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História As Crônicas de Nárnia - Rei Furacão - Capítulo 2


Escrita por: spidey_biblebug

Notas do Autor


Demorou, mas chegou.

BOA LEITURA!

Capítulo 2 - No reino de Furacão


Vá e não olhe mais para trás”...

E assim seguiu Joel caminhando em direção ao castelo de Cair Paravel, e cantando hinos que ninguém mais no nosso mundo jamais conheceu ou jamais conhecerá. Quando menos se esperava lá estava o castelo, e o rei estava sentado à porta do castelo. O rei já era um homem de meia idade, precisamente indo para a casa dos quarenta e cinco anos, e já tinha uma barba branca, e os cabelos não eram tão grisalhos. Havia seriedade em seu rosto, mesclado à serenidade, pois a primavera havia chegado em Nárnia há poucos dias, depois de vários meses enfrentando o inverno e a fome. E o rei viu de longe duas pessoas seguindo na mesma direção, e ao mesmo tempo, a primeira cumprimentando a segunda e vice-versa.

De longe, Joel seguia cantando, e logo parou quando ouviu uma voz familiar dizendo:

- Que castelo maravilhoso. Bem que poderíamos ser rei e rainha. Nós nos casávamos e não precisaríamos mais voltar para o nosso mundo.

E lá estava a jovem Sabrina seguindo na mesma direção do amigo, e este falou:

- Você outra vez. - E perguntou-lhe: - Cadê o anel amarelo que você roubou?

Sabrina percebeu a inquietação do rapaz e se irritou muito. Já impaciente entregou o anel amarelo para o rapaz, e este pegou uma luva para guardá-lo em na caixa junto com os outros. Joel ficou com aquela cara de satisfação de dever cumprido, e começou a zombar da moça com seu sarcasmo:

- Que foi? Parece que... bem, você sabe. Essas coisas de mulher, coisinhas bestas. AI!

Sabrina pisou no pé do rapaz e deu um beliscão forte no braço do menino, já o cumprimentando com socos e pontapés:

- Você é um covarde, igual ao seu pai, seu moleque!

- Com mil trovões! Eu não sabia que você era tão valente desse jeito!

- É diferente! Não sou tão fraca quanto você pensa, não é mesmo?!

Joel ficou pálido como um papel de impressora, quando ouviu essas palavras. Ainda chocado, disse:

- Eu não acredito no que eu estou ouvindo. Mil perdões, Sabrina. Mas, falando sério. Se eu soubesse da sua coragem, nós poderíamos ter evitado a tragédia que aquela menina sofreu, não teríamos?

E a moça disse de forma debochada:

- Nós nunca saberíamos, rapazinho.

E a conversa dos dois continuava acalorada enquanto eles se aproximavam cada vez mais do castelo. O rei levantou-se de sua cadeira para receber os novos visitantes. Quando os dois jovens se aproximaram, o rei os cumprimentou:

- Sejam bem-vindos, queridos jovens. Vocês devem ser outras pessoas que vieram de Além-Mundo. Aslam chama os humanos de filhos de Adão e filhas de Eva.

Sabrina olhou torta para o rei e perguntou:

- Quem é Aslam? AI!

E logo sentiu Joel dando um beliscão em seu braço e ele sibilou entredentes:

- CALABOCA! É assim que se dirige para o rei de Nárnia? Quanta indulgência da sua parte, menina levada! - E dirigiu seu olhar para o rei: - Mil perdões, Vossa Majestade, pela nossa falta de reverência. Em contrapartida, o senhor tem razão: Nós dois somos estrangeiros. Não sabemos nada sobre Nárnia. E, se eu for mais ousado, antes de eu me encontrar com essa moça, eu estive com o leão Aslam.

- Pela juba do Leão! Você tem razão meu rapaz, mas não se acanhe. As crianças e os mais jovens me chamam de “Doutor”, porque eu faço mil coisas por aqui. Aslam certamente deve ter orientado você a respeito das Ilhas Solitárias.

- Exato! - Exclamou o rapaz, e logo perguntou: - Mas, como enfrentar estes inimigos e este dragão, se nada sabemos sobre eles também?

E logo dirigiu seu olhar para Sabrina e cochichou no ouvido dela:

- O Leão me disse que você precisaria de grande ajuda do rei. Por que não pede para ele?

Sabrina já estava indignada e prestes a dar uns tapas no amigo:

- Ora, seu...

E o rei interrompeu a briga que iria começar, e os repreendeu:

- Parem com isso! As diferenças de vocês não se resolvem com tapas, a não ser com aquelas discussões fervorosas que vocês estavam tendo e estavam virando comichão em meus ouvidos.

Os três riram do que o rei falara para Joel e para Sabrina. Nada mais do que usar o alívio cômico para acalmar os ânimos daqueles jovens. E assim os dois jovens seguiram o rei até a entrada do palácio. Nos tempos da Era da Conquista, o castelo de Cair Paravel era cheio de esplendor, e tinha sido construído pelo rei Franco I. Levou cinco anos para ser construído em tempo recorde. O formato era bem similar ao formato do castelo de Dunluce, na Irlanda. Joel e Sabrina ficaram impressionados com a arquitetura daquele lugar. Sabrina lançava olhares maliciosos para Joel, até que lhe disse:

- Bem que poderia ter um quarto só para nós dois.

Curioso e assustado com aquelas palavras, o rapaz perguntou hesitante:

- P-p-por quê?

E a moça respondeu-lhe:

- Acho que estou apaixonada por você.

Joel revirou os olhos e acenou com a cabeça em sinal de reprovação, e disse:

- Isso aqui não é como os bailinhos de rock que estão surgindo na cidade. Estamos no castelo de Cair Paravel, Sabrina, e não nos templos dos deuses da História Antiga. Se assim não fosse seria fácil para nós dois lidarmos com essas “coisas de adolescente”. Que tédio! Eu estou é ansioso pra viver essa grandiosa aventura.

- Bah! Meninos são como os homens. São todos iguais! E você fala igual ao meu pai, mas você tem facilidade de encantar as meninas com o toque do piano. Eu amo música clássica, principalmente as peças de Bach.

- Ora, bolas! O que é que tem? Eu não sou como esses boêmios que meu pai tanto falava. Bom, eu aprendi a tocar piano, porque é meu instrumento favorito.

- Então, me responde: você se identifica com aqueles “extraterrestres”?

- Pela juba do Leão, como diz o rei! Sabrina, os puritanos não são “extraterrestres”! São pessoas de bem, e são pacifistas! Alguns deles são amigos do meu pai.

- Bah! Eu vou dormir!

Sabrina afastou-se irritada do rapaz, mas este lhe disse:

- Não se esquece do que lhe aconteceu. O Leão me disse que você precisaria da ajuda do rei.

Para a tristeza e insatisfação de Sabrina, não havia outra escolha, senão admitir que o amigo estava certo, e que precisaria pedir ajuda do rei.

- Tá bom! Eu vou tentar me lembrar do que aconteceu. Pode ser que ele me ajude com alguma coisa.

E Joel soltou um sorriso de satisfação. Ele não estava contente em saber que sua colega e amiga havia sofrido tamanha desolação, e que não valeria a pena deixar que as consequências sobreviessem contra ela. Sabrina, no entanto, se esqueceu do que o amigo havia lhe falado e foi direto para o seu quarto e se agarrou no sono.

No dia seguinte, Joel se levantou e se jogou na banheira para acordar o corpo. Depois de um bom banho, vestiu as roupas que tinham sido preparadas. Ele usava uma blusa vermelha, com uma jaqueta de couro e uma calça marrom. Parecia um lorde. E o rapaz estava caminhando pelos corredores do castelo. Ele jamais sentiu tamanha felicidade de estar em um lugar como aquele, e seguiu em direção à biblioteca do palácio, onde ficou estudando sobre a história de Nárnia, a sua criação e a coroação de Franco I e de Helena como os primeiros rei e rainha de Nárnia. Em seguida leu a história do primeiro rei de Arquelândia, que havia arrebanhado a metade dos humanos que viviam em Nárnia para habitarem no extremo sul de Nárnia, e ali haviam construído o castelo de Anvar. Enquanto ele estava estudando na biblioteca, do outro lado dos corredores, Sabrina acordou com uma forte tontura, como se estivesse de ressaca. Não demorou alguns minutos para que a menina ficasse de pé, e a tontura era tanta que, por fim, desmaiou. E assim ficou desacordada por algumas horas, mas por pouco escapou da morte, quando as servas do rei a levaram para uma sala, onde as feridas eram tratadas.

Ora, o rei foi até a biblioteca, onde Joel estava se alimentando com os conteúdos. O coração do rapaz queimava para viver a grandiosa aventura que o aguardava. No entanto virou-se para saudar o rei que estava ali:

- Vida longa ao rei de Nárnia.

- Obrigado, rapaz. Trago más notícias de sua amiga. Ela está doente.

Ao ouvir a notícia de que Sabrina estava enferma, Joel ficou pálido e parado como uma estátua de pedra. Estava confuso, e agora precisaria saber o motivo. Então perguntou ao rei:

- Doutor, ela lhe pediu ajuda ontem à noite?

E o rei respondeu:

- Não. Ela não me procurou, mas certamente Aslam deve ter lhe orientado para que você falasse com ela pra me pedir ajuda. O que aconteceu?

- Doutor, antes de virmos para cá, ela me disse que sofria desmaios.

- Está me dizendo que ela vinha tendo ataques de desmaio como este?

O rapaz acenou com a cabeça, dizendo que sim. E as lágrimas estavam saindo de seus olhos. Ele estava triste e muito aflito, e disse ao rei:

- Sim, ela está tendo até agora. E, em parte, doutor, eu também sou culpado por não tê-la ajudado. Se eu tivesse a ajudado, a história teria sido outra. Também fui severo com ela.

O rei compreendeu a situação dos dois jovens. Diante daquela situação, o rei não sabia o que fazer para ajudá-los, até que se lembrou da árvore mágica que protegia o reino de Nárnia das investidas da Feiticeira Branca.

- Deves ir comigo. Eu tenho uma solução.

Joel tinha se recomposto e perguntou:

- Quando?

E o rei respondeu:

- Esta noite. Os súditos não podem saber para onde fomos. Há um antídoto muito antigo que pode trazer cura para sua amiga, mas todo o antídoto pode trazer boas ou más consequências.

Joel concordou com o que o rei estava falando, e eles decidiram partir de madrugada.



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