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História As Crônicas de um Namjoon passivo - Capítulo 8


Escrita por: Suoflya

Notas do Autor


Olá, não sei ao certo se demorei ou não, mas creio que não tenha muita importância né? Bem, sabe quando você se sente uma completa idiota por cair no "próprio bait", então, se eu disser que mesmo faltando bem poucos caps para terminar eu e meu cérebro de passarinho ao menos tem ideia de qual será o shipp endgame? kkkkkkkkk

Espero que gostem do capítulo, boa leitura!!!!

Capítulo 8 - Apenas a verdade


Fanfic / Fanfiction As Crônicas de um Namjoon passivo - Capítulo 8 - Apenas a verdade

02 de março de 2021.

— Querido — E definitivamente não tão querido assim. Diário! — Não sei se estou ficando velho ou o cansaço devido a grande demanda de artigos que o até então sumido Jimin me pediu para analisar estão mexendo drasticamente com a minha cabeça, mas sabe quando você finalmente percebe que tem que enfrentar os próprios “monstros”, pois caso não será totalmente engolido por eles? Então, esse questionamento tem rondado por minha mente há alguns dias e hoje eu finalmente tomei coragem para esclarecer tudo por aqui. Sei que parece bobo, você é somente um caderno — espero que não se sinta ofendido, ok? — mas a ideia de passar tudo para uma folha de papel pra mim já é um grande passo, daqueles bem grandes para quem sempre se negou a relembrar e a tocar no assunto. Como escrevi acima, hoje tenho algumas coisas a dizer, todas tão importantes que sei que irei perder umas duas ou três folhas. — lide com isso!

Sim, o Namjoon aqui finalmente irá abrir o coração e contar a fofoca, tá feliz? Não que isso seja uma grande novidade né, afinal esse diário aqui é meu e o que mais tem aqui além de ofensas e reclamações, são alguns de meus pensamentos sobre a vida.

Acho que devo começar com as mais leve né? Bem meu chefe Jimin reapareceu magicamente e como posso explicar aqui... TOTALMENTE, eu disse TOTALMENTE diferente do que ele era antes, recebi até um bom dia — ‘Cê acredita? Pois é, eu também fiquei incrédulo no momento. — Pelo que eu ouvi dos meus colegas de trabalho, sabe aquela fofoquinha do bem para edificar a vida? Então,  ele passava por uns problemas em casa, parecia que o ex-namorado tinha roubado toda sua grana e fugido com um amante, doido né? E agora parece que localizaram o safado nas Maldivas e ele foi preso. Enfim, às vezes agradeço pela minha vida ser bem monótona, não acho que teria ‘culhão para lidar com algo do tipo.

Todavia, agora que já contei uma besteirinha, posso ficar sério sem remorso né? Bom, desde muito jovem tenho essa aparência aqui, provável que fosse mais baixo e com um rosto mais infantil, mas ainda assim eu. Até hoje eu sequer entendo de onde todos tiraram que eu parecia assustador naquela época, só uma passada no meu álbum de fotos que a única coisa pavorosa vigente ali é meu corte de cabelo ridículo, não ‘tô zuando, moda de fato não era o meu ponto forte naqueles tempos — não me olhe assim ok, hoje em dia eu me visto bem sim!

Estava no meu último ano do médio, aquele período onde os jovens entram em um grande dilema entre curtir o momento ou entrar em desespero por causa do exame de admissão para alguma universidade e bom, não fui muito diferente disso. Hoseok infelizmente fora trocado de turma naquele verão por discutir com um dos professores bem do jeitinho impertinente dele, era só eu e Jin, sua presença ali me deixava mais tranquilo, esse era meu pensamento, coitado de mim, iludido.

­Minha relação com ele era de confidentes, qualquer pessoa que nos visse sempre pontuava que parecíamos sombra um do outro por vivermos grudados, ele sabia tudo sobre mim e bom, eu sobre ele, mas como sorte e Namjoon são antônimos, logo isso mudou e acabou virando um problemão. Entretanto, não é surpresa para ninguém que a personalidade de Jin é o oposto da minha, ele é extremamente expansivo, extrovertido e bem corajoso, tanto que se assumiu para os pais bem do início do ensino médio e eu aquela pessoa que consideravam como “bicho do mato” por ter uma interação social duvidosa, quando cresci isso mudou, hoje eu tiro de letra. — tá, não tão de letra assim, mas sou bom vai... — recapitulando, até o momento nunca tinha cogitando em gostar de alguém, beijar e afins, na minha cabeça só tinha jogo e a prova fodida de química que se eu não estudasse iria cair em recuperação e no fim tal erro sacrificaria as minhas boas notas, para se ter uma real noção da situação, nem saber que eu gostava de homens eu sabia e quando eu percebi, bom fiquei bem assustado, afinal minha personalidade insegura me vez criar inúmeras ocasiões horríveis onde tudo dava completamente errado — de fato não menti.

Como citei acima, Hoseok foi trocado de sala e sua vaga foi dada a outro garoto que parecia nem um pouco abalado por trocar de turma, ele era completamente diferente de todos os que já havia esbarrado pelos corredores, fazia parte do time de basebol, dono de um sorriso lindo e de uma voz tão aconchegante que senti meu coração amolecer no momento que ele se apresentou para toda classe, de fato escrever seu nome aqui não me interessa, foi tão legal comigo e nos aproximamos, ele sentava na minha frente, dividíamos o lanche e reclamávamos do seriado mais bobo que passava pela tv naquele ano. Quando percebi esse sentimento, tive que me abrir para alguém e esse alguém foi o Jin, lembro de nossa conversa como se fosse hoje, das suas palavras doces de consolo e que ficaria do meu lado, demonstrou-se feliz por ter com quem compartilhar os sentimentos, afinal para si era muito importante que seu primo e melhor amigo também fosse “do vale”.

Mas como nem tudo na vida é doce, o momento amargo chegou. Sei mais do que ninguém que ele só queria ajudar, nunca duvidei e até hoje entendo sobre o carinho que ele sente por mim, mas ele errou feio comigo, era um clássico almoço em família em dia de domingo, o tempo estava bom e meus pais tinham comprado carne devido a data especial: o aniversário da minha mãe, tudo ocorria muito bem até meus tios começarem com uma daquelas conversas invasivas sobre namoros e o futuro, me questionaram incisivamente se eu não tinha namorada ou gostava de alguém e bom, não soube responder de tão nervoso, porém contra a minha vontade e com uma infundada felicidade Jin o fez por mim, contou a todos sobre minha atração pelo meu colega de turma, sobre eu ter me descoberto gay e tal revelação praticamente estremeceu minha relação com meus pais, eles nunca me questionaram, mas só de olhar a decepção em seus rostos me fez um mal danado. O que mais me machuca é que esse era o meu momento, eu quem deveria contar e os dizer quem verdadeiramente é o filho deles, não era para ser assim...

Caso não bastasse, no dia seguinte o garoto que eu gostava não sentou mais perto de mim, eu ao menos entendi porque ele tinha se afastado, no intervalo o chamei para conversar e ele me disse com todas as letras que sentia nojo de mim e do meu primo “florzinha”, preferi censurar a fala escrota porque aqui não dou palco para homofobia, falou que era inadmissível que eu o mandasse fazer aquelas insinuações nojentas sobre dois homens, que era uma piada de muito mal gosto eu gostar dele, depois ele se transformou, passou de um cara legal para um tremendo babaca e eu? Bom, além de chacota universal da escola, todo dia saía uma ‘fic diferente, a mais criativa delas foi quando alegaram que eu saia com os professores para manter minhas notas altas e passei a apanhar também, foi um longo e infeliz ano...

Talvez eu tenha ferrado com todo o teu humor né? — adoro esse conceito estranho de conversar com uma folha de papel e me sentir super “cult” — Enfim, a fofoca ainda tem que continuar, afinal já deu de ficar remoendo acontecimento ruim.

Logo após a imensa confusão e tormento que foi aquela festa, mesmo com o passar dos dias, o jeito gentil do Yoongi me deixou encucado, não que eu o considere uma pessoa ruim, longe disso, ele é ótimo! Mas é como se tivesse alguma coisa estranha no meio de tudo isso. — de fato tinha. — a forma na qual eu fui abraçado fez com que me sentisse protegido, suas palavras reconfortantes até então ecoam em minha mente:

 — Está tudo bem agora. — ele sussurrou bem próximo de meus ouvidos, suas mãos machucadas alisavam os meus cabelos que deviam estar todos desgrenhados, eu me encontrava tão envergonhado que ao menos tive coragem de o encarar. — Não há o porquê temer ou se envergonhar — sua voz soou tão suave que me senti em paz por um breve período de tempo. — Não quero saber o que aconteceu, não preciso de nenhuma explicação da sua parte, você não fez nada de errado. — continuou com o abraço. — Provável que eu sequer seja a melhor pessoa para isso, mas pode se apoiar em mim.

Seguidamente, ao perceber a movimentação suspeita dentro do banheiro mais pessoas começaram a entrar por curiosidade, eu já não estava mais abraçado com Yoongi e me encontrava de pé com ele ao meu lado, foi onde percebi que seu rosto também sofrera com o seu ato anterior, ele me tirou de lá o mais rápido que conseguiu e no caminho encontramos os demais que pareciam incrédulos com a cena que viram, eu com a cara inchada de tanto chorar e Yoongi todo machucado ao meu lado. Fui abraçado mais uma vez, dessa vez por Hoseok e Jin, Jungkook se manteve por perto também.

Devo lhe contar o resumo de toda a opera? Bom, o infeliz para que eu não o chame de algo bem pior do que meu primo já não tenha feito, foi detido e decidi processá-lo por assedio e tentativa de estupro de incapaz, afinal ele tinha me drogado, tomei essa decisão pois tenho a plena consciência de que não fui o primeiro com quem ele tentou isso e nem seria o último, mas ainda estou tão alheio a tudo que rolou que ao menos consigo olhar na sua cara, o que não é ‘pra menos.

Sendo assim, já tendo contextualizado você sobre esse amargo evento, meio que agora posso dar seguimento aos outros ocorridos. Dois dias depois da pavorosa festa haviam se passado, Jin tinha ido embora e Yoongi fazia de tudo para que nós desencontrássemos pelo apartamento, enfim, era uma tarde de domingo na qual eu pensei que passaria vendo algum reality show tosco enquanto trocava mensagens com Hoseok reclamando do quão ruim o programa que eu estava assistindo, mas para minha surpresa eu tinha visita. Minha campainha tocou e era Jungkook, abri a porta sem nem pensar muito — não é uma grande novidade dado ao meu histórico de besteiras feitas pela corriqueira falta de atenção. — pois bem, eu me encontrava horrível, sabe em um grau altíssimo de desleixo? Então! O convidei para entrar e ele o fez, seu rosto parecia tão abalado que pude sentir a culpa sobre suas costas.

— Vim aqui porque queria te pedir desculpas. — assumiu, tinha algo em sua mão que só fui descobri o que era bem depois. — Estava tão inerte pelo ambiente que fui descuidado e não tomei conta dos meus convidados. — ele realmente mantinha-se bem mal com tudo aquilo. — Sei que nada que eu fizer irá apagar aquela memória ruim, então pensei que seria bom substituí-la por uma mais agradável — comentou. — Sei que gosta muito desse quadrinho — revelou o pacote que estava em suas mãos. — Por isso o trouxe para você. — deu um sorrisinho tímido que condizia muito com sua personalidade, porém quase nada com sua aparência. Tentei usar toda a minha desenvoltura inexistente para convencer a ele que seu pensamento era equivocado, que o único culpado não era ninguém menos além daquele filho da puta criminoso, passamos o resto da tarde conversando sobre coisas triviais e até mesmo idiotas, mas como Kim Namjoon sempre precisa lembrar a si mesmo porque o seu cérebro se assemelha a um ovo de tão pequeno, sem querer deixei escapar o tema da minha monografia, o vi se calar, me encarar confuso, cogitar me dizer algo e parar logo em seguida.

— Você está bem? — questionei, afinal sua expressão estranha estava me deixando preocupado. — Não está com uma cara muito boa, quer uma água? Suco, algo ‘pra comer? — o bombardeei com perguntas, mas ele as negou com a cabeça e então eu somente desisti e preferi esperar e ver no que iria dar.

— É que tem uma coisa que venho escondendo de você todo esse tempo. — confessou, seu semblante parecia nervoso e inquieto mexia nos fios soltos de sua jaqueta jeans que eu só percebi naquele momento que ele usava uma. — Eu meio que... — deu uma pausa bem no meio da frase, sinceramente, por que a pessoas fazem isso hein? — Trabalho nesse ramo tem uns dois anos. — coçou a nuca sem graça e se eu já estava com vergonha, não cogito nem em imaginar o turbilhão de suposições que passavam por aquela cabeça. — ‘Tava sem grana para a mensalidade e no desespero precisei trampar com algo que me desse algum retorno e tempo para que eu conseguisse fazer a faculdade. Sei que não deveria ter escondido isso, mas toda vez que eu conhecia alguém e essa pessoa descobria sobre o que trabalho começava a me tratar de forma diferente, você me pareceu um cara tão centrado e certinho que achei que iria se afastar de mim assim que soubesse a verdade.

— Então estamos quites. — suspirei e o encarei, ele me pareceu confuso. — Também te escondi alguma coisa, provavelmente você deve conhecer o user Noojman do twitter, ele sou eu. — admiti, não sabia nem por onde começar a explicar ou ao menos enterrar a minha cabeça devido a vergonha. — desde sempre venho acompanhado seu trabalho, comentando e interagindo com você por lá, foi desonesto da minha parte omitir isso, mas sabe quando você nem acredita que a vida é capaz de te colocar em uma situação como essa? Agora cá estou eu frente a frente do cara que acho um máximo e nós até jogamos videogame juntos, o quão bizarramente estranho isso pode ser? — fui o mais sincero que consegui e ele deu mais um daqueles sorrisos que me fazem ficar no modo abobalhado, depois dessa conversa ambos rimos de toda a situação que de fato além de bem improvável tornar-se-ia uma boa piada.

— Já que estamos deixando tudo as claras. — achei bem estranho ele começar a falar algo do tipo e curioso logo me prontifiquei a prestar atenção. — Sempre quis fazer isso também — não sei dizer se sou uma pessoa avoada, mas ele se movimentou tão rápido que quando notei estava muito próximo de mim, poucos centímetros separavam os nossos rostos e com uma voz arrastada — Posso? — pediu permissão e bem, você jura que eu iria recusar o pedido de uma divindade dessas? Nos beijamos, ao menos sei dizer quanto tempo perdemos ali, mas à medida que sua mão fazia pressão em minha nuca e aprofundava o ósculo eu me sentia nas nuvens, talvez o fato de ter ficado um longo período sem um relacionamento ou nunca ter ido até o fim com alguém devido ao problema que você sabe muito bem tenha pesado um pouco e me feito perder totalmente a linha da razão, quando eu me vi já estava em seu colo, meus braços antes imóveis agora encontravam-se enrolados em seu pescoço, suas mãos tinham descido e alisavam uma de minhas coxas cobertas por uma bermuda moletom qualquer, o dia estava frio como o esperado para o mês e seus dedos gelados me faziam ficar todo arrepiado, uma pena que aquele momento sequer foi adiante, afinal seu telefone tocou, parecia importante tanto que ele foi embora tão rápido que não deu nem tempo para eu assimilar o que tinha ocorrido. Ainda incrédulo, bombardeei Hoseok de mensagens poque eu não conseguiria descansar sem antes contar para alguém o que tinha acabado de acontecer, mal eu sabia que outra revelação bizarra estaria por vir, porém essa infelizmente não terminaria com um beijo acompanhado de mãos bobas. Meu amigo havia visualizado as mensagens e me mandou alguns áudios, no primeiro me chamou de tapado pois para si e quase todo mundo presente no nosso circulo de amizade, vulgo Taehyung e o “falecido” jin estava mais do que obvia a intenção de Jungkook, fingi me sentir ofendido o enviando emojis ruins e ele pareceu achar graça da minha infantilidade e bom, já o segundo assim que dei play uma grande interrogação  se formou em meus pensamentos.

—  Lembra quando você me disse que achava que tinha alguma coisa estranha com o Yoongi, então... Hoje eu tive que passar próximo de seu campus para pegar alguns documentos deixados por um colega e resolvi falar com alguns estudantes para averiguar algo que me tirava o sono, afinal por mais que não tenha tocado mais nesse assunto ele meio que ainda me incomodava. — assim que o áudio terminou dei play no outro. — Você não vai acreditar, me disseram que faz um semestre inteiro que ele não aparece por aqui e quando fui na diretoria, meio que ele tinha trancado a matrícula. Eu realmente não sei o que dizer, mas essa história está muito estranha, na melhor das hipóteses pode ser somente um erro, sei lá, vai que confundiram os sobrenomes ou algo do tipo, porém eu não me agarraria nessa suposição não...

E foi com essa notícia que Hoseok me fez vomitar todas as borboletas no meus estômago nascidas por causa do beijo de minutos atrás me deixando somente com o vazio da ansiedade de cada vez mais concluir que eu não sei nada sobre Yoongi e que divido o apartamento com uma completa incógnita. 



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