História As escolhas tornam o Mundo Perfeito - Capítulo 15


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Categorias Perfect World, Sword Art Online
Personagens Kirigaya Kazuto, Klein, Lisbeth, Personagens Originais, Yui, Yuuki Asuna
Tags Asuna, Crossover, Kirito, Mmorpg, Perfect World, Quests, Romance, Rpg, Sword Art Online
Visualizações 31
Palavras 1.561
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Luta, Magia, Romance e Novela
Avisos: Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


A-ha, acharam que eu tinha sumido? Jamais.
Eu posso demorar um pouquinho, mas eu sempre dou um jeitinho de voltar.

Acompanhem agora a ligação entre Kirito e Asuna, o que um tem para dizer ao outro depois de todo o ocorrido, e o que eles pretendem fazer a respeito.

Fiquem comigo, abração. o/

Capítulo 15 - Chamadas e Promessas


Fanfic / Fanfiction As escolhas tornam o Mundo Perfeito - Capítulo 15 - Chamadas e Promessas

- Eu não tenho alternativa, Asuna. Você é a minha melhor escolha! - Ao dizer que “não tinha alternativa”, Kirigaya relembrou que havia prometido pagar a taxa obrigatória para que Asuna finalmente saísse da guild que entrou e pudesse caminhar junto com ele. - Eu não prometi que iria te salvar? Então, promessa é dívida. - ele tentava deixar a conversa mais descontraída e leve, mas sem sucesso. As informações que ele recebeu eram assustadoras e de proporções inimagináveis. Enquanto ele procurava uma forma de entrar no assunto, Asuna se adiantou.

- Kirito… Você leu? Você leu o que eu te entreguei? - ela parecia aflita, queria muito  saber qual era a opinião dele sobre tudo aquilo.

- Li sim

- Leu tudo?

- Tudinho

- E… - o silêncio reinou por alguns segundos, que pareciam durar uma eternidade. Ele não sabia o que falar, como falar, porque falar, ele só sabia que uma coisa ainda não tinha ficado totalmente clara para ele.

- Asuna, me perdoe, mas eu preciso perguntar: Por que você aceitou se casar? - Ele já sabia boa parte da resposta, estava tudo no diário, mas ele precisava ouvir tudo da boca dela. Sabe quando você pergunta uma coisa, mas tem medo da resposta? Então, Kirito estava assim, ele até ia dar alguns palpites sobre o motivo, mas novamente Asuna se adiantou...

- Não sei se você percebeu, mas eu não tenho pai. Bom, não tenho mais, né? Ele morreu no ano passado, e desde que ele se foi, eu e minha mãe temos passado por muitas dificuldades para sustentar toda a propriedade de nossa família. É nesse ponto da história que entra Sugou Nobuyuki...

- Su… Su… Sugou? - ele a interrompeu. - Esse é o nome do seu noivo? - ele estava trêmulo, sua voz estava embargada, e Asuna percebeu isso.

- Sim, em tese, é isso. Nossas famílias sempre foram muito próximas, pois as propriedades são próximas, e quando meu pai morreu, os pais deles deram suporte até que nós nos organizássemos. Como fomos criados juntos e a família dele tem muito dinheiro, minha mãe viu nele uma oportunidade de suprir a ausência do meu pai. - a voz alegre de Asuna do início da conversa deu lugar a uma mais angustiante. - Desde então, minha mãe tem me forçado a vê-lo e tem estreitado o laço entre as nossas famílias. Na verdade estava tudo indo bem, até que…

- ATÉ QUE O QUE? - Kirito a interrompeu de forma desesperada, mas logo pedindo desculpas. - Desculpe, estou nervoso.

- Até que eu te conheci né, seu idiota! O que mais teria acontecido? - a angústia sumiu por um instante, o que permitiu que Asuna desse uma pequena risada ao fazer o que mais gostava: Xingar carinhosamente Kirito.

- Como assim, Asuna?

- Ah, ele vai se fazer de desentendido… Como adora ser bajulado né? hihi. Sugou não é uma pessoa ruim, pelo contrário, ele é um ótimo partido, não só financeiramente mas pessoalmente é incrível. Eu realmente estava disposta a me casar com ele, até que você chegou, bagunçou tudo o que estava certo, com esse seu jeito tão… tão… tão… SEU.

Asuna tentava deixar a conversa mais leve com alguns momentos de descontração, mas a confusão na cabeça de Kirito era total, e ele queria respostas que talvez nem ela mesma pudesse dar.

- Então você não vai mais se casar com ele? - perguntou Kirito, claramente afobado.

- Hum, como posso dizer? As famílias ainda esperam por isso, mas desde de que te conheci, eu me opus a esse casamento, e isso fez com que minha mãe tentasse, de todas as formas, impedir que eu tivesse contato com você, mesmo sem ela te conhecer…

- E por isso, você sumiu do jogo… - tudo começava a fazer sentido na cabeça do nosso jovem protagonista. - Sua mãe te proibiu de logar no Perfect World porque descobriu que, de certa forma, algo dele estava impedindo o casament

- Exatamente, garoto esperto! Ela percebeu que algo de dentro do jogo havia mudado a minha opinião sobre tudo, mas antes dela me proibir, eu suspeito que ela tenha feito outra coisa... - a seriedade voltou para a voz de Asuna.

- Não me diga que… - Kirito já tinha uma ideia do que ela suspeitava…

- Sim... Eu acho que ela convenceu o Sugou a criar uma conta para me espionar. - Asuna abaixou a voz, quase que sussurrando, tinha medo que sua mãe a ouvisse no telefone e desconfiasse. - Ela sabia que ele tinha um NerveGear, mas ele nunca se interessou por RPG, prefere os jogos de tiro, mas um dia peguei ela na cozinha passando informações sobre o Perfect World.

 

Próxima parada, Echizen-chi.

 

Kirigaya não sabia descrever bem o que estava sentindo. Ele tinha vontade de chorar, mas de raiva de toda essa situação. Em poucas horas, ele sentiu como se o seu grande amor fosse tomado de suas mãos, e depois devolvido, mas em partes. Um misto de raiva, medo e ansiedade tomou conta de seu peito enquanto um leve silêncio voltou a reinar na chamada.

- Kirito, ouvi o aviso de que seu trem chegou a estação, acho que devo parar de te encher, não é mesmo? - sem perceber, a conversa havia se estendido, o que a lembrou de quando eles andavam juntos pela rua da Cidade das Tormentas.

- É, o tempo sempre voa quando estamos conversando. - Kirigaya respondeu tentando conter a ansiedade. - Posso te pedir uma última coisa antes de desligar?

- Claro Kirito, diga!

- Você pode ligar a chamada de vídeo? Eu quero te ver, uma última vez. - ele disse, meio que gaguejando.

- UMA ÚLTIMA VEZ? COMO ASSIM UMA ÚLTIMA VEZ? E A SUA PROMESSA? - Asuna gritou ao telefone, fazendo Kirigaya afastar o aparelho de seu ouvido com o barulho.

- Asuna, sua mãe pode te ouvir…

- EU ESTOU ME LIXANDO PARA ISSO. COMO ASSIM ÚLTIMA VEZ?

- Você me entendeu mal, querida. Uma última vez hoje. Não quero parecer um retardado manhoso, nem um pervertido, mas já estou com saudades do seu rosto.

Esse pedido simplesmente desmontou toda a altiva Asuna. Aquela confiança e imposição toda deu lugar a um sonoro - Aaaaaaaaaaaaaaaaaawn, assim você acaba comigo, seu tonto. - ela disse isso enquanto ligava a câmera, e continuou:

- Eu já te disse isso no jogo, mas vou repetir agora na vida real: Ninguém me trata como você, Kirito. Sério… Muitos homens me cortejam, querendo um relacionamento, eu poderia ser muito paparicada se quisesse. Mas nenhum deles me faz sentir como se fosse a pessoa mais importante do mundo. - A câmera já havia ligado, o que possibilitou que Kirigaya visualizasse o rosto totalmente corado de Asuna ao dizer tudo aquilo. Ela realmente estava falando sério.

- Você é, Asuna. Você é o meu mundo! Mas eu sou apenas uma parte do seu… - por plena sorte, ele ainda não havia ligado a sua câmera, e por isso conseguiu esconder uma lágrima solitária de ansiedade que escorreu pelo seu rosto. Aquele foi um dia intenso para ele: Saiu de casa sem saber o que aconteceria, conheceu o seu amor, descobriu o seu segredo, foi devastado, voltou para a casa e, no caminho, tudo já havia mudado novamente, essa montanha russa de emoções parecia nunca acabar.

- Não diga isso, seu idiota! Você é a parte da minha vida que acaba fazendo todas as outras perderem o sentido. Se eu sou o seu mundo inteiro, você é a essência do meu!

Aquelas palavras ficariam guardadas para sempre no seu coração dele, este coração que já estava praticamente explodindo de emoção. Toda essa emoção se resumiu em sua despedida:

- Asuna querida. Eu te amo. Eu preciso chegar em casa, tomar um banho, e tentar encaixar cada peça de todo esse imenso quebra-cabeças. Eu te amo. Mas eu te prometo uma coisa: Eu te amo, e não vou te abandonar. Farei o impossível para ter você comigo. Eu te amo.

- Nossa, são muitos “Eu te amo” para uma frase só, não acha? hahahaha - Asuna ria de alegria, de satisfação, de felicidade, o que não acontecia há meses.

- Deve ser, eu apenas queria enfatizar a ideia. - ele tentou esconder que não ficou esperando a resposta para tantos “Eu te amo”, mas antes que ele se despedisse de vez, ela continuou.

- Eu te amo, Kirito. Gosto de dizer que você foi, é e sempre será a minha pior escolha, mas agora, sinto que não tenho mais opção, já não posso controlar e nem quero esconder o meu amor por você. Se bem que eu deveria né, afinal de contas…

- NÃO OUSE TERMINAR ESSA FRASE! SEU COMPROMISSO É COMIGO! VOU TE LIVRAR DESSE CARA, E TE TOMAR PARA MIM. - Kirigaya puxou toda a força de seus pulmões para bradar isso enquanto subia as escadas da estação em direção a rua. Parecia não se importar com as pessoas a sua volta.

- Eu sei disso, querido. Você é teimoso demais para me deixar ir. Não duvido de você, nem do seu amor, nem da sua teimosia. O que posso prometer é que estarei aqui, esperando por você.

Depois disso, eles se despediram e desligaram a chamada, mas o coração deles, esses permaneceram conectados desde então.


Notas Finais


Tudo parece estar ficando mais claro agora, não é mesmo?
Sabemos que os sentimentos de ambos são reais, mas conhecemos os detalhes dos obstáculos que os separam. Não conhecemos todos ainda, confesso, mas boa parte já está aí.

Tirem suas conclusões, e deixem seus comentários.

Até mais.


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