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História As Crônicas de Azaradh Histórias da Santa Guerra - Capítulo 8


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Capítulo 8 - VIII A lança do sol


Como era de se esperar claro, a perplexidade tomou conta de completamente todo o público da arena. A essa altura, já não se ouvia mais os gritos enlouquecidos provados pelo que se via na arena de luta lá embaixo.

Os olhos da multidão fixados no que acontecia entre Baltazhar e aquela figura, Angmar, que se dizia membro do clã dos demônios.

Era evidente que iria se iniciar uma luta ali. Eu só não sabia se seria seguro assistir sem o feitiço de proteção lançado pelo mago de Órion agora caído no chão. Derrotado. 

-Você não parece ter medo de mim. Tampouco pareceu abalado pelas palavras que eu disse ! Confesso que estou no mínimo intrigado Baltazhar. Diga me, por que você me desafia ?

Baltazhar seguiu caminhando devagar enquanto alisava seu bigode e seu tesouro sagrado flutuava leve como uma pena, acompanhando seu mestre lado a lado.

-Ora, ora, deixa eu recapitular rapidamente, você diz ser membro de um clã derrotado e selado a muito tempo. Diz também ser capaz de evocar o mais obscuro poder mágico, necromancia. E também ameaça toda a Azaradh como uma nova guerra, com o intuito de varrer a humanidade da face da terra correto ?

-Exatamente.

-Então isso nos torna inimigos por natureza amigo, e até onde eu me lembro bem, foi o clã dos demônios que destruiu meu lar.

-Então é por isso que interviu ? Tem raiva do clã dos demônios ?

Baltazhar parou sua caminhada bem diante do estranho inimigo.

-Esse não seria o termo correto! Vocês me enojam.

A lança de Baltazhar novamente desferiu um golpe poderoso sobre o adversário. Mas desta vez o oponente conseguiu se esquivar.

Com um movimento rápido com a mão direita Angmar, causa uma onda de energia escura. Esta logo se transforma numa espécie de fumaça, e começa a rodear a cabeça de Baltazhar sufocando o mesmo e fazendo com que o poderoso cavaleiro caia sobre a arena.

A lança de Baltazhar começou a desferir uma grande quantidade de golpes em cima de Angmar mas o adversário simplesmente se esquivou de todos os golpes com uma velocidade sobre humana.

O ar que deixava os pulmões de Baltazhar não estava retornando mais. Não importa pra onde Baltazhar ia, aquela onda de fumaça parecia grudada a sua cabeça, impedindo o de respirar.

-Ora, por favor Baltazhar, não me diga que era só isso o que tinha para me mostrar.

A lança mágica parou de atacar e passou a flutuar imóvel no ar, no meio do caminho entre os dois oponentes.

Uma fina linha de sangue desceu involuntariamente entre as narinas de Baltazhar.

O cavaleiro sagrado sorriu.

O golpe de Angmar sobre Baltazhar ainda fazia efeito! Intrigado, o estranho ser pergunta:

-Por que o sorriso ?

A resposta veio direto.

-Vai ver só.

Baltazhar ergueu o braço esquerdo. A ponta dos dedos médio e indicador apontadas para sua lança.

-Tesouro sagrado liberar.

Ainda imóvel no ar a lança de Baltazhar passou a produzir uma chama branca. Da ponta até o cabo a lança de ouro maciço ficou envolta sob uma chama branca, pálida como um nevoeiro, as chamas tremeluziam com o vento.

-Multiplicação. Baltazhar estalou os dedos.

O resultado daquele estalar de dedos foi incrível.

A lança mágica dividiu se em dezenas de várias pontas de lanças e ainda cobertas por chamas brancas todas elas dispararam até atingir o alvo com grande precisão.

No segundo segunte, havia cerca de cinquenta pontas de lanças mágicas cravadas no inimigo e queimando o mesmo com aquelas chamas brancas.

Antes q pudesse ter qualquer reação. Angmar voou pelos ares com uma nova explosão, dessa vez bem mais fortes que as anteriores.

-Impacto solar.

Mesmo eu, a dezenas de metros do centro da explosão tive que me segurar com tamanho impacto daquele golpe. A arena de batalha inteira tremeu pra valer. Pequenas rachaduras surgiram no grosso mármore daquela imensa estrutura.

Quando por fim a onda de detritos de poeira clareou nossa visão, Angmar estava seriamente ferido. Porém era incrível o fato daquele ser sobrehumano não ter virado pó com aquela explosão.

-Ora ora, não vai me dizer que era só isso o que tinha pra me mostrar. Por acaso deixou cair uma moeda ?

Baltazhar estava de pé respirando tranquilamente.

-Não previ que esse seu instrumento mágico podia ter todo esse grande poder mágico. Claramente cometi um erro ao julga lo pela pela meta aparência.

Angmar se levantou.

Apesar do metal de sua armadura ter se rasgado devido a imensa explosão sua carne estava ilesa. Nenhuma gota de sangue escorreu de Angmar.

-Mas que cara de surpreso Baltazhar! Você jura que achou que iria me vencer com um simples golpe ? 

Angmar gargalhou sádicamente. Aquele gargalhar esganiçado era de fazer meus tímpanos quererem explodir.

-Eu vim até aqui hoje apenas para trazer uma mensagem, meu mestre não me pediu nada mais! Ok confesso que decidi levar uma alma pelo simples motivo de fazer este mago ridículo de exemplo. Mas por causa de você Baltazhar, no lugar desta única alma, eu levarei cinquenta!

Angmar ergueu o braço esquerdo e provocou uma nova grande explosão.

A diferença é que esta não explodiu na arena de luta. E sim na arquibancada. Levando a morte a inúmeras pessoas que assistiam aquela luta que nem deveria acontecer.

O pânico imediatamente consumiu o público. Pessoas começaram a correr em direção as saídas da arena aos milhares.

Havia sangue na arquibancada, havia restos de corpos mutilados pela explosão.

Por algum motivo eu fiquei imóvel observando aquela cena.

Todos, absolutamente todos os Cavaleiros sagrados que ainda estavam de pé na arena partiram pra cima de Angmar ao mesmo tempo.

Mas foram varridos pra longe com uma nova super explosão.

Que derrubou até mesmo a mim.

A onda passou absoluta sobre todos nós ali presentes. Varreu a arena como o vento varre uma tábua.

Quando levante e dei por mim Angmar já não estava mais na arena de luta.

Por algum motivo, o miserável sumiu completamente.




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