História As crônicas de Elenlindale - Capítulo 10


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Elfos, Fadas, Magos
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Palavras 1.280
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Canibalismo, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 10 - Minha losse


Fanfic / Fanfiction As crônicas de Elenlindale - Capítulo 10 - Minha losse

Raibyr POV  

 

       Fiquei muito aliviado, quando descobri que Aril estava bem, e na verdade quem tinha a puxado não iria nos fazer mal, embora a atitude deles não tenha sido das melhores. Inclusive renderia uma dor de cabeça enorme para Nieven quando acordasse. 

Ele chegou carregado no vilarejo, soubemos que havia levado uma pancada na cabeça. Achei bem feito depois do que ele fez no meu rosto. Eu não sou esse monstro que deseja o mal para as pessoas, mas antes de sentir pena eu tive que rir dele. Eu admiro o Nieven em algumas de suas atitudes, mas não quero dar motivos para que ele se gabe por aí, então...

 

      Um duende chamado Zimmo, nos recebeu e explicou a situação. Ficamos meio ariscos, mas logo aceitamos que estava tudo bem. Ele nos levou até a casa de outro duende e pediu para que nos arrumássemos para uma festa de recepção. O dono da casa nos levou até um dos quartos, deu roupas limpas, toalhas, disse que a banheira já estava cheia e depois saiu. 

 

- Ei - chamei Aril - Está tudo bem mesmo? - perguntei. 

 

- Está sim - disse ela, acariciando meu rosto. 

 

A puxei para mim pela mão que estava em meu rosto e a segurei pela cintura. 

 

- Você me assustou... - disse eu. 

 

- O quê? Raibyr, o elfo mais durão que conheço, se assustou? - zombou ela. 

 

- É sério. Não sei o que faria se te perdesse - respondi. 

 

Aril conseguia despertar o meu melhor lado, e todo meu amor para si. 

 

- Ah meu amor, sinto muito por isso. Mas agora está tudo bem! - disse ela, abraçando-me  e depois voltando para olhar em meus olhos - E você ainda diz que não vale a pena ser otimis... - Colei meus lábios aos dela, antes que ela terminasse de dizer a palavra.  

 

Nos beijamos lentamente. Ela acariciava meus cabelos e eu a puxava para cada vez mais perto de mim. Assim que paramos, ela me olhou nos olhos e disse: 

 

- Eu te amo - e então beijou minha cicatriz no rosto. Ela sempre fazia isso. Era o jeito dela de dizer que não se importava com aquilo, embora eu me importasse. 

 

- Eu te amo muito, Aril! - respondi sorrindo. 

 

Nos abraçamos de novo e ela disse que precisava de um banho. À soltei e joguei-me na cama, enquanto ela foi para o banheiro. 

 

    Aril demorou tanto, que quase caí no sono. Ela saiu de lá com a toalha enrolada no corpo e o cabelo molhado. Sentei na cama e fiquei admirando-a. Logo, ela ficou corada. 

 

- Vire-se, Raibyr! - advertiu-me. 

 

- Por quê? - perguntei,  fingindo não saber o motivo.

 

Ela pegou um jarro de porcelana que estava na prateleira ao lado e ameaçou jogar em mim. 

 

- Está bem, está bem! - respondi rindo, enquanto ficava de costas para ela. 

 

Assim que terminou de se vestir, ela disse que eu já podia me virar. 

Me levantei e comecei a tirar meus acessórios de luta, até sobrar só a camisa. Então tirei-a também. 

Aril estava parada olhando meu abdômen. Quando percebeu que eu a encarava, corou novamente e disfarçou. 

Fui até ela rindo, apertei sua bochecha e entrei no banheiro. 

Voltando para o quarto, Aril estava cochilando na cama. Não demorei tanto assim, mas acho que ela estava cansada. 

Me troquei e acordei-a para que pudéssemos ir. Encontramos Esyae, Qildor e Pyrder de frente o salão. Entramos juntos.

 

      As criaturas presentes nos cumprimentavam amigavelmente quando passávamos, e Qildor logo se sentiu à vontade para suas demonstrações de coragem e força. Simplesmente o ignoramos e continuamos andando. 

  Havia muita comida e música. Era um clima bom. Nos servimos e sentamos em uma mesa para esperar Nieven. 

  Depois de um tempo Pyrder foi até a mesa do banquete para se servir novamente, Esyae disse que não estava confortável para comemorações e foi para fora do salão. Logo depois, Nieven chegou. Conversamos e ele foi atrás de Esyae. 

 

    Zimmo chamou a atenção de todos para um pronunciamento, nos apresentou e disse mais alguma coisa que eu não  prestei atenção. 

Aril está tão linda, digo, ela é linda, mas hoje estava mais e eu ainda não tinha parado para perceber. 

Assim que ele terminou seu discurso, uma das fadas veio até a mesa e começou com uma conversa estranha de que Aril na verdade se chamava Maya. Depois se apresentou como  Íris e explicou que era sua mãe. 

   Senti meu coração acelerar. Aril sempre quis conhecer os pais biológicos, mas tinha medo de que não quisessem vê-la. E agora isso? Ambas choraram de emoção. 

Mas logo, Aril se revoltou e não quis falar com a mãe. Ela tinha seus motivos. 

   Depois de discutirem, Aril saiu nervosa para o outro lado do salão. Fui atrás dela. 

 

- Aril... - chamei. Ela mal podia falar. Estava chorando muito. Abracei-a - Está tudo bem, não precisa falar. 

 

- É só que... não entendo por que ela pensou que viver longe dela seria melhor - disse ela entre soluços.

 

Eu não sabia o que dizer, então apenas tentava fazer com que ela se acalmasse.

 

- Não quero mais ficar aqui - disse Aril, secando as lágrimas. 

 

- Tudo bem. Vamos... - disse eu entrelaçando nossos dedos e levando-a para a casa onde dormiríamos. Os outros se quer nos perceberam saindo. 

 

      Ela se sentou na cama e ficou olhando para o nada. Provavelmente não queria falar sobre isso. E eu não tocaria no assunto. 

 Mesmo estando longe, era possível ouvir a música. Tive a ideia de dançarmos, faria ela se sentir melhor. 

Estendi a mão em sua direção: 

 

- Me concede essa dança, minha lossë? - perguntei sorrindo. 

 

*Lossë= flor 

 

      Ela pegou minha mão e se levantou. Começamos a dançar, era uma música bem animada. Fiz algumas caretas enquanto dançava, para fazer com que ela risse. Aril gargalhou até não conseguir mais dançar. 

 

- Para, para! Minha barriga está doendo. - disse, com as mãos na barriga e um sorriso no rosto. 

 

- Essa é a Aril que eu conheço. - afirmei, pegando-a no colo e colocando-a de volta na cama. 

 

Sentei ao seu lado e segurei sua mão. 

 

- Eu te amo, e quero ver você feliz. Independente das escolhas que faça, estarei ao seu lado e prometo nunca te abandonar. Pode contar comigo para o que der e vier - disse eu.

 

Ela me olhou, com os olhos marejados, mas senti que dessa vez eram lágrimas de alegria. 

 

- Obrigada por tudo! Também te amo. Pode contar comigo sempre que precisar. - respondeu ela. 

 

Ficamos nos olhando nos olhos, até que as lágrimas dela sumissem. 

 

- Você é o amor da minha vida, Aril - contei. 

 

Ela não respondeu. Apenas me beijou. 

Segurava minha nuca como se sua vida dependesse daquilo. Eu correspondi o beijo e fiz com que ela se deitasse de forma que eu ficasse por cima dela. 

Deslizei uma das mãos sobre seu corpo. Respirava mais fundo a cada minuto, mas ela segurou minha mão. Paramos de nos beijar. 

 

- Algo errado? - perguntei. 

 

- Precisamos dormir, antes que dê meia-noite e viremos abóboras. - disse ela, com os olhos arregalados, fingindo estar preocupada. 

 

- Aaaaah Aril! - resmunguei, desapontado. 

 

Ela rolou para o canto da cama, e bateu uma das mãos no colchão, para que eu deitasse ao seu lado. Me deitei virado de frente para ela, que me olhava fixamente. Fiz bico, fingindo estar emburrado. 

 

- Desculpa, Ray Ray - disse ela rindo e apertando minha bochecha. 

 

- Tudo bem... tudo à seu tempo - respondi me conformando. 

 

Nos abraçamos.  E acariciei seu cabelo até que ela dormisse, depois dormi também.

 


Notas Finais


Obrigada por ler até aqui. Espero que tenha gostado! ❤️🧝🏽‍♀️


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