História As Crônicas de Thedas: Um Conto de Sangue e Glória - Capítulo 76


Escrita por:

Postado
Categorias Dragon Age
Tags Dragon Age
Visualizações 10
Palavras 3.059
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção, Luta, Magia, Romance e Novela, Sobrenatural, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oláaa meus queridos leitores!!
Como estamos?
Como prometido estou postando o penúltimo capítulo da fic! [Nossa como o tempo passa, não é mesmo? E digo que escrever essa fic foi uma experiência muito boa para mim, pude abrir meus horizontes em relação a produção escrita, tive momentos de alegria [ao escrever cada capítulo], assim como algumas dúvidas [ se iriam gostar ou não dos capítulos], mas enfim... Espero que todos tenham uma ótima leitura e se quiserem comentar alguma coisa, fiquem a vontade... :)

Capítulo 76 - Eu Odeio Dragões


Fanfic / Fanfiction As Crônicas de Thedas: Um Conto de Sangue e Glória - Capítulo 76 - Eu Odeio Dragões

A sensação de ter o Arquidemônio tão próximo de si, trazia a Hipollita muitas outras sensações que ela jamais sentira antes, a jovem guardiã pela primeira vez em toda sua vida, em toda sua experiência no campo de batalha, sentia que havia muito a ser perdido, temia por não conseguir realizar sua missão de vida, temia por perder Alistair naquela batalha, principalmente temia por perder Alistair naquela batalha, não conseguia se imaginar sem o rapaz, sem suas piadas sem graça, suas tentativas falhas de humor, mas acima de tudo, o carinho que o parceiro sempre demonstrava ter por ela. Antes de poder abrir a porta de ferro maciça que os separavam da última batalha, a batalha que salvaria toda Ferelden, a jovem deu um último suspiro, puxou todo o ar que podia para dentro de seus pulmões, e então o fez.

O barulho que antes parecia estar abafado por conta da porta que separava o terraço, daquele andar do forte – agora, era bem audível, era possível ouvir os rosnados do imenso dragão que horas antes sobrevoava Denerim, ateando fogo em tudo o que via, se não fosse pelo sacrifício de Riordan, sacrifício que fez com que o Arquidemônio estivesse impossibilitado de voar novamente, talvez aquela batalha pudesse ser perdida, mas com todo o medo que a jovem sentia, lá no fundo, bem lá no fundo de seu ser, havia uma pequena centelha de esperança, não havia nada que sua lâmina já não tivesse ceifado, um maldito dragão, ah como um maldito dragão seria ótimo para sua coleção de almas ceifadas por sua lâmina. Se é que os malditos corrompidos, tivessem alguma alma naqueles corpos profanados pela própria Podridão, o fato naquele instante, era que a jovem guardiã e líder das forças aliadas contra a Podridão estava imersa dentro de diversos sentimentos que perpassavam sua existência naquele mesmo instante, seus medos, sua esperança e acima de tudo, sua raiva de tudo o que aconteceu até aquele momento, reacendiam dentro de seu âmago, repentinamente Hipollita reergueu-se, olhou para o seu horizonte, onde vinha uma pequena luz que iluminava toda a escuridão envolvente entre o caminho do andar em que se encontrava, até o terraço, a jovem bradou e seu brado, reacendeu a chama que estava prestes a se apagar dentro dos corações daqueles que estavam a observando, sem aviso prévio, a guardiã disparou em uma corrida frenética pela imensa escadaria até o terraço do forte, os degraus pouco a pouco tornavam-se pequenos obstáculos, para o seu verdadeiro objetivo, a escuridão que engolia aquela pequena escadaria dissipava-se a cada metro percorrido, quando a luz finalmente fez-se presente, o grupo pode ver a batalha que ocorria naquele instante: um imenso dragão de escamas azuladas, com sua asa direita rasgada e sangrando, lutava ferozmente contra os soldados bravos, que tentavam pôr fim a existência profana do Arquidemônio, Hipollita ao ver as vidas que bravamente se colocavam no caminho do dragão, se encheu de coragem novamente, e correu em direção ao dragão, retirou de seu cinto a corneta que lhe fora entregue como presente por Sten, o Qunari.

“Venham amigos! Este é o nosso último obstáculo, chegamos até aqui, perdemos inúmeros soldados e entes queridos nesta empreitada contra a própria Podridão, e bem diante de nós está o Arquidemônio, não deixem que seu medo lhes tomem por completo, ergam-se e junto comigo, enfrentem mais uma vez esta ameaça!” – vociferava Hipollita com sua espada erguida acima de sua cabeça, a jovem olhara com aqueles olhos cheios de determinação, viu o companheiro que sempre esteve ao seu lado, aquele que ela amava e ao mesmo tempo temia perder, recordou do que seu falecido amigo Hrothgar lhe disse em Orzammar, pouco antes de morrer. Ela devia confiar em Alistair, ela sabia que ele era um guerreiro forte, experiente, e acima de tudo não a abandonaria naquele momento, em que ela mais precisava. Os dois entreolharam e aquele segundo que durou o olhar dos guardiões apaixonados, foi o suficiente para que ela sentisse que aquilo tinha durado, por muito tempo, e que os dois tinham dito muita coisa um ao outro, com um simples e breve olhar.

“Estão vendo aquelas balistas? Quero um homem para cada balista, junto deles eu quero mais dez guerreiros tanto humanos quanto anões juntem-se a eles, protegendo-os de quaisquer criatura que venham os atacar. Arqueiros, posicionem-se juntos aos seus companheiros que irão dominar as armas de guerra, e não facilitem para nenhuma criatura, corajosos e poderosos magos, eu quero mais uma vez contar com a força de vocês, eu quero um mago para cada grupo e o restante virá comigo, para distrairmos este maldito dragão!” – vociferava Hipollita que com um breve olhar para seus arredores, tramou uma estratégia para conter o poder do dragão que enfrentariam, a criatura aproximava-se impaciente deles, enquanto os soldados que defendiam o forte, um a um pereciam nas garras e presas do maldito Arquidemônio. “Ao meu sinal espalhem-se!” – disse Hipollita para todos que a acompanharam até aquele momento, um último soldado pereceu nas mandíbulas do dragão, e Hipollita tocou sua corneta novamente, o grupo se separou e a jovem junto com Morrigan, Leliana e Alistair avançaram contra o poderoso dragão.

Com a sua imensa calda balançando de um lado para o outro, mostrando-se impaciente, o dragão aproximou-se cada vez mais do pequeno grupo que avançava em sua direção, ele respirou fundo e abriu sua imensa bocarra, lançando na direção de Hipollita uma imensa lingueta de fogo azul, a jovem colocou seu escudo na frente, para poder proteger-se das chamas, Alistair que acompanhava a jovem ao seu lado, havia feito o mesmo, os magos que estavam um pouco mais distantes do grupo de Hipollita, entoavam seus cânticos e seus feitiços, protegendo o pequeno grupo com uma barreira transparente, as chamas azuladas ricochetearam contra as pequenas esferas transparentes, e desapareceram, Hipollita desceu o escudo que estava em sua frente, e avançou mais contra a imensa pata dianteira esquerda da criatura, começou brandindo sua espada contra as escamas da pata a sua frente, Alistair ao seu lado fazia o mesmo com a outra pata, enquanto Morrigan havia lançado embaixo do imenso dragão um feitiço, onde uma gosma esverdeada começou a surgir do piso do terraço, o forte cheiro de óleo impregnou nas narinas de Hipollita, que logo entendeu o que aconteceria, já tinha visto aquele truque antes, e sabia o que a amiga estava prestes a realizar, olhou brevemente para trás e viu Morrigan recitando algo, que ela não conseguia escutar, os guerreiros anões que restaram da divisão de seu plano, avançavam contra o imenso dragão, atacando-o por todos os lados, repentinamente disparos foram ouvidos, e o imenso dragão rugia sentindo dor, gotículas de sangue escorriam dos ferimentos que eram causados pelas balistas, a jovem viu grandes projeteis de madeira fincados no torso do monstro, e outro na altura da asa esquerda.

Morrigan havia terminado de criar o feitiço, e uma imensa parede chamas surgiu por debaixo do dragão, consumindo o óleo que estava por baixo e alastrando por uma grande área, a criatura sentiu pouco das chamas em suas escamas, mas aquele truque o havia desorientado, os outros magos que sustentavam as barreiras, começaram ao mesmo tempo criar outros feitiços, uma aura rosada e levemente transparente começava a surgir das escamas do dragão, Morrigan de longe vociferou: “Eles criaram fraquezas no maldito, aproveitem-nas!” – ao ouvir o que a jovem tinha para dizer, Hipollita sorriu e voltou a atacar ferozmente as pernas do dragão, Alistair também o atacava freneticamente, a criatura rugia incomodada com os diversos atacantes, lançou um outro rugido para o alto do céu, e logo depois, alguns sons estridentes foram ouvidos, como um enxame de criaturas percorrendo os corredores do Forte Drakon, diversos Sheiks e Genlocks começaram a surgir naquele terraço, Alistair de longe pode perceber o que se tratava, sua habilidade como Guardião, o permitia sentir as criaturas sombrias, e aquela sensação que tanto ele quanto Hipollita conheciam, disparava freneticamente em seu interior, sabia que mais criaturas aproximavam-se.

“Os reforços chegaram, preparem-se para se defender... Esse maldito não vai facilitar pra gente...” – bradou Alistair, e rapidamente os corpos esguios dos Shreiks começaram a se chocar com os homens em armaduras pesadas, as pessoas que estavam lutando para proteger as balistas, viam-se cercadas por diversas criaturas sombrias, os números de aliados começavam a diminuir drasticamente, o Arquidemônio aproveitou a brecha nas defesas de todos e saltou para longe de onde estavam, em uma área aberta, Hipollita praguejou com a quantidade de criaturas que surgiam, e para piorar a situação paredes de Chamas Azuladas começou a surgir em diversos pontos do terraço, o maldito queria torrar todos ali, com suas chamas. A jovem e os seus companheiros retiraram de suas bolsas, um vidro com uma espécie de licor em seu interior, a poção tinha sido feita por Wynne em Rocha Vermelha, ela sabia que enfrentar um dragão significava enfrentar as chamas da criatura, e por isso tinha criado um tônico que os protegeriam de queimaduras graves, em um único gole todos esvaziaram seus vidros de poções.

Hipollita novamente tomou a dianteira da batalha e correu na direção do dragão, alguns Hurlocks e outras criaturas colocavam-se em sua direção, mas ela os eliminava e abria caminho, Morrigan atrás da companheira, começou a utilizar seus dons iria retardar aquele maldito dragão, evocou seu dom de magia e concentrou-se enquanto entoava outro feitiço, os ventos começaram a mudar em resposta ao feitiço que a jovem apostata começava a criar, rapidamente os ventos que sopravam, tornavam-se mais violentos e uma forte nevasca começou a cair em cima do terraço do Forte Drakon, o chão rapidamente começou a ser tomado por uma fina camada de gelo, o que causava muitas quedas, tanto das criaturas sombrias, quanto daqueles que tentavam eliminá-las, Hipollita olhou para trás e viu a companheira desprotegida entoando o feitiço, mas logo ficou tranquila ao ver que Alistair, estava próximo da maga, e que a protegeria. Enquanto avançava na direção de um dragão atordoado e com suas escamas com finas camadas de gelo, a jovem percebia alguns projeteis pequenos passando ao seu lado, sabia que Leliana havia encontrado algum ponto, e que estava atirando contra o dragão, as flechas passavam perto de si, o dragão rugia furioso, com os incômodos ataques, a jovem guardiã ouvia os homens naquele terraço, gritando ordens, e o som das balistas voltaram a tomar o local, o Arquidemônio logo começava a ficar em desvantagem novamente, Hipollita notou que sua espada tinha um encantamento em sua lâmina, pois sentia um leve ar frio passar para sua pele, obra de Morrigan – sem dúvidas.

A guardiã e o dragão voltaram a se enfrentar, a besta tentava diversas vezes abocanhar o corpo da jovem guerreira, mas como Hipollita era veloz e ágil, evitava por poucos centímetros a bocarra do monstro, e em cada oportunidade que via, a jovem golpeava a cabeça do dragão com sua lâmina, que a aquela altura já estava banhada com o sangue do Arquidemônio, sob seus pés que patinavam no gelo criado pela companheira, haviam diversas escamas que haviam sido derrubadas a cada golpe dado tanto por ela, quanto por seus companheiros. Hipollita sentia que o vento que soprava violentamente contra o corpo do dragão começava a perder força, sabia que Morrigan estava ficando sem mana, e quando o dragão se visse livre daquela prisão, facilmente iria saltar para outro lugar, de longe ouviu a voz de Alistair bradar: “Usem as balistas para prendê-lo, ali... Morrigan não conseguirá sustentar o feitiço por muito tempo...” – dizia o rapaz, por um breve instante, Hipollita ousou mudar o foco de seu olhar e dar uma checada em sua companheira, algo muito imprudente, pois foi golpeada pela calda da criatura que a arremessou para longe, fazendo com que a força do impacto a ferisse bastante, Hipollita sentiu uma intensa dor em suas costelas, provavelmente havia quebrados algumas, mas sentiu uma súbita falta de ar. “Merda...” – disse a jovem, colocando a mão sobre o local onde doía, retirou de sua bolsa um tônico marrom, e o bebeu.

Alistair vendo que sua amada corria perigo, pois não tinha percebido que o dragão acabara de rugir e chamar mais criaturas sombrias, o guardião atravessou um caminho tortuoso até poder alcançar a companheira, que parecia levemente desnorteada e com dificuldades para levantar-se. Os magos que ainda lutavam, lançavam punhos de pedra contra a cabeça do dragão, tentando desnorteá-lo, os gritos agudos do Shreiks rompiam por todos os lados do terraço, o rapaz sabia que tinha que dar um jeito naquela situação rapidamente, via um Arquidemônio já bastante ferido e exausto, o rapaz correu em direção ao dragão com seu escudo em seu braço esquerdo, Hipollita tentou chamar pelo companheiro, mas em vão, apenas o viu distanciar-se dela, olhou para Morrigan, que estava bastante ocupada lutando contra diversas criaturas que a cercavam, as balistas pareciam ter cessado seu ataque por um instante, ela precisava dar uma abertura para seu companheiro. Hipollita levantou-se cambaleante e correu em direção a balista mais próxima dela, viu algumas criaturas ocupadas com soldados, os corpos de diversas criaturas e homens, anões e elfos, começavam a se amontoar pelo local, com dificuldade e sempre mantendo um olho em Alistair, que lutava ferozmente contra o dragão. A jovem viu não muito longe de si uma balista tomada por Shreiks que haviam derrotado os últimos guerreiros fornecidos por Eamon, as criaturas logo notaram sua aproximação e avançaram contra ela, com dificuldades, a jovem ergueu seu escudo que parecia pesar uma tonelada, sua espada na mão direita, balançava, pois a mão estava bastante trêmula.

“Mãos, não me abandonem agora... Ele precisa de mim...” – disse encarando suas mãos fracas, e o som das criaturas aproximando-se cada vez mais, passou com sua mão esquerda acima do cinto, sentindo uma bomba que Zevran que havia entregue antes de se separarem, a jovem retirou o pequeno frasco e atirou na direção das criaturas, notou que dali saiu diversas faíscas, que os atordoaram, aproveitou o momento e ainda com o corpo quase desobedecendo, atacou os Shreiks remanescentes, passou sua espada pelo corpo mole e esguio das criaturas, acabando com a vida que havia em seus corpos, continuou ignorando os corpos que deixara para trás, para poder chegar a balista, Hipollita já havia desistido de seu escudo, pois este já pesava demais para si.

Alistair não muito longe dali, lutava contra o Arquidemônio, com a ajuda de mais alguns soldados que haviam sobrevivido até o momento, Morrigan já havia tombado desacordada por conta do excesso de esforço, Leliana estava prestes a ser aniquilada com a quantidade de Genlocks que se amontoavam ao seu redor, o rapaz tinha de fazer algo rápido, antes que fossem derrotados, olhou para o local onde havia deixado Hipollita, e não a viu em lugar algum, temeu pelo pior, mas antes que pudesse fazer algo para procura-la, sentiu o forte bafo do dragão em suas costas, a criatura o olhava e então envolveu o corpo do rapaz, com uma grande labareda de chamas azuis, Alistair teve pouco tempo de reação, apenas colocou seu escudo na frente e evitou o contato direto com as chamas, ouviu um único disparo de uma balista e o dragão urrar de dor, o rapaz baixou o escudo e viu a criatura com uma espécie de estaca próximo ao coração, aproveitou a oportunidade e correu na direção da asa ferida do dragão, subindo por ela e avançando em direção a cabeça, Hipollita olhara para o companheiro atentamente.

******

Na Noite Anterior:

“Eu talvez tenha a solução para o problema com o Arquidemônio” – dizia Morrigan observando as chamas de uma lareira em um dos quartos fornecidos por Eamon.

“Do que está falando?” – perguntou Hipollita confusa.

“Sei que é preciso um guardião para matar o Arquidemônio, e que este guardião perecerá junto com a criatura corrompida..., mas não tem que ser assim...” – disse Morrigan aproximando-se de Hipollita, e colocando seus olhos nos olhos da jovem guardiã.

“O que sugere?” – disse Hipollita curiosa com o plano da apóstata.

“Bem, convença Alistair a dormir comigo e do fruto desta noite, uma criança será gerada...” – disse Morrigan naturalmente, as palavras da maga soaram como provocação para a jovem guardiã, seu rosto ardeu rapidamente antes dela atacar a maga com palavras.

“Nunca pensei que você iria tentar roubar Alistair bem debaixo de meu nariz... Achei que éramos amigas...” – disse Hipollita aproximando-se perigosamente de Morrigan.

“Escute com atenção, não tenho interesse amoroso algum no templário. Estou lhe oferecendo uma saída, mas se você prefere se despedir de seu namorado, muito bem, passem sua última noite juntos, então...” – disse Morrigan dando as costas a Hipollita.

“E como tem certeza que ele aceitaria? Nós duas sabemos que vocês não se suportam...” – disse Hipollita.

“A tarefa de convencê-lo é sua, eu simplesmente estou oferecendo os meios para burlar esta maldição...” – disse a jovem maga.

“E o que será desta criança?” – perguntou Hipollita.

“Isto não posso dizer...” – disse Morrigan.

“Você fará algum mal a ela? E se Alistair quiser ver a criança algum dia?” – perguntou Hipollita.

“Receio que também estará fora de cogitação... E não, não farei mal algum... Ela apenas servirá como um farol para a alma corrompida do Deus Antigo...” – disse a maga.

“Ela será má?” – perguntou Hipollita.

“Não, mas eu cuidarei de sua educação. Apenas quero manter o equilíbrio, e evitar que uma magia antiga se perca com o tempo...” – disse Morrigan.

“Eu não sei...” – disse Hipollita.

“Lembre-se do que está em jogo... Quer realmente que um de vocês morra?” – disse Morrigan.

******

Alistair subiu pela asa do dragão, em seguida saltou em direção a cabeça da criatura fincando sua espada no crânio do dragão, com o impacto do golpe do guardião, ambos caíram no chão e uma forte luz começou a brilhar e acender em direção aos céus de Ferelden, chamando desta forma a atenção de muitos que lutavam com afinco nos portões e dentro da cidade de Denerim, Hipollita ainda cambaleante correu em direção de Alistair que estava envolto da luz, ele olhava para a companheira impressionado com o desfecho, com lágrimas nos olhos Hipollita aproximava-se do companheiro, até ser arremessada por uma forte onda de energia que foi liberada do corpo do Arquidemônio, desta forma a luz que atravessava o céu de Denerim dissipou, deixando diversos corpos ao redor do corpo inerte do dragão.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...