História As Difíceis Escolhas de Ahra (Jimin e Taehyung) - Capítulo 26


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Taehyung (V), Park Jimin (Jimin)
Visualizações 132
Palavras 2.239
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olás, pessoas.
Pode ser que hajam mais dias entre uma postagem e outra. A vida anda corrida, espero que entendam!

Boa leitura!
E continuem comentando, por favor!

Capítulo 26 - Isso é como a felicidade se parece, certo? (Taehyung P.O.V)


Eu não podia estar mais feliz! Tinha passado um dia inteiro com Mi-cha e, embora a atenção dela se voltasse de vez em quando para Jimin, aquele dia tinha sido definitivamente meu. Meu e de meus pais, mas praticamente meu.

Mi-cha tinha viajado tranquilamente comigo. Ela deu um ou outro choramingo perguntando pela mãe, é verdade, mas depois que falei em uma voz alegre e carinhosa de que veríamos a mamãe em breve, ela se acalmou e continuou cantarolando a música infantil que fiz questão de colocar para que ela pudesse ficar ainda mais tranquila.

Mesmo que o clima tenha sido tenso do início ao fim da visita, com Jimin visivelmente controlando e suprimindo todo e qualquer comentário mais ácido e até mesmo me evitando olhar diretamente em alguns momentos e só o fazendo quando queria prestar atenção em Mi-cha, tudo tinha corrido extremamente bem.

Eu fiquei um pouco envergonhado, contudo, com meus pais. Não com meu pai, na verdade, que parecia tentar se adaptar à realidade de Mi-cha e de Ahra (que não era absolutamente em nada parecida com a dele), sendo o mais acessível e carinhoso possível.

Mas minha mãe... O exagero daquele quarto era absurdo. Não podia sequer culpar Ahra por ter congelado, como eu, diante daquilo. Além disso, tudo passava por cima da espécie de criação que Ahra queria incutir na pequena: sem exageros e sem coisas desnecessárias. Acabei tendo uma longa conversa com minha mãe no domingo e descartei boa parte do que ela havia colocado no quarto, mas deixando os que Mi-cha havia gostado mais. Meu pai, pela terceira vez desde o início da história da gravidez, havia concordado categoricamente comigo e aquilo me aliviou e quase me comoveu.

É claro que tivemos que contar da nossa decisão para a assistente social, pois não queríamos que, em caso de uma segunda visita, ela realmente achasse que tínhamos montado um cenário em que daríamos vários brinquedos para Mi-cha apenas em sua presença, tirando boa parte no instante seguinte. Ahra também explicou para ela o motivo da decisão e ela, ouvindo atentamente, apenas concordou com a cabeça.

Mi-cha pareceu bastante entretida e feliz com toda a visita. No passeio que fizemos com os meus pais ao redor da propriedade ela nunca sabia para onde exatamente apontar, mas sempre me buscava com os olhinhos para saber se eu estava por perto.

Eu queria muito saber o que podia se passar na cabecinha dela, mas agradecia imensuravelmente por seu amor e seu carinho ter se estendido a mim de forma tão rápida e natural. Ela gostava de mim e se sentia confortável comigo e isso era muito mais do que eu sequer tinha chegado a imaginar quando quis me reaproximar. Eu estava feliz com a minha decisão de me incluir na vida dela e odiava que eu tivesse sido tão ridículo e perdido tanto tempo ao lado da pequena.

Meu pai parecia uma criança também. Parecia tão orgulhoso da própria neta, mesmo que ela ainda não fizesse nada extraordinário. O sorriso em seu rosto, contudo, se alargava constantemente ao brincar com a pequena e aquilo me trouxe ainda mais conforto. É claro que ele ainda me odiava, mas não parecia haver espaço para nossas brigas quando estávamos tão voltados para Mi-cha.

Minha mãe também estava radiante. Era como se ela, finalmente, tivesse tido a menininha que sempre sonhara. As vezes ela não se aguentava de ficar muito longe de Mi-cha, nos seguindo prontamente e pegando a pequena no colo quando considerava que eu já estava a tempo demais com ela.

Tudo era acompanhado de perto pela senhora Gung.

Quando voltamos para casa, nos reunimos com Ahra e Jimin na sala. Mi-cha, prontamente, contou tudo o que tínhamos visto, ao menos imagino que era aquilo que sua fala corrida e embolada significava. Ahra e Jimin sorriam com ternura para a pequena, fingindo entender tudo o que ela dizia e lhe dando carinho e abraços apertados. Mas no fim, Mi-cha dormiu em meu colo depois de correr em minha direção e se acomodar em meus braços, exatamente como tinha feito na última vez que a tinha visto na casa de Ahra.

Depois de coloca-la para dormir no berço, voltei para a sala e meus pais conversavam com os dois visitantes. Só naquele momento, então, senti o embaraço de toda a situação. Até então minha atenção estava completamente voltada para Mi-cha, mas naquele instante não havia mais nada para me distrair ou tirar a minha atenção do fato de que Ahra estava na casa dos meus pais juntamente com o seu namorado (a quem minha filha chamava de pai).

A par de toda a situação desconfortável, me entristeci. Queria conversar com Ahra, qualquer tipo de conversa envolvendo nossa filha, mas... Não daquela forma. Não com o namorado me analisando de vez em quando ou respondendo as perguntas quando Ahra o incluía na conversa, não com meus pais em volta, também interessados em saber de todos os horários e rotinas de Mi-cha e, muito menos, com uma assistente social que avaliava a possibilidade de eu assumir ou não, definitivamente, o direito de estar perto de minha filha.

O ambiente era quase sufocante nesse sentido, ainda mais quando eu ainda tinha todos aqueles pensamentos esquisitos em relação a Ahra. Eu não a amava, achava que não, mas... Ela me causava um impacto muito maior do que o que eu tinha previsto com a reaproximação. Ahra era uma mulher incrível e eu não podia fazer nada a não ser me arrepender por tê-la perdido. E esse era um pensamento um tanto ridículo, ainda mais quando Gi, uma parte da minha vida que parecia quase completamente desligada do drama que envolvia Ahra e Mi-cha, aparecia em minha mente.

É... Eu era, provavelmente, o cara mais feliz por estar tendo a chance de ficar perto de Mi-cha e de conseguir que a pequena me conhecesse mais do que um cara estranho que a visitava de vez em quando, podendo me tornar um pai para ela.

Além disso, uma outra área da minha vida tinha melhorado, em muito, na última semana.

Eu tinha voltado a achar graça no sexo! Eu e Gi tínhamos transado depois, na mesma noite em que lhe dei o oral, e tinha sido igualmente ótimo. Ela era de uma avidez sexual que eu não tinha conhecido até então, parecia não precisar sequer de segundos para voltar com toda a força e vontade para mais um round sexual e eu, embora com uma certa dificuldade, consegui acompanha-la satisfatoriamente, eu acreditava.

E eu não estava mais apenas fazendo sexo oral para não decepcionar minha parceira. Não! Eu estava realmente participando de todo o ato sexual. E gostava daquilo como há muito não acontecia.

Depois do dia do oral, contudo, voltamos a ser apenas Gi e Taehyung, a dupla de uma matéria qualquer na faculdade. E aquilo me excitava ainda mais! Eu tinha certeza que ninguém imaginava o que estava acontecendo entre a gente, principalmente porque Gi continuava não me dando atenção nenhuma digna de nota em nossas aulas e nos nossos estudos (que continuaram) na biblioteca.

Mas quando ficávamos sozinhos, quando saíamos do campus da universidade para comprar alguma comida e voltarmos para os estudos, ou quando eu aparecia em seu dormitório quando ela me dizia que Choo não estava lá, tudo era diferente.

Não transamos de novo. Incrível, certo? Mas embora ela definitivamente me excitasse sexualmente, não era isso que me fazia literalmente implorar e me deixar ficar junto dela. Era porque Gi era carinhosa, do seu próprio jeito, mas carinhosa. E eu posso dar um exemplo.

Na sexta-feira, um dia antes da primeira visita de Mi-cha à casa dos meus pais, eu estava nervoso. Não quis sair para beber e nem para a festa que Doyun havia me convidado. A ansiedade me atingia em ondas constantes e as vezes desesperadoras e quando eu já pesquisava, literalmente, na internet o procedimento para realizar meditação (e ver se me acalmava de alguma forma), Gi me mandou uma mensagem perguntando o que eu estava fazendo. Respondi imediatamente que nada e ela disse que iria começar a assistir um musical no dormitório dela e que, se eu não estivesse fazendo nada interessante, eu podia aparecer por lá.

Corri no mesmo instante para o seu prédio.

Quando Gi me atendeu eu entrei imediatamente, pois ela se afastara em direção aonde sua sala ficava. Eu a segui, observando suas pernas no short curto (que me possibilitava ver literalmente as bandas de suas nádegas) e uma camiseta larga (ambas as peças igualmente puídas), até que ela se sentou no sofá menor, se inclinando para a mesinha de centro e me mostrando a pizza que havia pedido.

– Nossa. – Exclamei assim que me espremi no sofá com Gi, também me inclinando para frente e pegando um dos pedaços gordurosos de pizza em minha mão e o levando imediatamente para a boca, mordendo um pedaço grande enquanto observava Gi se acomodar ao meu lado depois de ter o espaço reduzido.

– Incrivelmente educado. – Ela comentou sarcástica, me observando comer sofregamente enquanto pegava o controle da televisão. – Você sabe que já passou da puberdade, certo? Não precisa mais de tanta comida para o seu desenvolvimento.

Eu estava ocupado demais terminando de mastigar o que eu tinha abocanhado novamente.

– Está ansioso? – Ela perguntou calmamente e eu confirmei com a cabeça prontamente. Gi suspirou pesadamente e flexionou os pés no sofá. Eu observava suas pernas no processo, enquanto mordia mais um pedaço de pizza. – Descontar na comida não é a solução. – Ela respondeu e eu soltei uma risada baixa.

– Eu sei, mas não posso evitar... – Respondi lhe lançando um olhar culpado, me inclinando para a frente e pegando um dos refrigerantes depositado na mesinha. – Você quer um também?

No meio do filme (que eu não conseguia acompanhar por estar nervoso demais), envolvi meu braço nos ombros de Gi, que me lançou apenas um sorriso e um olhar enviesado, mas se deixou ficar em meu braço como se não houvesse nada mais natural.

Potencialmente perigoso, certo? Eu tinha transado com Gi duas vezes e já passava meu braço ocasionalmente por sobre seu ombro. O próximo passo ridículo seria começar uma sessão de carinhos, não é? Nada mais desesperador e humilhante do que uma sessão de carinhos com uma amiga com quem você tinha feito sexo casual.

Mas foi exatamente isso que aconteceu.

Afundei meu rosto nos cabelos de Gi, os cheirando e deixando que eles acariciassem o meu rosto, enquanto minhas mãos passeavam pela lateral do corpo de Gi em um carinho inocente. Realmente inocente. Eu não apertava seus peitos e nem sua bunda ou qualquer outra parte inapropriada. Apenas acariciava seu corpo com carinho.

– Está tão ansioso assim com a visita? – Ela perguntou depois de abaixar o volume do filme. Sua voz soou perto do meu ouvido e eu ergui meu rosto para ela, observando o olhar doce que me dava. Meu estômago deu uma volta completa.

– Estou. – Respondi, subindo minha mão da lateral de seu corpo para seu pescoço e ela concordou com a cabeça. – Tenho medo de que algo possa dar errado. – Confessei e ela tombou a cabeça para o lado.

– É bom que esteja se sentindo assim. – Ela falou, repousando a mão em meu braço e o apertando gentilmente. Eu ergui minha sobrancelha para ela. – Quer dizer que você vai tentar o seu melhor para fazer tudo dar certo. – Se explicou e eu concordei com um resmungo.

– Não estou só preocupado com Mi-cha. – Voltei a falar e ela, com a cabeça tombada no encosto do sofá, me olhando atentamente enquanto sua mão descia por meu braço em carinhos constantes. – Jimin e Ahra vão estar lá.

– Seguiu o meu conselho então? – Ela perguntou em um sorriso simpático e eu concordei. – Eu imagino que vai ser incômodo, Taehyung... Mas tenho certeza que foi a melhor opção!

E eu também tinha. Assim como eu também tinha certeza que os amassos que demos durante o restante do filme foram deliciosos.

A forma da visita tinha sido, como Gi antecipara, a melhor opção, só havia sido extremamente difícil todo o processo que envolveu a manhã de domingo. Desde o momento de organizar as coisas de Mi-cha, ver meus pais se despedindo dela, coloca-la em meu carro e dirigir, seguido por Ahra e Jimin, para a casa delas, até, finalmente, me despedir (com o coração na mão) de Mi-cha. Tudo foi difícil! Eu queria que pudéssemos ter mais tempo juntos, mas eu já tinha conseguido mais coisas do que merecia, então não podia realmente me entristecer tanto.

– Foi realmente muito importante a participação de vocês. – Me forcei a dizer na frente de Jimin, que estava escorado no carro enquanto eu terminava de entregar as coisas de Mi-cha para Ahra, que segurava a pequena no colo. Já estávamos em frente a sua casa. – E eu agradeço, novamente, por terem me dado essa oportunidade. Espero que as coisas continuem correndo bem.

– Eu também espero, Taehyung. – Ahra confirmou, me lançando um sorriso educado e me observando partir logo em seguida, depois de dar mais um abraço em Mi-cha.

– O que vai fazer hoje a noite, Gi? – Perguntei para a garota do outro lado da linha no instante em que parei no primeiro semáforo rumo ao campus. – Sim, a visita já acabou. Quero te contar como foi. – Uma pausa esperando que Gi pensasse e então, antes de dar a partida novamente, respondi à sua sugestão. – Sete horas em frente aos dormitórios está ótimo!



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