História As Crônicas de Métesp: Presas, Garras e Dentes - Capítulo 31


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Categorias As Crônicas De Gelo e Fogo (Game of Thrones), Eragon, The Elder Scrolls
Personagens Personagens Originais
Tags Guerra, Reino, Universo Alternativo
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Palavras 881
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Fantasia, FemmeSlash, Ficção, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Espero que gostem!

Capítulo 31 - "A tortura espreme a verdade dos homens"


Thana

― Os Aneih não responderam nossas mensagens solicitando que um novo representante do conselho fosse escolhido. ― informou Westel ― As aves-mensageiras voltaram mudas.

― Não incomode-os mais ― respondi ―, se não querem participar das decisões do reino a escolha é deles.

― Sim, minha rainha. ― Westel anotou isso no papel que tinha em mãos

A mesa do conselho estava pela metade, a cadeira com o símbolo da hiena que um dia pertenceu a Lorde Laycus estava vazia já fazia muito tempo, as duas cadeiras com o símbolo do elefante, de meu pai e minha tia, também, os presentes eram apenas Jalie, da Casa Carouj, Westel e Rhacely, da Casa Oprasa e, é claro, eu e meu marido, Lefeaten e Carouj, respectivamente.

― O aldeão… ― apertei os olhos, estalando os dedos, enquanto tentava lembrar seu nome

― Philipo. ― ajudou-me Êrik

― Este mesmo! Ele fugiu de que forma? ― perguntei

― Roubou a dispensa, enchendo cestos com suprimentos e levou também um cavalo. ― esclareceu Jalie

― Significa que ele saiu caminhando pelo Portão Principal e ninguém fez absolutamente nada? ― minhas mãos foram a cintura

Os membros do conselho trocaram olhares.

― Que seja. ― meu marido interveio ― Ele se foi.

― O caso da aldeia dele também, com o mendigo morto e ele foragido nenhuma pista temos. ― complementei

― Sim, minha rainha. ― o Oprasa riscou algo do papel

― Próxima pauta: ― comecei ― o homem que tentou assassinar-me, ele não quer dizer para quem trabalha, já foi torturado de todas as formas possíveis.

― Nem sempre a tortura é a resposta. ― disse Rhacely

― A tortura espreme a verdade dos homens. ― falei ― Encarreguem alguém de descobrir quem quer-me morta e o motivo

― É a rainha ― disse Rhacely ―, o que não falta é gente com motivos para querê-la morta.

― Mas poucos têm a audácia de fazer. ― apontei a folha na mão de Westel ― Anote logo isso aí.

― Sim, minha rainha. ― ele obedeceu

Senti uma pontada na barriga e sentei-me, Êrik pegou em minha mão.

― Está bem, minha rainha? ― questionou, docemente

― Melhor que em muitos momentos ― trocei ―, obrigada, meu marido.

― Vou levá-la ao aposentos. ― levantou-se e ajudou-me a fazer o mesmo ― Com vossa licença, a rainha sente-se mal.

Deixamos a sala e nos dirigimos ao quarto, as escadas foram uma tortura nos últimos lances, sentia-me indisposta e os sapatos não estavam ajudando, fui obrigada a tirá-los.

Colocou-me sentada na cama e, com olhar preocupado, apontou onde eu disse que doía, no ventre.

― Talvez seja algo de sua menstruação. ― insinuou, ingenuamente

Não tive paciência de corrigi-lo, só concordei com a cabeça, a dor havia diminuído.

― Já sinto-me melhor, muito grata por todo o seu zelo, meu marido. ― beijei-o e ele foi para porta

― Estarei lá em baixo ― abriu a porta ―, chamarei criadas para cuidar de você, se precisar, peça a elas que chamem-me.

― Não peça por quaisquer criadas, quero Mayre e Tija, por favor. ― solicitei

― Claro. ― e ele se foi

Por algum motivo havia habituado-me com as duas servas e estava até começando a gostar delas, não eram experientes, mas estavam evoluindo, e com elas percebi como Tymas é invasivo e perseguidor. Levantei-me e fui à janela observar a Lua, quarta deste mês. Então tive um choque de realidade.

A quarta Lua deste mês!

Mayre e Tija adentraram o cômodo reverenciando e pronunciando, juntas:

― Majestade.

― Eu ainda não sangrei ― não virei-me para elas, continuei fitando o astro brilhante no céu ―, passou-se um mês e eu ainda não sangrei.

― Isto não é algo bom, minha rainha? ― falou Tija

Fiz uma meia volta sob os calcanhares descalços e andei na sala com os braços nas costas.

― Falo de minha menstruação, faz tempo desde a última.

As duas criadas começaram com seus risinhos.

― Pode estar atrasada. ― sugeriu Mayre

― Não. Tudo isso que tenho sentido… Eu… ― olhei-as, sorridentes ― Eu estou grávida. E vocês sabiam! Sabiam e não disseram-me! Deveria enforcar vocês duas por ocultar informações de sua rainha!

O sorriso delas sumiu.

― Perdoe-nos, Majestade, deixamos para que descobrisse sozinha. ― desculparam-se

Pressionei meus olhos de ira.

― E se eu tivesse perdido o bebê por não saber da existência dele? ― supus, para mostrar a elas a gravidade da situação

Nada disseram, apontei a porta e elas saíram em passo apressado.

― Fiquem por perto ― ordenei ―, posso precisar de vocês, só não quero ver seus rostos por agora!

Sentei-me na cama novamente e abracei a mim mesma. Cresce uma criança dentro de mim, a realidade estapeou-me, Estou pronta? Minha mãe teve a mim e a meu irmão muito cedo, pergunto-me se também teve esta dúvida. Que nome darei a ele? Ou ela. Quando direi a Êrik? Então outra dúvida apareceu Será que é filho de Êrik? Tive um calafrio com as possibilidades, Claro que é! Eu só fiz uma vez, não foi culpa minha… Não é possível que eu seja tão sem sorte! Afastei esses pensamentos, coloquei minhas vestes de dormir, deite-me puxando as cobertas sobre meu corpo e forcei-me a descansar.


Notas Finais


Dê sugestões e aponte furos no enredo para que eu possa sempre melhorar a escrita ou justificá-los! Obrigado por ler!


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