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História As duas versões de uma popstar - Capítulo 64


Escrita por:


Notas do Autor


Eu posso ter me emocionado um pouquinho escrevendo e revisando esse capítulo, mas ok
Boa leitura!

Capítulo 64 - Seja feliz, meu amor


Quando o carro todo preto parou na minha frente, meu coração disparou e todos os meus instintos mandava eu fugir, mas quando o Thomas saiu do carro, com o rosto assustado e cheio de lágrimas, eu corri para ele, abaixando a sua frente para abraçá-lo antes de buscar possíveis ferimentos em seu corpo.

Nada visível. 

Olhei para o carro e vi o sorriso malicioso de Rodrigo, mas nenhum sinal da Mary.

- Cadê a Mary? - perguntei, enquanto via seu olhar malicioso percorrer todo o meu corpo.

- Está bem. Ainda na minha toca. Vou soltar ela assim que puder, prometo - falou ele e eu bufei.

- Como se eu pudesse confiar em você - falei e ele riu.

- Temperamental como as irmãs. De qualquer forma, você terá que vir como se quiser que ela fique bem, então entra logo - falou ele e eu sabia que não tinha outra saída.

Peguei o celular do meu bolso e o dei para o Thomas.

- Está sem senha, ok? Liga para a sua mãe ou para a sua avó e fala que está na praça da República - falei, antes de beijar sua testa e continuar. - Eu te amo, ouviu bem? Quero que você seja feliz e em breve a Mary estará de volta, fala isso para a sua tia Elena, tá bom? Amo vocês.

- Não me deixa, tia Liza - pediu ele, se agarrando a mim, fazendo o meu coração doer.

- Eu preciso ir, pelo seu bem e o da Mary - falei, me soltando delicadamente do seu abraço. - Seja corajoso e feliz, meu príncipe.

Então me levantei e entrei no carro. Antes mesmo de conseguir fechar a porta, ele arrancou com o carro, deixando o meu Thomas sozinho em uma praça, ainda faltando horas para amanhecer. Ele estava livre e ficaria bem. Ele precisava ficar bem.

Voltei o meu olhar para frente assim que viramos a esquina e dei de cara com ele me olhando.

- O que foi? - perguntei com raiva, tirando a droga da peruca.

- Estou pensando em como vou me divertir com você, docinho - falou ele e um arrepio passou por todo o meu corpo.

 

Rodrigo vez diversos desvios e paradas para trocar de carro antes de finalmente chegarmos ao local onde estava mantendo minha sobrinha presa. Era um galpão abandonado na região portuária de Angeli Beach. Quando eu tinha shows, passei por lá diversas vezes, sabia que de noite aquilo era completamente deserto e de dia o barulho de uma obra do lado era alto demais para que ouvissem qualquer grito que eu pudesse dar de dentro daquela caixa de concreto.

Eu estava por conta própria.

Lá dentro, ele me levou até o local onde estava a Mary amarrada e amordaçada com um homem um pouco mais novo que Rodrigo, mas que eu nunca havia visto antes. Sua cara já me dizia que eu não gostaria de conhecê-los de modo algum, mas ali eu não tinha muita escolha.

- Conseguiu a vadiazinha, espero que valha a pena - falou o homem, me olhando de cima a baixo como se eu fosse nada além de um pedaço de carne.

Rodrigo me olhou da mesma forma, passando o olhar malicioso por todo o meu corpo com aquele sorriso que me causava um arrepio desagradável por todo o meu corpo.

- Acredite, Eliza vai valer mais a pena do que qualquer outra garota que pus a mão - falou ele, seus olhos fixando-se nos meus. - Sonho em pôr as mãos nela desde que a vi pela primeira vez. Você nem lembra, né? Era um bebê com apenas alguns dias de vida.

- Nojento - grunhi e isso vez apenas com que ele alargasse ainda mais o sorriso.

- Língua afiada quem nem a da irmã. Vamos ver por quanto tempo vai mantê-la - falou ele.

- Solte-a - falei e o cara riu, enquanto Rodrigo continuava a me admirar como se eu fosse seu novo brinquedinho favorito que ele ainda estava pensando em como usar.

- Você não dá as ordens aqui, princesinha - falou o homem e eu fiz uma careta para ele.

Quando abri minha boca para responder, Rodrigo segurou meu braço com força e colocou a outra mão no meu queixo, me forçando a olhar para ele.

- Vamos manter umas coisas claras aqui, docinho. Primeiro, como Oliver falou, você não manda aqui, nós vamos soltá-la se quisermos. A menos que você nos obedeça como a boa menina que você era, lembra? Aquela que vinha toda sorridente me abraçar e me beijar.

- Antes de saber quão filha da puta você era - falei e sua mão imediatamente foi para o meu cabelo, puxando-o com força para trás, me fazendo trincar os dentes.

- Segundo, mantenha sua boca fechada a menos que digamos para que fale - falou ele e eu segurei minha língua para não xingar ele novamente. - Terceiro, quebre qualquer uma dessa coisas ou sequer tente fugir e a Mary paga por seus erros. Entendeu? - perguntou ele e quando não respondi, ele puxou mais forte o meu cabelo. - Entendeu?

- Alto e claro - respondi e ele voltou a dar aquele sorriso perverso ao soltar o meu cabelo.

- Sobre soltar sua sobrinha… bem, que tal começarmos a brincar e, caso você se comporte, eu a solto - falou ele e, mesmo receosa, eu assenti, olhando na direção da Mary que me olhava com seus olhinhos assustados. 

Rodrigo voltou para Oliver.

- Preciso dela primeiro, depois eu deixo você brincar com ela - falou ele e olhar de Oliver era ainda pior que o do Rodrigo quando assentiu, olhando para o meu corpo.

- É melhor, não vai sobrar muito dela para brincar depois que eu terminar hoje - falou ele e eu enrijeci com suas palavras.

- Não vá muito longe, ela me deu muito trabalho - falou Rodrigo abrindo as calças.

- Não se preocupe, sei como brincar sem quebrar - Oliver respondeu e um arrepio passou por todo o meu corpo.

Cheguei à conclusão de que era ele que eu deveria temer mais do que o próprio o Rodrigo.

- Abaixe e comece. Sem gracinhas - falou o Rodrigo, tirando seu pênis para fora da cueca.

Meu estômago se embrulhou, enquanto olhava para a Mary e, sem falar em voz alta, mandei que ela fechasse os olhos e ela pareceu entender, pois fechou os olhos pouco antes que Rodrigo entrasse em minha boca.

Lutei contra a vontade de vomitar e rezei para que aqueles dois gozassem rápido, enquanto comecei a chupá-lo.

 

Meu corpo todo doía quando coloquei novamente minhas roupas depois que Oliver terminou de “brincar” comigo - palavras que ele adorava falar, percebi - e então Rodrigo soltou as amarras da Mary que correu imediatamente até mim, com os olhos cheios de lágrimas e com medo cintilando deles.

Ela manteve os olhos fechados pela maior parte do tempo, mas eu sabia que ela não conseguiu bloquear os gemidos - de prazer deles e os meus de dores - e os outros sons que preenchiam o local. Eu só podia rezar para que ela logo voltasse para casa e não precisasse mais testemunhar o que eles fizeram comigo.

- Vai ficar tudo bem, meu anjo - sussurrei em seu ouvido, enquanto a abraçava com força, enquanto ela soluçava. Então me voltei para eles. - Quando vão soltá-la?

- Vamos te dar uma semana para aprender a se comportar e entender o que gostamos que você faça, caso não cumpra nossas expectativas, ela assumirá o seu lugar - falou Oliver e eu fechei os olhos, tentando me acalmar.

- Não confiam em mim? - perguntei, tentando soar o mais frágil possível.

- Um dia, eu confiei na Lena para que não contasse nada a ninguém e fui parar na cadeia por isso. Não vou cometer o mesmo erro duas vezes - falou Rodrigo e eu apenas assenti, para não rebater e dar munição contra a Mary. - Voltamos mais tarde, mas lembre-se: sem gracinhas!

Eu assenti novamente, sem força, e eles saíram. Era a hora de me levantar e procurar uma saída, mas meu corpo doía tanto e Mary parecia tão abalada, que apenas fiquei ali sentada, ouvindo o choro dela.

Minutos ou horas se passaram, não sabia dizer, e Mary finalmente adormeceu, mas eu continuei acordada, principalmente por causa da dor. Fechei meus olhos e foquei na minha família. 

Eles já deviam ter encontrado Thomas. Provavelmente estavam preocupados comigo, mas felizes pelo Thomas. Meu pai deveria estar se descabelando, talvez descontando até no pobre John.

E o Nicolas… ele deveria ter achado minha carta e surtado como fez todas as vezes que Rodrigo me mandava uma mensagem, mas esperava que eu levasse minhas palavras a sério. Ele merecia ser feliz.

Nick, meu Nick,

Talvez você fique com raiva pelo o que eu fiz - talvez realmente seja a maior burrice que fiz na vida -, mas eu não podia deixar Mary e Thomas com o Rodrigo e por isso estou indo trocar de lugar com eles. Eu jamais poderia viver em paz se acontecesse algo com eles e eu pudesse salvá-los.

Quero pedir também que avise a Emma que a culpa não é dela, ela vai se culpar, mas eu já estava pensando nos detalhes de tudo desde que soube que Mary e Thomas foram levados. Também quero que peça desculpas para meu pai e o Ethan, por não temos tanto tempo juntos quanto eu gostaria - serve para você também. Peça para a minha família deixar claro para os meus sobrinhos que eu os amava mais do que qualquer coisa. Avise a todos que eu iria ao inferno quantas vezes fosse necessário se isso significasse a felicidade de cada um de vocês.

Isso parece uma despedida, mas, na real, não sei o que ele planeja fazer comigo depois que acabar e é por isso que quero pedir que não me espere, que não se prenda a mim. Quero que você siga em frente e seja feliz, meu amor, porque essa será minha felicidade. 

Gosto de imaginar que teremos um futuro lindo juntos, mas ele parece tão distante agora…

Eu te amo, Nicolas.

Te amei desde que eu te conheci e te amarei até o meu último suspiro.

Serei sempre sua,

Liz.


Notas Finais


Espero muito q tenham gostado!
Bjs e até o próximo capítulo


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