História As escolhas se tornam suas consequências... - Capítulo 9


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Categorias 5 Seconds Of Summer, All Time Low
Personagens Alex Gaskarth, Ashton Irwin, Calum Hood, Jack Barakat, Luke Hemmings, Michael Clifford, Personagens Originais, Rian Dawson, Zack Merrick
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Palavras 5.362
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Poesias, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 9 - When You Walk Away - 5 Seconds of Summer


Fanfic / Fanfiction As escolhas se tornam suas consequências... - Capítulo 9 - When You Walk Away - 5 Seconds of Summer

~~~~ 09:15 ~~~~

Michael acordou com as faixas da luz do Sol que atravessavam a cortina do quarto, e refletiam na parede. Por alguns segundos esqueceu o que aconteceu na noite passada, mas ao sentir seus braços envolvendo Luana, lembrou.

Tentando não se mover para não acorda-la, e talvez esse momento que julgava ser tão bom acabasse. De leve cheirou os negros fios de cabelo da garota, sorrindo para si mesmo.

Observava as roupas espalhadas pelo quarto, enquanto as lembranças passavam de modo lerdo, em sua cabeça, o fazendo de modo involuntário sorrir maliciosamente. Porém seus pensamentos foram desviados para a discussão que teve com Ash, de como machucou o encaracolado ao dizer aquelas palavras.

A conversa que o colorido teve com Luke na noite anterior, passava a tona em sua cabeça, como um trem bala.

Revelar o que aconteceu seria a melhor opção ? Lua não tivera culpa e Ashton é seu amigo...

Um movimento brusco de Lua arrancou o unicórnio de seus pensamentos. Ele abriu um sorriso largo, assistindo a garota abrir os olhos.

- No que está pensando, princesa ? - Indaga, a fitando.

Ela boceja e com a ponta dos dedos esfrega a pálpebra de seus olhos.

- Bom... Talvez eu esteja pensando em porque não me acordou ou porque está me chamando de princesa. - Ela disse, o fazendo dar uma risadinha.

- Não te acordei, pois fiquei com medo de você sair dessa posição. - Suspirou irônico. - Se lembrasse da noite passada saberia o porquê te chamei de princesa.

Nesse momento ela vira a cabeça encarando-o, sentindo se afogar nos verdes olhos.

- Ah, sim ! Ontem não jantamos. - Falou, fazendo ele rir.

Mike revira os olhos e vira a cabeça em direção ao criado mudo, na tentativa de avistar o relógio digital.

- Você não tem noção a minha vontade de ficar o dia inteiro, nessa cama, com você. - Ele diz, logo ficando sentado sobre a cama. - Pena que tenho algumas entrevistas e gravar um clip novo.

Inesperadamente ambos ouvem um barulho. Uma pessoa gritando escadarias a baixo. - Vem comer ! - A voz de Cal ecoava pela casa e algumas palavras se perdendo, com a distância.

A morena arregalou os olhos, fixo no aroxeado.

- Droga, bem agora ! - Ele enclinou-se e susurrou no ouvido da mesma, a fazendo estremecer.

Encaixou os lábios molhados no pescoço da moça, a trazendo para cima de seu peitoral.

A garota gemia baixinho, enquanto permanecia de olhos fechados. Apesar de estar sem seu campo de visão, ela sentia que os beijos iam descendo, até estarem em seus seios nus. Infelizmente o impulso foi muito maior que sua consciência, então lentamente ela começa a rebolar seu quadril e cada vez  mais sentindo o seu ápice chegar. 

Com o seu membro já atingindo a parte lateral de sua barriga, Michael segura com força os braços da garota. 

- Michael... Para. - Murmurou, esquivando o corpo para trás. - Temos que descer. - Falou se desvencilhando.

Ele colocou a cabeça para trás, segurando a cintura dela. - Ei, calma aí. - Disse com um sorriso travesso entre os lábios. - Se você achou que eu ia lhe proporcionar prazer, agora. Estava enganada. - Riu. - Isso é só quando não estão nos esperando para um café da manhã.

Ela segura de modo apertado as bochechas de Michael, deu um selinho leve nos lábios rosados. Levantou da cama e caminhou nua até a suíte. Agarrou uma camiseta que estava jogada ao chão, vestiu-a. Assim fez com um shorts extremamente largo.

- Que safadinha... Pegando minhas roupas sem permissão. - O rapaz diz, assistindo a mesma, que logo corou.

A morena suspirou profundamente, ao terminar de colocar as vestes, o fita, apenas com o pescoço virado em direção a ele.

- Vamos fazer isso dar certo, né ? Sem ninguém tentando destruir tudo isso, sem mentiras... Ninguém entre nós daqui para a frente. - Ela continua o encarando, imóvel.

- Vamos ? - Ele abre um sorriso largo. - É isso que mais quero.

- Prometo, meu unicórnio. - A garota disse caminhando na direção do mesmo e acariciando a testa dele.

Com os olhos fechados ele sorriu, deixando as maçãs do rosto vermelhas.

- Eu acho que estou apaixonado por você. - Confessa.

XXXX Calum XXXX

E lá estava o moreno totalmente entretido com o preparo de simples ovos mexidos. Com atenção ele virava os ovos com a metálica espátula, enquanto raciocínava o modo que cada rapaz gostava de seus ovos e repartindo a pequena quantidade.

Calum reparou que alguém estava descendo as escadas, ao ouvir o som de uma calma respiração. Interrompeu a preparação da refeição. Abaixou as chamas do fogão e virou ligeiramente para a pessoa, assim ficando de frente para ela.

- Ashton, amanhã é seu dia de preparar o café da manhã, minha flor ! - Forçou a voz para um tom mais fino e engraçado. - Nossa, hoje seu cabelo tá igual a peruca horrível que vimos no shopping.

O encaracolado ignorou e puxou a cadeira com força, se sentando.

- É... Hoje o bicho papudo está entre nós. - Falou ele, com a atenção novamente a frigideira.

- Calum... - O som da voz de Michael o adverte, assim os dois garotos viram para o mesmo.

- Bom dia. - Ashton pisca para Luana, que descia as escadas logo atrás do unicórnio.

O casal senta-se nos banquinhos, que estavam posicionados em volta do balcão.

Ash secava a garota, que já se sentia desconfortável por estar sendo perseguida por meio do olhar do encaracolado.

- E aí ? Como foi a noite, Luaninha ? - Enclinava a cabeça irônico. - Foi do jeito que eu estava prevendo ontem ? Furadeira... ou um macarrão ? - A alfinetou.

Luana tiverá prometido a si mesma, antes de passar pelo portal amadeirado do quarto para o imenso corredor, que não ia se deixar levar pelas provocações de Ashton, pois sabia que ele ia tentar algo para estragar tudo. Porém no instante que ele terminou as provocações, seus instintos falaram mais alto.

- Quem é você para me perguntar isso ? - Perguntou ironicamente, com uma pequena xícara de café, decorada por delicados desenhos de violentas, enroscada entre os dedos. - Se você mesmo se acha bom no que faz, mostre sua autoconfiança e olhe os comentários do twitter. Sobre seu modo estúpido de transar com qualquer uma por aí.

Calum deixou escapar risos, que mais se tornaram gotículas de café expresso saindo de modo estranho de sua boca.

Michael se encontrava o posto de Cal. Ele permanecia sério e corria seus olhos esverdeados por todos que se encontravam na bancada, esperando alguma reação de Ashton.

O garoto suspirou irônico, na tentativa de esconder sua irritação. - Mas essas garotas nunca souberam o que é bom. Só lidam com coisas ruins. - Brincava com o açúcar sobre a bancada, usando uma pequena colher. - Tenho pena. - Terminou e se levantou, seguindo para o quarto.

Em silêncio alguns segundos correram, passando por cada um dos indivíduos sentados ali.

A porta visinha da qual Ash entrou, se abre revelando um loiro sonolento e descabelado. Ele desceu cada degrau cambaleando, passa em frente a bancada, fazendo uma inotavel curva. Pinçou uma tigela, que dentro havia cereais mergulhados no leite gelado.

Ele marchou em direção ao sofá de couro marrom rústico, senta-se e com o braço livre agarra uma almofada qualquer.

- Cal, não tem mel. - Luke resmungou, remexendo o cereal.

O moreno revirou os olhos, mesmo sabendo que o loiro não veria a pequena cena. - O Michael leva pra você. - Pegou o pequeno pote de vidro em formato circular e indiretamente exige que o colorido leve para o mesmo.

- Valeu. - O rapaz disse assim que o mel foi colocado no cereal. - Fica aqui, estou sozinho. - Pediu, enquanto admirava sua tigela com um caminhão de um líquido grosso e melado.

- Quero não, Luke. - Diz Mike retornando ao balcão.

Porém um movimento rápido e bruto do mesmo, puxa o garoto para si, o jogando no sofá.

- Puta merda, melão ! - O unicórnio ria.

Ao escutar o grosso grito de Michael, dois segundos foi o bastante para a morena partir em direção aos garotos, que riam sem parar.

Caminhando ela enfia um pedaço de pão na boca, fincado-o entre os dentes.

Assim que sente a superfície macia de pelinhos felpudos do imenso tapete cinza, senta ao lado de Luke, que logo abriu um sorriso vitórioso. Talvez aquele pequeno movimento de lábios abrindo como uma cortina que revela uma maravilhosa paisagem, entre dentes branquinhos, fez seu coração bater mais rápido, como uma adrenalina que não podia controlar. O freio era inexistente. Sentia se sufocada, mas ao mesmo tempo estava sendo muito bom. A fazia ter vontade de sentir aquilo por mais um tempo.

XXXX Ashton XXXX

Através do vidro temperado um céu escuro, com uma aparência de que provavelmente iriam cair pequenas gotas de chuva, do céu. Aquelas nuvens que mais pareciam com algodão doce azul, serviam como uma cortina blackout.

Ashton mudava com antecedência os canais, esperando que algum programa interessante aparecesse.

Para quem não observava os detalhes do cômodo, pensava ser muito organizado, mas quando o encaracolado com violência abria cada gaveta, caçando pilhas novas do controle remoto, a opinião é convencida do contrário e assim se torna um fato inesperado.

O garoto fingia não ligar para o comentário de Luana, mas seu interesse estava sendo se convencer que estava relaxado com isso. O modo encontrado para destruir a fúria dentro de si, que por instinto fazia seu estômago doer, resolveu acabar logo com isso e descer.

Enquanto descia cada degrau, já vistoriava a área, procurando por castanhos fios de cabelo compridos. Tentava se manter calmo, mas não negava sua vontade de sair correndo gritando pelo nome da garota, e falar algo que a abalasse.

Com os passos pesados ele rondava à casa, procurando qualquer um que aparecesse. Passando em frente ao portal amadeirado da cozinha encontra Calum e Lua, dá meia volta e entra. Ambos olham para o rapaz que fingia procurar algo no armário.

- O que você está procurando, flor ? - O moreno indagou com um ar provocante.

- Iogurte. - Murmura, seco.

Cal solta um risinho e quebra com facilidade o delicado vidro feito de silêncio. - Se o iogurte estivesse no armário você estava quase morrendo no banheiro e eu não daria a você um transplante de cu. - Observa Ash segurar o sorriso.

- Tá bom, eu estava procurando uma bolacha. - Largou a porta do armário, a deixando bater.

Abriu um sorriso forçado.

- Quero ver você pagar o marcineiro. - O garoto de aparentemente traços ocidentais, falou.

O nervosismo que percorriam o corpo de Luana, ajudava-a para que não mantesse nenhum tipo de contato visual com o garoto. Assim que percebe que a paciência com as gracinhas de Ash, estavam se esgotando, ela caminha para o quarto, no intuito de chamar Michael.

- Já vai sair ? - O garoto a segura com força e precisão o pulso da morena, sem perceber que isso deixaria uma marca.

Ao ver a cena Calum mante um olhar confuso para o rapaz que segurava firmemente o pulso de Lua. - O que está fazendo, Ash ? - Ele tenta manter a calma, mas sua voz saí meia falha. - Larga o pulso dela !

Ash olha para Cal com firmeza e volta a encarar a garota.

- Vai me dizer ?

- Não é dá sua conta saber o que eu vou fazer ou não. - Riu de forma irônica e se soltou dos dedos do rapaz que envolviam seu pulso.

Luana segue ao cômodo de Mike. Ela dá passos largos e lerdos, na tentativa de mostrar a calma que não existia. Sem perceber que suas mãos tremiam descontroladamente.

- Está pronta, princesa ? - Michael disse, de costas para a porta, ao ouvir a metálica fechadura da porta se erguendo e revelando uma expressão triste, que logo mudou para uma mais apaixonada.

- Você está lindo, Michael Clifford. - Fitou ele sorrir em forma de resposta. - Ter um namorado tão lindo assim... acho que é sorte. - Disse ela, esfregando uma mão na outra, enquanto olhava para as pupilas do unicórnio, prestando atenção em cada detalhe.

Michael encaixava um gorro cinza sobre o couro cabeludo, de modo que alguns fios de cabelo aparecessem.

Ele deu alguns curtos passos até se encontrar há alguns poucos centímetros dos lábios roxos da namorada. Olhou para a palma de sua mão direita, excessivamente avermelhada e com alguns cantos mais brilhantes por estar transpirando. A colocou com cuidado sobre a pele macia e bronzeada da garota, se esforçando para não fazer nenhum tipo de força contra as mandíbulas dela. Começa a acariciá-la com a ponta de seu polegar direito, que a mesma sentiu de modo instantâneo estar úmido.

A moça sente que aquele momento estava sendo único, e merecia um apreciamento. Então ela concede que suas pálpebras se fechem, começando a aproveitar o presente. E no instante que menos esperava, ela sente algo macio, que de alguma forma começou a desenhar os lábios inferiores dela. Algo que começou lento, até elevar para línguas que formavam uma sincronia rápida e precisa, onde nenhum dos dois ousou interromper. E por um simples desequilíbrio do colorido isso acabou, como um estalar de dedos.

- Aí minha bunda. - Ele ria da própria desgraça feita em sua bunda, após ter caído da cama. 

- Se você tivesse um pouco até entenderia, Uni. - Diz em entre risos.

~~~~ 10 minutos depois ~~~~

- Isso é para curvar os cílios. - Lua bateu a mão na cabeça, como se fosse óbvio. - Mais perguntas sobre as minhas coisas ? - Ela indaga fingindo estar irritada, mas era visível que estava achando graça daquilo.

- Vamos ? - Ele se levanta da cama da qual estava literalmente esticado e começa a calçar os sapatos.

Em forma de resposta ela fez o mesmo.

- Está preparada para encontrar o enxerido do Ash ? - Ele amarrava os cadarços do tênis, mas mesmo assim prestava a atenção em tudo que a morena fazia, e até a expressão que a mesma fez ao pisar no lado de fora do quarto.

Percebendo que não viria a responder, ele se levantou. - Ele não vai vir encher o saco, Luaninha. Fica tranquila. - Tentou passar a sua tranquilidade para a garota.

Descendo as escadas, permanecem de mãos entrelaçadas. No caminho á porta de entrada, dão de cara com Ashton com um copo de suco entre as mãos.

A princípio Michael tenta ignorar a presença do garoto, ali. E como sempre Ash começa com suas provocações, indiretas.

- De que área do zoológico vocês vieram ? Devem ter vindo do setor fazenda. Uma porca e um pônei. - Suas afrontas começam mais agressivas que nunca.

Ao perceber que o aroxeado susurrou algo do tipo: "não liga, nós já vamos em bora." o enrolado segura a enorme porta principal, com força, para que Luana não conseguia fechá-la.

- Você sabe que tem... - Ash fala em tom de provocação, mas é cortado por Lua que bateu a porta diretamente no rosto do mesmo.

No segundo que fez isso Luana escutou um grito rápido e uma batida no chão, nesse momento teve certeza que a lição foi dada.

XXXX Ana XXXX

Terminando o seu discurso que fazia ao telefone, ela discutia sobre a importância de ter compromisso e fazer tudo direitinho.

- Esses jornalistas não sabem fazer parceria nenhuma. - Bufou, ao encerrar a ligação. - Eu preciso dessa matéria na segunda feira, mandando junto com as minhas fotos para o jornal. - Desabafou, com pressão massageava sua testa.

- Vai dar tudo certo. - Murilo fala sua famosa frase repetitiva, para tentar amenizar a tenção da mesma. E passava os dedos nas costas da azulada, de leve.

O smartphone da garota começa a apresentar vibrações, assim desviando a atenção do casal, para a pequena telinha de vidro. A pessoa responsável pela ligação a deixou desconfiada.

XXXX Ligação (on) XXXX

- Pois não ? - Ana começou.

- Ana, é o Luke ! - O loiro falou ligeiramente, como se estivesse fazendo algo de muito importante ou ansioso mesmo.

- O que fez você ligar para mim ? - Ela o interroga.

- Tenho uma missão para você, Aninha.

Em alguns constrangedores segundos mantinha-se um silêncio, An analisava se aquela misteriosa ligação estava sendo uma brincadeira.

- Tá, me diga o que você deseja.

Ele solta uma risadinha irônica nas profundezas de uma conversa desconfiada. - Você é a única que deve saber onde a Luaninha costuma frequentar ou onde vai.

- Como você sabe disso ?! - A azulada o interrompe.

- Continuando... Quero que você me ajude a achar ela, hoje, anoitinha.

- Qual o seu intuito para fazer isso, Luke ? - Interrompeu novamente.

- Pare de me interromper ! - Diz. - Eu só posso te dar essas informações, até nos encontrarmos às 16:00.

- O que eu vou ganhar com isso ? - Ana pergunta. - Um autógrafo ? Muito inútil para minha pessoa.

- Você quis me perguntar se você será remunerada ? Sim, será.

- Quanto vai ser ?

- Hoje às 16:00, na praça London Flowers. - O loiro dá um pequeno spoiler do que irá acontecer, não dando chances para que a mesma fizesse perguntas. - Desligo. - Termina a lição.

XXXX Ligação (off) XXXX

No mesmo instante que ataca o aparelho, no mar de almofadas jogadas ao sofá, ela se toca que Murilo já tinha feito uma pipoca, enquanto ela falava ao telefone.

- Caramba, você fez isso bem rápido. - Disse Ana de modo visivelmente surpresa.

O garoto abre um sorriso, dando a possibilidade da moça enxergar uma espécie, de casquinhas de milho, nos dentes do mesmo.

- Credo. - Murmurou e se atirou no braço pálido que a envolvia sob as costas.

Puxa uma coberta felpuda, se enrola, deixando apenas os olhos e o nariz para fora.

- Credo digo eu. - Se defendeu. - Parece que não lava esse trapo verde, há meses. Já, já vai se difundir a ele.

A colorida continua enrolada na coberta e murmura algo do tipo: "espero" ou "que ótimo".

~~~~ 16:00 ~~~~

Nesses últimos dias, ela esteve em muitos lugares que antigamente os julgavam chatos, mas que atualmente a fazem lembrar do passado como algo muito recente.

Documentava muitas coisas que as pessoas documentadas não sabiam, era como um segredo. Era inesperado que alguém desse bola para isso, mas ela dizia ser como um arquivo secreto. Isso poderia ser usado em exóticos momentos e em especial nos momentos de carência de autoestima.

Talvez o fato do namorado possivelmente estar traindo ela, a fazia produzir mais desses tipos de coisas. Em seu interior era melhor uma dor física, do que ver alguém sofrer.

Luana sempre foi uma garota que Ana geralmente tentava ajudar com lances sobre o amor. Incrivelmente não gostava dos namorados que a mesma arrumava. Não era algo passageiro ou um besta ranço, a grande parte dos imbecis faziam sua amiga de tola. Michael estava sendo diferente, dês da primeira vez que ela o viu babar pela morena. Assistir aquele amor crescer, estava sendo seu passatempo preferido. Porém nada é ao acaso... Luke esteve sendo uma pedra no sapato de Lua, que fazia regredir seus sentimentos pelo colorido, em certos momentos.

Assim que pode ver Murilo sair do vapor ardido do banheiro, An estava distraída em seu mundinho de notas musicais, nem percebendo que o mesmo tinha chegado ao seu lado. Ele a puxou e lhe deu um beijo no pescoço nu.

- Vamos ? - Susurrou o rapaz.

O tipo clássico que em todo filme o garoto costuma fazer.

- Vou ter que levar o Thor... Ele não consegue ficar sozinho por muito tempo. - Anuncia com receio da resposta.

Murilo se referia ao seu roedor, que já tinha dois anos e meio. O pequeno Thor necessitava de algumas regalias, por ter uma idade avançada em relação aos outros roedores. Ele nasceu no quintal do garoto, onde quase morreu, mas foi muito bem tratado e voltou a sua vida normal.

- Claro. - Ela concordou, já com as chaves em mãos.

- Porque está com esse roupa tão sexy ? - Ele a interroga, forçando-a que fizesse como uma translação em si mesma.

- Sexy ? Eu estou com esse calça mó velha. E essa camiseta era do meu pai.

- Viu só ? - Fala com convicção.

Ana revira os olhos e corre para segurar a porta do elevador, que tanto demorava para chegar.

- Murilo, vamos !

~~~~

A garota desce do carro, cambaleando, como se uma turbulência tivesse ocorrido em apenas 3 Km. Ela se desvencilhou de um galho de árvore que a prendia, assim dando a possibilidade de procurar Luke. 

- Droga, eu sabia que não dá para confiar. - Pensou Ana. - Horário é coisa séria.

O casal perambulou pelo quarteirão da praça e três vezes foi o necessário para avistarem um branquelo de olhos azuis.

- Eu não acredito que você trouxe isso para assuntos pessoais. - Luke aponta para Murilo, que logo fechou a cara.

- Séria ótimo se você dissese o nome dele. - Ela falou.

Se tinha uma coisa que Luke sempre fazia e nunca iria perceber, era constranger as pessoas, sem intenção. Esse ato se tornava mais comum perto dos meninos da 5 SOS.

O loiro caminhava a passos curtos tentando acompanhar os passinhos curtos de An, que suas pernas se esforçavam para fazer. Murilo havia ficado para trás, em uma banquinha de jornal, procurando revistas sobre cirurgia animal.

- Me conta o que está planejando. - Ele começa, cortando o canal de comunicação que a garota tentava usar em sua mente.

- Primeiro você me conta o que pretende fazer com isso. Ok ? - Ela rebate, com um sorriso forçado.

- Um segredo leva a outro, certo ? - Diz Luke.

- O que está querendo dizer ?

E em momentos como esse o garoto conseguia tudo que queria.

- Eu sei que você não gosta mais do Murilo e a conexão entre você e ele, está cada vez pior. - Chutou um pedaço de madeira caído no chão, atraindo a atenção de cachorros ao redor. - Ele deve estar te traindo, no meu conselho de homem.

- Você não tem nada a ver com isso. - Ela fala, tentando tranquilizar a si mesma.

- Será ? - Pergunta irônico. - Eu sou dono de uma instituição de doação de animais. Tanto é que ele trabalha lá, no período noturno. Por isso ele me odeia, eu sou bem rígido com o tratamento dos animais, lá. - O tom de ameaça se concentra no ar.

- Você é bom. - Ela confessa. - Mas eu tenho meus segredos e sou melhor.

- Espero que mantenha esse espírito confiante.

- Vai me contar o que pretende fazer ? - Ela pergunta séria.

- Eu tenho uma seria queda pela sua amiga e por motivos pessoais quero ver o que estão fazendo. - Confessou. - Você vai me ajudar a sabotar algumas coisas.

Chocada ela apenas para totalmente os movimentos que a permitiam andar, assim Luke faz o mesmo.

- Ela é minha amiga, não dá para fazer isso.

- Tá... Você vai me ajudar apenas a achar os dois. E entrar no local. - Suspira. - Com certeza Michael vai mandar fechar a rua toda. - Disse o rapaz.

 Luke a Ana caminhavam pelo meio fio da praça, há algum tempo. Ambos conversavam assuntos aleatorios, até o garoto tropeçar novamente na conversa que sempre o constrangia, Luana. 

- Não é perseguissão, An. - Passou os dedos na pele do pescoço, desconfortavel com o interrogatorio. - Nem um gostar de verdade... é apenas uma quedinha... mas... - Ele parou de um modo inesperado,como se a garota ali presente não pudesse ser a ouvinte que desejava.

- Mas ? - A azulada tenta fazer com que o loiro retome, o que estava para dizer. - Acho que a minha remuneração também serve para ser sua folhas "secretas"- Ela fez sinal de aspas. - como um diario. 

- Não vai contar, hein ! - Ele observa a mesma balançar a cabeça negativamente. - Eu sinto algo diferente por ela, quase como um ciúmes. 

Não sei se é passageiro, espero que seja, mas está meio dificil de deixar meu corpo. Depois que nos beijamos, acho que esse sentimento deu uma aumentada de leve. 

- Vocês se beijaram ? 

O garoto a fita confuso, dela aprentar fisionomia extremamente calma perguntando por um fato tão critico. - Sim. Me surpriende  você não estar gritando comigo e me esfaqueando. 

- Eu sabia que uma hora ou outra isso iria acontecer. - Ana dá uma risadinha. - Você tem que aprender a esconder melhor essa baba que fica caindo no chão, quando encara a parte trazeira dela. 

- Ah, que idiota você é. Eu não fico encarando a bunda dela, se liga. 

A colorida deu de ombros e continuou a caminhar, mesmo sentindo uma especie de queimação envadindo a sola de seus pés. 

- O que você está querendo com essa missão peculiar ? - Ela torna a falar. 

- Se soubesse o trauma que passei hoje de manhã, acho que me entenderia. 

- O que aconteceu ? 

                                                                                            XXXX Flashback XXXX

Os jovens musicos da 5 Seconds Of Summer decidem morrar juntos assim que o suscesso começou a envadir a alma da banda, algo que aconteceu tão rapido que 500 fãs se tornaram 2.000 em um estalar de dedos, em cada segundo que se passava, esses fãs duplicavam. She Look So Perfect faz a bandinha australiana dar um grande passo, e assim os integrantes evoluem quase como a velocidade da luz. 

Porém nessa de morarem juntos, os meninos dividem diversas tarefas da morada. Cada dia da semana no periodo de 8 horas alguém teria que organizar quase toda a parte da limpeza. Outra pessoa a parte da arrumação, outra a parte da manutenção, por optarem a morar na casa mais antiga do bairro, e assim foram organizando. 

Eram 11:46 de uma manhã fria, sábado. Esse estava sendo o dia que Luke deveria arrumar todos os cômodoos, e assim fazia. De sua primeira escolha geralmente seu alaranjado quarto, depois decide partir para o de Mike, lutando com a possibilidade de se sentir vitorioso ao achar alguma roupa intima de Luana. Uma curosidade que o deixava intrigado era o fato do olhar misterioso da garota deixar suas pernas bambas, apesar de não demonstrar esse fato na frente de ninguém.

Ao pisar sob o chão negro que ensistia em esfriar seus pés, o loiro avista uma cama que mais parecia uma selva, com varios cipós aveludados, arremeçados nos traveceiros. Sua primeira reação foi bufar e reviarar os olhos, pensando em como o colorido estava sendo folgado naqueles determinados dias.

Luke estende os lençois, cobrindo toda a parte almofadada do colchão, mas assim que visualizou uma mancha amarelada na parte da costura branquinha como a neve, uma cor que facilitava o mesmo de ver a possivel urina, que o garoto de inicio pensou ser.

Sem pensar duas vezes ele tateia a parte manchada, assim o seu primeiro grito foi soltado involuntariamente, por uma onda sonora de altissima frequencia, ao sentir uma textura gosmenta nos dedos. Logo que essa onda atinge o ouvido de Ash, quase estourando seu timpano, o mesmo sobe a escadaria, tropeçando na calça de seu pijama.

- O que aconteceu ? - O enrolado alterava o tom de voz em cada palavra, principalmente nas últimas.

O loiro se encontrava encolido na cadeira giratoria próxima á escrivaninha, olhando fixamente para os tecidos. - Porra ! - Ele gritou, apontando em direção ao que agora aparentava ser um cantinho que os animais cruzam na floresta.

Ashton saltou para perto da cama, analisando o que o amigo queria dizer.

Calum apareceu no portal de madeira envernizado, ele possuia um sorriso sarcastico no rosto. - Ah, Luke ! Perdeu de novo o seu pente favorito ?

- Literalmente. - Ash olhou para o loiro e moldou uma expressao estranha. - Michael é muito nojento... - O mesmo observa Luke assentir com a cabeça.

- O que está acontecendo ? - O moreno indaga confuso, agora polsando seus musculos no encosto da cama.

Ashton gargalha irônico, mas no final de sua maléfica risada saem apenas ruidos. - Simplesmente Michael deixou alguns rastrinhos aqui. Acredito que Luke não deve limpar isso, não é sugeira dele. - E novamente observa o garoto assentir.

- Credo ! A Luana é outra porca ! - Disse o moreno, cruzando os braços.

Era visivel que o comentário de Cal acabou deixando o loiro desconfortável e ele disse as seguintes palavras:

- Não foi ela que esguichou toda essa sujeira, aí.

- Mas foi ela que não tomou os devidos cuidados de usar uma camisinha ou avisar ao namorado nojento dela. - Voltou a devender sua opinião.

Luke ficou quieto, forçando a si mesmo que ficasse de boca fechada, pois um passo mal dado iriam descobrir.

O encaracolado se retira do quarto deixando os dois rapazes para trás. Logo que retorna traz com sigo uma pequenina lanterna, de cujo os detalhes eram pintados de vermeho sangue.

- Feicha a persiana, cal. - Ele pediu.

Assim que a escuridão atinge sua negra pupila, ele lança os raios aroxedos da lanterna, nas paredes do quarto. Ambos, Calum e Luke não poupam a voz e gritam.

- Era o que eu temia... porra espalhada até nas paredes. - Confirmou Ash, enquanto iluminava cada canto do comodo.

XXXX Flashback (off) XXXX

E bem naquele breu que cercava aquele fim de tarde tão gelido, um carro de coloração chamativa refletia o brilho intenso do luar. Sua placa registrada com o nome da cidade de Londres. Típico desse local os habitantes andarem com automóveis antigos, e esse fato deixava a cidade ainda mais peculiar, do que as demais...

- Ok, An. - O loiro repousava suas mãos em sua cintura, e alternava o olhar entre as árvores e a garota. - Eu jogo a corda e te ajudo a subir, pode ser ?

A azulada examinava cada detalhe do plano de Luke com preocupação no olhar. Praticamente adivinhava que tudo aquilo daria errado.

Porém é arrancada de seus pensamentos negativos, por um ruído vindo do rapaz que esperava a resposta impacientemente.

- Tá... tá ! - Balança a cabeça.

De total distraído Murilo apenas retorna a atenção aos jovens, depois que a moça já mantinha seu equilibrio na corda presa aos galhos mais rigidos.

- Como conseguiu escalar essa árvore sozinha ?! - Questionou-a.

Ele apenas conseguiu ouvir um ruído por apresentar uma ventania tão forte e impededosa. O que o garoto conseguiu interpretar ao ler os labios da colorida foi de fato desagradavel.

- Era eu que deveria ajudar ela a subir nessa merda, caralho ! - Gritou, fuzilando o loiro, que permanecia ao contrário de Murilo.

- Sim, mas foi o zé tapado que ficou ai, distraído uns 20 minutos. - Enquanto falava o mesmo apertava com força a corda contra as cochas de sua mão, assim formavam crateras que cada vez mais se tornavam profundas. A sensação das unhas precionadas em tecido epitelial era desgastante e doloroso, cada segundo que passava o desespero almentava.

O rapaz de cujo os olhos eram esverdeados torceu o rosto, fazendo o possivel para que sua expressão de contrariedade fosse percebida.

Escorregando um por um da corda, direto para solo lamacento, Luke se sentiu determinado em destruir de uma vez por todas o encontro do casal. Sem dúvidas ele preferia estar passando a noite em claro em alguma boate, mas escolheu seguir seus instintos que ainda  estava para se aprofundar. Não ficaria na cama se acabando de rachar a cabeça procurando uma razão de estar assim, mesmo sabendo que seus conheceimentos sobre si mesmo não se enganham fácil.

Ana já percorria o local, estudando um modo de entrar na determinada casa iluminada por luzes fracas por ser um clima "romantico". Ela agia ligeira, enquanto os meninos seguem sem rumo algum.



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