História As Encarnações da Natureza - Tempestade Mortal - Capítulo 4


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Deuses, Fantasia, Heróis, Medieval, Monstros
Visualizações 5
Palavras 1.361
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Slash, Sobrenatural, Steampunk, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Bem-vindos a mais um capítulo!
Como a imagem já entrega, acho que temos uma pequena participação de um ser pré-histórico nesse capítulo. Antes que alguém ache que eu estou... bem, muito louco, há uma explicação para a existência de dinossauros nesse universo criado por mim. Mas por enquanto esse não é o nosso foco.
Espero que gostem e... boa leitura!

Capítulo 4 - Três vezes sob o Sol


Fanfic / Fanfiction As Encarnações da Natureza - Tempestade Mortal - Capítulo 4 - Três vezes sob o Sol

Eu estava com uma sensação estranha, como se alguém estivesse me observando o tempo inteiro. Na verdade, eu estava com essa sensação desde que Misoriel me contou que suspeitava que dinossauros foram mandados atrás de mim. Isso não poderia ser possível, poderia? Dinossauros estavam... bem, extintos.

Mas considerando que ontem mesmo eu fui perseguido por uma centopeia monstruosa e que eu era uma tal de Encarnação do Fogo, não duvidava nada que alguém desse um jeito de trazer um de volta ao vida, bem ao estilo Jurrasic Park.

Atualmente, meu maior problema na verdade era outro. Eu estava no mercado e convenientemente esqueci os ingredientes que minha mãe precisava para fazer o bolo, poderia ligar para ela? Claro que poderia, se eu não tivesse deixado o celular em casa.

Quem sai de casa sem celular em pleno século XXI? Acho que com toda essa loucura eu esqueci das coisas normais da vida. Bem, o jeito seria chutar mais ou menos o que ele pediu e torcer para estar certo. Poderia voltar em casa e perguntar quais eram os ingredientes? Claro que poderia, mas se a minha sensação de estar perseguido estivesse certa, não queria levar sabe-se lá o que para casa.

Andei pelos corredores vazios do mercado com o carrinho, colocando as coisas que eu esperava estarem certas nele. Hora ou outra começava a cantarolar Dark Horse, minha irmã conseguiu me fazer ficar com essa música na cabeça.

Na hora de pagar eu pude jurar que vi os olhos da caixa mudarem de cor como se estivessem pegando fogo. Preferi interpretar isso como minha imaginação, mesmo que muito provavelmente não fosse. Seria falta de educação chegar na mulher e perguntar "moça, por que seus olhos pegam fogo?", então a melhor opção é deixar isso para lá.

Com uma sacola em cada mão tomei meu rumo para casa, queria chegar o mais rápido possível para poder me livrar dessa maldita sensação de estar sendo observando. 

Decidi pegar um atalho que conhecia, indo por uma rua estreita que ficava entre dois prédios. Quase ninguém passava por ali por conta das latas de lixo que exalavam um cheiro horrível, sem contar que não havia nenhum tipo de iluminação a noite, a minha sorte era que ainda era meio-dia e o Sol estava em seu auge no céu azulado.

Quase no final da rua, prestes a virar a esquerda e seguir caminho em direção a minha casa por um local não tão fedido e menos estranho, eu ouso um barulho atrás de mim, no fundo do local. Uma lata de lixo caiu.

Devagar, eu me virei, já me preparando psicologicamente para um monstro a minha espreita. Minha visão não foi nada agradável.

Na frente da lata de lixo tombada, havia um réptil bípede, de escamas alaranjadas com algumas manchas escuras. Ele tinha pequenos braços com três dedos longos e flexíveis, assim como em suas patas, devia medir dois metros de altura, com uma cauda longa que em sua ponta havia listras verdes.

Sua boca se abriu, assim revelando uma abertura na mandíbula superior entre dois dentes extremamentes grandes e afiados, sem contar o resto dos dentes que deveriam ser tão mortais quanto os destacados. Uma crina dourada em um estranho formato de V brilhava em sua cabeça.

Para aqueles que mesmo com toda a minha descrição não entenderam, sim, isso é um dinossauro.

Como eu odeio quando anjos estão certos.

Ele me analisava com aquele estranho par de olhos amarelos, provavelmente experando o primeiro movimento brusco para correr para cima de mim e me matar. Devagar, coloquei as coisas que eu comprei no canto, não podia perder nada se não a minha mãe me mataria, preferia dar um jeito sabe-se lá como nesse dinossauro do que enfrentar a mulher que eu chamo de mãe.

O réptil sibilou, ele deu um passo para trás e logo em seguida, veio correndo em alta-velocidade. Tudo aconteceu muito rápido, foi como se finalmente aquela história de Encarnação do Fogo tivesse virado ao meu favor. Ergui meus braços para tentar me defender, e magicamente uma parede de fogo surgiu a minha frente. O dinossauro bateu de cara com o fogo, queimando suas escamas alaranjadas e se afastando, grunhindo.

Abaixei meus braços e a parede se dissipou. O dinossauro mostrou suas garras em forma de ameaça, e saltou. Novamente o fogo veio me auxiliar, pois na minha tentativa desesperada de fugir do ataque meu punho socou o ar, e uma bola de fogo vermelha como sangue surgiu no ar e acertou o peito do dinossauro, lhe fazendo cair no chão a minha frente.

Eu não fazia a menor idéia de como aquilo aconteceu, só conseguia sentir que aquilo não era eu. Quer dizer, era eu, mas ao mesmo tempo aquelas ações não pareciam ser feitas por mim, era como se fosse um... instinto selvagem para me detender? Acho que posso definir assim. Desde que esse instinto me mantivesse vivo, ele poderia continuar usando técnicas de fogo assassinas de répteis pré-históricos.

O dinossauro se levantou e guinchou, um barulho alto e incômodo, ele se aproximou com passos largos até ficar frente a frente comigo. Deixei aquele instinto tomar contar novamente, fazendo com que dessa vez eu desse um soco no focinho do dinossauro (sim, doeu, não, eu nominalmente não teria coragem para fazer algo desse tipo, como eu disse, é culpa do meu instinto).

Ao tocar suas escamas, o réptil começou a pegar fogo. O fogo começou a percorrer todo seu corpo, adquirindo tons indo do azul mais claro até mesmo para o verde mais escuro. Ele se virou bruscamente, guinchando de dor, seu rabo bateu em mim e me jogou contra a parede. O dinossauro por fim começou a correr, pulou a lata de lixo tombada e sumiu ao chegar no final da rua.

Provavelmente, eu fiquei uns cinco minutos jogado no chão, processando tudo que aconteceu. Essa criatura não foi a primeira a vir atrás de mim e muito menos seria a última, no final das contas, eu ia ter que ser treinado por Misoriel.

Suspirando, levantei, peguei as coisas do chão e voltei a andar, sem me preocupar com outro ataque. Aquele meu estranho instinto dizia que por enquanto, não haveriam mais problemas.

- O que você precisa me contar? - Caitlin questionou ao meu lado. Estávamos em frente da minha casa, sentados na calçada observando o movimento dos carros. Taurus fazia xixi em uma árvore no final da rua, provavelmente marcando território de novo.

A garota dessa vez decidiu usar uma camiseta preta com a estampa de um cachorro-quente sorridente e fofo. Enquanto eu coloquei a minha camiseta de Jurrasic World, era tipo uma afronta ao universo dizendo "eu sobrevivi"... okay, e também porque era a camiseta mais perto de mim na hora.

- Isso vai parecer meio louco, e você provavelmente não vai acreditar mas...

- Eaton, fala logo.

Contei pra ela tudo que aconteceu ontem, enfatizando a parte da praça pública e como ela não viu uma centopeia gigante me perseguir e substituir tudo por terroristas. Falei de Misoriel e do dinossauro de hoje, do fato de eu ser a Encarnação do Fogo e tudo mais.

No final, eu esperava uma resposta mais... interessante. O que eu recebi foi isso:

- Acho que você precisa dormir.

- Caitlin, eu estou falando sério! - Bati as mãos nas minhas pernas em forma de protesto e indignação.

- Acho que você anda jogando muito, já pensou em ler um livro? - Ela para e pensa um pouco. - Não, livros iriam piorar as coisas, especialmente se fossem de fantasia...

- Eu tenho como provar tudo isso. - Tirei o pingente que Misoriel me deu do bolso da minha bermuda. As asas dourados cintilaram com a luz do Sol.

- Com um... pingente? - Ela ergueu a sobrancelha confusa.

Ergui o pingente até o alto. Eu iria aceitar a proposta do anjo, e como precisava convencer Caitlin que não estava louco, uni o útil ao agradável.

- Misoriel. Misoriel. Misoriel! - Fiz exatamente o que o anjo mandou. Disse seu nome três vezes com o pingente sob o Sol.

Demorou quinze segundos. Quinze constrangedores segundos até alguma coisa acontecer. Quinze segundos que eu fiquei com cara de paisagem. Mas no final, ele apareceu, magicamente na nossa frente, de armadura e tudo.

- Espero que você tenha me chamado para aceitar o seu destino.


Notas Finais


E é isso!
Espero que tenham gostado, Eaton finalmente mostrou um pouco dos poderes de Encarnação do Fogo, é claro que isso foi só uma amostra, afinal o resto eu irei mostrar no decorrer da fic.
Espero que tenham gostado e até l próximo capítulo!


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