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História As cronicas de Narnia e a Princesa Perdida- Interativa - Capítulo 4


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Capítulo 4 - Bem Vindo a Nárnia PT II


Sabem a sensação de liberdade e curiosidade ao mesmo tempo? É um tipo de sensação indescritível, foram oque os órfãos sentiram naquele momento ao atravessar o guarda-roupa.

Os menores notaram a  mudança de horário, aonde estavam de manha logo anoiteceu e o céu cheio de estrelas iluminaram os pinheiros altos que suavizavam a paisagem, o elmo do lampião estava aceso então era claro oque cada um expressou em sua face naquele momento “Que lindo!”

Os do meio, adolescentes, estavam que desconfiados mas encantados, Nicolas prendeu sua atenção ao lampião que logo foi ate lá para observar mais de perto. Vega e Ruby logo correram para sentir o ar fresco das arvores enquanto pela primeira vez Luna e Mia não estavam brigando pois ambas se fascinavam com cada detalhe da floresta.

- Isso tudo estava escondido atrás do nosso guarda-roupa?.- Perguntou Lowell ao ver que os outros estavam saindo logo atrás do primeiro grupo.

- Não Lowell...- Nick estava próximo da menor -. Acho que nosso guarda-roupa estava atrás desse mundo!- se encantou com o lugar .

Ate Anne e Kilrie saírem por ultimo, todos estavam lá esboçando a mesma reação, Vitorian estava segurando a mão de Sebastian antes de entrar mas logo soltou das mãos do responsável e correu ate aquilo que mais o chamou atenção . Não era o lampião, ou pinheiro, ou as luzes dos vagalumes iluminando a noite mas sim um rapaz de orelhas pontudas que dormia encostado em uma arvore.

Era Fynkler, provavelmente cansado de esperar Kilrie buscar os guerreiros, ele cochilava tão suavemente que nem notou os órfãos chegando mas logo que Vitorian correu ate ele todos começaram a perceber o Fynkler de lado dormindo.

- Olha papai!.- chamou Sebastian .

O loiro subiu nas pernas de Fynkler e começou a tocar nas orelhas pontudas do elfo que logo acordou ao sentir o leve peso do menino em seu colo, não o estranhou ou sentiu raiva apenas estava confuso.

- Olá? .- Fynkler perguntou confuso.

- Vitorian se afasta! .- Sebastian alcançou o menino .- Lembra que o Kilrie disse... o elfo é perigoso!

- Elfo perigoso? .- se perguntou Fynkler.

Logo Kilrie se aproximava rindo da situação com Benjamyn e Anne-Marie.

- Sério Kilrie? .- Fynkler estava com raiva por ter o descrevido como mal para os viajantes .- Elfo Perigoso?

- Só estava brincando!.- riu Kilrie.- Relaxa caro Sebastian, este é o ser mais inofensivo de Nárnia!

Sebastian carreou Vitorian no colo enquanto o loiro ria ao ver como Fynkler era diferente do eu estava acostumado a ver no orfanato.

- Vocês devem ser os guerreiros!.- Fynkler se levantou-se .- É um prazer conhece-los! .- curvou-se .- sou Fynkler de Nárnia, fiel escudeiro dos Reis Pevensie e viajante das ilhas vizinhas!

- Eu sou Sebastian!.- disse incerto processando toda as informações que Fynkler comentou enquanto dizia seu nome.- Só ... Sebastian !

- Prazer Sebastian! .- notou o Vitorian em seu colo- Este é seu filho?

Sebastian estava nervoso de negar em frente ao loirinho que sempre o considerou como “pai”, apenas riu e negou seus pensamentos insensíveis.

- É sim!.- olhou para Vitorian.

Anne riu da situação e logo chamou atenção de Fynkler.

- E você deve ser a mãe ! .- Fynkler adivinhou.

- E ...- cocou sua nuca .- somos os pais! .- sorriu tímida .- Mas não somos casados ou algo assim! – ficou vermelha .

- Vai por mim não foi por falta de tentativa! .- brincou Sebastian.

O grupo riu enquanto Anne corava escondendo suas macas do rosto rosadas, logo Fynkler olhou o mais novo deles, e logo abriu um sorriso de recepção .

- Você tem orelhas incríveis! .- admirou Benjamyn .- você é um elfo?

- Um Híbrido! .- corrigiu mas  sorrindo ao jovem.

- Porque comigo você é rabugento e com eles você e doce e gentil?.- estranhou Kilrie interrompendo-os .

Fynkler ignorou Kilrie e continuou sua conversa com Benjamyn.

- Sou o Benjamyn! .- estendeu suas mãos para Fynkler cumprimenta-las .

- Um prazer ...digo ... eu sou Fynkler é um prazer conhece-lo! .- suas orelhas avermelharam

Kilrie se aproximou dos ouvidos de Fynkler e sussurrou .

- Pega leve aí garanhão suas orelhas faltam explodir! .- brincou .

Fynkler escondeu suas orelhas e logo tentou se recompor enquanto todos se aproximavam de aonde estavam e ele pudesse conhecer cada um talvez ajudaria a voltar ao normal.

- Sejam bem-vindos á Nárnia! .- coçou sua garganta por um momento.- Eu sou o Fynkler, irei guia-los até os reis Pevensie!

- Kilrie disse que o seu reino está em ameaça, é verdade? .- Elizabeth se pronunciou.

- Sim, ele está ... a filha da rainha Lucy foi sequestrada é isso provocará guerra! .- Fynkler respondeu .- Por isso precisamos de vocês.

- Mas não somos guerreiros ou heróis ...somos órfãos! .- Luke disse.

-  A guerra contra a feiticeira Branca foi combatida por  quatro crianças comuns... saídas daquele guarda-roupa  e hoje eles são grandes reis! .- inspirou Fynkler .- se eles conseguiram, vocês conseguem!.

Cada um se olhou e sorriu, sentiram como se fossem importantes para órfãos era difícil sentir aquele sentimento já que foram abandonados, Kilrie ficava bem atrás de Fynkler o escutando inspirar os menores enquanto o espião sorria fingindo que as palavras o espirava .

- Posso saber o nome dos bravos guerreiros? .- riu Fynkler.

- Apolo! .- foi o primeiro a dá um passo a frente! .- O mais sábio!

- Quis dizer o mais idiota! .-  Roseane o interrompeu.-  ... prazer Fynkler, eu sou Roseane!

- Prazer! .- riu .

Fynkler dava uma caminhada para conhece-los melhor e os fitando observando seus rostos e detalhes para que não esquecesse.

- Eu sou Louis! – estava com seu braço em volta de Luna .- Está é minha irmã nada expcional Luna! .- brincou.

- ..- Luna deu um leve soco em seu estomago rindo da brincadeira mas mesmo assim com seu jeito bruto de ser .- Cala a boca ! .- revirou os olhos mas sorrindo .- Se precisar de uma guerreira garanto que eu serei a mais valente! .

- Que humilde! .- mencionou Mia.

- Está miando alguma coisa Mia? .-brincou com o nome da loira.

- Será que vocês duas conseguem ficar pelo menos 5 minutos sem brigar!.- pediu Louis.

- Foi ela ! .- as duas gritaram .

- Ah ! .- Fynkler se assustou com as duas .- bem ... vocês duas tem bastante fogo ... foquem nisso quando forem bater de frente com seu inimigo! .- aconselhou .- mesmo assim , prazer Mia, Luna e Louis.

Caminhando um pouco mais viu os restantes dos menores junto de Anne e Sebastian que acabará de conhecer.

- E vocês são? .- perguntou curioso .

- Christian! .- piscou para Fynkler .

- Este é meu irmão! .- Sebastian o apresentou .

- Galanteador como ele, aposto que deve ter várias o rodeando!.- Fynkler elogiou .

- Não tanto quanto ele! .- Christian olhou para Luna, Mia e Elizabeth.

- Oi ! .- Era Lowell .- Eu sou a Cassandra mas odeio esse nome me chama de Lowell!

- Com prazer senhorita Lowell! .- curvou-se .

Andando mais um pouco passou por Benjamyn que sorriu inocente a Fynkler mas Fynkler não escondeu suas maçãs do rosto avermelharem-se de novo.

- Parece que alguém gostou do que viu! .- Diane notou o jeito de Fynkler para Benjamyn .

- Oque! .- se assustou o hibrido .

- Não liga muito, Diana é muito ...intrometida.- Luke mencionou .

- sou apenas uma boa observadora Luke! .- Diana piscou ao alto rapaz.

- observadora na vida alheia!.- continuou.

- Vocês são engraçados! .- sorriu Fynkler.

Diana piscou para Luke que ria das reações da mais velha, ambos tinham uma boa amizade, se cutucavam mas estavam sempre de boa um com o outro.

Junto deles, viu uma alta loira e um rapaz quieto e bem introvertido, e duas garotas bem conversadeiras que cochichavam ao ver Fynkler se aproximar.

- É um prazer Fynkler! .- era Elizabeth .- iremos ajudar seu reino o tanto que pudermos!.

- é bom saber disso, obrigado! .- agradeceu a loira.

- Eu sou a Elizabeth, somos do mesmo lugar aonde os reis dizem ter chegado á Nárnia, alias queríamos muito contar algo á eles ...

Oque Elizabeth queria contar era que o tio dos reis, Kirky , estava morto ou desaparecido se tivessem esperanças, a loira olhou para Anne que assentiu o olhar de “está bem ... pode contar” porem Nick puxou  a mão da loira como um gesto de “quieta” e logo a interrompeu .

- Que estamos sentindo muito pela princesa desaparecida e iremos fazer de tudo para acha-la ...-  disse Nick a interrompendo .-  Eu sou Nicolas ... de qualquer maneira mas pode me chamar de Nick .

- Obrigado, Nick e Elizabeth! .- continuou a se apresentar .

Elizabeth sussurrou confusa para Nick o chamando sem chamar atenção de Fynkler como se estivessem escondendo algo e agiram normalmente mas ainda falando baixo.

- Oque foi isso? .- perguntou Elisa.

- Quer mesmo contar para ele que o tio dos reis que não o veem á mais de 15 anos está morto? .- sussurrou Nick.

- Uma hora eles vão ter que saber...- a loira insistiu.

- Se eles se importassem com o Kirky talvez voltariam para casa!.- parecia desconfiado dos reis.

A loira meio que raciocinava a ideia de Nick mas não apoiava, os reis mereciam saber mas também pensou na perda da princesa e como eles iriam sofrer mais ainda então decidiu ficar quieta nem que seja neste primeiro dia.

Kilrie acompanhava Fynkler ate as duas ultimas jovens, Vega e Ruby que assentiram a cabeça e sorriram quando viu o hibrido se aproximar.

- Olá adoráveis damas!.- desta vez Kilrie se apresentou .

- Kilrie!.- Fynkler chamou atenção ao ex espião .-

- só estou tentando ser educado... posso ser um traidor mas ainda tenho charme!

- Não faz o tipo delas! .- Fynkler pela primeira vez riu para Kilrie,

- Tem razão talvez elas gostam do tipo elfo nômade que fica com as orelhas vermelhas toda vez que lembra do menino órfão ali!.- disse Kilrie.

- ...- Fynkler revirou os olhos um pouco nervoso mas jogou o jogo de Kilrie.- Então vai lá espião ...joga seu charme para elas .

Kilrie riu ganancioso e logo jogou seus cabelos longos para trás indo devagar em direção á de Vega e de Ruby.

- Olá ....- disse sorrindo .

- Você não faz o nosso tipo! .- Ruby e Vega escutaram toda a conversa .

Fynkler riu da situação enquanto Kilrie cruzou os braços e assistiu as jovens rirem mas apenas uma sorria e ainda o fitava, Ruby.

- Sinto muito por isso!- Fynkler se desculpou-se .

- Eu sou a Vega! .- a morena cumprimentou os dois .- não leve pro pessoal só que ...espiões e traidores não me deixam encantada! .- piscou para Kilrie.

- Que fofa! .- Kilrie debochou .

- Mas a Ruby .... tem uma certa quedinha por durões! .- empurrou a garota para perto dele.

- A tem é.? .- fitou a morena de cima a baixo.

- Não vai ser tão fácil espião! .- jogou uma de suas mexas atrás de sua orelha .- além do mais ... – sussurrou no ouvido de Kilrie .- Que tipo de durão é esse que não sabe se soltar da própria algema?

Kilrie que não tirou os olhos da morena só foi sentir as correntes de suas mãos mas leve quando olhou para baixo e viu que Ruby o soltou das correntes usando um grampo de cabelo e se afastou dele, suas mãos estavam marcadas com a força da corrente e começou a aproveitar a liberdade das suas mãos enquanto viu a morena se afasta rindo do rapaz.

- fecha boca Kilrie se não entra vagalumes!...- sussurrou Fynkler

- cala a boca! .- sussurrou  e olhando de lado voltando ao seu estado defensivo de ser.

 

 

Reino de Telmar .

Salão Comunal de visitas .

- Alteza Darius! .- o general chamou a atenção do rei que estava de pé apenas esperando um certo alguém.-  A caçadora de Aslam! . – apresentou.

Logo uma mulher alta de postura ereta caminhou sob o salão abrindo as portas para ela,  suas roupas eram pretas com couro e sua espada era apoiada em sua costa fazendo ela parecer forte e intimidadora.

Darius sorriu ao ver a caçadora e deu ate uma sacudida em seus cachos para impressionar a brava mulher que iria encontrar.

- Samantha! .- Abriu os braços de boa fé ao receber a caçadora .- ou Tormenta ... estava ansioso em vê-la antes de sua ida.

 

- Pra você é apenas caçadora! .- não gostou nada do charme do rei .- E não irei demorar só vim avisar que estou voltando para Nárnia!

- Telmar agradece seus serviços! .- Piscou para a morena.

- E queria que você me esclarecesse algo! .- cruzou os braços .- Ouvi boatos que um fauno estava por aqui por Telmar!

- Apenas boatos! – fingiu o rei com um sorriso no rosto.

- Eu espero mesmo! .- deu um passo a frente do rei .- Pois se eu souber que esconde narnianos aqui ...

-...- Darius acompanhou o passo de Samantha ficando próximo dela .- a única narniana que eu queria que se escondesse aqui é você!

Samantha engoliu seco mas mantendo sua pose, e sem hesitar pois sabia que Darius nutria uma tração pela mulher que Samantha era, forte e intimidadora mas nunca seria correspondido.

- Alteza ...- arqueou suas sobrancelhas .- se fosse me desposar com alguém da realeza a minha primeira opção seria a Rainha Susan!

Darius sorriu de cabeça baixa pelo fato da caçadora se interessar em mulheres mas isso não o impedia de sempre tentar tirar uma lasquinha da brava mulher.

- Boa viajem Samantha! .- tocou no queixo da caçadora que virou o rosto com força para evitar qualquer afeto.

Samantha ia virando de costa quando um som a despertou, um choro, não de adulto mas de criança , de um bebe, era alto e vinha de trás do salão de visitas, Darius notou o alvoroço e tentou disfarçar distorcendo sua preocupação .

- Isso é uma criança ? – referia-se ao choro.

- As copeiras estão começando a trazer os filhos para o trabalho! .- mentiu .- Esses choros sempre acontecem!

- Entendi! .- deu de costa não muito convencida da resposta.

- Quando voltar para Nárnia .... mande um beijo para a rainha Susan! .- piscou a Samantha

Samantha as vezes sentia nojo de Darius mas ele era o mais “gentil” dos reis de Telmar, não sabe se era por cause de que ele sentia atração por mulheres fortes e intimidadoras, desfilou para fora do salão com apenas um sentimento “ Finalmente voltar para Nárnia”.

A caçadora estava longe de sua casa a muito tempo e nem fazia ideia sobre a filha de Aslam e Lucy e muito menos do desaparecimento dela, queria pegar seu cavalo e ir mediamente á Nárnia, Telmar dava ânsia na caçadora.

 

Floresta de Nárnia

Á alguns quilômetros do Elmo do Lampião, o grupo descansava em um canto quieto da floresta para descansar e partir ainda de manhã, Kilrie e Fynkler tentava ascender uma fogueira enquanto os restantes ainda conversavam entre si se aquilo era um sonho ou era real.

- Vocês vão fazer fogo com esses dois gravetos?.- perguntou Vitorian se aproximando da dupla.

- Sim caro Vitorian!.- disse Fynkler .- Como você faz fogo?

- A mamãe não me deixa ascender o fogo!.- referia-se a Anne.- mas o Apolo usa uma caixa de fosforo é óleo para queimar as bombinhas para assustar a Dona Felícia!

- Oque é “Dona Felícia”? . Kilrie perguntou curioso.

- É uma bruxa muito má que faz coisas ruins com a gente quando não obedecemos ela! .- explicou o loiro.

- Vocês tem uma bruxa em seu mundo? .- Fynkler perguntou.

- Duas !.- sentou-se no chão e contou -. A Felícia e a diretora Claudete , elas são muito más!

Anne e Elizabeth se juntaram a Vitorian e os dois nativos deste mundo para saber sobre oque conversavam e eles aproveitaram a chegada as donzelas.

- Líder dos pirralhos ! .- sorriu Kilrie.- seu filho estava nos falando sobre as bruxas do seu mundo!

- Vitorian exagera muito! .- Anne acariciou os cabelos do loiro.

- Então não existe bruxas?.- perguntou Fynkler.

- Até existe ...mas existem uns caçadores que acabam com elas rapidinho! .- Elizabeth apontou a Apolo, Roseane, Benjamyn , Christian e Lowell.

Com conversas e gargalhadas, todos começaram a sentar no gramado observando as estrelas que iluminavam o céu, Kilrie notou algo, eles eram gratos , gratos por estar juntos, cada um não era do mesmo sangue mas ambos eram irmãos e meio que invejou aquilo.

Fynkler sentou-se em um tronco de arvore aonde podia ver com clareza após o fogo subir graças a Kilrie com seu manuseio do carvão do carvalho pode enxergar cada um e sorria por seus salvadores serem jovens e crédulos.

- Como são os reis?- Perguntou Vega.- São corajosos e bonitos?

- Vega! .- berrou Luna .

- Eu sei que você queria perguntar a mesma coisa!.- riu para a melhor amiga .

- ..- Fynkler ficou tímido em responder a pergunta mas queria parecer educado .- os reis são corajosos, e bonitos também ....- coçou sua nuca .

- Já lutou ao lado deles?.- Diane parecia animada com a resposta.

- Muitas vezes!.- lembrou-se e sorriu .- o Rei Edmund me ensinou  lutar com espadas, é meu melhor amigo!

- Então por que foi embora? .- Kilrie tocou na ferida de Fynkler.

Fynkler olhou de canto para Kilrie que estava arrancando as gramas alta do arbusto mas  não negava seu olha fixo no hibrido .

- Porque ele era meu melhor amigo!.- levantou a cabeça .- e como meu amigo ele me deu a liberdade de ir aonde quisesse pois amizade nem sempre é ficar...é seguir os sonhos é abrir mãos para acreditar que seu amigo vai alcançar seus sonhos!

Kilrie riu debochado sabendo que Fynkler estava certo mas não quis deixar a expressão que estava sendo tocado pelas palavras do meio elfo.

- Essa doeu hein Kilrie!.- Luna mencionou.

- Engraçadinha !.- piscou sem nenhum sorriso para a morena.

Fynkler estava feliz com a pequena intriga mas logo foi aquecido pela aproximação de Benjamyn que sentou ao seu lado e novamente seu coração bateu rápido mas soube disfarçar.

Benjamyn notou a flauta em volta do pescoço o Elfo que o fez se aproximar mais para poder tocar mas o mesmo avermelhou suas orelhas pontudas fazendo Kilrie um bom observador rir de longe.

- Você toca? .- puxou a corda da flauta de Fynkler.

- ah.... eu ...- olhou para sua flauta .- sim ...você aprende a tocar desde os cinco anos na minha vila!

-Que legal!.- sorriu Benjamyn.

Anne estava sentada no chão com Vitorian deixado em suas pernas com os olhos pesados quase que pegando no sono mas mesmo assim ainda prestando atenção na conversa.

- Toca para gente!.- disse Anne.

Fynkler viu que todos gostaram da ideia e sorriu, respirou fundo e tentou lembrar de uma musica, lembrou da música que eram tocadas para o dia da ressureição  de Aslam e logo assoprou os buracos assim iniciando uma canção doce e animada.

Tudo por um momento parecia parar, as horas , os minutos , os segundos , eles estavam presos no tempo e podiam fazer oque quisesse. Diane sentiu uma sensação boa, era muito relaxante mas a mesma queria sentir a música. A loira levantou-se e puxou Vega que estava ao seu lado e ambas começaram a dançar no meio da fogueira.

Ao verem as duas dançarem começaram a bater palmas entrando na mesma frequência que as duas . Diana pegou Vega e a rodou ate chegarem aonde Ruby estava e estendeu a mão.

- Vem Ruby!.- disse animada.

- não obrigada Veja! .- negou.

Diane foi ate elas .

- ela está esperando o Kilrie a chamar! .- brincou.

Vega então foi ate ele sem ser percebida por Ruby e o mesmo não entendeu ate sentir a forca de Vega a puxar para próximo de Ruby.

- Não Vega eu não sei dançar ! .- Kilrie disse enquanto ela o jogou para perto de Ruby.

- Vem Kilrie... tire a bela dama para dançar ! .- Diane brincou .

Kilrie e Ruby se entreolharam e ficaram por minutos parados com algo impedindo de dar o primeiro passo.

- Se não a tirar para dançar neste momento será tarde demais!.- sussurrou Diane no ouvido de Kilrie.

Bobo, balançou a cabeça e riu, fez uma revência para convida-la a dançar e a morena na mesma hora sorriu de volta e se curvou como as damas faziam antigamente. Tocou nas mãos suaves de Ruby e a rodou delicadamente aonde a mesma acompanhou os passos rasos e largos de Kilrie.

- Pensei que não sabia dançar !.- brincou Ruby.

- este é meu segredinho...não conte a ninguém ! .- piscou para a morena.

- seu único segredo? .- disse curiosa.

- Querida! .- bufou e riu .- terá a chance de saber mais sobre cada um deles ...

- oque te faz pensar que eu quero saber sobre eles? .- virou sua cabeça fazendo-se de difícil.

- meu charme é inevitável! .- piscou.

Kilrie e Ruby se afastavam aos poucos e logo Diane e Vega estavam prontas para bancar a cúpido.

- Sebastian...!- Diane foi ate o rapaz .- tem muitas pretendentes! .- bagunçou com ele.

- Escolha uma! .- Vega assentiu a deixa de Diane.

- Sem chance!.- revirou os olhos .- Vocês meninas são mais perigosas do que feras indomáveis!

- Somos mais ferozes que elas!.- Vega riu .- mas tem que tirar alguém para dançar ... é a sua chance de escolher entre Luna e Mia!.

Sebastian notou que as duas estavam olhando para Sebastian mas ele ficou nervoso e não podia deixa-las tristes ou faze-las brigar novamente .

-eu escolho....- pensou.

Vega abriu um sorriso com esperança que Sebastian finalmente se decidisse oque iria escolher.

- Luke! .- olhou para o amigo .- vamos dançar caro amigo!

- Oque?.- perguntou Luke

Luke estranhou a atitude de Sebastian mas não teve escolha, era engraçado os dois desajeitados dançando como  um casal que provocou varias risadas de todos, ele nem teve chance de negar já que Sebastian o puxou para o meio da fogueira.

Enquanto riam entre eles, os menores ainda sentados diferentes das meninas não tinham tanta vontade de dançar mas claro as meninas mudaram isso.

- Eu quero dançar! .- Lowell levantou-se.

- Vai lá Casanova ! .- Apolo empurrou Christian .

- Ah... Lowell eu não sei dançar !.- disse tímido.

Lowell ignorou aquilo e puxou o garoto que sentiu a força da menina e logo acompanhou os passos largos da acastanhada que o fez prestar atenção para que se sintonizasse na dança.

Benjamyn cochichou com Apolo.

-Alguém tem convidar a Roseane!.- disse Benjamyn.

- Porque? .- disse Apolo curioso e surpreso.

- Porque ela é nossa amiga  e é uma garota e garotas gostam dessas coisas de dança! .- explicou Benjamyn.

- Se eu chamar ela pra dançar é capaz dela bater em mim! .- Disse Apolo.

Logo foram interrompidos quando Nicolas, que era quieto e introvertido estendeu o braço para convidar Roseane.

- Quer dançar Rose?

- Claro!

Nick e Rose saíram para dançar enquanto Apolo sentiu-se incomodado com aquilo mas não sabia o porque porem seus olhos não descansavam ate a musica termina e os dois se afastassem.

Todos dançavam felizes, os que não se levantaram batiam palma para deixar a música mais animada, e assim todos cantavam sob a fogueira, o espião não estava tão disfarçado assim, os órfãos pareciam ter encontrado um lar, é Nárnia parecia estar segura nem que seja pelo menos uns milésimos segundos, pois como á mais de quinze anos atrás ...oque assombrava-os os iluminou com a chegada dos viajantes do guarda-roupa.


Notas Finais




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