História As filhas do Sakamaki - Capítulo 4


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Categorias Diabolik Lovers
Personagens Ayato Sakamaki, Azusa Mukami, Beatrix, Carla Tsukinami, Christa, Cordelia, Kanato Sakamaki, Kou Mukami, Laito Sakamaki, Personagens Originais, Reiji Sakamaki, Richter, Ruki Mukami, Shin Tsukinami, Shu Sakamaki, Subaru Sakamaki, Tougo Sakamaki "Karlheinz", Yui Komori, Yuma Mukami
Tags Anjos, Assassinato, Bipolaridade, Borboletas Mágicas, Bruxas, Comedia, Demonios, Desejos, Drama, Dupla Personalidade, Eclipse Lunar, Esquizofrenia, Fadas, Fantasia, Folclore, Guerras, Horror, Karhlheinz, Kino Sakamaki, Lobisomens, Lobos, Lua De Sangue, Luta, Medos, Mirainikki_sama, Mistério, Misticismo, Mukami, Personagens Originais, Raças, Sakamaki, Sobrenaturais, Terror, Transtornos Mentais, Tsukami
Visualizações 57
Palavras 3.183
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, FemmeSlash, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Canibalismo, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


E eu voltei bem mais rápido do que o previsto, trazendo o quarto capítulo dessa fic.
Esse capítulo traz o ponto de vista da Beni a filha do Kino. O próximo será da Rose.
Sem mais demoras, vamos para o capítulo.

Capítulo 4 - Dark nigth, strange sensations


>><<----->><< †*† >><<----->><<

"Vida e morte,

construção e destruição 

fazem parte de nossa

natureza

e são necessárias 

à nossa existência" 

>-----< †*† >-----<

Essa vida monótona de

sofrimentos, perdas e

despedidas, cansa.

Beni Akatsuki

>--------------------------------------<

Dark nigth, strange sensations 

Chapter 4

------------------------------

>- Narradora 

Estação de trem Maebashi -

Fukuoka 

[ 17:30 P.M ]

Já era tarde e logo a noite tomaria conta da paisagem de Fukuoka. 

Fazia muito frio e Beni se arrependia amargamente, de não ter colocado uma calça por baixo de sua saia do uniforme. Tinha se enganado feio, quando pensou que não iria fazer mais frio durante a tarde e agora pagava o preço, congelando no meio da plataforma da estação. 

"Estimados passageiros, o trem A23 com o destino para a estação de trem Taiyõ to Tsuki, no destrito de Gunma, parte em menos de quinze minutos, obrigado por vossa atenção" 

A voz entediada da atendente se ouve por todo o edifício, pelos auto falantes, assim como o som dos trens freando nos trilhos.

Beni agradece mentalmente pelo comunicado. Aquele era o trem que a levaria para "casa", e, por pelo menos, alguns minutos, ela ficaria quentinha. 

O vento frio de um crepúsculo, nublado por nuvens cinzentas, bate contra suas bochechas coradas - pelo frio - e Beni sente um calafrio percorrer por sua espinha a baixo. Ignorando-o, ela continua se movendo com dificuldade, pelo muro de corpos humanos, que se formava na plataforma, chegando até um dos vagões de seu trem e entrando nele.

Indo até um dos assentos mais ao fundo do vagão, bem afastada dos outros poucos passageiros daquele trem, ela se senta, pondo sua mochila no banco ao lado. Como tinha muito poucos passageiros dentro daquele vagão - uns cinco contando com Beni - ela não via problema algum tomar dois lugares para si.

Enfiando a sua pequena mão dentro do bolso esquerdo de seu casaco do uniforme - que se consistia em uma camisa rosa, casaco azul, saia xadrez da mesma tonalidade com detalhes vermelhos e mais um laço verde ao redor do pescoço - tirando de dentro dele, um folheto muito bem dobrado.

Desdobrando o papel com cuidado, até fazê-lo voltar a sua forma original, Beni começa a ler - pela quinta vez - o que estava escrito nele. Se tratava de um compilado de informações e fotos do colégio Ryoutei Academy, junto com o estilo de ensino que seria aplicado nele.

Beni ainda se lembrava da senhorita Ayumi Kobayashi - uma ruiva com curvas estonteantes e seios enormes, que possuía os olhos da cor azul escuro - que tinha ido até a sua escola e ficado o primeiro horário da manhã, inteiro, explicando como seria a vida dos alunos que iriam estudar no novo colégio. Com toda a certeza, bem melhor do que a vida que ela levava hoje. 

Conforme avançava pelas linhas do folheto, Beni ouviu algo dentro de sua mochila começar a se mexer, se chocando contra os livros e cadernos dela. Não demora muito para uma animal - que tinha o tamanho de um gato, mas com algumas semelhanças com uma raposa - colocou a cabeça para fora do pequeno buraco que conseguiu abrir pelo zíper, passando o restante do corpo pelo buraco e indo se aconchegar no colo de Beni. Era um animalzinho bem bonito para se falar a verdade. Ele tinha uma pelagem extremamente macia, marrom claro, com uma espécie de juba branca ao redor do pescoço, cauda muito peluda, olhos grandes da cor marrom e um grande par de orelhas.

- Você realmente está pensando em fazer o teste para entrar? - o "gato" perguntou, de modo que só a garota podia ouvir.

Para muitas pessoas, ouvirem um animal conversar com si, como se fosse um humano, era assustador. Mas não para Beni, que já estava acostumada com essa habilidade de sua pequena - e única - amiga de quatro patas.

- É claro que estou Hana - a garota respondeu baixinho, para que mais ninguém ouvisse - Qualquer lugar é melhor do qual estamos agora.

O lugar a que Beni se referia, era a casa dos Ikeda,  a família que a "acolheu" quando foi levada para Fukuoka, órfã e sem nenhum amparo.

Quando Beni fez onze anos, sua mãe, Hamari, resolveu lhe dar uma festa surpresa, onde todos os moradores da vila de Yayoi - a pequena vila em que morou com sua mãe, durante a sua infância - compareceram para celebrar. Mas a alegria da menina durou muito pouco. Uma espécie de espírito animal, que vivia na floresta que cercava a vila, havia enlouquecido e partiu em direção a vila onde a menina morava. Como todos os moradores estavam reunidos em um lugar só, foi fácil para a criatura rastrear o cheiro e os encontrar. O que aconteceu em seguida foi um verdadeiro massacre. Tomada por uma fúria extrema,  a criatura investiu contra a casa da garota e por causa de seu tamanho anormalmente grande, o estrago do ataque foi enorme. Várias das pessoas que estavam celebrando e sorrindo, agora estavam caídas nos chão, mortas. Ou por pedaços do teto - que ficou fragilizado pelos impactos - que caíram em cima delas, ou pelos golpes violentos do "animal" enfurecido, que lhe acertavam. A última coisa que Beni se lembra, antes de ter caído desmaiada, foi de sua mãe lhe pedindo desculpas, dizendo que a amava e depois, de uma forte dor na região de sua barriga. Quando acordou, foi apenas para encontrar os moradores da vila, seus melhores amigos, mortos. E entre eles, estava o corpo de sua mãe, gelado e sem vida.

Beni nunca chorou tanto em sua vida. A vila na qual tinha vivido toda a sua vida, estava irreconhecível. Várias árvores tinham sido arrancadas desde suas raízes, algumas das casas estavam em chamas e havia muito sangue espalhado por todos os lados. Ela mesma estava coberta do líquido carmim.

Chorando, Beni começou a correr sem direção, apenas querendo sair daquele lugar. Porém, acabou não indo muito longe, pois na orla da floresta encontrou o que parecia ser um pequeno gato. Mas não era. Aquilo era a coisa que tinha acabado com tudo o que a garota mais amava, apenas estava pequeno e um pouco diferente. Beni queria matar aquela coisa, a torturar, mas quando viu que ela estava tão assustada quanto si, pedindo desculpas sem parar, como se não lembra-se de nada, a garota apenas a pegou no colo para a acalmar, e de alguma forma, a ela também.

Após alguns minutos sentada no chão, com o "gato raposa" no seu colo, Beni viu vários caminhões de bombeiros, carros de polícia e ambulâncias, chegarem e pondo-se a apagar o fogo. Como Yayoi era apenas alguns quilômetros distante da cidade de Fukuoka,  as chamas do incêndio foram vistas pelos habitantes da cidade e as autoridades foram até lá, para controlar a situação.

Um dos policiais encontrou Beni, encolhida atrás de um arbusto, junto de sua mais nova companheira, e a levou para Fukuoka, onde ficou internada por várias semanas. Como não havia uma explicação plausível para o que aconteceu com a pequena vila, as autoridades concluíram que havia sido um vazamento de gás que causou uma série de explosões.

Quando Beni recebeu alta do hospital, foi levada até uma família que - segundo a assistente social - ficaria feliz em recebê-la. Na verdade, eles ficaram felizes por receberem o dinheiro para "cuidar" de Beni.

A família Ikeda era composta por Akira, Mahina e os seus três irritantes filhos, Daichi e Daisuke - gêmeos de dezesseis anos - e a caçula Emi - uma garota da mesma idade de Beni, doze anos, que fazia de sua vida um inferno - onde todos viam Beni como um estorvo.

Mesmo após um ano de convivência, a relação da garota com os Ikeda era terrível. Eles não gostavam dela e ela estava pouco se fudendo para eles. Na verdade, para Beni, viver naquela casa era questão de estratégia. Bastava ela evitar ao máximo Emi, que por consequência evitaria Mahina, que sempre saia em defesa da peste da filha, por mais que Beni estivesse certa. Quanto aos gêmeos, era só ficar em seu pequeno quarto durante poucas horas, já que ela estudava o dia inteiro e eles a noite e em relação a Akira, era só não ficar no campo de visão dele ou não provocar sua mulher. Se conseguisse fazer isso, um dia na casa dos Ikeda se tornava aceitável.

Diversas vezes, enquanto estava trancada em seu pequeno quarto - tanto por escolha ou por estar em mais um castigo - Beni se lembrava de como sua vida havia sido feliz ao lado de sua mãe e como isso foi perdido, por causa de alguém que agora - por ironia do destino - era a sua única amiga.

- Beni você tem certeza disso? - Hana volta a perguntar, atrapalhando os pensamentos da garota. 

- Claro que eu tenho - responde simplesmente, ainda sussurrando. 

- Eu tenho um mal pressentimento quanto a isso Beni.

- Hana me escute - Beni sussurra, aconchegando ainda mais a "gata" em seu colo - Não precisa se preocupar. Eu vou passar nesse teste e ai teremos uma vida melhor.

Afinal, que escolha ela tinha?

>-----< †*† >-----<

>- Narradora 

Residência dos Ikeda-

Fukuoka 

[ 18:00 P.M ]

- Ah, então você está aí pirralha. 

A voz de Akira Ikeda se ouve por toda a sala de estar da casa. Ele era um homem grande, barrigudo e com os cabelos e olhos marrom. Sem contar que era quase sem pescoço. 

- Estou - Beni responde simplesmente, tirando os sapatos na porta, com Hana ao seu lado.

- Não se dirija a nós com este tom insolente, sua ingrata - desta vez, foi Mahina que falou ficando ao lado de seu esposo - Foi bondade minha e de meu marido acolhermos você, uma garota ingrata que não tem para onde ir e por isso exigimos respeito dentro desta casa.

Mahina era uma mulher alta, ossuda, loira de olhos azuis. Metida, esnobe e arrogante. 

Acolherem a mim ou ao dinheiro?  

Beni até pensou em tornar seus pensamentos públicos, mas não estava a fim de comprar briga com os Ikeda. Então, decidiu ir até o seu quarto...

- Espere aí sua fedelha inútil, ainda não acabei.

Até a voz irritante de Mahina a chamar de volta para a sala.

- Hoje eu e Akira vamos receber amigos para jantar e não queremos você aqui durante isso - Mahina fala friamente, como se a menina fosse um cachorro de rua sarnento.

Beni já estava acostumada. Sempre que os Ikeda recebiam visitas, ela era obrigada a se trancar no quarto ou ficar vagueando pelas ruas até altas horas da noite, tudo para a imagem da "digníssima" família Ikeda não fosse manchada por uma garota órfã, pobre e sem lugar para ir. 

- E aonde eu vou ficar dessa vez? - ela pergunta sem emoção alguma, encarando os rostos daqueles dois.

- Te daremos dinheiro e você vai comer fora - Akira fala, para logo depois apontar o dedo gordo como um salame, na cara de Beni - Não banque a espertinha pirralha. É para você fazer uma refeição barata e trazer o dinheiro que sobrar de volta.

- Te quero fora daqui até as sete horas - Mahina completa o pensamento do marido, encarando a menina com desprezo - E nem ouse voltar antes das onze. Entendeu?

- Sim.

- Ótimo. Agora vá tomar um banho e rápido. Logo os convidados vão chegar e não quero que eles te vejam - Mahina torna a falar, dando bastante ênfase no final de sua frase - Aproveite quando sair e leve esse gato ou seja lá o que for, junto com você. 

E com isso, Beni vai até o seu minúsculo quarto, pega uma muda de roupas e vai até o banheiro, onde tranca a porta.

Desmanchando suas Marias chiquinhas, a garota vai se despindo, até ficar completamente nua, com sua imagem refletida no espelho de corpo inteiro pregado na parede. Ela era uma criança magra, com o corpo nenhum pouco desenvolvido. Seios pequenos e ancas finas. Seus cabelos eram pretos e chegavam até seus ombros, e seus olhos eram vermelhos. Na região de seu umbigo, havia uma espécie de selo em espiral, feito por sua mãe, nos últimos momentos de sua vida. Era aquilo que a conectava com Hana.

Sem demorar mais, ela entra na banheira, já cheia de água fervente, ensaboando todo o seu corpo, saindo de dentro da banheira em menos de cinco minutos. Se enrolando na toalha, ela pega as roupas que escolheu - um confortável e quente sueter rosa, uma calça preta e botas também pretas - que as veste correndo. Voltando a se encarar no espelho, ela prende seu cabelo em dois coques laterais e vai esvaziar a banheira. Todo o seu banho durou menos de dez minutos. 

Quando sai do banheiro, é só para dar de cara com uma garota loira, de olhos castanhos e ossuda. Emi Ikeda. 

- Vejam só, a pequena órfã vai sair para jantar fora - Emi começa,  sorrindo maldosamente - Com certeza, você não sabe o que é isso não é? 

- Emi - retrucou Beni, passando pela loira sorrindo simpaticamente - Pessoas como você me dão pena.

E sai, deixando para trás uma Emi Ikeda completamente furiosa.

Chegando na sala, Beni recebe mil ienes de Akira e volta a receber os mesmos avisos sobre o dinheiro e seu horário de chegada.

- Sem nenhuma gracinha, ou se não, te deixo trancada em seu quarto pelo final de semana inteiro. Ouviu pirralha? - Akira pergunta, apontando o dedo na cara da garota.

- Sim.

- Ótimo, então o que está esperando? Saia daqui logo.

Sem precisar ouvir duas vezes, Beni sai pela a porta da frente, a fechando após passar e pondo-se a caminhar pelas ruas, com Hana ao seu lado.

>-----< †*† >-----<

- São quinhentos ienes.

Beni estende o dinheiro para o cestinho, enquanto dava uma olhada pelos cantos dos olhos para os quadros modestos do restaurante que ficava a seis quarteirões de distância da casa dos Ikeda. A atendente de avental verde musgo termina de fazer o pagamento e lhe entrega o recibo. 

- Tenha uma boa noite. 

- Obrigada - Beni diz, esboçando um sorriso pequeno enquanto fechava a sua pequena bolsa.

Abrindo a porta do estabelecimento ela sente o ar gelado da noite bater contra seu rosto.

- Que comida deliciosa Beni-chan - Hana diz, acompanhando a garota lado a lado.

- Concordo plenamente.

As nuvens pesadas deram uma trégua, mas apesar disso a noite continuava sombria e sem estrelas. Começando a andar pela rua, Beni ouviu o som de suas botas e dos passos de Hana, baterem contra o asfalto. Os sons dos carros e das pessoas andando próximo a ela pareciam diminuir a cada instante que se passava. A cada passo que Beni dava era para o mundo da lua. Um hábito que a garota cultivava. O de perde-se em seus próprios pensamentos.

Primeiro, ela foca no caminho do parque - como faltava horas ainda para as onze, ela decidiu passar o seu tempo lá. Depois se perde nas flores expostas na vitrine da floricultura, ao lado do restaurante para, em seguida, pensar em perfume de rosas - ela simplesmente amava essa essência. Depois, o frio penetra nos seus ossos e, por consequência, começa a pensar em casacos de pele, para depois se pegar pensando em lobos e em alcatéia. Não demora muito e Beni começa a se lembrar da comida que acabou de comer, assim como do sorvete que viu um menino ao lado tomar - quem em sã consciência tomava sorvete em um frio congelante como aquele?

Beni vira mais algumas esquinas ainda nesse ritmo, enquanto a multidão começa a diminuir aos poucos. Quanto mais fundo entra nas ruazinhas que dão acesso rápido ao parque, menos gente ela encontra. Até que resta apenas Beni, Hana, o ar gelado de final de fevereiro e a luz quase inexistente da lua.

Porém, mesmo perdida em seus pensamentos, os ouvidos de Beni conseguem captar passos atrás de si. Instintivamente ela se vira, mas encontra o nada.

- Você também ouviu não foi Beni? - pergunta Hana, que também havia se virado e estava em estado de alerta.

A garota apenas assente. Ela volta a focar no caminho - e em lápis de cor - mas ouve outra vez passos. Beni da outra olhada para trás. Nada. Apenas a rua escura e com as luzes esverdeadas.

Dando mais alguns passos, o som volta. Beni para, já com as sobrancelhas franzidas e formando rugas nada convenientes em sua testa. Não estava ficando louca, sabia o que ouvia. Quando parava, a pessoa parecia parar. Ela se vira lentamente para trás. Novamente, nada. Beni solta todo o ar que prendia nos seus pulmões e passa a caminhar de costas. Dessa vez, os passos vem atrás dela. Ela dá um giro rápido, mas não vê nada.

Seu coração começa a martelar dentro de seu peito, quando para de vez de andar. O vento passa por si, mas ela não se mexe. Esperava ouvir mais alguns passos, mas não ouviu. 

- Tem alguém aí? - Hana pergunta, sua voz saindo firme.

A rua projeta seu eco. Beni aperta os lábios, mas nada. Ela se sentia como se estivesse presa, dentro de um filme de terror - assustadoramente com medo. Ela era apenas uma garota de doze anos em uma noite sombria com sensações estranhas de perseguição. 

Ela ouve outros passos. Começa a tremer, mas não se mexe. Os passos vão ficando cada vez mais próximos. Uma respiração quente paira sobre sua nuca, a fazendo estremecer de terror. E então que se vira, pronta para ver um assaltante, um bêbado, um estuprador ou um pedófilo. Mas nenhum bêbado conseguiria pensar tão rápido assim.

Seus olhos vermelhos primeiro focam no chão, para depois se levantarem, prontos para o que viesse. Mas não havia nada. Absolutamente nada.

Ela devia estar ficando louca. Depois dessa, os Ikeda a iriam internar em um hospício. Mas Beni jurava que tinha alguém atrás dela. Ela tinha certeza. Ela sentiu a pessoa. Seus dedos roçaram em algum tecido. A respiração esteve em sua nuca. Instantaneamente, Beni começa a tremer e a sentir seus olhos marejarem. Ela permanece ainda um pouco pasma, tensa e séria, sem nem ao menos se mover. Beni procura ouvir o mesmo som de passos. Mas a única coisa que consegue ouvir é um estrondo ensurdecedor, o que era pior ainda.

- Tem alguém aí?! - dessa vez quem pergunta é Beni, se virando novamente, assustada para a parte mais escura da rua.

Beni arregala os olhos por, finalmente, encontrar alguma coisa ali. Uma borboleta rosa como uma poudreteita - pedra preciosa extremamente rara - pousada bem no fundo da rua, lhe encarando.

- Beni, aquela é uma... - Hana começa, analisando o pequeno inseto - Não pode ser... 

- Mas é - retrucou Beni, a voz saindo trêmula pelo medo - Uma das borboletas do meu sonho.

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Notas Finais


E aí o que acharam?
Confesso que enquanto escrevia peguei um ranço pelos Ikeda. Quem mais?
A título de curiosidade, a Hana tem a aparência da Eevee de Pokemom e Yayoi é uma vila que realmente existe, e ela fica perto de Fukuoka.
Então é isso mores, nos vemos no próximo capítulo.
O que será que vai acontecer?
Só lendo os próximos capítulos para descobrir.


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