História As escolhas tornam o Mundo Perfeito - Capítulo 14


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Categorias Perfect World, Sword Art Online
Personagens Kirigaya Kazuto, Klein, Lisbeth, Personagens Originais, Yui, Yuuki Asuna
Tags Asuna, Crossover, Kirito, Mmorpg, Perfect World, Quests, Romance, Rpg, Sword Art Online
Visualizações 88
Palavras 1.458
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Luta, Magia, Romance e Novela
Avisos: Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


O capítulo anterior trouxe muitas dúvidas, mas pelo menos uma certeza: A história não iria terminar assim, não no Mundo Perfeito hahaha.
Vamos ver agora todas as respostas para as perguntas do Kirito (e as nossas também) e vamos ver se um compromisso será capaz de vencer o amor verdadeiro.

Acompanhem comigo...

Capítulo 14 - Querido diário


Fanfic / Fanfiction As escolhas tornam o Mundo Perfeito - Capítulo 14 - Querido diário

“Me resgate!”

Antes que Kirigaya pudesse falar qualquer coisa, Asuna se despediu rapidamente.

- Até mais, Kirito. Espero que você encontre o que tanto busca! – A frase soou enigmática.

- Até mais, Asuna. – Ele queria dizer mais alguma coisa, mas nada saiu.

Ele admirava sua amada indo embora, sem olhar para trás, cada vez mais distante, cada vez mais longe, cada vez mais dolorido. Quando ela já não podia mais ser vista por ele muitas lágrimas silenciosas molhavam aquele embrulho que havia recebido dela. A curiosidade dele era grande, mas ele o colocou em sua bolsa, e tomou o caminho de volta para a casa de Asuna.

- Não posso ir embora com isso. – dizia ele.

Enquanto voltava pelo mesmo caminho, cada palavra de seu desabafo, cada reação e lágrima dela vinha à sua mente, até que ele chegou na árvore do quintal dela, se ajoelhou, e com as mãos completamente congeladas começou a escavar o chão de neve e terra.

- Eu disse que daria isso a ela, é injusto voltar para a casa comigo. – ele tentava ser sorrateiro para não chamar a atenção de ninguém da casa.

Quando o buraco já parecia ser o suficiente, ele tirou de sua bolsa um pequeno cartão embrulhado com uma carta; ambos estavam unidos com uma fita vermelha, o que claramente era um presente. Então, sem mais delongas, ele colocou o cartão no buraco e o cobriu de volta...

- Feliz Natal, meu amor...

Antes que qualquer um percebesse, ele voltou para o local onde pegaria o trem de volta para a casa. Ao entrar nele, já mais calmo, decidiu abrir o embrulho que Asuna havia lhe dado. Aparentemente, era um livro, tinha uma capa azul marinho bem felpuda e ao abri-lo a contracapa já dizia:

DIÁRIO DE YUUKI ASUNA

- Ela, ela, ela me deu o diário dela! Talvez por isso ela tenha dito que encontraria as respostas que eu tanto queria... Chegou a vez de ver o lado dela da história.

Mais do que depressa ele procurou abrir no dia em que o jogo foi lançado...

 

“Querido diário,

Tem sido muito difícil para mim e minha mãe desde que o papai se foi. Minha única distração, atualmente, é jogar no NerveGear. Por falar nisso, hoje foi lançado oficialmente o jogo do qual eu era beta-tester, e o que tinha tudo para ser muito monótono acabou sendo bastante intrigante.

Como sempre, terminei tudo mais rápido que o normal, mas na hora de sair para a Cidade das Tormentas, um menino me chamou a atenção. Ele era alegre, divertido, e completava as missões sem qualquer preocupação.

O fato dele ter me ignorado fez com que eu quisesse muito saber quem ele era.

Talvez um dia eu o encontre.”

 

Kirigaya se assustou ao saber que Asuna havia perdido seu pai, mas não pode esconder a felicidade em saber que algo também havia acontecido com ela no dia em que se viram. Se sentiu honrado por ser citado antes mesmo de ser conhecido, portanto ele decidiu virar algumas páginas...

 

“Querido diário,

Hoje foi extremamente chato o fato do Kirito não ter logado. Não sei se me sinto pior por sentir falta dele ou, sei lá, por sentir falta dele. Detesto sentir coisas... Que merda! Será que vou ficar dependente de alguém agora?”

 

Ele chegou a esboçar um sorriso. Era engraçado e visível a luta de Asuna por reprimir qualquer sentimento. Mais páginas passaram...

 

“Querido diário,

Não tenho palavras, sério! Que dia!

Depois de salvar aquele idiota de uma dungeon que com certeza ele morreria, tive um dos momentos mais mágicos da minha vida. Me deitei no seu colo, ele me olhava com um olhar doce e terno, enquanto acariciava meus cabelos. Aquele pôr-do-sol estava mais lindo do que muitos dos que já vi aqui fora. Para falar a verdade, a vida com ele parece ser muito melhor do que aqui. Com ele, toda a dor que sinto parece ser mais, sei lá, suportável.”

 

- O que? Ela não estava fingindo? Meu Deus, estou cada vez mais perdido. Mais páginas rolavam...

 

“Querido diário,

Estar com o Kirito todos os dias tem me deixado muito mais feliz. Consigo ir para a escola e ajuda aqui em casa com muito mais ânimo ao saber que, em algum momento, poderei vê-lo.

Minha mãe hoje veio com um papo estranho de me apresentar para um jovem rico da cidade, disse que talvez poderíamos nos dar bem, mas nem dei muito crédito para isso. Fico feliz em dizer que meu coração já tem dono.”

 

Por um momento, Kirito fechou o diário e olhou pela janela. Ele ouvia as rodas do trem passar pelos trilhos, e já parecia mais perto de casa de forma muito mais rápida do que na ida. Enquanto via a paisagem, tentou começar a juntar as peças do grande quebra-cabeça que tinha em mãos.

- Ela perdeu o pai... O que sentia por mim era real... A mãe queria apresenta-la a um jovem rico. Talvez as coisas comecem a fazer sentido. Mas preciso de mais informações...

 

“Querido diário,

Não posso crer no que está acontecendo. Sem me avisar, minha mãe chamou toda a família daquele rapaz para almoçar aqui, EM PLENO DOMINGO.

Depois disso, na maior cara de pau, fez questão de deixar-nos à sós. Ela pensa que eu não sei o que ela tentou fazer.

Quando eles foram embora, eu briguei feio com ela, disse que já amava outro alguém e não iria me relacionar com outra pessoa apenas por causa do dinheiro. Eu sei que estamos apertados, a falta do papai nos acarretou muitas dívidas, mas não posso fazer isso comigo... não posso fazer isso com o Kirito.”

 

- Oh meu Deus! Eu não acredito! Não é possível que a mãe dela esteja querendo arrumar um casamento para pagar as dívidas. Não... Não pode ser...

As lágrimas voltaram a correr pelo rosto de Kirigaya. Cada peça encaixada formava uma dolorosa imagem da realidade, mas ele não poderia mais fugir disso...

 

“Querido diário,

Aconteceu o que eu mais temia! Minha mãe me tirou o NerveGear. Disse que as minhas amizades virtuais estavam me influenciando negativamente.

Não tive nem chance de avisar ou me despedir do Kirito.”

 

A página estava escrita pela metade, enquanto o restante estava enrugado, claramente ela havia chorado muito sobre aquela página. E agora, quem chorava era ele ao perceber que nada havia sido proposital, Asuna estava sofrendo todo esse tempo. Era a resposta que ele buscava, mas talvez não tivesse sido a que ele queria.

Havia mais uma página escrita, após muitos dias em branco. O medo e a ansiedade tomavam conta dele, então ele começou a ler.

 

“Querido diário,

É isso! Não tenho mais vontade de comer, ir à escola, fazer nada... Talvez eu tenha que ceder a tudo o que minha mãe quer.

Não tenho mais como falar com o Kirito, ele já deve ter me esquecido. Talvez tenha sido um erro desde o começo acreditar que tudo aquilo pudesse ser real... talvez eu tenha que seguir em frente... talvez eu tenha que aceitar esse casamento.

Quando eu expliquei tudo pra minha mãe, ela disse que era o melhor a se fazer, que iríamos salvar a propriedade da família, que o papai iria ficar orgulhoso de mim, e disse que até permitiria que eu entrasse para falar pessoalmente com o Kirito. Falar que eu nunca mais iria voltar, e que acabou tudo que nem sei se começou. Eu concordo que pessoalmente seja melhor, mas ainda não loguei porque, no fundo, eu tenho a sensação que ele vai me salvar.

Está decidido! Se até o Natal não acontecer nada, eu vou aceitar o pedido do rapaz, logar na minha conta e me despedir pessoalmente daquele que é meu primeiro e grande amor.”

 

Kirigaya fez uma cara de espanto, e se levantou de seu assento como se pudesse parar o trem com suas próprias mãos.

- O Natal é amanhã, e ela vai aceitar esse casamento! Eu tenho que evitar isso. Agora eu entendi o que ela quis dizer: EU TENHO QUE RESGATÁ-LA.

Quando se levantou, o diário caiu de seu colo, e, no chão, acabou aberto na última página. A página estava totalmente amassada, com um número de telefone e uma letra trêmula dizia:

 

“Você está lá embaixo, e entendeu tudo errado. Quando conseguir as respostas que tanto queria, me ligue!”

 

Kirigaya sequer poderia esperar chegar em casa. No mesmo instante pegou o telefone, discou o número e esperou que aquela linda voz atendesse.

- Alô?

- Oi, aqui é o...

- Eu sabia que você ligaria! – ela interrompeu animada. – Eu sabia que você não desistiria de mim, eu sabia que você lutaria. Eu sabia! Eu sabia!

- Eu não tenho alternativa, Asuna. Você é a minha melhor escolha!


Notas Finais


Agora as peças finalmente começam a se encaixar.
O sentimento de Asuna era real, mas ela foi impedida de vivê-lo por uma situação familiar.

Será que eles vão conseguir superar tudo isso e viver o seu grande amor?

Próximo capítulo em breve...


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