História As Crônicas de Lustrius - Reino da Discórdia - Capítulo 4


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Aventura, Hot, Luta, Personagens Originais, Romance, Suspense
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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Mais um capítulo! O próximo sairá de acordo com minha inspiração, pode ser longe ou perto.
~ Boa Leitura

Capítulo 4 - Ossos. Carne. Pele.


Fanfic / Fanfiction As Crônicas de Lustrius - Reino da Discórdia - Capítulo 4 - Ossos. Carne. Pele.

Memórias/Aronn 

16 Anos atrás 

 

-Venha aqui, Peter. - Chamou o pequeno garoto cujo tinha cabelos negros e o mesmo sangue do homem. 

O garotinho não passava dos 3 anos de idade, estando muito próximo de seus quatro aninhos de vida. Mais parecia um pequeno príncipe, usando uma roupa formal de linho negro, como sempre preferira, o que de fato ele era, de acordo com os termos do que podia se chamar reino.

Mas ele já era esperto o suficiente, e já tinha ciência de que em seu próximo aniversário partiria para um acampamento de jovens guerreiros obscurianos, onde aprenderia a lutar e se tornar um verdadeiro homem. Esse detalhe lhe haviam omitido, pois até então, o pobre menino não tinha ideia de que veria sangue e feridas nesse tal acampamento que tanto lhe falaram. 

No entanto, seus pais estavam muito mais cientes disso, e o pequeno Peter era o orgulho dos pais e a expectativa maior de toda Obscurium, que aguardava com ansiedade o dia em que O Herdeiro das Terras Negras assumisse o reino e tomasse de vez Illytia para si. Era esse o seu objetivo em ser mandado para lá. 

O pai, por sua vez, queria dar uma orientação importante ao pequeno menino, cujo tinha seus cabelos e olhos mas quase nada de seu rosto ou sua personalidade. Na verdade, o pequeno Peter não tinha absolutamente nada de seu pai Aronn ou sua mãe Khymera. Ambos tinham um espírito vingativo e egoísta; a razão de se darem tão bem juntos; enquanto a criança era doce e inclinado para um sorrateiro bem. 

-Quero que me traga um pássaro morto esta tarde. - Falara quando o garotinho se posicionara obedientemente em sua frente. A cabeça baixa em sinal de submissão. - Volte apenas quando o tiver em mãos. 

E assim dispensou o menino. Aronn queria ensinar algo, para ele bom, ao seu filho, já que o menino estava crescendo e ele mesmo aprendera a lutar com 5 anos. Aí a razão de ser um poderoso espadachim e um atirador de classe, que chamara de imediato a atenção da rainha maléfica e mais nova. Também era essa a razão de querer mandar o filho tão cedo à um ambiente de guerra. O garoto passaria a vida toda lá, só saindo quando finalmente fosse um guerreiro bem treinado, invencível e implacável. Um matador. Do Acampamento de Heimdallr. 

Aronn agora tinha coisas mais importantes para fazer, como discutir com sua insuportável esposa a razão de seus chiliques mais cedo, para ele desnecessários, mas para ela indispensáveis. Por isso, adentrou o castelo e com um olhar brusco, encontrou a vingativa rainha debruçada sob seu trono, auto imposto, afiando suas garras falsas, como aquela merda toda.

-Até quando vai continuar com seus chiliques? - Não obtendo resposta da rainha negra, continuou: - Até o castelo cair? O reino desabar. Isso é desnecessário, Khymera. E não diga que se sente incomodada com meu tom.

Depois de um longo e exasperante segundo com a bela mas intimidante rainha olhando suas unhas, ela o responde, mais imprevisível que nunca:

-Você nunca me levou a sério, não é mesmo? - Ela o olha com mais detalhes. As pupilas acinzentadas. - No fundo você sempre quis uma vadia que satisfazesse você e uma vida cômoda, como a que eu tenho te dado. 

Ele não se intimidara, para desapontamento da mesma. Embora fosse um simples humano, com armas em todos os cantos de sua roupa, Aronn sabia que era muito mais que isso. Ele só não confiava em Khymera. Não sabia do que aquela rainha cheia de amargura era capaz. 

-Vai começar outra vez? - Revirou os olhos com desgosto. Aquele tinha sido um assunto pauta nas últimas semanas, desde que mencionara o nome da rainha da luz. 

Mas nos últimos meses ele tinha feito muito mais que simplesmente mencionar um nome. Não...Não era o suficiente para despertar tamanha ira em sua rainha. E talvez até fosse. Mas não era por isso que ela o havia chamado naquela manhã, depois de estarem se tratando como dois estranhos pela semana inteira. E ontem Khymera havia descoberto seus atos, expulsando-o de sua cama. E de seu quarto. Até do palácio, se Peter não estivesse ali.

A poderosa e imprevisível rainha negra se levantou então, a alma transbordando de uma vingança e um egoísmo que Aronn tinha conhecido. E que não havia mudado até então. Um dedo apontando para o marido e o outro em punho.

-Eu sei, exatamente, o que você anda fazendo. E se acha que vou permitir que faça isso embaixo do meu teto, se engana. Você pode ir para o mais podre inferno que achar. - Foi clara em suas palavras. Não queria deixar nada longe de seu entendimento. 

-Então é assim? - Ele não estava disposto a ceder...

Mas se Khymera queria e estava fazendo uma tempestade em um copo de água, ele também sabia fazer. E também podia colocar suas cartas na mesa.

-Então o Peter vai comigo. - Anunciou sem medo. Mas a rainha com quem ele se metera era mais perigosa do que imaginavam. E com certeza mais má...

-Você não vai levar meu filho! - Bastou mais uma risada sarcástica de sua parte para irritar ainda mais a rainha. 

-Esqueceu que ele também é meu? Ou o que? Você acha que o fez sozinha? - Ele sussurra em seu ouvido. -Era eu que estava entrando e saindo em você quando esse moleque ainda ia se formar. 

Aronn não sabia descrever a ira que viu nos olhos da rainha quando ela o encarou, logo depois de afastar-se. Mas ele sabia que ali também havia amargura, e tristeza.

-Por que fez isso? Por que foi até lá?! 

-Não tenho porque justificar minhas ações a você. - Ele ouviu a rainha gritar enquanto lhe dava as costas e andava calmamente. 

-Você Sabe perfeitamente que eu a odeio! Por que fez aquilo?! Por que Aronn?! 

Ele não se deu o trabalho de responder, apenas saiu andando, buscando acabar aquela discussão, e talvez saber se Peter já tinha trazido aquele pássaro morto que pedira. Mas a porta lhe pareceu longe. Distante demais quando ele vislumbrou apenas o rosto da rainha, mergulhada em sua ira, com suas garras falsas fincadas em Seu maxilar. E então ele viu lágrimas transbordarem dos olhos fúnebres da rainha má. Não desviou seus olhos por um segundo.

-Eu avisei que se arrependeria, mas você não me escutou...

E depois daquelas lágrimas, Aronn sentiu suas garras apertando sua garganta, seu pomo de Adão, como se quisessem perfurar-lhe. E em contra-partida, sentiu uma dor agonizante e insuportável em seu peito. Um grito rompante ecoou na sala do trono, seguido de gemidos e mais gritos de dor ininterruptos, ofegantes e insuportáveis.

 Sentiu muito mais que uma dor, era indescritível, insuportável. Sentiu ossos, carnes e pele se rompendo seguidos de órgãos. E quando se deu conta do que tinha acontecido e da dor que agora o importunava e impedia de pensar, deduziu que fosse uma espada. Mas se enganou tremendamente. Porque aquilo lhe perfurando, eram as próprias garras da rainha...

-Sinto muito, querido... - Sussurrou, antes que ele tivesse tempo de olhar pra baixo e enxergar seu órgão pulsante em mãos. Seu coração. 

Suas últimas visões foram turvas, mas ele ainda enxergou o filho parado em um local adjacente na sala do trono, com um pequeno pássaro em mãos e a feição em choque, quando seu corpo caiu no chão e ele apagou para sempre...


Notas Finais


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