História As Desventuras de Oh Sehun - Capítulo 13


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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Kai, Kris Wu, Personagens Originais, Sehun, Tao, Xiumin
Tags Baeksoo, Jongin, Kaihun, Psycho Kim, Sehun, Sekai
Visualizações 97
Palavras 2.924
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fluffy, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Exatamente uma semana e aqui estou eu, again.
Olá pra vocês! Estou bem feliz de conseguir voltar certinho dessa vez, mesmo que eu não garanta a próxima semana gfndjklmwlk
Com as aulas voltando e o desespero que minha coordenadora implantou em mim hoje, não tenho certeza de mais nada
Mas enfim né, a gente tenta
estou bem felizinea com esse capítulo até
Além de ter sido maiorzinho que o outro, também gostei do resultado e pra onde as coisas estão rumando
NÃO PENSEM QUE ACABA POR AÍ
fdnfcodsjkjdcnsdjkxlkdsm
Afinal, tem muita coisa a ser resolvida
Só espero que eu não estenda muito, pra n ficar cansativo ;;;;;
Vou dar o meu melhor

Enfim, sem mais ladainha minha
Espero que gostem desse capítulo

E pessoal, me desculpa por não ter respondido direito os comentários dos últimos capítulos, eu ainda vou tirar um tempo pra entrar e ir respondendo, pq eu respondi uns e outros não
eu não passo muito tempo no Spirit e tento enfiar o mundo em 24h sempre, do mais banal ao mais importante
Me perdoem
Mas eu vou responder tudo
E é isso
Sejam felizes <3

Capítulo 13 - Doze; Eles só me deixam louco


 

Bem, eu gostaria de poder dizer que eu peguei a dica do Minseok, sai de casa no mesmo dia, transformei em realidade e nesse capítulo de hoje eu sou realizado, feliz, assumido, e que eu e Jongin tivemos seis filhinhos e depois nos separamos.

 

Mas bem… Não foi bem assim. Acreditem, eu consigo ser bem cabeça dura quando eu quero. E digamos que eu simplesmente sumi da casa de Jeongyeon e crio desculpas para não me encontrar pessoalmente com qualquer integrante da família Kim, tirando às vezes em que Jeongyeon foi atrás de mim em minha toca.

 

Ou seja, eu não vi mais o Jongin. De verdade. Eu mal estava conversando com os meus amigos direito aqueles dias, porque o meu trabalho estava me apertando mais do que eu imaginava e eram incontáveis as vezes que chegava mais cedo ou saía mais tarde. Foi em uma dessas que eu troquei mais uns amassos com o Yixing em um dos corredores. Só pra depois me sentir um safado, piranha.

 

Especificamente naquele momento, eu meio que já tinha deixado de lado os meus problemas e estava tendo um dia bem tranquilo e dentro do normal, fazendo a minha pausa do café com uns minutos a mais graças a Yumi. Ela estava me atualizando de tudo que andava acontecendo pela empresa nas últimas semanas, já que eu estava tão aéreo com minhas coisas que não fiquei sabendo das fofocas.

 

— E agora todo mundo suspeita que ela esteja grávida, né.

 

— Mas ele não tem esposa? — Perguntei, chocado. Não éramos só nós, meros peões, os safados daquela empresa.

 

— Ele tem, mas ninguém mandou eles mandarem ver na sala dela. É isso que dá ter status e sala privativa. A diretora tá um porre esses dias. Ela sabe que todo mundo tá falando dela.

 

E eu, como sempre, ficava chocado com as noticias.

 

— Ah, eu quase esqueci… Estão falando de você também, Hun.

 

Ergui o cenho, surpreso. Aquilo sim não era algo muito comum.

 

— E o que tem eu?

 

— Tem gente falando que agora você é… Bem…

 

— O quê?

 

— O ficante do chefe, Hunni.

 

Pela forma que eu conhecia as pessoas do meu serviço, imagino que as palavras usadas não tenham sido exatamente aquelas.

 

Porém, apesar de não ser algo legal para que espalhassem por aí, dei um sorriso. Não era tão longe assim da realidade.

 

— Eu peguei ele sim, se quer saber. — admitiu para Yumi, que deu um sorrisinho cheio de segundas intenções. — Mas sinceramente falando, eu tô começando a querer cortar essa coisa.

 

— Mas ué, por quê? O Yixing é um pitéu.

 

— Fica com ele você então. — sugeri, tomando mais um golinho do meu café na hora. Naja faz assim. — Eu só não tô mais com vontade de ficar me esfregando com ele. Ai, sei lá.

 

— Ainda é por causa do Yifan?

 

Na mesma hora, chacoalhei a cabeça e quase a chamei de louca. Aquilo ali pra mim era página virada, bem virada, lá nas primeiras folhas enquanto eu tava nos últimos capítulos. Deus me dibre.

 

Na verdade, nem eu sabia explicar o negócio com o Yixing. Foi emocionante ficar com ele nas primeiras vezes, aquela coisa de ele ser meu chefe, bonito, de termos que fazer tudo escondido. Porém, não sei exatamente porque, o Yixing perdeu a graça. O fato de estarmos casualmente juntos aqui e ali não me empolgava mais.

 

— Então você gosta de outra pessoa agora?

 

— Eu? Não. Não, claro que não. Eu só… Não?

 

— Iih, Sehun. Você é muito complicado, viu. Se gosta, gosta logo. Para de se esfregar no Yixing e faz a mesma coisa que fez com o YiFan, fala tudo logo.

 

— Pra quebrar a minha cara de novo?

 

— Pelo menos não vai ficar na dúvida.

 

Bufei e cruzei os braços, exatamente como uma criança faria. Me recusava a aceitar que talvez, e é bem um talvez mesmo viu, eu tivesse alguma coisa com aquele moreno lindo Kim.

 

Eu só queria deixar pra lá, porque quando chega em relacionamentos que passam de só um beijinhos, eu sou um desastre.

 

— Você nem pode falar nada de mim, Yumi! Já tá insistindo naquele cara da contabilidade há meses.

 

— Mas meu caso é diferente, meu querido. Kim Namjoon não tá comigo ainda porque ele está negando o destino e nossa evidente química. E porque ele tem medo que a filha dele veja outra mulher na casa dele, que eu sei.

 

Kim Namjoon era o carinha que Yumi gostava, talvez desde o momento que ela entrou nessa empresa. Fiquei sabendo que ela é bem direta no que pensa e ele sabe bem que ela gosta dele, mas não faz nada em relação a isso e ainda banca o bobo, ignorando completamente as investidas dela.

 

Pessoalmente falando, eu não gostava muito de falar com aquele cara não, tudo isso porque eu me sentia muito burro. Ele é aquele tipo de pessoa que é altamente inteligente com qualquer coisa e eu acabava me envergonhando. Mas era o tipo de Yumi, que apesar de ter a fama do estereótipo “loira linda e burra” por aí, era bem diferente do que as pessoas imaginavam. Eu sei disso porque matava mais tempo que os outros ali, jogando papo fora com ela. E também porque qualquer pessoa que mantivesse um papo com o Kim por muito tempo sobre as doideiras dele era um gênio pra mim.

 

— Olha, eu tenho que voltar pro meu trabalho e você também, mas segue meu conselho: Se você não quer o nosso chefe bonitão mais, fala logo pra ele. Aí depois você vai atrás desse boy novo aí e manda o papo pra ele: “Vai ou racha?”. Se ele não for, você racha. To achando que vou fazer isso também. O Namjoon lesa demais pra isso. Mas que eu ainda vou pegar ele, ah, se eu pego.

 

— Menina, você é uma depravada! Meu Deus, eu tô indo. Visite um padre, eu vou orar por você. — falei, deixando a menina dentro da salinha rindo e voltando pra minha mesa.

 

E eu mantive meu ritmo de trabalho, pensando na nossa conversa. Parecia que o cosmos estava me encaminhando todo em uma só direção. Não tinha muito como eu lutar contra isso mais e só ficar parado. Então aproveitei quando ninguém estava olhando e, discretamente, mandei mensagem para o número recém adicionado de Zhang Yixing.


 

Me encontra na lanchonete da esquina aqui,

meia hora depois do fim do expediente.

Eu preciso falar com você.


 

E me senti um pouco mais leve no resto do expediente, sabendo que eu iria conseguir resolver as coisas logo. É claro, sem ter noção do grau que as coisas iriam tomar. Mas a gente do segue o bonde, não é mesmo?

 

De acordo com o horário marcado, lá estava eu na tal lanchonete, esperando por Yixing. E não demorou muito até que o dito cujo aparecesse, com um sorriso abusado. É claro que ele não esperava o tipo de assunto que eu tinha pra falar.

 

— Se formos nos encontrar do lado de fora, poderia ser na minha casa…

 

— Não é um encontro exatamente, senhor Yixing. — falei inicialmente, me remexendo nervoso na cadeira.

 

A pior parte de pegar o seu chefe é o depois. Porque eu não sabia o que a minha dispensa ia causar, se ele ficaria bravo comigo, ou, de verdade, se aquilo tornaria a mim, uma pessoa desempregada.

 

Então eu acabei deixando Yixing viajar um pouco. Acho que na verdade ele só tinha uma tara em ter caso com alguém do trabalho mesmo, pois sugeria coisas absurdas.

 

— Senhor Yixing, eu…

 

— Hm?

 

Então algo interrompeu a minha linha de raciocínio - que já havia sido conquistada com muito custo.

 

Porque de todas as pessoas do mundo pra cruzarem o meu caminho naquele dia e naquele momento, de todo mundo nesse universo, quem entrou na lanchonete foi Kim Jongin. O que sinceramente me fez acreditar que, de alguma forma, era o destino me testando a todo momento, rindo na minha cara e perguntando “Ah, mas você quer fugir?”.

 

Dei um suspiro pesado e notei que ele então havia me visto ali. Diferente do que eu imaginei, porém, ele me ignorou completamente. Continuou o seu caminho para o balcão para fazer o seu pedido, e eu fiquei ali com cara de tacho, encarando as costas do Kim e fazendo com que Yixing tivesse que me chamar a atenção.

 

— Você começou a falar e não terminou. — Ele disse. Aparentemente estava começando a ficar um pouco irritado com a minha enrolação, então respirei fundo e comecei a falar.

 

— Eu acho que a gente devia parar por aqui, Yixing.

 

— Você diz, se encontrar só na empresa? Se ir além não é legal pra você…

 

— Eu quero dizer pararmos com tudo. Eu não acho que o que estamos fazendo é legal, na verdade. Não pra mim. — expliquei, mordendo o lábio inferior. — As pessoas lá já estão falando. Eu não sei você, mas eu sempre me orgulhei de conseguir as minhas coisas pelo meu próprio esforço. Se eu conseguir qualquer tipo de coisa ali agora, vão dizer que é porque eu estou saindo com você e…

 

— E daí? Todo mundo aproveita as oportunidades que a vida dá. Se o seu interesse é um cargo, eu posso dar isso pra você.

 

Eu o encarei sem acreditar.

 

— Acho que você não entendeu, não é? Parece que eu estou me prostituindo, Senhor Yixing. E mesmo que eu saiba que não é bem assim, eu prezo pelo meu serviço. Sem contar que, além disso, eu acho que já não tenho mais tanto interesse.

 

— Está querendo dar pra outra pessoa então?

 

— … Excuse me?

 

— Está me deixando mais pro lado porque quer trocar de macho. Eu entendo, Sehun. Gente como você… Não é como se estivessem de todo errados na empresa, nem toda fofoca é só fofoca.

 

Pisquei algumas vezes, tentando entender que merda estava acontecendo ali. Ele sempre era bem gentil, safado, mas gentil. Reconhecia que eu era um funcionário bom e nunca, nunca, duvidou do meu caráter. Mas parece que a gente nunca vê todas as faces de uma pessoa mesmo. É só pisar no calo dela.

 

— Escuta, eu não vou ficar aqui rebatendo o seu ego de macho escroto. Eu só não quero mais te ver, beleza? Não como Yixing, ou ficante, ou sei lá, o que, só como o meu chefe, que era como você deveria ter se portado desde o início, ao invés de dar em cima do seu funcionário.

 

— E você odiou, é claro, não é? — ele disse, rindo baixo. A cara linda a qual eu beijava até dias atrás me dava vontade de socar agora. — Não sei se eu sinto vontade de te ver mesmo no trabalho. Não quero sair no corredor e dar de cara com um prostituto.

 

Foi quando eu não me aguentei e dei na cara dele, um tapão bem estalado. E eu senti a ira vindo enquanto ele se levantava, mas parece que um anjo salvador veio me salvar. De novo.

 

O Jongin sempre aparecia quando eu precisava. Acho que ele era o Super Homem e eu a Louis Lane. Ah não, credo. Eu não gosto de Super Homem. Ele era o Iron Man e eu era a Pepper Potts - que era suficiente por mim mesmo também, mas às vezes precisava de uma mãozinha.

 

Se bem que ela não faz metade das merdas que eu consigo fazer. Enfim, Jongin estava lá.

 

Colocou uma bandeja de coisas em cima da mesa e olhou para mim e para Yixing, que estava em pé.

 

— Olá. Querem companhia? — Perguntou, sentando-se à mesa ao meu lado. Olhei pra ele como se estivesse maluco. Yixing estreitou os olhos.

 

— Eu conheço você… Kim Jongin, não é mesmo? — Yixing mudou seu semblante para um sorriso maldoso. — O tão famoso herdeiro dos Kim que não deseja a empresa dos pais. Prefere que a irmã mais nova faça o trabalho sujo.

 

— E eu conheço você. Zhang Yixing, um dos peões que trabalham em uma das empresas que pertencem ao meu pai.

 

— Eu não sou peão!

 

— Bem, você pode ser demitido a qualquer momento, então é sim. Eu também sou. E o Sehun. — Jongin concluiu, adicionando açúcar em uma xícara de café, que em nada combinava com as batatinhas da bandeja. — Então eu não sei porque está se sentindo superior aqui, de alguma forma.

 

— Meus assuntos são com Oh Sehun. Moleque.

 

— Sehun?

 

— Hm? — respondi, meio incerto. Jongin parecia sério demais. Não sei quanto ele ouviu ou se ouviu  alguma coisa, então não fazia ideia do que pensava de mim naquele momento.

 

— Ainda tem algum assunto a tratar com esse senhor?

 

— … Não. Nós já conversamos tudo que tínhamos pra conversar.

 

— Lamento, Senhor Zhang, acho que ele não tá afim de conversar.

 

Eu não sei se algum de vocês já testemunhou alguma cena dessa, mas eu me arrepiava dos pés a cabeça. Primeiro porque, Jesus Cristo, a coisa mais sexy que existia nesse mundo era Kim Jongin com aquelas expressões. Era desafiador, debochado, mas também bem sério. Tudo que eu quero de presente de Natal, embalado bem bonitinho, é um homem desse.

 

Outra também é que eu estava meio nervoso né, porque quase podia sentir as faíscas no ar. E se aquilo não era irritação extrema, eu não sei o que era.

 

— Tudo bem. Vejo que você resolveu acertar um pouco mais alto, Sehun. Com um corpo como o seu, eu também me venderia pra um cara com berço de ouro. Espero que aproveite, Jongin, o Sehun é realmente delicioso. Eu estou de prova.

 

Aí, Deus. Pronto. Sabe quando você sente aquele clique chegando? Acreditem mano, não é nada legal. Pra quem tá lendo isso numa história, é emocionante e você pensa “Ah, que bonito, olha lá, ele defendendo a pessoa X”.


Mas rebobinando esse momento pra vocês: Eu entrei em desespero. O Jongin levantou-se e foi pra cima de Yixing, conseguindo acertar um soco de primeira. Mas aí o outro levantou e eles começaram a se engalfinhar no chão enquanto eu botava a mão na cabeça e gritava coisas desconexas, tipo “Caralho, não!”, “Para com isso”, “Minha mãe vai me matar”, “Puta que pariu” e “Alguém acode aqui”.

 

Com a ajuda do pessoal da lanchonete, consegui separar os dois, puxando Jongin comigo e deixando o moço levar Yixing pra longe. Quando fez menção de levar Jongin também, acabei intercedendo.

 

— Escuta moço, a culpa não é dele. Ele só tava se protegendo.

 

— Todo mundo viu quem deu o primeiro soco, mocinho.

 

E então nós fomos expulsos. E o Jongin ainda teve que pagar pelo lanche dele e o vaso quebrado, que caiu quando a mesa em que estávamos tombou. Eu estava irritado. E eu queria bater nele por causar confusão daquele jeito, mas quando olhei pro rosto dele, não consegui.

 

Afinal, ele tinha entrado numa briga por minha causa mesmo. E suas condições não estavam lá muito boas. Ele bateu, mas também apanhou. Até eu tinha levado alguns, então estava meio tonto e sentia que ia acordar dolorido depois.

 

Como ele insistiu que não queria de forma alguma ir em um médico por causa de uma coisa boba, eu quebrei o meu pacto e então fui com ele até a casa dos Kim, onde aparentemente ele queria dormir pelo resto do dia, mas eu insisti em perguntar sobre o kit de primeiros socorros. Meu serviço meio que havia oferecido um curso para todos os funcionários há algum tempo atrás, e como além de trabalhar ali eu era um desocupado na vida, sem faculdade e essas coisas, resolvi aceitar. Era de graça mesmo.

 

Isso ajudou a limpar o pouco sangue com cuidado em seu rosto e também fazer alguns curativos. Depois fui até a cozinha e fiz um chá de camomila (tinha chá de tudo ali mesmo, casa de gente rica é assim), dando um pouco para ele, que fez uma careta.

 

— Eu não tomo chá.

 

— Mas vai tomar esse. — Insisti, empurrando a xícara de volta. — Vai ser bom pra acalmar os ânimos, você vai descansar melhor. E camomila também é um ótimo relaxante muscular.

 

— Como você sabe disso?

 

— Vi na internet. Vejo tudo na internet. Agora toma esse chá.

 

Jongin riu e então tomou um gole, dessa vez sem mais caretas. Essas pessoas que gostam de café, não sabem o que estão perdendo por não tomarem chá ao invés de café. É muito melhor.

 

— Obrigado. — falei baixo, sem o olhar direito. — Por me ajudar com o babaca lá.

 

— Sempre à disposição.

 

— O que estava fazendo lá?

 

— Passeando…

 

— Ah. Estava meio longe de casa.

 

— Eu gosto daquela lanchonete. A visão é bonita.

 

Franzi o cenho. Não costumava muito ir até ali. Geralmente, tanto eu quanto os funcionários da empresa, gostávamos de ir em uma lanchonete do outro lado da rua, um pouco mais perto da empresa também.

 

Mas a visão das duas era só a rua abarrotada de carros e prédios comerciais.

 

— Você vai sempre ali? — perguntei também, começando a ligar alguns pontinhos na minha cabeça. Meu raciocínio sempre ia muito longe.

 

— … Vou sim.

 

— Gosta de observar outros clientes?

 

— Só alguns.

 

— Foi assim que você me achou, não foi?

 

Ele não respondeu. Mas também nem precisava. Aos poucos, depois de tanta cilada atrás de cilada, eu percebi naquele momento que eu entendia Jongin muito bem. Que ele se constrangia mais fácil que eu se calava quando isso acontecia. Que ele não conseguia me olhar nos olhos direito, nunca conseguia. E como ele apertava os lábios quando estava ansioso.

 

Ah, como eu odeio a Jungyeon.

 

Graças a ela, naquele momento eu tinha que finalmente admitir que era muito possível que eu sentisse alguma coisa pelo irmão dela.

 


Notas Finais


E até o próximo capítulo! Juro que sem corte de cena no próximo cuidfnmsklms


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