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História As Crônicas de vidro e aço - Capítulo 9


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Capítulo 9 - Bellor Froll...


Bellor Froll

Alguns dias se passaram, desde aquele dia em que ele estreara sua espada nova a sangue de traidor. E parecia que agora metade do reino deixara de gostar o pouco que já gostavam dele, agora parecia mais ódio do que outra coisa.

-não consigo entender a mente dos camponeses!-disse o rei- eles me chamam de Rei sombrio, mas quando ajo como tau eles me odeiam, e quando não faço assim me tratam de forma estranha.

-você esta cobrando muito de você meu querido rei-disse o clérigo Arves no tom bajulador dele de ser, esta noite ele estava com uma roupa azul escura com detalhes brancos, e cinzas.

O rei deixou o salão completamente irritado, deixando apenas o clérigo sozinho no salão, ele foi diretamente até seus aposentos que se encontravam no alto da torre do palácio. Era um aposento luxuoso digno de um grande rei. Havia uma cama grande feita de caralho e com um delicioso colchão de penas de ganso, em outros tempos aquele luxuoso mimo lhe proporcionara muitas horas de sono, profundo, mas agora apenas lhe dava desconforto e cansaço e sonhos cheios de dor e trevas.

Ser um rei não era tudo que ele imaginara e sonhara durante seus anos de criança, quando ele tomou o Reino para si a dezenove anos, ele esperava muito mais do que reuniões sem fim e o ódio de seus subordinados, ele esperava mais diversão, festas e menos cabeças a ser decapitadas. Ele ainda tinha sonhos com aquele dia em que ele teve que decapitar o mestre das cozinhas, fora a primeira morte em todo seu reinado e espera ser a ultima ou então o povo o odiaria para sempre.

Um tempo depois ele caiu com muito custo no sono, mergulhando em um emaranhado de pesadelos. No primeiro deles ele estava no palácio aonde cortara a cabeça do serviçal porem desta vez era ele que estava no lugar do servo e os próprios moradores lhe cortavam a cabeça. Em outro sonho ele era um grande pássaro e este voava livre pelas terras de Garphor que por sua vez pareciam infinitas, viu um bar, Xhalon estava lá juntamente um necromante. O que esta acontecendo ? Pensou o rei, o que Xhalon faz com esse filho da escuridão?

Palavras eram ditas, pelo necromante enquanto uma sombra maligna surgia dos olhos do necromante. A sombra fez uma reverência para aquele que lhe invocara e esperou suas ordens

-me entregue o bastardo serviçal de meu lorde. Queremos a cabeça do Bastardo. A sombra saiu correndo pela porta do bar. Bellor seguiu a sombra por um longo terreno antes de ela a perceber e tentar lhe atacar, mas antes que pudesse ele mergulhou em outro sonho, aonde estava acontecendo uma enorme chuva de meteoros, aonde os grandes meteoros tocavam cresciam grandes fragmentos de vidrocadente. Lava se espalhava pelo chão também, quando esta iria tocar seus pés mergulhou para o último dos sonhos daquela noite.

Ele se viu na vila de seu reino, mas estava completamente destruída, haviam pessoas mortas para todos os lados, dos mais diversos meios possíveis esquartejadas, empaladas em galhos, queimadas e enforcadas se encontravam por todos os lados. O que estava acontecendo com ele? Por que estou tendo esses sonhos? Por que a cidade esta destruída? Pensou ele enquanto caminhar pelas ruas ficando enjoado com a quantidade de corpos mortos, ele tinha que encontrar uma explicação para tudo aquilo, os cadáveres se acumulavam de uma forma maior enquanto ele seguia pela estrada que levava até o castelo, que estava cercado com espigões com cabeças de pessoas queridas para ele. Ele ficou parado muito tempo na frente do portão até criar coragem para entrar no castelo, ele começou a caminhar pelos longos salões, ele nunca percebera antes o quão sombrios e extenso eram estes. Quando se aproximou do salão do trono , ele percebeu uma fresta de luz passar pela grande porta. Ele criou coragem e entrou na sala, a primeira coisa que percebeu é que a iluminação vinha de grandes lamparinas, a segunda coisa foi que havia alguém sentado em seu trono.

-saia já dai-disse ele para pessoa que não podia distinguir por estar nas sombras- este é meu trono e como seu líder ordena que vá embora assassino.

O homem no trono começou a rir sua voz era melancólica e duplicada mas ele reconhecia ela...

-você quer dizer nosso trono não é?-disse a voz do homem agora saindo das sombras se revelando como ele, quer dizer era uma versão sombria do próprio Bellor. Só que estava usando um manto sombrio, seus olhos era de uma coloração vermelha- olha o que você esta olhando-disse ele com uma risada sombria-ora eu sou você, ou melhor sou aquilo que você representa. Eu sou o rei sombrio, eu sou o servo das trevas, aquilo que os seus servos tanto temem.

-não, eu não sou você-disse o Bellor original.

-é claro que sou você-disse ele rindo.

-EU NÃO SOU-disse ele enquanto desembainhava sua espada e enfiava bem no coração de sua copia, que caiu em cima dele.

-s-sim-disse ele tossindo sangue- eu sou você, sou aquilo que você tem se tornado com suas escolhas, seus erros- a versão sombria deu uma risada nos últimos momentos da sua vida- sabe o que é pior? Você não vai ter nem redenção.

Bellor acordou tremendo, ele se sentou na sua cama, após um minuto ele percebeu que não estava sozinho no quarto.

-o que quem é... -tentou começar ele a gritar, mas uma mão parou em sua boca não deixando falar.

-você sempre, fez as coisas de modo imprudente e como uma criança mimada-disse a voz- mas você deveria ter pensado em ver se o mestre das cozinhas tinha filhos na cozinha antes de decapita-lo na presença dela toda.

Bellor sentiu uma faca em seu pescoço ele tentou mais uma vez gritar, mas não conseguiu.

-é melhor você não resistir meu rei. Se não sua morte sera muito pior, disse ele enquanto cortava a garganta de Bellor, espalhando seu sangue por toda cama-vou ficar com isso-disse o filho do mestre arrancando para si espada de vidrocadente na qual o pai havia sido assassinado-denomino ela death of kings-disse para Bellor que lutava para parar o sangramento com os resquícios de vida que sobrara dele. A ultima coisa que Bellor Froll viu foi sua espada indo em direção ao seu coração, então um vazio sem fim....



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