuki que parecia animada.

Yuki organizava sua mochila para a aula. Naqueles dias Ariadne organizou todos os trâmites para realizar o cadastro de Yuki na escola Branca. A realidade era que Ariadne bravejava de alegria pois teria por perto aqueles dois a quem jurara ao seus pais proteger.

– Física – Declarou Kenzo levando a mão no rosto, não gostava da aula.

Yuki parecia feliz, contudo sabia que daqui a alguns minutos novamente voltaria a ver sua irmã. Durante os dias que passaram Yuki imaginou como ataca-la, mas qualquer ideia assim resultaria em confissão inesperada de sua verdadeira identidade, podia apagar memórias, mas não conseguiria apagar um vídeo gravado de uma câmera com grande compartilhamento ao caír na internet.

– Vamos se anime, Kenzo – Declarou Yuki organizando a gravata de Kenzo.

– Vou tentar – retrucou com desânimo.

Yuki terminou de fazer o último laço de sua roupa em frete ao espelho. As fardas da escola Branca possuíam padrões semelhantes, às meninas trajavam um blazer branco detalhado com botões negros, com a insígnias da escola, uma lua e uma flor de cerejeira, uma saia vermelha com estampa quadriculada preta e meia calça preta, os garotos por sua vez trajavam um blazer branco detalhado em tons negros, uma calça vermelha e sapato preto. Yuki logo pegou sua mochila feita exclusivamente para ela por Marie, e caminhou na frente. Kenzo por sua vez a seguiu logo atrás quase arrastando no chão sua mochila.

A manhã era de sol o inverno começava a deixar o oriente para trás e a primavera se aproximava trazendo consigo o colorido das flores e o suave calor da manhã.

– Espera você está pronta para isso? Daqui a alguns minutos você verá sua irmã novamente – indagou Kenzo tocando a farda branca de Yuki.

Yuki parou e se voltou para o rapaz, parecia rir. Mas seu rosto na verdade revelava outra expressão.

– Estou bem, não tomarei nenhuma atitude precipitada – Respondeu Yuki com semblante decaído.

– Eu sei – Declarou Kenzo beijando-a na testa.

– Vamos – Declarou Yuki que saia na frente.

Yuki saiu na frente, logo após saiu Kenzo. Se aquela ala de dormitórios não pertencessem somente aos vampiros e caçadores, muitos dos alunos da escola se impressionariam com a repentina saída do casal juntos de um mesmo quarto. Yuki seguia na frente e Kenzo logo atrás, Toshiro, Marie e Sofia os aguardavam mais a frente para os seguir. Júlia por sua vez mantinha-se apenas no papel de uma observadora ao circular a escola. Quando o quinteto saiu de sua ala restrita de dormitórios começou a chamar atenção de todos, pois em sua condição de vampiros todos os alunos normais sentiam-se atraídos pela sua essência e aparência, Ariadne observava tudo das câmeras da escola em seu computador.

– Quem é aquela que está ao lado de Kenzo? – Questionou uma garota no meio de suas amigas.

Yuki começava a chamar a atenção de todos por onde passava principalmente a atenção de todas as meninas, pois era a novata, mas teve a oportunidade que nenhuma outra das meninas teve, estava ao lado de Kenzo.

– Quem é aquela garota? – Declarou outro aluno.

Que sentiu o coração acelerar ao vê-la.

– Ela é nova – disse outro.

– Ela é linda – disse outro que chegava do lado.

– Mas parece que ela já tem namorado. Desista – retrucou.

– Como assim namorado? – Declarou outra menina que se aproximava – O mestre Kenzo não namoraria uma novata.

O garoto mirou o dedo no casal que passava diante deles.

– Veja ela está ao lado de Kenzo – Declarou o garoto.

– Isso não pode ser possível. Ela é nova como já pode namorar com o monitor chefe? – Declarou a menina – não vou permitir.

A cada passo que davam o quinteto chamava mais atenção, inclusive Yuki que após escutar os comentários de todos fizera a questão de pegar na mão de Kenzo.

– Parece que você é nova celebridade da escola – declarou Kenzo rindo de Yuki.

– Não preciso de fama – respondeu Yuki irritada.

O quinteto haviam atingido o salão principal agora todos puderam vê-los completamente. Muitos estavam admirados ao ver Yuki segurar a mão de Kenzo.

– Quando estava com meus poderes adormecidos não escutava nada do que diziam. Agora posso escutar tudo até mesmo seus corações pulsando – revelou ele admirado.

– Para nos sempre foi difícil lhe proteger sem demonstrar nossa identidade. Por várias vezes me tranquei no quarto para não atacar ninguém, já que não faz muito que comecei a conviver com humanos – revelou Marie que caminhava logo atrás.

– É, mas aí eu cheguei e ensinei-lhe a manter o controle – declarou o rapaz de traços finos e delicados, cabelos loiros e olhos esverdeados que chegava por trás da garota surpreendendo a todos.

– Orfeu! – Declarou Marie.

– Orfeu!? – Questionou-se Yuki voltando seus olhos azuis para o garoto que se aproximou.

Orfeu olhou a diante e fitou Yuki que lhe fez lembrar outra pessoa. Deixando isso de lado o garoto logo percebeu que a vampira que estava diante de seus olhos azuis era um sangue puro e cogitou ser a última descendente do clã da Lua Negra.

– Minha senhora me desculpe. Me chamo Orfeu Lira não me conhece porquê precisei sair da escola antes de sua chegada. Fui ver mamãe e papai que estavam com problemas – relatou o vampiro.

Kenzo voltou seu olhar para o garoto loiro e de bela aparência.

– Que tipo de problemas? – Indagou Kenzo.

Orfeu percebeu que o tom de voz de Kenzo havia mudado. Então o analisou e chegou a conclusão que seu mestre também havia despertado.

– Vejo que também despertou meu mestre. Mas meu clã Lira estava sobre ataque. Aquele maldito Edward descobriu nossa localização e nos atacou – Declarou o vampiro com um semblante mais sério.

O quinteto escutava atento o relato do vampiro, afinal tudo o que pudessem descobrir já seria de grande ajuda, os naquele Era, o mundo do qual se encontrava era um verdadeiro campo perigoso.

– Quem estava liderando as tropas dele? – Indagou Yuki curiosa.

Ele levou a mão no queixo enquanto caminhava e a observou de cima a baixo, novamente recordou-se da vampira que havia visto.

– Não sei bem, mas era uma garota que me lembra a senhora lhe observando bem – relatou a semelhança e depois continuou – por um segundo vi minha mãe morrer diante dos meus olhos. Aquela vampira é muito poderosa até mesmo para um vampiro nobre, não sei como – concluiu ele.

Todos menos Orfeu sabiam que se tratava de Dafne irmã de Yuki.

– Isso porque ela não é nobre. Ela é sangue puro – Declarou Sofia que caminhava adiante.

O garoto fitou a ruiva com curiosidade e surpresa.

– Puro sangue? – Indagou Orfeu – Mas além do mestre Kenzo e Yuki, os demais não estão todos presos no concelho dos vampiros!?

Toshiro que caminhava mais adiante parou e lhe respondeu.

– Ela é a irmã da senhora Yuki – Declarou Toshiro que girava a maçaneta da porta.

Yuki sentia o seu corpo tremer e o seu coração estava acelerado. Ainda guardava uma minúscula esperança de que sua irmã poderia mudar, mas com esse relatório agora estava provado que não.

– Yuki você está bem? – Indagou Kenzo ao ver a reação de Yuki.

– Sim estou – Respondeu com tristeza no olhar.

Toshiro entrou na frente os demais vinham logo atrás, Sofia, Marie, Orfeu e Yuki que vinha segurando firme na mão de Kenzo. Após entrar Toshiro parou e os demais logo pararam na expectativa de saber porquê o garoto de cabelos brancos estava como uma estátua.

– Você está bem!? – Indagou Kenzo analisando-o.

– N... nã... não – Respondeu com voz trêmula parecia estar em choque.

Sem saber o que ocorria, Yuki imaginou o pior e passou a frente do garoto e lá próxima a porta a garota Yuki ficou sobremaneira surpresa ao ver sua irmã Dafne que jazia próxima a janela e que também parecia não ter envelhecido nada após séculos, pois esboçava seus longos cabelos castanho escuro e olhos vermelhos escarlate, que por fim se aconchegava sobre uma cadeira tranquilamente assentada controlando o corpo de Toshiro.

Naquele canto onde estava Dafne exercia sobre o vampiro a submissão que os vampiros inferiores tanto temiam. Todos os demais alunos na sala, também estavam sobre o controle mental de Dafne e não podiam ver o que estava acontecendo ao seu redor, a verdade era que para eles estavam vivenciando mais uma manhã normal antes de seu professor chegar, ali eles apenas conversavam entre si como se fossem apenas mais um dia de aula.

– Irmãzinha! – Declarou a vampira revelando as presas – como foi o seu sono? Foi rejuvenescedor pelo que posso ver você não mudou nada – a voz saiu um pouco trêmula.

Kenzo e os demais se colocaram logo a frente. Yuki tremia, mas não queria deixar o seu medo domina-la precisava enfrentar Dafne ou ela mataria Toshiro se quisesse.

– Calma não estou aqui para brigar. Estou apenas me divertindo um pouco antes da aula começar – declarou novamente com voz trêmula a vampira ao ver a reação de Kenzo e os demais.

Orfeu observou Dafne e logo se recordou da vampira, rapidamente o garoto loiro avançou na puro sangue desferindo um ataque na garota.

– Orfeu não! – Berrou Marie.

Ao se aproximar o loiro foi paralisado por Dafne que facilmente o levitou no ar para pressiona-lo como se fosse uma bolinha esmagando-o, o garoto contorcia-se de dor.

– Olá loirinho. Quase matei sua mãe da última vez, mas você conseguiu me impedir. Você acha que pode lutar contra o poder de um sangue puro? – Declarou Dafne ao ver o sangue correr os lábios do garoto.

Yuki se irou ao ver tamanho sofrimento, preto qual sua irmã fazia aqueles garotos passar.

– Já chega Dafne! – Berrou Yuki revelando os olhos escarlates e as presas agudas.

Instantaneamente o corpo de Toshiro e de Orfeu voltaram ao normal. Logo em seguida todos os alunos saíram do transe hipnótico. Sem entender todos alunos viram Orfeu que se levantava ofegante do chão revelando a boca ensanguentada e a roupa amassada e manchada de sangue, Marie correu para socorre-lo. Em seguida todos fitaram Yuki, que havia escondido sua face enquanto olhava sua irmã com um olhar ameaçador, sem entender alguns dos alunos levantaram-se para ajudar Orfeu, outros apenas olhavam as duas que se encaravam seriamente.

– Yuki calma. Ela só quer te provocar – declarou Kenzo que segurava Yuki pelo braço – Marie leve Orfeu para a enfermaria.

Kenzo deveria dizer dessa forma para que todos entendesse que havia sido somente um acidente.

– Está tudo bem pessoal não se preocupem – declarou em alta voz Sofia que usava o seu poder mental sobre os alunos – Orfeu só escorregou e bateu o rosto na mesa mas ele já está bem – concluiu.

Então assim como ela falou todos acreditaram e obedeceram sua ordem em seguida muitas das meninas foram ajudar o rapaz.

– Então Yuki!? – A vampira tossiu.

Dafne e Yuki ainda se encaravam. Yuki queria mata-la, Dafne por sua vez queria provoca-la o que pudesse, talvez assim fizesse sua irmã lhe odiar mais.

– Você vem ou não? – os olhos de Dafne já se mostravam azuis como os de sua irmã, as suas presas estavam escondidas.

– Hoje não! – declarou Yuki que procurava uma um lugar para sentar.

Kenzo a seguiu e sentou-se ao seu lado. Sofia e Toshiro sentaram logo atrás como uma medida de precaução para impedir qualquer atitude suspeita, Marie por sua vez encaminhou Orfeu até a enfermaria como forma de esconder dos humanos que ele podia se regenerar com rapidez, já que era um vampiro. Dafne continuou próximo a janela e no fim muitos se questionavam que tipo de tenção existia entre as duas.

– Bom dia! – Declarou o homem que entrava na sala.

Todos se levantaram em referência ao professor uma prática no Japão.

– Muito bem! Temos duas novas alunas conosco esse ano – declarou o homem de olhar sombrio – por favor levantem-se e venham aqui na frente – finalizou convidando as duas garotas.

As duas levantaram-se e dirigiram-se a frente do grande quadro negro, um grande monitor, posicionando-se de uma maneira em que todos poderiam vê-las confortavelmente.

– Vamos apresentem-se – declarou o professor.

– Bom dia pessoal me chamo Dafne Lua Negra. Nasci em Tóquio, Japão mas nossa família é originalmente de Londres na Inglaterra – Iniciou Dafne.

Uma garota levantou a mão com curiosidade, queria tirar algumas dúvidas.

– Por que o seu sobrenome é Lua Negra? – Indagou uma garota curiosa.

Dafne fitou Yuki e esboçou um sorriso simples, Yuki por sua vez virou o rosto e olhou para frente onde todos as analisava. Dafne voltou seus olhos azuis para a garota que fizera a pergunta.

– Porque nossos ancestrais gostavam dessas coisas – declarou ela rindo – é quase uma religião para eles – concluiu vagamente.

– Nossos ancestrais? Por quê você disse nossos? Ela é sua irmã? – Questionou um garoto que ajustava o óculos.

Dafne novamente olhou para Yuki com um certo olhar de deboche na realidade, em seguida voltou-se para o aluno metido a inteligente para o responder.

– Sim somos irmãs – respondeu Dafne com um semblante frio e calculista – vamos irmã se apresente – concluiu Dafne tocando o ombro de Yuki.

Toda aquela situação estava embaraçosa e os alunos haviam observado. Yuki irritou-se ao sentir o toque daquela que havia trucidado sua família.

– Me chamo Yuki Lua Negra assim como Dafne também nasci aqui no Japão, em Fujiwara – respondeu Yuki afastando-se de Dafne.

Todos observaram a reação de Yuki com relação a Dafne sua irmã.

– Vocês não se dão bem, não é? – Indagou um garoto que analisava as meninas.

Dafne novamente fitou Yuki e queria debochar dela, mas as palavras desejavam sair trêmulas, e os seus olhos tremiam, Dafne preferiu manter o silêncio.

– Minha irmã me culpa pela morte de nossos pais – a voz saiu pouco trêmula parecia engolir seco.

Yuki entendeu que poderia ser um deboche, mas quase pôde ver uma lagrima corre os olhos de Dafne, dessa forma se questionou sobre a verdadeira intenção de sua irmã. O clima começava a ficar tenso dentro da sala e o que causou o constrangimento de todos.

– Tá bom pessoal vamos deixar as perguntas para o intervalo – declarou o professor – sentem-se em seus lugares meninas porquê vamos dar início a aula. Abram o livro de física na página 6 – concluiu o homem.

As duas irmãs caminharam juntas lado a lado sem se olhar. Todos estavam admirados com a semelhança entre as duas, apesar de ser notória a diferença de idade. Yuki alcançou primeiramente o seu lugar e se assentou logo em seguida mais atrás próximo a janela sentou-se Dafne. Depois de todo o alvoroço, a aula continuou seguindo o ritmo natural, todos estudavam ao mesmo tempo que sentiam fatiga pelo primeiro assunto do ano. Orfeu depois de algum tempo retornou a sala com os lábios limpos do sangue e claramente sem nenhum corte no local. Com raiva e medo sentou-se o mais distante que pôde de Dafne, Marie sentou-se ao seu lado. Esse foi o primeiro longo dia de aula de muitos que viriam Yuki queria destruir a irmã, mas no fundo acreditava que a mesma ainda tinha alguma solução. Dafne por sua vez estava ali para consumar o seu plano feito a um milênio.


Notas Finais


Obrigado pela leitura 😘😘


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