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História As Crônicas de Nárnia - Rei Furacão - Capítulo 1


Escrita por: spidey_biblebug

Notas do Autor


Essa história fecha a trilogia de histórias originais das Crônicas de Nárnia, marcando o retorno à Era da Conquista, com novos personagens. Joel recebe do pai os anéis mágicos que haviam sido encontrados nos escombros do acidente de trem que matou os irmãos Pevensie. Esses anéis acabam levando Joel e sua amiga Sabrina para Nárnia nos dias de Furacão, o rei que salvou as Ilhas Solitárias de um terrível e assombroso dragão, e foi o primeiro dos reis de Nárnia a ser nomeado Imperador das Ilhas Solitárias.

BOA LEITURA!

Capítulo 1 - Os anéis mágicos são encontrados


Essa história se passa no momento mais conturbado da história do Brasil. Naquela época, os tempos eram difíceis, sombrios e tenebrosos, um tempo onde muitos pensavam que aquele tempo jamais iria passar. O foco principal do povo era sempre lutar para manter a economia em dia. O ano era 1967, o ano em que surgiu a Era do Chumbo. Um rapaz chamado Joel, que adentrara os portões da escola, trazia consigo uma caixa que continha os anéis mágicos usados por Digory Kirke e por Polly Plummer. Dizia para si mesmo:

- Então, essa era a caixa da qual o papai tanto falava. Lembro-me quando ele falou que fora até Londres e havia encontrado essa caixa naqueles escombros, e que havia comprado por um preço justo, precisamente o preço do melhor carro do ano. Agora que recebi essa caixa como parte da herança, não posso jogar fora a história que esse anel escreveu e selou para um futuro distante. Ah, se o escritor Lewis fosse vivo, bem que poderia ter explicado para o papai sobre as propriedades desses anéis. Seria maravilhoso.

E assim, seguiu Joel caminhando para a sua sala, quando ouviu pequenos gritos e suspiros estranhos, e pensou: “Será que tem alguém fazendo alguma coisa em plena sala de aula? Preciso ir para a diretoria e avisar sobre isso”. E assim foi até a sala da diretoria, aguardando o diretor aparecer. E lá estava o diretor, vestindo roupas bem formais para aquela época. O diretor usava um pequeno chapéu na cabeça e um paletó marrom que cobria a camisa branca social que ele vestia com uma gravata borboleta, uma calça marrom e um sapato social. O diretor sentou-se em sua cadeira e guardou seu chapéu na cabeceira, e começou a olhar de forma desconfiada para o rapaz que tinha seus dezesseis anos de idade. O rapaz começou a tremer de medo, mas sentiu-se aliviado quando o diretor começou a falar com ele:

- Então, você é filho do seu Oliveira. O que o traz aqui?

O rapaz não hesitou em responder-lhe:

- Eu estava indo pra sala de aula, quando de repente comecei a ouvir sons muito estranhos, como se tivesse alguém estivesse fazendo alguma coisa desconhecida dentro da sala de aula.

- É mesmo?! Oh, meu DEUS. No tempo em que estudei fora com um professor muito famoso, não existiam essas coisas. Mas, se já existiam, eu desconfiava. Mesmo em tempos difíceis que o Brasil está vivendo, nós não permitiríamos, sob hipótese alguma, qualquer vestígio de desvio sexual dentro das escolas. Aqui está o nosso código, rapaz.

E entregou para o rapaz todo o regimento, e este ficou maravilhado.

- Nossa! - Exclamou o rapaz. - É a mesma coisa que aprendi com o papai lá em casa.

- Não se acanhe. Os inspetores estão por toda a escola, e é só procurar por eles e entregar seu relato para eles investigarem.

- Certo. Preciso ir pra aula. Estou em meu último ano de Ensino Médio.

E Joel saiu da diretoria para seguir em direção à sala de aula, para poder passar toda aquela manhã participando das aulas, e anotando as explicações dos professores. Ora, ele mesmo fazia as atividades e as entregava no mesmo dia. E assim foi a manhã de todos os alunos, até que o sino tocou, como um sinal de que o turno da manhã havia acabado. Ou seja, mais algumas horas de intervalo para os professores, que seguiriam com suas aulas até o final da tarde. Ao final da manhã, alguns valentões se encontraram com Joel, e ele os olhou firme como se lhes dissesse: “Se encostarem um dedo em mim, sou capaz de trazer o inferno na terra”. Os valentões, olhando para o olhar agressivo do rapaz, se amedrontaram, e o deixaram ir. Depois de ter passado por eles, Joel suspirou aliviado e dizia em seu pensamento: “Essa foi por pouco”. Então, ele ouviu alguns passos atrás deles, e era a vizinha que morava perto de sua casa e estudava com ele na mesma sala. A caixa que Joel segurava estava começando a despertar a curiosidade na moça, e esta lhe perguntou:

- O que tem dentro dessa caixa?

Joel corou de vergonha, e ficou sem reação por alguns instantes, como se ele tivesse se transformado em estátua de pedra. No entanto, não demorou para responder:

- Anéis. Mas não é qualquer caixa com qualquer anel. É uma caixa com anéis especiais. Estes anéis podem te levar para outros mundos. E tem oito cordões dentro, com um papelzinho especial.

E perguntou pelo nome da menina, e esta respondeu:

- Sabrina. E o seu?

- Joel.

- Então, era com você que eu queria falar, vizinho. Estou doente, e tenho desmaios terríveis toda semana, e eu não sei o que dizer para os meus pais. Até parece que estou grávida.

- Ah, é mesmo? - Ironizou o rapaz, utilizando-se do sarcasmo, como um sinal de que não queria acreditar na suposta gravidez de sua colega e vizinha. - Pelo que eu sei, o seu pai é um dos homens mais ricos que trouxe a Ford pro Brasil.

E Sabrina partiu logo para defesa, ofendendo o pai de Joel:

- E o seu pai é um medroso e sem força, apesar de ganhar bem, tanto com salário de professor, como com o dinheiro dos livros que ele distribui. Inclusive, seu pai trouxe o livro “O Sobrinho do Mago” e a trilogia de “O Senhor dos Anéis” pro Brasil também. Sabe, eu estou curiosa  para ver esse anel. Ele será o meu precioso.

Em tom irônico, Joel disse:

- Ah, não será, senhorita. Você não pode ficar com os anéis. Eles tem um segredo muito valioso.

A discussão entre os dois começou a ficar acalorada. Sabrina, impaciente tomou das mãos de Joel a caixa que continha os anéis. Abrindo-a, tomou um anel amarelo e o colocou em seu dedo. Mal tinha colocado em seu dedo e, em um piscar de olhos, Sabrina desapareceu. Joel ficou atônito, mas ele lembrou do que havia lido no livro que os anéis amarelos mandavam as pessoas para onde quisessem, e os anéis verdes as traziam de volta para o nosso mundo. Ele, então, não hesitou em pegar uma luva para colocar o anel amarelo em seu dedo anelar direito, enquanto clamava em pensamento: “Se existe alguém maior do que eu, por favor, ouça-me e me leve para onde a moça está”.

No mesmo instante em que colocara o anel, a cena mudou, e ele não estava mais nas ruas de Rio Branco, mas sim em um gramado verde. A expressão de Joel mudou. Ele estava extasiado com aquele lugar verdejante. Perto dali o rapaz vira um castelo que ficava perto do mar. Em total e plena alegria, Joel percorria pelos campos, e admirava a beleza daquele lugar, e podia sentir de longe o cheiro do mar, o que lhe trouxe uma sensação de plena paz e harmonia.

Em seguida, avistou de longe o leão e pensou: “Será que ele é um leão falante? Porque, se for, ele pode me mostrar onde aquela moça se escondeu”. Sem temer, foi até onde o leão se encontrava, mas não fazia ideia de que o leão era o próprio Aslam. Perto de Aslam, estava um pequeno riacho de águas cristalinas. Joel teve sede, e foi até lá para beber daquela água. Ao sentir o gosto da água descendo pela sua garganta, sentiu-se em plena satisfação, e disse:

- Essa é a água mais pura que eu já bebi.

Depois dessas coisas, Joel foi até onde o leão estava e se aproximou dele dizendo:

- Se ao menos eu tivesse alguma ajuda...

E logo o menino se surpreendeu quando o leão se revelou:

- Eu Sou o auxílio que você tanto procura.

Joel ficou atônito, e estagnado como uma estátua de pedra, pronta para ser quebrada e ser transformada em uma nova pessoa. Então exclamou:

- Aslam, afaste-se de mim, porque eu venho de um povo que matou injustamente pessoas inocentes no passado, e até hoje vive nas coisas estranhas que elas praticam. E o pior de tudo, eu também sou como elas. Infelizmente, ando cercado por essa terrível maldição que pode assolar aquela pobre cidade. Se fosse possível, eu venderia tudo para viver nessa terra e servir aos reis até minha velhice, se é que existe um rei por aqui.

Então o Leão disse-lhe:

- Mas é claro que existe um rei. Ele é conhecido como o rei Furacão. Filho de Adão, quando você pisar naquele castelo de Cair Paravel, o rei de Nárnia precisará de sua ajuda e da ajuda da filha de Eva a quem você tanto procura, pois longe daqui as Ilhas Solitárias estão sendo atacadas pelos calormanos e por um terrível dragão. Os arquelanos vão chegar logo para ajudar o rei de Nárnia, porque, como você sabe, os homens de Nárnia e os de Arquelândia são parentes, pois vieram do mesmo rei.

- Está se referindo ao rei Franco I o Cocheiro, eu suponho.

- Isso mesmo. Quando você chegar lá, sua amiga estará pedindo ajuda do rei, e é de extrema urgência. Agora, eu ordeno que vá e ajude o rei a enfrentar os seus inimigos. Não se esqueça: o rei é o primeiro a conduzir seu exército para uma batalha, e é o último a se retirar depois dos outros, porque são as leis que fazem o rei. Vá e não olhe mais para trás.



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