História As desvantagens de conhecer Kim Taehyung - Capítulo 22


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jungkook, Personagens Originais, V
Tags [taehyung!biased]
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Palavras 1.374
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Ficção Adolescente, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Meu senhor, que saudade que eu estava de escrever essa ff.
meu xodózinho

Paciencia comigo e com a transição que ela está passando
sz sz

Capítulo 22 - Coração de papel; apaixonado por um outro alguém


Fanfic / Fanfiction As desvantagens de conhecer Kim Taehyung - Capítulo 22 - Coração de papel; apaixonado por um outro alguém

Era tão estranho tê-lo de volta quanto foi dolorido perdê-lo. 

Na manhã seguinte, recebi uma mensagem esquisita pedindo para que eu fosse até a casa onde eu costumava morar. Não que fosse birra ou qualquer outra coisa, só que aquele lugar trazia sentimentos tão dolorosos que certamente eu não queria relembrar, mas infelizmente, ficar empacada não era algo muito maduro de se fazer.

 

Então eu fui.

 

A casa estava diferente, ligeiramente reformada. A roseira que antes ficava nos fundos, agora agraciava a vista de quem entrasse pela frente. Tão nostálgico que me causava tonturas. Era um baque tão forte de memórias que me atingiam freneticamente que parei um segundo para respirar. 

 

Definitivamente eu não sou boa com recordações fortes. 

 

A campainha foi tocada duas vezes e então, uma moça vestida com uniforme de empregada me recepcionou, pediu pra que eu esperasse na sala e então, saiu rumo ao segundo andar.

Por um momento quis ir até lá, mas depois do que havia acontecido, vagar livremente por um lar que já não era meu seria meio que uma invasão de propriedade. Me sentei apalpando meus cabelos desbotados tentando me lembrar qual tinha sido a última vez que eu o hidratara. Lembrei também da aposta um tanto indecente que eu fiz com Jeon.

 

"Se seu cabelo atingir a cintura eu te pago um oral" 

 

Gargalhei internamente, claro que não era esse o motivo pelo qual queria que meu cabelo voltasse a crescer, aliás, nem motivos tinham.

Tudo havia se tornado tão monótono, tão rotineiro. Nada mais de emoções bobas e nem borboletas no estômago. 

Pelo menos não até aquele momento. 

Não até vê-lo, depois de tanto tempo. 

Seus cabelos estavam compridos e loiros quase platinados, seu sorriso quadrado e doce quase enterrado, eu não o via mais. Um pouco mais magro talvez, mas com suas costumeiras curvas em algumas partes. Olhava-me tão friamente que eu pensei por um momento que ele não me reconhecesse mais.

Talvez eu mesma não me reconhecesse mais. 

Era tão melancólico, mesmo com aquele dia bonito e com as estações mudando, ainda sim, era tão triste que por pouco eu não suspirei cansada. Tão imparcial, fiquei triste.

- Taehyung-ssi. 

- Olá. 

Sua voz ainda me causava os mesmos arrepios, as mesmas sensações de posse. Céus... como eu pude pensar que ele não me tinha mais em mãos? 

- Foi você que me chamou?

- Não. - Suspirou fundo, parecia cansado. - Deve ter sido mamãe. 

- Achei que estivesse viajando.

- E estava, mas... Tive que voltar mais cedo. Assuntos pendentes, sabe? 

- Claro. 

Sua voz transbordava aquela cordialidade de sempre, mas tão friamente se dirigia a mim, como se nunca houvesse me conhecido, me amado ou... ou talvez ele nunca tivesse. 

- Vou chamá-la. 

Ele se virou e caminhou. E agindo tão rápido quantos meus pensamentos, minhas pernas traidoras correram até aquele que me tinha de corpo e alma. Envolvi meus braços em sua cintura enquanto ele permanecia de costas e o abracei, abracei tão forte que poderia morrer, senti seu perfume que agora parecia ainda mais convidativo. Seus músculos tencionaram sobre minhas mãos mas, ainda sim, ele permanecia imóvel. 

- O quê está fazendo? - perguntou num sussurro. 

- Não sei. Só... Precisava disso. 

E ao topo das escadas vi uma garota, tão bela que chegava a me enojar. Seus fios médios balançaram de cá pra lá e seu sorriso infantil a deixava com um olhar marcante. Bochechas rosadas e lábios vermelhos como um morango maduro. Fiquei feliz por não ser Lúcia, inconscientemente, mas fiquei. 

- Querido, viu minhas meias? - Sorriu delicada e ao me ver ficou surpresa, suas bochechas ruborizaram. - Oh, quem é ela?

Soltei meus braços e esperei que se virasse, mas ao contrário, ele caminhou até ela e segurou suas mãos pequenas. Senti meu estômago embrulhar.

- Querida, essa é minha irmã. Já falei sobre ela, se lembra?

Seu sorriso gentil se abriu e iluminou quase toda a sala. Quase enfartei quando a garota correu até mim, sem sapatos e apenas com uma meia nos pés, me abraçou tão apertado que era como se fossemos amigas há anos.

- Santo pudim de pão! Eu finalmente te conheci!

Taehyung depois de muito tempo sorriu ao ver a cena e mesmo não entendendo muito bem o que acontecia ali, retribui seu abraço.

- Annyeong...?

- Irene... Meu nome é Irene. - seus cabelos cheiravam à shampoo.

A garota puxava assuntos bobos como qual era minha cor favorita ou o doce mais doce que eu já tinha provado. O Kim permanecia parado no batente da porta nos olhando e de vez em quando, e quando eu retribuía esse olhar, ele desviava e coçava a garganta.

Tão estranho quanto perdê-lo foi tê-lo de volta.

Tudo tão cinza, opaco. Mesmo as rosas que deveriam estar brilhando com toda sua graciosidade estavam melancólicas.

Irene deu um beijo nos lábios de Taehyung e eu desviei o olhar, tentando não pensar em como eu era uma fracassada, quase inútil.

- Querida, pode chamar mamãe, por favor? 

A garota disse que sim e subiu correndo. Era tão estranho.

- Ela parece incrível. - Segredei meio internamente. 

- Irene? Sim. 

- Você à ama?

Taehyung suspirou alto tombando a cabeça pra trás, deslizou sua língua pelos lábios e praticamente se obrigava a desviar seu olhar do meu. Tão patético. 

- Possivelmente. 

- Hm,

O doloroso silêncio voltava a aparecer, até novamente ser quebrado por seu timbre rouco que tanto me causava pânico. 

- E Jeon? 

- O que tem? - dedilhei o sofá impaciente. 

- Vocês estão juntos? 

- Ah? Namorando?

- É, eu acho.

- Pra ser sincera nem eu mesma sei. - Seu suspiro parecia cansado. - Jeongguk é meu amigo e, por mais que seja gentil comigo, acho que nunca vai passar apenas de algo casual. 

O Kim parecia pensar, visto que suas expressões eram quase confusas.

- Sexo? É isso? 

Minha cabeça doeu com a pergunta completamente sem nexo do mais velho, doeu tanto que eu tive que voltar a me sentar e lhe lançar o pior olhar reprovador que eu tinha. - Que merda de pergunta é essa, Kim?

- Apenas curiosidade.

- Está sendo evasivo demais.

- Desde quando me chama de Kim, garotinha? 

Era difícil ter que controlar as lágrimas que queriam escorrer sem permissão, mas claro, eu seria mais forte que um sentimento idiota. Esse apelido idiota, esse garoto idiota.

- T-Taehyung... - Essa droga de voz idiota que falha quando eu preciso que funcione. - Por favor, não me chame assim. Não somos mais adolescentes e, muito menos nutrimos algum tipo de intimidade um pelo outro. Sua namorada está aqui perto, seja menos imprudente!

- Imprudente? Huh? De te chamar assim? - O canto de sua boca subiu discretamente num sorriso ladino. - O que tem demais em chamar minha irmãzinha assim? - Sua ênfase na palavra que eu tanto detestava fez meus olhos se encherem de lágrimas, quis fugir de tudo que me ligava a ele. – Você gostava quando eu te chamava assim... Ficava tão... - sua voz ficava um tom mais baixo a cada palavra que deslizava por seus lábios. - Manhosinha...

Aquilo foi a gota d'água e eu já não aguentava mais seus joguinhos. Machucava, muito. Um ato impulsivo foi dado assim que eu caminhei em sua direção e soquei seu rosto com a maior força que eu não fazia ideia que existia. 

- Seu bastardo repulsivo! Fique longe de mim, Kim Taehyung. - Aquele sorriso debochado não existia mais, assim como minha capacidade de segurar as porcarias das lágrimas.  - Você é tão...Eu tenho nojo de ter te conhecido, nojo de ter dormido com você e, com toda a certeza, vou passar os restos dos meus dias me arrependendo por ter deixado você entrar na merda da minha vida. 

Eu queria poder chorar por quatro estações, talvez até a que todo a água de meu corpo se esvaísse e eu pudesse dormir sem nunca mais acordar. 

Todo o amor que eu nutri durante todo esse tempo se transformou naquilo que eu nunca quis sentir, tudo aquilo que eu fingi sentir, mas que era tão falso.  

 

 

 

 

 

Agora, verdadeiramente e de todo meu coração... Eu odiava e odeio com todas minhas forças, Kim Taehyung.



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