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História As duas versões de uma popstar - Capítulo 65


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Notas do Autor


Oii, vim postar mais um pra vcs como presente!
Motivo? Estou escrevendo o capítulo 70 (o último da fic) e já to sentindo a saudade batendo, então resolvi revisar o capítulo e postar pra vcs logo kkkkkkkk (rindo para não chorar)
Ah, sobre o q está acontecendo na fic, eu não gosto de descrever os detalhes dos abusos, então vou falar apenas por cima e só, ok? Acho q é algo muito pesado para dar com tantos detalhes, então prefiro deixar assim
Enfim, boa leitura!

Capítulo 65 - Me perdoe


- O que é isso? - perguntei para o Rodrigo quando o mesmo jogou vários jornais e revistas bem a minha frente.

- Como você está se comportando, achei que merecia notícias da sua família - falou ele e eu o olhei sem entender o que ele ganharia com isso. - O que? Você esqueceu que minha vingança é com eles? Você é apenas a minha peça principal disso tudo e... uma boneca que desejei há muito tempo.

- Por que eu? - perguntei, realmente curiosa.

- Já falei, eu quis você desde a primeira vez que a vi, mas sua avó nunca deixou que a levasse para a minha casa por mais que você e sua mãe pedissem. Aquela velha era bem inteligente, mas isso só me fez te querer mais. Todo o tempo que estive naquela prisão, imaginei como te trazer até mim e aqui estamos - respondeu ele sorrindo. - Você era tão doce e tão inocente que me deixava completamente louco, sabia?

- Por que as mensagens? Por que pegar Mary e Thomas? - perguntei e ele se sentou ao meu lado no colchão que Mary e eu usávamos para dormir e eles usavam enquanto abusavam de mim.

Tive que me segurar para não encolher meu corpo e agradeci pela Mary estar dormindo.

- As mensagens eram para assustar. Queria fazer com que sua mãe e seus irmãos ficassem em pânico só de pensar que eu estava atrás de você. Mas você só contou para o seu pai e sua mãe, certo? Ah, e ao seu namorado inútil. Não adiantou muito a ideia, mas acabou se tornando divertido tortura-la. Então parti para o plano B: usar Mary e Thomas para atrair você e de bônus torturar sua família - falou ele e eu suspirei.

- Por que nós? Por que Elena, Emma e eu? Nós te adorávamos e você acabou com isso - falei e quando ele tocou minha bochecha, um arrepio passou por todo o meu corpo.

- Justamente por isso. Era fácil tê-las por perto e usar seus medos contra vocês. Eu usava você para controlar suas irmãs e elas obedeciam sem hesitar, assim como você faz pela Mary - falou ele, olhando para a minha sobrinha que dormia atrás de nós. - Leia o que eu te trouxe, volto depois.

Ele saiu novamente do cômodo e eu respirei fundo, sentindo dor até nisso. Não estava tão ruim quanto nos dois primeiros dias, eu conseguia me mover mesmo com todos os hematomas que eles me deixavam, mas ainda sentia dores diárias, principalmente nas minhas partes íntimas. Oliver era um brutamontes e machucava todo o meu corpo.

Os dois vinham várias vezes ao dia, juntos ou separados. Faziam o que queriam comigo e eu apenas deixava, pelo bem da Mary. Mas ela não parava de chorar, seus únicos momentos de sossego eram no sono, quando não tinha seus pesadelos e acordava aos berros, me assustando todas as vezes e eu ia abraçá-la, cantando algumas vezes para acalmá-la.

Eu estava tentando bolar um plano para sair dali, mas não tinha ideia do que fazer. As janelas eram altas demais, a porta que eles mantinham fechada era muito forte para sequer pensar em arrombar e o banheiro que tínhamos ali não passava de uma caixa de concreto com um chuveiro, um vaso, uma pia e um espelho.

Minha única esperança era que eles cumprissem a palavra e a soltasse no dia seguinte, quando completava uma semana que eu estava com eles.

Peguei um jornal primeiro, um que Nicolas estava na primeira página com o rosto de quem não dormia a dias e passei meus dedos sobre sua foto como se eu pudesse tocá-lo. Eu me sentia mal por vê-lo naquele estado.

Olhei a data do jornal, era de ontem e então comecei a ler.

Li um por um, todos falando que Thomas havia sido encontrado na noite que desapareci. Ele estava bem, graças a Deus. Mas as reportagens deixavam claro que minha família e amigos estavam desesperados atrás de mim. Que Nicolas estava parecendo um fantasma do garoto alegre e brincalhão que Angeli Beach conhecia.

Quando parei de ler, peguei o jornal onde estava a sua foto e levei até o meu coração.

- Me perdoe - sussurrei, fechando-os olhos e me lembrando na nossa última noite em Portugal.

 

- Olha que bonitinho, Rodrigo. Ela dormiu agarrada com a foto do namorado - falou Oliver, enquanto me chutava de leve para me acordar, mas forte o suficiente para fazer minhas costelas doerem. - Sente falta dele, princesinha?

Eu não respondi, enquanto me sentava no colchão, colocava o jornal junto com os outros e esfregava o rosto para espantar o sono. Olhei para a Mary, que também havia acordado e agora olhava assustada para os dois homens a nossa frente.

Ela já sabia o que eles iriam fazer, ela fecharia os olhos, tamparia os ouvidos e só abriria eles de novo quando eu mandasse que fizesse todas as vezes que eles começassem a tocar em mim.

- E se trouxéssemos ele para cá, Rodrigo? Para ele observar enquanto brincamos com ela - falou Oliver, abaixando para me encarar e meu sangue gelou com a ideia.

- Não, por favor, ele não tem nada a ver com a história - falei com a voz quase falhando.

Oliver, aquele sádico, riu, enquanto se abaixava a minha frente.

- Gostaria de ver você implorando assim na cama, enquanto metemos em você. Aposto que ver você implorando deixa o seu namoradinho ainda mais excitado, enquanto mete em você sem dó - falou ele e, sem pensar, com a raiva tomando todo o meu corpo, eu o empurrei com força, fazendo-o se desequilibrar e cair para trás.

Ele levantou rapidamente, dando um soco no meu rosto, acertando em cheio o meu olho esquerdo e quando se preparou para outro, me encolhi preparando para o impacto, mas Rodrigo o parou, falando para deixar para depois, porque eu não podia estar marcada amanhã.

Oliver obedecer, mas segurou o meu pescoço com força - não o suficiente para me sufocar ou marcar, apenas o suficiente para me assustar - enquanto se inclinava para sussurrar em meu ouvido.

- Amanhã você vai se arrepender disso, princesa - falou antes de me empurrar com força para trás e rapidamente tirar minha roupa.

Mary fechou os olhos, enquanto os dois tiravam as roupas deles. Logo os dois estava em mim, fazendo cada célula do meu corpo doer mais uma vez.

 

- Precisaremos comprar maquiagem pra ela usar amanhã - falou Rodrigo, olhando o meu rosto (a marca que Oliver havia deixado ao me socar), enquanto fechava o zíper das calças.

- Uma peruca também, os cabelos são muito chamativos - falou Oliver e Rodrigo assentiu, pensativo, ainda me encarando.

- Por que preciso disso tudo? - perguntei, assustada.

- Amanhã, como prometi, vamos soltar sua sobrinha e então partiremos para Santa Guadalupe - falou ele e eu arregalei os meus olhos.

- Por que tão longe? – perguntei, já que Santa Guadalupe era uma cidade do outro lado de Aurum Island.

Rodrigo sorriu maliciosamente, mas foi Oliver que respondeu com o mesmo sorriso malicioso do comparsa.

- Porque vamos ir para o Caribe. Estamos decidindo se vamos levar você junto ou não, mas, seja qual for nossa decisão, você não voltará para Angeli Beach, princesa.


Notas Finais


Espero muito q vcs estejam gostando!
bjs e até o próximo capítulo <3


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