História As crônicas de um pai solteiro - Capítulo 2


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Categorias Andrei Soares "Spok" Alves, Juliano Alvarenga "Jazzghost" Barros, Malena "Malena0202" Nunes
Personagens Andrei Soares "Spok" Alves, Juliano Alvarenga Barros, Malena0202, Personagens Originais
Tags Jazzghost, Malena, Malepok, Menção À Jazzpok, Spok
Visualizações 15
Palavras 1.404
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Famí­lia, Literatura Feminina, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Self Inserction
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi, regular's!
Desculpa a demora de mais de uma semana para postar alguma coisa, mas eu estive meio complicada pelo trabalho da feira de ciências da escola (formatação é um cu c:)
Enfim... Boa Leitura :3

Capítulo 2 - A gente te ajuda, Spok


 

P.O. V Autora

Aquela notícia caiu nos ombros de Andrei como um peso absurdo. O médico o olhou sério, mas ao sentir que o clima ficou "pesado", fechou os olhos, ficou com uma expressão triste e abaixou a cabeça, deixando o cabelo castanho cobrir o pouco do seu rosto que ainda seriam visíveis do ângulo que "Spok" tinha. Após alguns segundos ali, com mão em seu ombro, o médico as desliza suavemente, enquanto levava-a ao bolso de seu limpíssimo jaleco, logo levantando a cabeça quando já estava com a mão no bolso, olhando-o nos olhos (que a esta altura, estavam rosados e encharcados), com pena dele. Respirou fundo e saiu, deixando no corredor apenas o som dos seus passos pesados de sapato sociais pretos.

Naquele momento, ele se viu obrigado a se sentar na cadeira que tinha ali atrás dele. O chão havia desmoronado e a cadeira parecia ser a única coisa segura para ele agora. "Caiu" sentado na cadeira. Estava de qualquer jeito na cadeira laranja, sem se importar com a dor nas costas. Sinceramente, essa era a última coisa que ele estava pensando agora. O lugar estava em silêncio; o médico já estava longe, não havia ninguém na sala que estavam... Era um perfeito silêncio. Os únicos sons audíveis daquela sala eram os imprescindíveis e incontroláveis soluços de Andrei, sendo acompanhados por uma fileira extensa de lágrimas pesadas e salgadas. Os seus olhos, agora, estavam inchados e vermelhos. Seu nariz, brevemente rosado, dava um destaque breve ao seu piercing preto, entretanto também chamava os olhares de Malena e Juliano. Os olhares dos padrinhos dos filhos do mais velho o fitavam agora, com pena e desejo de consolá-lo. 

O primeiro a se aproximar dele e o consolar foi Juliano – ou Jazz como costumavam chamar – que já viu essa cena acontecer com seu irmão, Celso. Aproximou-se da cadeira onde o amigo – melhor amigo – de longa data e ajoelhou-se em sua frente, pegando em sua mão.

– Spok... – chamou "Jazz", querendo consolá-lo. Apesar de não querer levantar cabeça e olhar para alguém, aos poucos, Andrei começou a abaixar as suas mãos, mesmas que estavam trêmulas e molhadas pelas lágrimas. As afastavam de seu rosto bem vagarosamente, as pousando sobre seus joelhos, com as palmas viradas para cima.

Ainda com a cabeça bem abaixada, olhava aquelas lágrimas e logo, engolia a seco toda essa “depressão”, enquanto tomava uma pílula de coragem e tentava olhar para o amigo, agora ajoelhado na sua frente. Depois de mais alguns soluços e lágrimas, “Spok” levanta a cabeça, e olha para “Jazz”, que o olhava sério, para tentar esconder que estava sofrendo juto com o amigo pela morte de sua mulher, que era quase que como uma cunhada – talvez, até, irmã – para ele.

Ao conseguir ver o estado de todo o rosto do seu amigo, Malena também chegou mais perto de Andrei, sentando-se do seu lado.

– Ei, “Spok”... – Malena começou, fazendo o olhar do novo pai se desviar para ela – Tá tudo bem... – ela disse, porém antes que pudesse concluir sua frase, Andrei a abraçou, voltando a chorar. Malena ficou sem uma expressão, mas logo abaixou o olhar e o abraçou, com carinho e compaixão.

Ficaram assim por alguns instantes. Jazz olhava para aquela cena com uma breve pontada no seu coração. Uma pontada de algo ruim crescendo dentro dele. Não tardou muito para ele se levantar do chão e sair, indo para algum lugar aleatório.

Agora sozinhos, os dois se separam. Davam uma olhada tímida para cada um, mas não exatamente por Spok ter sentimentos de amor pela loira, mas sim, sentia vergonha de chorar na frente de uma mulher. Tinha um complexo de inferioridade constantemente abalável, sempre se jogando para baixo. Por quê? Bom, desde que sua mãe faleceu há alguns meses atrás, Andrei vem se sentindo emocionalmente mais fraco, sem grande apoio. Por isso da timidez nesse instante. Aquela lágrima persistente que teimava em cair era terrível. Sua visão estava embaçada por ela. As bochechas rosadas de vergonha, somadas à ponta rosada no seu nariz o forçaram a levar o braço ao rosto e enxugar as lágrimas.

Malena observava aquela atitude como um ato de orgulho besta. Chorar, para ela, era uma coisa boa e ninguém devia sentir vergonha de tal ato. O que ela, infelizmente, já sabia, era que Spok tinha o peito trancado por mais de oito anos, ou seja, se ele chorasse agora, choraria por todos os mais de oito anos sofridos. Mesmos anos cujos Spok não se abriu com ninguém, guardando as mágoas e rancores para si, sem esboçar os seus sentimentos.

Após enxugar seus “sentimentos em forma de água”, Spok olhou para Malena de forma mais calma. Os olhos ainda estavam rosados e seu nariz também, mas não estava mais sendo algo importante ou relevante.  Olhavam-se no fundo dos olhos e, aos poucos, Malena ia se aproximando de Spok, sussurrando “Tá tudo bem, eu ‘tô contigo...”.

O silêncio da sala era quase absoluto, mas foi quebrado pelos passos de Jazzghost, ou Juliano. Ele entrou na sala quando Malena estava prestes a beijá-lo, mas não conseguiu (N.A: Empata Foda). Juliano observava aquilo, mas não com ciúmes. Era algo pior. Não conseguia definir o que, mas era algo esquisito. Algo como um desconforto. A expressão em seu belo rosto não deixava dúvidas de seu desconforto. Só falta ele rosnar.

– Não vai ver seus filhos? – perguntou a Andrei, da forma mais fria e psicopata possível. Estava com raiva, mas por quê?

– É verdade... M-Mas... E s-se... – Indagou nervoso.

Jazz revirou os olhos. Estava já estava cansado desse choro de Andrei. Mas também, não sabia o que era amar alguém. Ora, namorava com Sandra pelo prazer, não por amor. Desencostou-se da porta e foi até Spok, dando dois tapas em sua cara. Não foram tapas fortes, com intenção de feri-lo, mas foram tapinhas, só que fortes demais para serem simples tapinhas.

– Para de ser um bebê chorão, Spok! – disse soltando-o e saindo, com as mãos no bolso.

Andrei levou a mão até seu rosto, onde ele havia batido. Pousou as mãos de forma suave naquela região e pensou. Ele havia suportado oito anos sem chorar. Por que não aguentar mais? Desceu suas mãos até o moletom, na altura de seu peito e apertou, soluçando baixinho, mas sem derramar lágrimas.

Não deu muito mais do que uns oito soluços quando se levantou e passou o dedo no rosto, tirando as poucas lágrimas que ainda tinham em seu rosto. Depois olhou franco para Malena, de forma mais forte e soltou:

– Já passei por coisas perdas e dores piores, não vai ser essa que vai me derrubar... – disse, erguendo a mão para ajudar a loira a se levantar.

Ela sorriu. Gostava de ver o amigo bem. Pegou em sua mão, brevemente corada e, de mãos dadas, seguiram até a maternidade, onde Jazz estava vendo os bebês, procurando pelos seus afilhados.

– Onde eles estão? – Perguntou Spok, curioso e ansioso para conhecer seus filhos.

– Ali... -  disse, apontando para dois bercinhos mais à direita, um bercinho verde e outro azul.

 Ao cruzar o olhar com os berços, comoveu-se.

– Se quiser entrar, entre... – disse a enfermeira. – Só não façam barulho, para não assustarem os outros bebês. – Pediu educadamente.

Andrei, Malena e Juliano foram entrando e se aproximando dos berços. Passaram pelos dos gêmeos: um menino e uma menina. As lágrimas rolaram sem que Andrei percebesse. Mas eram de emoção, não de tristeza. Essas lágrimas, Juliano nem Malena não podiam reclamar.

Spok fez questão de se agachar e ver os gêmeos mais de perto. Estavam um ao lado do outro, dormindo. Tentava ao máximo não fazer barulho mas inevitavelmente não se controlou e deu uma soluçada. Pela soluçada, a menina abriu seus olhos. Eram azuis. Mesmo sem entender, Spok riu.

– Oi pequena... – soltou, logo estendendo o dedo para fazer carinho, mas a menina logo pegou seu dedo e ficou segurando. Muito provavelmente, tinha alguma “diversão” naquele dedo, mas o que seria? Nem Andrei sabia.

Logo após o menino acordou e começou a chorar, fazendo a irmãzinha chorar também. No susto, Spok se levantou e foi para o lado dos outros dois. Não demorando muito para a enfermeira vir acudir os bebês. E também, não tardando para os fatídicos comentários de Juliano.

– Tu é muito frouxo com eles... – comentou, bem nervoso.

– Juliano, cala a boca! – Retrucou Spok, nervoso.

– Vem me fazer calar, palhaço. – respondeu, logo apanhando seu casaco e saindo.

É... Esse vai ser um inferno...


Notas Finais


E é isso por enquanto...
Acho q eu consegui definir mais ou menos a personalidade de cada um deles, né?
Malena - politicamente correta
Spok - Chorão, mas um bom pai, apegado aos filhos
Jazz - sarcástico, mas não quer realmente ser assim.

Enfim Regular's, é isso!!!
Bjo na nuca e tchau! <3
Amo vcs!!! <3


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