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História As diversas partes de mim - Capítulo 4


Escrita por: Zuuuuuuu e _VMOM_

Notas do Autor


Oi pessoal, como foi o final de semana de vocês? Posso dizer que o meu foi bem corrido, por que eu me mudei, e não descansei até que pudesse enfim colocar todas as coisas no seu devido lugar, longe das caixas e das bagagens que eu carreguei. Estou cansada, mas nunca me senti tão satisfeita. Mesmo qualidades como a organização podem acabar se tornando defeitos quando elas se tornam algo tão compulsivo e obsessivo como a minha mania de organização, hehe

Enfim, eu espero que gostem do capítulo de hoje!

Capítulo 4 - Segundo


Fanfic / Fanfiction As diversas partes de mim - Capítulo 4 - Segundo

" Acho que maturidade é descobrir que, apesar de você ter se ferrado, a vida ainda não acabou."

-Ita Portugal

 

HELEN ENTENDIA A FÚRIA de seus sogros. Era algo totalmente compreensível. Na manhã anterior, ela havia surgido na casa do vovô e da vovó com as crianças, ainda vestidas em suas roupas de escola, e dito a eles que tinha tido um imprevisto e que em um dia ou dois, voltaria para busca-los.

Ela não mencionou em nenhum momento o fato de ter recebido uma ligação que dizia que seu marido tinha sido baleado na cabeça e que estava indo para o hospital em estado grave. Não queria preocupar ninguém sem necessidade. Nem os sogros, e muito menos os seus filhos.

Depois de esperar quarenta e oito horas e descobrir o terrível veredito de que a morte acabou por vencer a vida, Helen decidiu por si mesma tomar as decisões do transplante dos órgãos o mais rápido possível. Sentia-se uma criminosa por seus atos, embora soubesse que se fizesse tudo as claras, seria impedida por seus sogros e seu cunhado Ulisses, que teriam o desejo de enterrar Murilo em um belo caixão banhado a ouro, com honrarias que apenas os militares mais justos poderiam receber, e obrigando a ela e seus filhos a vestirem roupas pretas, jogarem flores e beijar o cadáver imóvel no caixão.

No entanto, nada disso aconteceria.

O máximo que a família de Murilo poderia fazer a essa altura é cremar o resto do corpo e coloca-lo em um pote, para ser esquecido ou ignorado juntamente com os demais vasos. Sabia que a sua atitude não tinha perdão, mas mesmo assim o fizera, e faria de novo, por que era a vontade de Murilo.

Embora ela soubesse que mortos não deveriam ter vontades, Murilo ainda não estaria morto, enquanto ela estivesse viva.

Uma boa parte dele ainda vivia insistentemente em seu coração, queimando em brasas.

E isso parecia consolá-la, pelo menos por enquanto.

Mas ela temia que essas chamas, por muitas vezes ameaçadas a serem apagadas pelos ventos da tristeza não fossem o suficiente para consolar o âmago de três crianças cujos corações jamais foram partidos.

 


Notas Finais


É gente, coisas simples nunca foram exatamente o meu forte. Agora que exibi os dois lados da história, sintam-se a vontade para odiar a protagonista, caso queiram, embora não seja exatamente o meu objetivo com essa história hahaha

Eu vivo dizendo que não dá pra gente odiar alguém sem saber o lado dessa pessoa primeiro. Já caí nesse erro algumas vezes e posso dizer com tranquilidade que dói muito depois...

Muito obrigado por terem lido até aqui, e eu vejo vocês semana que vem!


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