História As Crônicas do Filho da Lua - Capítulo 2


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Categorias The Elder Scrolls
Visualizações 60
Palavras 1.504
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Luta, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa Tarde/Noite/Dia para quem lê!
Trazendo aqui mais um capítulo e saberemos um pouco o motivo da ida de Naim para Falkreath.
Espero que gostem do capítulo.

Capítulo 2 - Um Estranho Pedido


Fanfic / Fanfiction As Crônicas do Filho da Lua - Capítulo 2 - Um Estranho Pedido

Naim ao caminhar em direção ao salão do Jarl, não pode deixar de notar o ar soturno que Falkreath carregava em suas ruas, a pequena cidade da província era cercada pela imensa floresta de pinheiros, as pessoas na cidade simplesmente pareciam todas abatidas e sem esperanças, aquele cenário de fato fez o caçador pensar duas vezes sobre prolongar sua estadia por ali. Em algumas ocasiões o rapaz pode notar uma ou outra pessoa tentando manter o seu negócio, viu um ferreiro afiando uma espada em sua forja e pensou sobre passar ali e talvez tentar usar a forja emprestada, ou até mesmo trabalhar com o ferreiro em troca de algumas moedas. As peles que o rapaz trazia consigo com toda certeza não iriam ajudar muito, mas provavelmente forneceriam uma cama na taberna da cidade, ao aproximar-se de uma construção em particular com bandeiras roxas penduradas com a imagem de um cervo, Naim logo chegou a conclusão que ali deveria ser o local onde o Jarl permanecia, estranhamente não viu nenhum guarda do lado de fora como o guarda o havia instruído anteriormente, olhou para ambos os lados desconfiado de que poderia ser alguma trama contra ele, e então constatou que parecia ser apenas sua impressão, girou a maçaneta da porta de madeira maciça e a abriu, assim revelando para os olhos do forasteiro um enorme salão com uma fogueira grande no centro, mais ao fundo um trono com uma figura solitária sentada olhando na direção da porta.

Naim adentrou o local com receio, olhou para os lados para ver se encontrava algum guarda, mas não havia ninguém além da figura nobre sentada no trono que ficava em frente a uma enorme cabeça de cervo pendurada na parede um pouco mais acima do local onde o trono se encontrava. O rapaz se aproximou da figura que lhe pareceu o Jarl e então fez uma espécie de sinal reverenciando a figura diante dele e em seguida se ajoelhou.

            “Não há motivos para tais cordialidades, somos só nós dois.” – disse o Jarl.

            “A-ah, claro! Eu sou Naim, o Caçador.” – disse Naim.

            “Eu estou ciente de quem você é! Mas não veio aqui para simplesmente me dizer seu nome, não é mesmo?” – disse o Jarl olhando Naim da cabeça aos pés.

            “Tens razão, meu senhor! Eu recebi a vossa carta, e estou interessado no trabalho mencionado pelo senhor.” – disse Naim mostrando tirando a carta de sua bolsa de couro.

            “Entendo. Muito bem, antes de mais nada gostaria de saber se posso confiar em você...” – disse o nobre desconfiado.

            “Eu não entendo, meu senhor! Se não confias em mim, por que então me chamastes?” – disse Naim um pouco confuso com a atitude do nobre.

            “Bem, em tempos como esses, onde há uma guerra civil em minha porta. Não posso deixar de ser cauteloso, e você só precisaria me fazer uma pequena coisa, nada que demande muito de ti.”

            “E o que eu deveria fazer pelo senhor?”

            “Traga-me uma garrafa de Hidromel dos Black-Briar.”

            “Que?” – indagou Naim completamente incrédulo com o pedido do Jarl.

            “Escute, mostre-me que é de confiança e me traga uma garrafa de Hidromel, bem simples. É pegar ou largar... Quando o fizer, conversaremos novamente.” – disse o nobre fazendo um gesto para que Naim se retirasse.

            Naim levantou-se e fez outra reverencia ao Jarl pouco antes de afastar-se do nobre. O pedido do Jarl lhe pareceu bem estranho, ou era aquilo mesmo que ele havia escutado a respeito do nobre durante sua viagem, mesmo assim ganhar a confiança do Jarl com uma mera garrafa de Hidromel lhe pareceu trivial demais. O rapaz continuou a pensar sobre o estranho pedido que lhe foi feito e imaginou que só poderia haver um local onde poderia conseguir a tal garrafa, e esse local seria a taberna da cidade, ele caminhou rapidamente até o centro da pequena estrada de pedra que percorria todo o vilarejo, e então viu uma placa com uma caneca talhada na madeira. “Ali deve ser a tal taberna!”, aproximou-se do local e viu a placa mais de perto. “Bebida do Homem Morto”, leu na placa, “Não poderia ser mais soturno...” pensou, viu uma mulher com um vestido verde e um avental branco por cima, notou que o vestido deixava a mostra as belas pernas da mulher que não fez nenhum rodeio em disfarçar o seu olhar de curiosidade para o rapaz recém-chegado, Naim aproximou-se da porta e podia ouvir de dentro do local o barulho de instrumentos de musica e o som de labaredas, antes mesmo de encostar na maçaneta para abrir a porta e entrar ouviu a mulher dizer “Pelos ossos de Shor! Finalmente um homem bonito em Skyrim!”, olhou para a mulher que o fitava e o media da cabeças aos pés, da mesma forma que o Jarl havia feito, porém ele claramente conseguia ver que havia muito desejo em seus olhos. Naim apenas agradeceu o cortejo e adentrou.

            Assim que entrou no local viu que havia de fato uma lareira improvisada no centro do estabelecimento, havia um rapaz loiro de cabelos compridos na altura dos ombros, com uma harpa em suas mãos, logo Naim concluiu que ele deveria ser algum bardo, olhou nas outras mesas e então viu que havia um homem de idade avançada comendo um pedaço de pão seco com um pouco de Hidromel, do outro lado do estabelecimento viu uma figura solitária observando tudo o que acontecia na taberna, Naim decidiu aproximar-se da mulher e então caminhou em sua direção.

            “Seja Bem-Vindo! Mas se ouviu alguma fofoca pelas ruas de Falkreath não se acanhe em me contar... Em que posso ajudá-lo?” – disse a mulher extremamente cordial.

            “Pode parecer estranho, mas você teria Hidromel dos Black-Briar?” – Naim perguntou um pouco acanhado.

            “Hum... Um gosto bem refinado... Temos sim...” – disse a jovem enquanto procurava pela garrafa nas prateleiras do balcão.

            “Aqui está!” – disse entregando a garrafa para Naim.

            “Quanto custa?” – perguntou antes de pegar a garrafa.

            “São 151 moedas de ouro” – disse olhando para o rapaz enquanto segurava a garrafa.

            “Por Talos! 151 moedas de ouro... Não tenho todo esse dinheiro comigo...” – disse o caçador extremamente impressionado.

            “Então o que desejas?” – disse a mulher incomodada com a reação do rapaz.

            “Bem, saberia me dizer se há alguém precisando de trabalho?” – perguntou para a mulher.

            “Bem, o Jarl colocou uma recompensa em quem trouxesse a cabeça do líder dos bandidos Ponta de Faca, ao norte da cidade.” – disse a jovem fazendo menção ao pôster no mural de tarefas próximo a porta da taberna.

            “Muito bem, partirei assim que eu tiver tudo o que eu preciso! Tem um quarto que possa alugar por alguns dias?” – disse o rapaz.

            “Isso depende, quantos dias pretende ficar?” – disse a jovem um pouco mal-humorada.

            “Tenho 63 moedas de ouro, acho que isso deve dar...” – o rapaz colocou seu pequeno saco de linho laranja cheio de moedas em cima do balcão.

            “Dará sim!” – disse a jovem sorrindo para Naim.

            “Narri! Narri!” – gritou a dona do local.

            “Para algumas pessoas ouro é tudo o que elas pensam!”, Naim pensou.

Repentinamente a mulher que havia cortejado Naim anteriormente reapareceu atrás do rapaz, perguntou o motivo pelo qual fora chamada ali e então a dona do estabelecimento olhou para Naim e disse para a jovem “Mostre o quarto para o nosso novo hóspede”, disse sorrindo para Naim e assim que o rapaz virou de costas olhando para a jovem ajudante, a dona do estabelecimento simplesmente fez um gesto mandando Narri adiantar-se e mostrar o local para o cliente. Narri guiou Naim até o quarto que estava com a porta aberta do lado direito do balcão, ao lado da porta do quarto havia uma enorme mesa cheia de pão, pedaços de pernil de veado ou coxas de coelho. Algumas pessoas estavam sentadas comendo, algo que Naim não havia notado no momento em que havia chegado. A jovem levou Naim até o quarto, lhe mostrando todo o cômodo.

            “Gostaria que lhe trouxesse alguma bebida?” – disse a jovem tentando mostrar-se prestativa.

            “Não, muito obrigado!” – disse Naim sorrindo para a jovem.

            “Gostaria que eu lhe ajudasse com algo?”

            “Bem, se quiser poderia me fazer uma visita mais tarde...” – Naim provocou a jovem ajudante.

            “Se isso realmente lhe agradar...” – Narri respondeu com um sorriso malicioso em seu rosto.

            “Então me encontre durante a madrugada, estarei a sua espera aqui mesmo.” – Naim lhe convidou enquanto olhava para a cama e voltou a olhar para a jovem com um olhar que devorava o corpo da moça mesmo toda vestida.

            “Como desejar...” – disse Narri enquanto virava-se de costas para o rapaz e então caminhou para fora do quarto.

            “Escuta garota!” – Naim tentou chamar a atenção de Narri.

            “Narri! Me chame de Narri!” disse a jovem.

            “Narri” – repetiu. “Saberia me informar se o ferreiro de vocês está precisando de um ajudante?”

            “Lod?! Raramente ele aceita ajudantes, mas se você tiver alguma experiencia talvez ele o aceite!” – a jovem olhou para o rapaz que havia deixado seu arco e sua aljava ao lado da cama.

            “Muito obrigado, Narri!” – agradeceu e sorriu para a jovem.

 



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