História As crônicas de Sesshoumaru - Capítulo 29


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Categorias Inuyasha
Personagens Rin, Sesshoumaru
Tags Sesshyrin
Visualizações 112
Palavras 3.481
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Luta, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 29 - Herdeiros


Capítulo 29 - Herdeiros

Sesshoumaru despertou de repente e estranhou que o quarto ainda estivesse tão escuro, pois sentia que havia dormido por um longo tempo. Rin estava encostada junto ao seu corpo, dormindo muito quieta e tranquila.

Cuidadosamente, ele se levantou, procurou por seu hadajuban - o kimono branco que se usa por baixo do traje principal -, e o encontrou caído pelo chão. Vestiu-se e foi se sentar no umbral da janela, onde ficou contemplando o chegar da alvorada.

Sentia-se maravilhosamente bem, satisfeito e em paz. Pensou na noite de amor que tivera e sentiu-se contente por ter experimentado sensações novas e por ter proporcionado o mesmo a Rin. Por um bom tempo, ele permaneceu sentado ali, desfrutando da brisa fresca e justamente quando pensava que estava tudo bem e não havia com o que se preocupar uma ideia perturbadora cruzou sua mente.

– Mas espere... Ela já não pode ser afetada pela passagem do tempo, mas ainda assim nossos filhos serão meio-youkais.

Sua paz vaporizou e, prendendo o fôlego, ele se encheu de indignação e repugnância.

– Eu? pai de um meio-youkai?

Ficou perplexo que até então não tivesse pensado nesse detalhe e se repreendeu furiosamente. Então disse a si mesmo que precisava impedir que Rin tivesse filhos seus, que precisava encontrar um novo sortilégio, e que não podia gerar filhos com ela. Estava convencido de que isso era o certo a se fazer, quando se lembrou que acabara de entregar seu coração a Rin e ainda dissera a si mesmo que não teria outras depois dela. Assim, se não fosse ter filhos com ela, não teria filho algum. A princípio, essa ideia o assustou, mas precisava se convencer de sua lógica.

– Com certeza é preferível não ter herdeiros a ser pai de um meio-youkai.

Angustiado, olhou na direção do leito e perguntou-se se já não seria tarde, pois derramara sua semente em Rin mais de uma vez naquela noite. Abaixou a cabeça e cerrou os punhos com ódio da própria insensatez. Lembrou-se de sua mãe dizendo que as humanas enfeitiçavam os youkais e começou a achar que isso era verdade.

Sentindo-se péssimo, ergueu a cabeça e olhou para Rin que continuava dormindo tranquilamente, sem nem imaginar suas aflições. Ficou olhando para ela e, aguçando os sentidos, sincronizou seu respirar com o dela e deixou-se inebriar com seu cheiro. Quando deu por si, estava de volta ao leito, abraçando-se a ela.

"Depois de tudo, ainda me deixo levar por essas bobagens. Pelo jeito, até o fim, minha razão tentará me afastar de você, Rin, mesmo meu coração já sabendo o que quer." ele pensou consigo. Depois deixou o espírito serenar e falou em um tom de sussurro:

– É claro que nós teremos filhos. E não importa se serão meio-youkais ou até mesmo humanos. Realmente não importa.

Passada a crise, ele fechou os olhos, mas antes que voltasse a dormir, disse ainda:

– E eu não serei estúpido de deixar que a morte me leve antes do tempo e assim não precisarei encomendar espadas que protejam nossos filhos. Se eles não forem suficientemente fortes, eu mesmo irei protegê-los. E nunca os abandonarei.

Rin se remexeu e resmungou e então Sesshoumaru silenciou para não acordá-la. Quando o silêncio voltou a reinar no quarto, ele buscou afastar a mágoa que sentia do pai, já que ele próprio conhecia o poder de um verdadeiro amor agora. Tentava ser compreensivo, mas era difícil, pois o fato que ele e sua mãe haviam sido rejeitados e abandonados sempre o atormentaria.

Ao menos podia se gabar que, diferente de seu pai, ele fora obstinado o bastante para recusar a imposição de um casamento arranjado. Tanto isso era verdade que ele estava casado com Rin agora. Casou-se por amor e geraria seus filhos com a mulher que amava, a despeito de ela ser uma humana.

Ao chegar a esse entendimento e embalado pelas batidas do coração de Rin, Sesshoumaru recobrou sua paz e logo voltou a dormir, apertando-a carinhosamente entre seus braços.

ooOOOoo

Rin abriu os olhos lentamente, sentindo-se desorientada, e estranhou a posição e o local no qual se achava. Gastou alguns instantes reordenando as ideias, percebeu então o braço que lhe enlaçava o corpo. Estava deitada de lado no leito baixo e macio e Sesshoumaru estava logo atrás de si, de lado também.

Um cobertor recobria seus corpos, mas ela lembrou que abaixo dessa proteção ela estava nua. Passara praticamente a noite toda nesse estado, mas agora, com o sol iluminando o quarto, a sensação era um pouco esquisita e nem quis pensar que seu amado estava do mesmo jeito. Logo tudo que conseguia pensar era que queria se vestir e correr para a cozinha para comer o que encontrasse pela frente.

Pousou então a mão no braço de Sesshoumaru, pensando em como sairia dali sem acordá-lo. Rapidamente desistiu da ideia de tentar erguer aquele braço forte, então pensou que o melhor era escorregar para baixo. Remexeu-se um pouco, mas antes que fizesse algum grande movimento, ouviu a voz grave do youkai dizendo:

– Você está com fome.

Rin levou um susto e entreabriu os lábios para se justificar, mas antes disso percebeu que aquilo não tinha sido uma pergunta. Enrubesceu lembrando que Sesshoumaru podia ouvir seu estômago roncando com quem escutava um animal rosnando. Desde os tempos de suas jornadas era assim: antes que ela reclamasse de fome Sesshoumaru mandava Jaken ir arranjar comida para ela.

Sem alternativa, ela balançou a cabeça em concordância. Instantes depois, Sesshoumaru desvencilhou os braços e virou-se para o outro lado.

Contente, Rin sorriu e logo se colocou em pé. Avistou atravessado na parte inferior do leito seu manto vermelho todo em bordado, a única veste com qual ela viera para aquele quarto, que agora passaria a ser seu também. Enquanto ajeitava o traje no corpo, perguntou:

– O senhor quer que eu traga algo para você comer, senhor Sesshoumaru?

– Você não ia parar de me chamar assim?

Ela bateu na própria testa em repreensão.

– Ah, é mesmo! É que é meio esquisito, mas vou tentar me acostumar!

– Não se preocupe comigo, não quero comer agora.

– Tudo bem então!

Afoita, Rin se dirigiu à saída do quarto e já estava para deslizar as portas de correr, mas então se deteve e girou nos calcanhares. Voltou até o leito, para o lado em que o youkai branco havia se virado, sentou-se junto dele e deu-lhe um beijinho na bochecha.

– Te desejo um bom dia... Sesshoumaru - ela quase usou o tratamento, mas se corrigiu a tempo.

Sesshoumaru sorriu satisfeito, mas não teve tempo de desejar o mesmo a ela, porque ela se levantou rapidamente e logo deixava o quarto.

ooOOOoo

Depois de passar em seu antigo quarto e vestir um kimono comum, Rin seguia à cozinha para preparar seu desjejum quando se deparou com Yeda.

– Rin! Você já está acordada? A noite com aquele cachorro feioso foi tão ruim assim? Ou será que ele te derrubou da cama?

Rin corou como um tomate maduro e, tremendo de indignação, esticou-se toda para tapar a boca da youkai lobo.

– Por Kami-sama, Yeda, o senhor Sesshoumaru vai te ouvir! - ela murmurou desesperada.

Yeda afastou a mão dela e retrucou:

– Pois que ouça!

Irritada, a jovem humana puxou a youkai pelo braço.

– Ei! Aonde você está me levando?

– Pra cozinha. Eu estou morrendo de fome.

– Claro que está! - disse Yeda e puxou Rin, fazendo-a parar. – Mas já pensamos em tudo. Eu, a Kagome e a Sango fomos ao mercado bem cedinho e compramos tudo para o desjejum!

– Sério?

– Sério! Hoje a refeição da manhã será na ala central. Tem frutas, chá, leite de cabra, bolinho assado e fizemos bolas de arroz do tamanho de toranjas!

Estando tão faminta, Rin quase deixou a saliva que encheu sua boca escorrer pelo queixo.

– Vamos até lá! - chamou Yeda.

Um pouco depois as duas atravessavam o pátio e entravam na ala central, onde encontraram

Sango cantarolando enquanto ajeitava tigelas, copos e hashi sobre a mesa baixa. O cheiro de comida fresquinha deixou Rin até zonza de tanta felicidade.

– Ué, cadê a Kagome? - perguntou Yeda ao entrar.

– Ela disse que ia tomar um banho.

– Ah... - retrucou Yeda e tomou um lugar à mesa, convidando Rin a fazer o mesmo. – Sango, eu acho que a Rin não aguenta esperar todos acordarem.

– E nem precisa. Sirva-se à vontade, Rin!

– Muito obrigada, dona Sango! - ela exclamou contente, atirando-se a comida.

A youkai lobo ficou apenas olhando enquanto Rin se banqueteava.

– Você não vai comer, Yeda? - perguntou Rin.

– Agora não, ainda não estou com fome.

Ao ouvir aquilo, Rin se perguntou se o pouco apetite pela manhã não seria um hábito entre os youkais. Ela sempre era a primeira a comer enquanto Jaken e Sesshoumaru faziam seu desjejum mais tarde.

Depois que estava satisfeita, Rin pegou a tigela e o copo, se levantou e teria ido lavá-los se Yeda não tivesse tirado tudo aquilo de sua mão.

– Deixe aí... Depois a gente trata disso. Vem, quero que me conte como foi.

– Como foi o que?

– Não se faça de desentendida. Quero saber como foi sua noite com o Sesshoumaru!

Rin deu um sobressalto e ficou vermelha, mas não conseguiu evitar que a youkai a arrastasse pelo braço para o jardim nos fundos da mansão. A princípio, Rin ficou nervosa e com muita vergonha, mas aos poucos foi se soltando. Então sentada no chão ao lado de Yeda, sob a maior árvore daquele jardim, ela confidenciou à youkai lobo os detalhes de sua primeira noite de amor com Sesshoumaru. Contou o quanto tinha sido maravilhoso e especial e o quanto ficara emocionada quando Sesshoumaru confessou amá-la.

Yeda lhe sorria com uma expressão amistosa e dizia que estava feliz por ela, que sempre havia torcido pela felicidade dos dois e comentou que se sentia aliviada por Sesshoumaru ter escutado o próprio coração e tido a coragem de levar aquele amor a sério.

Quando tudo já havia sido relatado, Yeda começou a fazer brincadeirinhas para tirar Rin do sério, mas Rin se safou dessa tortura quando elas ouviram Sango lhes chamando, então as duas voltaram à ala central e lá encontraram o salão cheio de gente.

ooOOOoo

A algazarra era grande, comida, conversas e vapor de chá aquecendo o ambiente. Os quatro casais sentaram-se lado a lado, as crianças e os mais jovens se juntaram perto de uma das extremidades da mesa larga, enquanto a anciã Kaede ficou do lado oposto, na cabeceira. Sesshoumaru e Inuyasha ficaram de frente um para o outro e Naraku ficou o mais distante que pôde de Inuyasha. Os pequenos falavam muito alto e as conversas se sobrepunham até que Yeda fez sua voz se sobressair dentre as demais.

– Eu tenho algo que quero compartilhar com vocês...

Como estivessem do mesmo lado da mesa, Sesshoumaru e Rin se inclinaram um pouco para frente para poderem olhá-la melhor.

Depois de deixar todos em certa expectativa, Yeda anunciou:

– Eu vou ter um bebê.

De início houve apenas um silêncio solene, mas logo as cinco mulheres reagiram todas praticamente da mesma forma, abrindo largos sorrisos. Os homens foram mais discretos. Sesshoumaru apenas esboçou um leve sorriso, lembrando-se de suas próprias reflexões sobre posteridade durante o amanhecer. Miroku pareceu bastante surpreso. Mas Inuyasha endureceu o semblante e trocou um olhar apreensivo com Miroku, que estava sentado ao seu lado. Discretamente o monge gesticulou a ele, como quem dissesse que não havia com o que se preocupar.

– Que legal, Kanna! - exclamou Kohaku. – Você vai ter um irmãozinho!

– Ou uma irmãzinha... - rebateu a albina.

– Ou os dois - profetizou em tom de sátira a Mestra dos Ventos.

Yeda fez uma veemente negativa com a cabeça.

– Vira essa boca pra lá, Kagura! Pra começar, um só está de bom tamanho.

Sesshoumaru reparou no semblante fechado do irmão. Era evidente que ele estava preocupado, afinal de contas, a criança também seria de Naraku.

– Venha até aqui, Yeda. Deixe-me felicitá-la de perto! - pediu Kaede.

Prontamente a youkai se aproximou da anciã e as duas se abraçaram demoradamente.

– Eu também quero dar abraço! - disse Kagome e foi seguida por Sango.

Inuyasha olhava aquele alvoroço, mas então se voltou para Naraku. Ele fitava o ex-inimigo com um ar pouco amistoso, mas então olhou para frente, reparando que Rin dizia qualquer coisa ao pé do ouvido de Sesshoumaru.

Pouco depois, o youkai branco se manifestou, dizendo:

– A chegada de uma criança torna a situação de vocês mais complicada ainda. Sintam-se à vontade para permanecer aqui pelo tempo que precisarem.

Inuyasha fuzilou o irmão com o olhar, sem disfarçar seu descontentamento com a oferta.

– Isso! - exclamou Rin. – E nós podemos ajudar também! Eu sei cuidar de crianças pequenas!

– Agradecemos pela gentileza, jovem Rin e senhor Sesshoumaru - disse Naraku -, mas eu e Yeda já temos alguns planos em mente. Ontem mesmo caminhei pelo vilarejo e acredito que poderemos construir uma casa aqui perto em bem pouco tempo.

Ao terminar seu discurso, Naraku lançou um olhar apaziguador para Inuyasha.

– Mas enquanto isso vocês podem ficara aqui! - insistiu Rin.

– É muito bom poder contar com o apoio de vocês! - emendou Yeda.

Algum tempo se passou e os ânimos se acalmaram, sobretudo depois que as crianças, muito bem alimentadas, saíram correndo ao pátio para brincar, com Shippou na liderança delas, seguido de perto por Kanna. Contudo, as conversas entre os adultos continuavam profusas quando Kaede fez menção de se retirar também.

– Se me dão licença eu preciso preparar algumas ervas - disse ela.

– Espera, vovó Kaede - exclamou Inuyasha. – Eu também tenho algo a dizer a todos vocês.

– Pra estar com essa cara tão séria, não deve ser boa coisa... - implicou Sesshoumaru.

– Você fica quieto! - vociferou o meio-youkai e, depois de se recompor, disse: – Eu quero que saibam que eu resolvi que quero me casar com Kagome ainda nessa Primavera.

Ao ouvir aquilo, Kagome engasgou com chá que bebia. Depois de tossir várias vezes e de Sango ter dado uns tapinhas em suas costas ela exclamou:

– Como é que é?

– É isso mesmo que você ouviu! Vamos casar de uma vez!

Sango deu uma leve risada e comentou:

– Já não era sem tempo, Inuyasha.

– Antes tarde do que nunca, Sango - rebateu ele de nariz empinado.

Voltando-se ao noivo com um olhar furioso, Kagome esbravejou:

– Puxa vida, Inuyasha! Dizer uma coisa dessas assim tão de repente! Custava ter falado comigo primeiro?

– Que é? Cê não quer casar comigo? - disparou ele, fazendo-a corar violentamente.

– Não é isso... É só que...

Kaede rolou os olhos. Yeda pensou em fazer uma gozação com os dois, mas Kagome estava tão vermelha que ela não quis aumentar seu constrangimento.

– Não estou entendendo porque você está brava, Kagome - rateou o meio-youkai. – Não foi você que chamou minha atenção ontem na festa para resolver isso? Pois então, estou resolvendo!

Balançando a cabeça em negação, Sesshoumaru comentou:

– Com a sutileza de um ogro.

O comentário dele gerou gargalhadas em todo o salão.

– Pois muito bem - retomou o youkai branco -, então irão finalmente se casar... Bom, agora vocês já viram como se faz uma festa.

– Pois é... - devolveu Inuyasha. – E espero poder contar com a ajuda de vocês do mesmo jeito que vocês ajudaram esse metido do Sesshoumaru.

– É claro que vamos ajudar! - adiantou-se a velha anciã com veemência.

– Claro que vamos. Mas desde que você nos recompense tão bem quanto seu irmão recompensou! - brincou Miroku.

Com aquela notícia uma nova confabulação teve início. Mas em pouco tempo, Kohaku se entediou com a discussão e chamou Kagura para dar uma volta com ele. Sango acompanhou com os olhos a saída dos dois com grande descontentamento, mas não pôde dizer nada para impedir aquilo.

Naraku também pediu licença, mas consentiu que Yeda continuasse com os amigos. Assim, a maior parte do grupo passou o resto da manhã naquele amplo salão discutindo e fazendo planos.

ooOOOoo

Pouco mais de uma semana havia se passado, anoitecia e depois de um dia cheio e exaustivo, Rin se achava em seu quarto de solteira, estirada em um futon. Estava com os olhos fechados e quase vencida pelo sono e a seu lado jazia uma tela com um desenho que ela terminara há pouco.

Sesshoumaru, que acabava de chegar à mansão depois de um trabalho, entrou no quarto sorrateiramente. Aproximou-se dela e deu uma olhada no desenho: uma bela paisagem montanhosa, rica em detalhes.

– Que lugar é esse? - ele perguntou.

Rin se assustou com a voz dele e logo se ergueu com um ar atribulado.

– Senhor Sesshoumaru! - exclamou ela. – Nem vi quando o senhor chegou...

– Desculpe-me, eu não quis te assustar.

– Não foi nada... - disse e sorriu amena. – Quer saber sobre esse desenho?

Ele assentiu.

– Ah, eu não sei direito onde fica esse lugar... Acho que deve ser algum lugar que passamos quando eu era pequena, quando não morávamos nessa casa.

– Entendo...

Alcançando uma almofada ali, ele se acomodou no chão, sentando-se sobre os joelhos diante dela e depois não disse mais nada. Conforme os minutos foram se passando, Rin abaixou a cabeça e ficou alisando a costura de seu kimono, sem saber o que dizer.

– Há algo que eu possa fazer por você, Rin? Ou algo que você queira fazer?

Com um ar levemente confuso, ela retrucou:

– Como assim, senhor Sesshoumaru?

Ele riu de leve antes de responder, por causa do tratamento, percebendo que ela não perderia aquele costume tão cedo.

– Eu também não sei... Só perguntei porque você me parece entediada.

– Entediada? Não, não estou entediada. Eu nem teria motivo... - ela ponderou por um momento, então olhou de relance para o desenho.

De repente, ela teve uma ideia. Havia sim algo que ela gostaria de fazer, muito.

– Senhor Sesshoumaru?

– O que?

– Seria muito incômodo se o senhor me levasse para dar uma volta pelo vilarejo com o Arurun? Faz tempo que eu não voo com ele. Na verdade, não faz tanto tempo assim, porque fomos visitar sua honorável mãe dias atrás, mas é que eu sinto falta de poder voar.

Sesshoumaru a encarou por alguns instantes e depois olhou para o desenho.

– Claro que sente... Mas diga-me, Rin: Por que voar apenas pelo vilarejo? Por que não irmos mais longe? - instigou ele. – Por que não tentamos descobrir onde fica esse lugar que você desenhou?

Animada, Rin abriu um sorriso enorme e o encarou com um brilho no olhar.

– Nós podemos?

– E por que não poderíamos? - ele devolveu com simplicidade.

– Ah, é que vai ter o casamento do maninho Inuyasha e a Yeda está esperando um bebê...

– E só por isso você acha que eles não podem dispor de nossa presença por alguns dias? Não é como se Inuyasha fosse se casar amanhã ou Yeda ter o bebê na semana que vem.

– É mesmo, né? - devolveu ela, sem disfarçar seu entusiasmo.

– Uma viagem... Engraçado como não pensei nisso antes - comentou o youkai. – Vamos viajar como nos tempos das nossas jornadas.

– Sério? - exclamou ela e depois que ele assentiu, ela ajuntou: – E o senhor Jaken virá também?

– Acho que Jaken está acostumado demais à boa vida para querer voltar aos acampamentos por florestas e montanhas.

– É verdade... - ela concordou dentro de um sorriso.

– Se ele quiser vir, tudo bem, mas creio que será melhor se formos apenas eu e você.

Rin acabou ruborizando, mas assentiu.

– Então está decidido. Venha, vamos dizer isso aos outros - ele se colocou de pé e estendeu as mãos para ela.

Pouco depois, eles caminhavam lado a lado, rumo à ala central.

Rin mal podia conter sua satisfação e ficou impressionada com a empatia de seu amado. Há tempos ela ansiava por aquilo. Sempre que se despedia dele quando ele partia em algum trabalho mais distante, ela desejava poder ir junto e acompanhá-lo como nos dias da infância.

Durante o jantar, depois que eles colocaram o grupo a par de sua decisão, Kagome comentou que na era moderna aquilo era chamado de Lua de Mel. Ranzinza como de costume, Inuyasha implicou dizendo que aquilo não passava de uma desculpa para eles não o ajudarem com seu casamento.

Rin levou a sério a provação e chegou a se sentir mal, mas Kagome a tranquilizou, depois de dar uns bons cascudos no desbocado meio-youkai. Kaede, Miroku e Yeda, que conheciam muitos lugares, sugeriram vários destinos ao casal. Jaken confirmou que não tinha a menor intenção de fazer parte daquilo.

Ao término da refeição, Rin fitava o youkai branco com um olhar contente e cheio de gratidão e todo esse contentamento dela deixou Sesshoumaru contente também.

Observando as tantas pessoas ao seu redor, ele pensou que a ideia de poder estar a sós com Rin longe de toda aquela balburdia, ainda que só por alguns dias, soava muito bem.

– Sim, vai ser bem interessante... - ele disse a si mesmo e sequer foi ouvido em meio ao grande falatório.

CONTINUA...


Notas Finais


Conforme prometido hoje de manhã, aqui está a continuação!
Meninas, estou vendo que vocês estavam mesmo ansiosas pelo hentai, hein! Foi o capítulo mais comentado da fic, Suas safadenhas... hihihihihihi
Agradeço de coração todos que estão acompanhando e comentando essa fanfic! Muito obrigada, pessoal! E espero que continuem se divertindo com a leitura. Abração e até a semana que vem!
Cat-chan-II
06-08-2018.


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