História As estrelas - Capítulo 19


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Categorias Seraph of the End (Owari no Seraph)
Personagens Krul Tepes, Lacus Welt, Mikaela Hyakuya, Shihou Kimizuki, Shinoa Hiiragi, Shuusaku Iwasaki, Yoichi Saotome
Tags Kimiyoi, Mikayuu, Mitsunoa
Visualizações 97
Palavras 1.972
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Lemon, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shounen, Suspense, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi Oi
Eu nem ia postar hoje, mas aqui estamos.
Boa leitura e desculpem os erros :v

Capítulo 19 - XIX


   Yuichiro abre seus olhos lentamente, o local estava escuro. Estranhou. Estava deitado em cima de algo macio e se encontrava coberto. Lembrava-se vagamente que tinha cochilado sentado ao lado de fora de seu apartamento, Mikaela não havia lhe entregado sua chave e nem mesmo lembrava de pedir ao mesmo. Tateou sua mão atrás de seu celular, quando finalmente encontrou o aparelho assustou-se de relance quando se sentiu abraçado. Olhou para trás, iluminando o local com o brilho do aparelho, para que pudesse enxergar melhor. Reparou que quem lhe abraçava era Mikaela, o mesmo dormia tranquilamente, mas a luz em seu rosto o incomodou, o que fez o loiro colar seu corpo mais ao do outro e esconder seu rosto em seus cabelos. Yuichiro estava rubro. Suspirou baixo. Colocou seu celular em cima da pequena mesinha ao seu lado e tentou-se se desvencilhar de Mikaela, mas todas as vezes que quando estava finalmente conseguindo o mesmo lhe puxava novamente. Teria que bolar uma estratégia muito eficaz, para conseguir escapar dos braços tão acolhedores de Mikaela. De repente, o loiro afrouxou o abraço. Yuichiro aproveito tal momento e conseguiu se libertar rapidamente. Pegou seu celular, ligou a lanterna e caminhou tranquilamente em direção ao guarda roupa iluminando o caminho. Pegou uma roupa simples e uma toalha. Direcionou ao banheiro.

   Estava apreciando a água quente da banheira. Relaxado, era como sentia-se. Havia até esquecido o real motivo de ter voltado para casa tão cedo. Seu celular emitiu um som. Abriu somente o olho esquerdo e verificou, era uma notificação. Uma mensagem de Yoichi. Responderia seu amigo assim que estivesse devidamente pronto. Demorou cerca de vinte e cinco minutos no banho. Se encontrava penteando seu cabelo no banheiro. Usava uma camisa de mangas curtas branca e uma bermuda jeans verde musgo. Estava pronto. Saiu do cômodo e direcionou-se a sala, iluminando o trajeto com a lanterna do celular. Ligou a luz, deligou a lanterna do aparelho. Caminhou tranquilamente até a cozinha, ligando a luz. Abriu a geladeira. Se perguntava o que faria para o jantar. Olhou para a janela e reparou que a noite já havia lhe dado o ar de sua graça. Escutou batidas na porta, estranhou. Seria Yoichi? Mas o mesmo não parecia tão desesperado por notícias pela mensagem na qual havia lhe enviado. Fechou a porta da geladeira e direcionou-se a porta. Quando abriu a porta, ficou totalmente surpreso. Era uma pessoa desconhecida, não conseguiu reparar quem era pois, possuía seu rosto coberto por um buquê de rosas azuis. Yuichiro estava completamente encantado por tais rosas.

- São para você. – Disse a pessoa. Yuichiro automaticamente descobriu de quem se tratava somente pela a voz.

- Não, obrigada. O que faz aqui, Ray? – Pergunta Yuichiro, saindo do apartamento e fechando a porta atrás de si. O moreno se encosta no objeto e cruza os braços.

- Por favor as aceite Yuu, é um meu modo de pedir desculpas por tal constrangimento que Saeran o fez passar por hoje. – Disse Ray, entregando-lhe as flores. Yuichiro o analisou. Não conseguiu notar nenhuma malicia em suas palavras. Aceitou de bom grado. – Lembrei-me que sua cor preferida é azul. Isso é realmente incrível, eu cultivos rosas em meu jardim e por incrível que pareça possuíam tais rosas.

­- Já aceitei suas desculpas, Ray. Pode ir agora. – Disse Yuichiro.

- Por favor Yuu, não me trate assim. – Disse Ray. Yuichiro começou a reparar mais em Ray. O mesmo usava uma camisa social branca, um colete social preto, uma gravata borboleta branca, um sobretudo preto, uma calça jeans bege e um sapato social preto. Como acessório utilizava luvas pretas até a metade de suas mãos e uma rosa azul em seu sobretudo. Nem se parecia com o Ray que havia conhecido na época de faculdade, estava muito bem trajado, tinha um aspecto mais maduro e elegante. Yuichiro o admirava, enquanto o mesmo sorria para si. Parecia mais calmo, transparecia alegria. O moreno se recompôs.

- Eu não quero trata-lo dessa forma Ray, mas todas as vezes que olho para você ou simplesmente ouço seu nome, a cena de abandono se apodera de minha mente e o rancor lhe acompanha. – Disse Yuichiro.

- Eu lhe compreendo completamente, Yuu. – Disse Ray, passando a mão por seu cabelo o colocando para trás. Ray ficava sempre mais bonito daquele modo. – Sei que fui fraco e um completo covarde, mas eu realizei tal ato pensando em você...

- Não minta para mim, Ray. – Disse Yuichiro, ríspido. – Você foi embora porque quis, você foi embora porque cansou de mim.... Então não invente tais desculpas para mim, dizendo que pensou em mim. Você somente pensou em si mesmo, em crescer profissionalmente. Você ao menos olhou para trás quando me deixou naquela cama depois de fazermos amor?

- Eu... – Disse Ray. Não queria contar a verdade, não queria perder a chance de reconquistar Yuichiro novamente, mas o mesmo lhe conhecia tão bem ao ponto de saber que iria mentir descaradamente, então o mais correto seria ser sincero. Sabia melhor do que qualquer pessoa que palavras machucam mais do que alguma dor física e superficial. Palavras poderiam destruir qualquer coisa, um coração, sentimentos, liberdade, alegria, a esperança de viver e principalmente uma alma se quisesse. Mesmo se causasse tal dor em Yuichiro, iria dar um jeito de cura-la, como o mesmo havia feito com as suas. – Eu não olhei.

- Sabia. – Disse Yuichiro, lágrimas silenciosas caiam sobre seu rosto. O mesmo logo passou a enxugá-las. Quando o moreno estava para se virar, Ray segura seu braço delicadamente. Seu olhar transparecia medo, desespero, solidão e tristeza. Yuichiro conhecia muito bem esse olhar, afinal o possuiu por vários e vários anos, até os mesmos se preencherem de brilho e felicidade por causa da pessoa a sua frente.

- Yuu, por favor deixe-me explicar o motivo para eu ter feito tal covardia consigo. – Disse Ray. O mesmo coloca suas mãos dentro do bolso do sobretudo e retirou um cartão e lhe entregou. O moreno pegou o cartão e notou que era referente a Ray. – Quando estiver disposto a me ver e a me ouvir, ligue-me. O levarei para o tomar um café em um local que acredito que irá gostar profundamente.

- Como se eu realmente fosse lhe ligar, Ray. – Disse Yuichiro, abrindo a porta e colocando o cartão em seu bolso.

- Não importe quanto tempo passe, não me importo se a eternidade vier ou a morte chegar a mim, eu esperarei nessa e na outra vida para lhe explicar o ocorrido. Desejo profundamente que a nossa relação se construa novamente e quando chegar ao final, eu o pedirei para ser meu até o fim. – Disse Ray. Yuichiro estava parado na porta ouvindo tais palavras. Adentrou a residência fechando a porta atrás de si, encostou-se no objeto. Suspirou. Escutou a respiração alta do outro na porta e depois passos.

      Ray havia ido embora. Se perguntava porque merecia passar por tais coisas. Estava feliz com Mikaela, o amava. Logo as palavras de Shiho invadiram sua mente. Trataria de conversar com Mikaela sobre tal assunto. Apertou o buquê de rosas azuis turquesa em seu peito, inalou tal perfume. Que cheiro incrível! Ray ainda as cultivavas. Rosas azuis são extremamente raras. Assim que abriu os olhos reparou um pequeno bilhete. Caminhou até a cozinha, colocou as rosas em cima do balcão, procurou por outro vaso. Lavou o objeto, depositou água ao recipiente e logo depois as flores. Resolveu deixar na cozinha mesmo. O pequeno bilhete estava em cima do balcão.

      Abriu o bilhete e deparou-se com a letra cursiva de Ray. Surpreendeu-se com o que havia escrito. Se encontrava escrito o seguinte: Yuu, você sabe melhor que ninguém que a flor azul é considerada extraordinária e impossível de se conseguir de forma tão natural, por isso quando alguém lhe entrega um buquê referente as mesmas, você deve compreender que essa pessoa é única, especial e imprescindível em sua vida. Como deve reparado as rosas azuis que lhe presentei são autenticas, isso mostra que eu sou o único que conseguiu verdadeiramente cultiva-las. Espero que esteja compreendendo o que quero dizer em meio a essas palavras, digo-lhe que como somente eu fui capaz de cuida-las, somente eu sou capaz de cuidar de uma pessoa tão única, especial e imprescindível como você. Espero conseguir transmitir o mesmo significado da rosa nesse bilhete. Tal significado seria, confiança, fidelidade, afeto e o reserva. Todas as vezes que olhar para elas quero que se lembre do dia em que estávamos deitados na grama em meio ao meu pequeno jardim, admirando a beleza do céu.

  Yuichiro olhava atentamente o bilhete, decidiu rasgá-lo, afinal não tinha motivos para mantê-los consigo. Quando estava para rasgar, sentiu uma pontada em seu peito. O guardou em uma gaveta que somente o próprio mexia. Conversaria com Yoichi sobre tal bilhete amanhã, mostraria para o amigo e contaria sobre o acontecimento. Estava tão absorvido em seus pensamentos que não escutou os passos de Mikaela. Sentiu braços lhe abraçarem e um beijo sendo depositado em sua nunca o tirando de seus devaneios. Sorriu ao saber que era Mikaela. Separou-se do loiro e o olhou. O mesmo estava com uma feição de quem havia acabado de acordar, riu. Seus cabelos estavam completamente desgrenhados e os olhos permaneciam semicerrados.

- Yuu-chan, porque não me acordou? – Pergunta Mikaela, manhoso. O loiro lhe abraça e deposita seu rosto em seu pescoço. Yuichiro afaga seu cabelo.

- Você estava dormindo tão tranquilamente que não quis acorda-lo. – Disse Yuichiro. Mikaela retira-se de onde se encontrava e lhe olha fazendo bico. Os olhos do mesmo estavam mais visíveis mostrando o azul mais intenso que o usual, se isso fosse possível. Yuichiro amava a cor azul por uma simples razão: Sentia-se completamente livre quando olhava para tal cor. Liberdade, um desejo que ansiava a tanto tempo aguardava.

- Mesmo assim, Yuu-chan. Deveria ter me acordado, quero passar o máximo de tempo possível com você. – Disse Mikaela, lhe beijando no nariz. Yuichiro cora.

- Você já passa mais que o suficiente, Mika. – Disse Yuichiro. – Eu preciso preparar nosso jantar.

- Nosso jantar? – Pergunta Mikaela, surpreso.

- Você vai dormir aqui novamente, não é? – Pergunta Yuichiro, tentando se desvencilhar de Mikaela.

- Sim, irei. – Disse Mikaela.

- Por esse motivo terei que preparar nosso jantar. – Disse Yuichiro, revirando os olhos. Mikaela o beija repentinamente. Assustou-se a princípio mais logo se envolveu completamente a aquela sensação que era, quando ambos os lábios entravam em contato. Seu coração batia aceleradamente, o mesmo parecia estar pulando de uma altura gigantesca. Torcia fortemente para que Mikaela, não escutasse suas batidas, já que para si parecia ser extremamente possível. O loiro aprofunda mais o beijo, o fazendo mais devorador do que terno. O mesmo lhe coloca repentinamente em cima do balcão. As palavras de Shiho novamente adentraram em sua mente o fazendo quebrar o beijo bruscamente.

- Está tudo bem, Yuu-chan? – Pergunta Mikaela, confuso.

- Está. Vamos, vá tomar um banho e se trocar. – Disse Yuichiro, descendo do balcão rapidamente. – Irei começar a prepara nossa janta. 

 Yuichiro caminhou em direção a geladeira, abriu a porta e fingiu estar interessado em tais coisas. Mikaela suspirou alto, fazendo o mesmo ouvir. Aproximou-se do moreno, depositou um beijo em sua nuca e retirou-se do local. Yuichiro o acompanhou com seu olhar, até sair de seu campo de visão. Encostou-se na porta da geladeira já fechada e permitiu-se escorregar lentamente. Sentado ao chão, abraçou suas pernas. Dúvidas lhe invadiam, junto com as dúvidas o desespero e o medo. Mais no meio de tantos sentimentos confusos e perguntas sem resposta algo dentro de si era novo. Uma curiosidade, na verdade. A curiosidade em saber o real motivo de tal atitude de Ray. Levou sua mão a calça, pegou o cartão do mesmo e encarou o objeto a sua mão. Deveria ligar ou não? Mais uma pergunta sem resposta.


Notas Finais


:3


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