História As Crônicas De Um Rei sem Reino - Interativa. - Capítulo 38


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Categorias As Crônicas De Gelo e Fogo (Game of Thrones)
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Batalha, Campo, Castelo, Continente, Espada, Guerra, Interativa, Irmãos, Mar, Mitologia, Reinos, Sangue, Seis, Tronos
Visualizações 84
Palavras 2.035
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Hentai, Lemon, Magia, Misticismo, Orange, Romance e Novela, Saga, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


LEIAM AS NOTAS FINAIS!

Capítulo 38 - O Vazio dos Inexistentes - Vitória para o Profético.


Tudo estava silencioso. Nenhuma das duas ousavam dizer qualquer palavra que fosse, apenas observavam quietas e atentas. Tyllen e Abigail pareciam em choque, ainda mais a primeira.

Após Tyllen e Abigail finalmente entenderem o que de fato estava acontecendo, as três entidades finalmente entraram em seus campos de vista.

O primeiro deles segurava um pergaminho, suas vestes eram claras assim como seus cabelos, no entanto o brilho era ofuscante, sendo difícil saber as cores de ambos. Ele era incrivelmente belo e sorridente. O feitio jovial também era percebido. Tyllen logo pode saber, era o Deus das artes, Lupino.

A outra, ao lado era quem parecia controlar o furacão. Tyllen logo soube se tratar de Tífiria, Deusa do clima. Sua pele mudava assim que Tyllen a olhava, vezes podia ser vista como uma linda jovem morena de longos cabelos brancos, mas também era vista como uma mulher de aparentes trinta anos, branca de cabelos pretos.

Entre eles, a maior surpresa para Tyllen. Ele não caminhava, mas sim flutuava. Suas vestes pareciam serem brancas, mas assim como os demais, o brilho poderia confundir Os cabelos pareciam pequenos e brilhava intensamente. Foi quem primeiro se aproximou de Abigail, ficando menos de um metro próximo. Dele parecia sair luzes por diversos lados e a cada piscada de olho relâmpagos surgiam no céu, clareando tudo. O deus observou Arcques caído morto no chão e passou a olhar atento as suas duas criações com Neia.

– Nio. – Disse Abigail.

Os três deuses pareciam pensar. Algo ainda estava por acontecer. Nio não parecia exibir feição, ao contrário dos outros. Lupino parecia ser a encarnação do sarcasmo enquanto Tífiria mostrava ódio.

Todavia, Abigail procurou por outro alguém. Observou por todos os lados e parecia descontente. Seus olhos, ao não encontrar quem estava procurando, mostraram ira.

– Cadê ela? – Abigail questionou. – Onde ela está? – Dessa vez gritou. – Onde Neia está? A maldita que...

– No Vazio do Furacão de Tífiria. – Revelou Nio. Sua voz causou o mesmo barulho que de um trovão, o que assustou Abigail e Tyllen.

Ambas pareciam surpresas. As histórias que ouviam eram reais. Assim como Etoz criou a inexistência, nela uma passagem, Tífiria. O Vazio, onde quem é sugado deixava de existir. Mas descobrir que Neia não existia mais era uma terrível revelação. Não sabiam se acreditavam ou se preocupavam.

– Etoz Criador sugou outros semideuses, heróis e criaturas sagradas. – Comentou o Deus-Pai. – Deuses criariam guerras tão catastróficas quanto as dos mortais. Neia traiu a confiança da Terra Alta, querendo me jogar no furacão e retornar Zerus, o Dragão morto, mas me neguei.

– Não pode ser, Neia é uma deusa, é imortal, ela...

– Neia não morreu. – Interrompeu Nio. – Não morremos. Neia deixou de existir. – As palavras de Nio causavam duvidas e mistérios. Para Tyllen, algo ainda não parecia se encaixar. – Eu sou o único supremo da Terra Alta. – Disse. – Se os dragões deixaram de existir foi justamente para deixar que humanos vivessem em paz, mas vejo que não é preciso dragões para haver guerras. – Comentou, observando Arcques no chão mais uma vez. – Neia não poderia me desobedecer e tentar trazer Zerus e os outros de volta. Mas enfim, ela deixou de existir, assim como você irá.

– Não pode! Eu venci, eu reinarei, Arcques está morto! – Disse ela gloriosa.

Nio permaneceu sem reação analisando a estranha criatura que Abigail era de fato. Os corpos cujo usava para estar na Terra Baixa era essencial, o que não usava naquele momento.

– Não mais. – Disse, assustando Abigail. – Viva!

No exato momento Arcques abriu os olhos e se levantou tossindo. Tyllen admirou-se e logo abraçou o Príncipe Profético sem importar com nada. Suas lágrimas escorreram pela face enquanto Arcques tentava entender o que havia acontecido.

– Achei que o tivesse perdido. – Desabafou Tyllen em meio do choro. – Eu sinto muito, por tudo. Por sua mãe, por...

– Tyl, está tudo bem. – Disse ele, tocando a face da barda. – Não tem culpa de nada, não se...

– Oh, que cena linda. – Abigail provocou. – É trapaça que quer Deus, tudo bem. Eu mostrarei que matarei Arcques de novo e após, matarei vocês.

Lupino sorriu enquanto Tífiria manteve-se séria. Nio por sua vez, prosseguiu sem exibir qualquer emoção.

Abigail virou-se para Arcques e não demorou a atacar. Arcques desviou com Tyllen por pouco da magia da deusa. Empunhou a sua espada e focou a rival.

Num rápido ato os dois se enfrentaram correndo um para o outro. Ambos eram vorazes e decididos. Não tão longe dali um grupo se aproximava, não só, mas acompanhando por um exército não conhecido.

Gregor marchava ao lado dos fiéis à Westell, homens e mulheres, jovens e mais velhos, todos empunhavam suas espadas em nome de seu reino. Logo atrás, a bandeira erguida não era conhecida, o brasão era um notável dragão com três cabeças, sendo elas de cores diferentes. A primeira cabeça era à de um dragão branco, a terceira era a de um dragão preto e a mais notável entre elas era a do centro, pois tanto a cabeça quanto o corpo eram dourados.

Em meio da chegada, Arcques mostrava ser um forte e resistente guerreiro. Os treinos com o pai Peltrow se mostraram úteis e eficazes. A cada avanço da deusa Abigail, Arcques conseguia desviar.

Nio então pela primeira vez ali sorriu, surpreendendo os Deuses-Netos Tífiria e Lupino. Nio nunca exibia um sorriso sequer, sempre fora sério, ou seria apenas a versão que os humanos conheciam?

Arcques havia percebido a chegada do amigo, no entanto não se distraiu, prosseguiu o embate contra a assassina de sua mãe.

– Ele é mesmo um centauro. – Sussurrou Nio, conforme analisava a rapidez de Arcques. – Ele será um herói!

– Pare de correr! – Exigiu a bruxa cansada de não conseguir acertá-lo.

Mas Arcques parecia diferente. Sua velocidade e força pareciam ter aumentado ao ser ressuscitado por Nio.

Prosseguiu em feição – assim como Nio em outrora – desviando dos ataques da deusa. Nio sorria ainda mais, estava impressionado com o que o jovem humano podia fazer.

Para Tyllen estava claro, Nio havia o deixado mais forte e veloz. O toque de ressurreição de um Deus em um humano era fantástico aos olhos de Tyllen.

Então Arcques parou no instante em que a bruxa o atingiu com a mão envolta de uma bola espiritual de magia. Tyllen gritou alto enquanto Gregor montou em um dos tigres para ajudá-lo. Abigail sorriu vitoriosa sendo observada surpresa até por Lupino e Tífiria.

Mas, misteriosamente três seres não pareciam estarem preocupados.

Nio observou mais adiante quem liderava o desconhecido exército. A mulher, de orelhas élficas estava ao lado de um homem de simples vestes de couro. Ambos os três trocaram olhares e permaneciam serenos e atentos.

Quem de fato ficou preocupada era Abigail ao ver que sua mão não havia atingido o corpo de Arcques, mas sim seu escudo levado ao peito no ultimo segundo propositalmente.

– Queria ver a sua face. – Disse Arcques provocando.

Sem delongas, Arcques segurou firme a sua espada e Nio deu o toque final. O Príncipe Profético empalou com ela o coração de Abigail cujo grunhiu monstruosamente.

Abigail então prosseguiu grunhindo.

– Eu lhe apresento a dor, Abigail. – Zombou Arcques.

– Im...possí...vel. – Disse Abigail, com dificuldades. – Sou uma deusa... não posso... me ferir... sou imortal!

– Quando ganhou a verdadeira imortalidade ao matar Arcques, eu a tirei quando o revivi. – Revelou Nio. – Você não iria morrer, foi mais justo.

– JUSTO? – Ela Grunhiu. – Eu...

– Tífiria. – Chamou Nio e no mesmo instante a Deusa do clima voltou a controlar o furacão. Rapidamente Abigail foi sugada para ele, enquanto pela velocidade seu corpo era desmembrado em incontáveis partes.

O Sol havia novamente retornado, sem qualquer espaço para escuridão. Arcques caiu de joelhos, exausto e ainda desacreditado que finalmente havia acabado.

Tyllen correu até ele, o abraçando forte.

Os cascos de cavalos foram escutados e todos haviam se aproximado. Gregor checou o amigo, enquanto Arcques observava apenas os outros dois.

– Nio me deu forças. – Dizia Arcques sem focar Gregor.

– Rezou à ele? – Questionou o navegante.

Mas Arcques estranhava. Nio estava logo ao lado de Gregor, mas não parecia estar surpreso, na verdade não parecia estar vendo-o.

– Ele não me vê. – Surpreendeu Nio com a resposta. Curiosamente todos os Tigres de Nio estavam próximos à ele, o rodeando. Pareciam felizes com a chegada de seu criador. – Eu escolho quem me vê. – Arcques tentou dizer algo, mas Nio seguiu. – Irei partir, mas sinto e sei que nos veremos logo em breve. Até, Arcques Lupu de Versalhes.

Um flash de luz surgiu e num piscar de olhos mais nenhum dos Deuses estavam lá. Nem Tífiria e seu furacão, nem Lupino, nem Nio.

– Esse furacão foi muito para minha cabeça. – Comentou Gregor estranhando o desaparecimento. – Agora os Tigres desaparecem também. O que está acontecendo? – Questionava.

Arcques focou a face de seu amigo, feliz por estar vivo. Os cabelos semelhantes à um castanho-loiro de Gregor balançavam com a nova brisa que Tífiria mandava, agora calma e refrescante. O tapa-olho ainda estava posto e logo, esticou o braço e ajudou Arcques à se levantar.

– Precisamos ir. – Disse Arcques. – Vamos, Tyl, eu...

Arcques procurou por Tyllen, mas misteriosamente ele não a encontrou.

– Não, não, não. Tyllen! - Preocupou-se o jovem, procurando por ambos lados. – TYLLEN! Não, Tyllen! Tyllen!

– Ela se foi. – Revelou a mulher misteriosa.

– Como assim ela se foi? – Questionou Arcques. – E quem é você?

– Encontrei com eles à caminho de cá, Arc. – Disse Gregor.

– Arcques Lupu de Versalhes. – Iniciou ela, chamando-o pelo nome inteiro. – Nio é de fato inteligente por escolher os humanos. Enfim, Tyllen partiu com os deuses. Ela está na Terra Alta agora. Ela possuía um objetivo aqui...

– Do que está falando? – Perguntava Arcques sem realmente entender. – Ela mudou o destino dela, ela não morreu como muitos previam, ela deve ficar aqui. – Ele então pensou, deixando que uma lágrima escorresse pelo olho. – Ela deve ficar aqui... comigo.

– Ela é uma deusa agora. – Prosseguiu a mulher. – Após completar o destino dela ela não teria o que aqui fazer. Ela agora está no lugar onde ela realmente pertence.

As lágrimas finalmente desceram pela face do jovem rei. Tudo havia sido tarde demais. O tempo que passaram juntos não havia sido o suficiente para que ele dissesse o que realmente sentia por ela. Ele agora queria voltar o tempo e resgatá-la deste destino, queria a proteger sempre, assim como ela sempre o protegeu.

– Eu me chamo Darielys Dragomir. – Apresentou-se finalmente a mulher. – Sou uma profetisa instruída e guiada por Nio em uma jornada. – Este é Zerseu, o filho semideus de Nio.

Zeus observou o jovem, sem o cumprimentar. Arcques ignorou o semideus, ainda observando Darielys.

– Filho? – Gregor foi quem indagou. – Calma, está sendo muito para mim.

– Tudo será explicado. – Disse Darielys. – Mas antes de conversar com você Arcques, precisa de um descanso merecido.

– Conversar? – Questionou Arcques parecendo incrédulo. – Não quero saber de conversas, quero saber de Tyllen! – Grunhiu, nervoso.

– Não posso fazer nada. – Disse ela. – Eu sinto muito. O que sei é que se não aceitar conversar, deixará que muitas vidas inocentes morram.

Arcques então tornou-se mais sério. O assunto parecia de fato ser importante.

– Naveguei a Lincca Pacífica com a bênção divina da deusa Lincca. – Revelou ela. – Não tenho tempo a perder. Você precisa nos ouvir.

– Ela rem razão. – Disse outro homem cujo se aproximava à cavalo. Ele usava largas vestes, como as de um septão. Segurava um livro de capa dura, com alguns símbolos religiosos. – Você não me conhece, senhor De Versalhes, mas eu o conheço. Sou um mortal assim como o senhor e é por isto que tento lhe abrir os olhos de quão enorme é a ameaça que está por vir.

Arcques analisou o homem inteiramente. O medo parecia estar presente no jovem desacreditado por não ter logo conquistado a paz.

– Seu nome, padre. – Pediu Arcques.

– Mirion Fonseca. – Revelou o adorador de Etoz.

– Está bem. – Disse ele. – Vamos à Talos, está mais próximo se cruzarmos as Montanhas de Aregorth.

– É o que decidir. – Disse Darielys, suavemente.

Eles seguiram. Gregor foi adiante à cavalo juntamente com quem se dizia filho de Nio. Darielys fora numa carruagem ao lado de Mirion, enquanto Arcques fora em outra.

De frente para eles, formava-se um grande e belo arco-íris e uma dúvida na mente de Arcques.

Quão grande pode ser e o que era a ameaça que Mirion se referia?


Notas Finais


Mirion vivo! Isso aí.
Alguém sequer lembra do Padre Mirion?
Juro que quem eu faria vivo era Juliu, mas teria de explicar muita coisa, então, deixei o Mirion, até porque o Juliu é um embuste, não merece mais destaque.
Falando em embuste, é o fim de Abigail, Viva!!!!

Tá acabando hein, resta apenas mais um capítulo, e claro, o prólogo, daí então iniciaremos a esperada (eu acho) Crônicas de Westell.

Xoxo.


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