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História As flores contam algo - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


Volteeeeiii !

📖 Espero que aproveitem o capítulo 📖

Deixando aqui qual membro do BTS é cada deus para ficar mais fácil:
- Jin = Ookuninushi
- Jimin = Susanoo

Para vocês entenderem melhor o contexto da história, sugiro que vocês pesquisem sobre as lendas japonesas e o significado das flores que podem ser o nome da capa. Ou vocês podem me seguir no insta que eu vou preparar um conteúdo explicando o contexto.

Para mais informações, interação, spoiler e etc. Me sigam no Instagram ♡

Capítulo 2 - Prólogo - O Jardim Destruído (parte 2)


Fanfic / Fanfiction As flores contam algo - Capítulo 2 - Prólogo - O Jardim Destruído (parte 2)

(LEIAM AS NOTAS INICIAIS / DO AUTOR)

PALÁCIO DOS DEUSES - ALA DE AMATERATSU

13 de Fevereiro de 1719


Amateratsu estava deitada em sua cama espaçosa e enrolada nos lençóis mais finos e caros em que nenhum humano poderia imaginar, usando roupas desleixadas e deixando os cabelos negros bagunçados. Seu rosto estava abatido e arrasada...


Ficou assim, arrasada, depois de tudo. 


Passou um mês que se sentia vazia, que perdera o marido e a filha, que ia ao Yomi* implorar a mãe pela alma deles e sua mãe se negando a realizar os seus desejos, que dois de seus irmão iam visita-lá em sua ala e tentar convencer de que ela não estava sozinha e um mês tentando digerir o que tinha acontecido.


Lembrava claramente do dia seguinte do 'acidente', da notícia que tinha recebido, da dor enorme que sentia em seu coração e o desespero. Queria que aquilo fosse um sonho, que nunca tivesse acontecido. Naquele dia, Amateratsu acordou apavorada em sua ala, com fleshes da noite anterior rolando em sua cabeça e rapidamente colocou-se posição de combate, mas o local estava silencioso e lhe era familiar. Relaxou os músculos e tentando assimilar onde estava e o que tinha acontecido, varreu seu quarto com o olhar, percebendo que o seu irmão estava sentado perto da cama e podia ver em seu rosto a preocupação com a irmã recém acordada e que sentara na cama e começando à chorar.


- Ookuninushi-sama** - disse com a voz embargada

- eu estou aqui como seu irmão, Amateratsu onee-sama***. - disse Ookuninushi gentil para a irmã mais velha -  eu tenho que te contar uma coisa - aproximou-se da irmã e enlaçou a cintura fina encostando a cabeça da mesma em seu peito - a cabana em que estava não… - apertou a irmã em seus braços - não encontramos nenhum sobrevivente. A cabana estava em chamas… - sentiu a irmã tremer e a vestimenta molhar mais pelas lágrimas - Sumanai****.


Conforme passou os dias, seu sofrimento não passou despercebido, todos os deuses ao seu redor percebiam a dor que sentia, mas poucos realmente se preocupavam. E rumores sobre a deusa era espalhado pelo palácio.

Ainda enrolada nos lençóis, Amateratsu escuta o barulho da porta de seu quarto abrindo, mas não se virou para o visitante, ignorando completamente a sua presença.


- soube do que aconteceu nee-chan*** - disse seu irmão mais novo e aproximou-se do corpo da irmã que não se moveu um músculo - você realmente o amava… - suspirou sem saber o que dizer a irmã - sabe… - começou a alisar os cabelos da irmã que não o rejeitou - pode sempre contar comigo. - encarou a irmã por alguns segundos - eu trouxe o seu café-da-manhã…. - beijou os cabelos da irmã.


Calou-se por um minuto aguardando a irmã esboçar alguma resposta, mas nada. Suspirou derrotado, deixando a comida em cima da mesa ali preparada e dirigiu-se para a porta, mas fora interrompido pelo voz da irmã.


- Arigato**** Susanoo-chan*****. - disse divertida

- não sou uma criança mais - olhou para a irmã e encontrando um sorriso mínimo brincando nos lábios rosados da irmã.

- vai ser sempre meu irmãozinho que vivia me seguindo pelo Palácio.

- nee-chan! - repreendeu o mais novo. - você nem é tão velha assim! - o deus pode ouvir a risadinha da irmã enquanto sentava-se na cama.


》○●○《


PALÁCIO DOS DEUSES - ALA DE SUSANOO

13 de Fevereiro de 1719


O jovem deus estava a beira do lago de águas cristalina de sua ala alimentando os peixes de diversas espécies que tinham ali. E, com a presença do deus, os peixes se aproximavam tentando ficar o mais perto possível do deus que deu uma risadinha ao ver a "luta" dos peixes entre si para ficarem perto de si. Então ele decidiu entrar no lago. Tirou a maior parte de seu kimono e os sapatos, finalmente entrando dentro do lago e os peixes deram espaço para o mesmo passar. Susanoo deitou, fechou os olhos e deixou-se boiar no lago fazendo seus músculos relaxar, vez ou outra sentindo os peixes se aproximando e passando bem perto de si como se o protegessem e o conduzia para que não batesse em nenhum lugar do lado.

Depois de algum tempo, o deus ouviu bem baixinho alguém o chamando, abriu os olhos e olhou em direção ao palácio para a borda: um dos servos de seu irmão estava o chamando desesperado tentando atrair sua atenção. Levantou a cabeça e nadou em direção da borda do lago, se aproximando do servo e saiu do lago. Enrolou-se nas roupas que deixara ali, o mais rápido possível, molhando-as, mas isso não o incomodou e ajeitou os cabelos para que não tampasse sua visão.

O servo, com a aproximação do deus, se ajoelhou e curvou-se em forma de respeito e começou a ditar a mensagem que seu irmão mais velho pedira:


Amateratsu estava morta e tudo indica que foi suicídio.

Seu corpo fora encontrado sem vida em seu quarto.


Assim que recebera a notícia, o deus ficou em choque sem poder acreditar que a irmã que a minutos atrás, quando foi visita-lá, estava viva e alegre, tirou a própria vida.

O deus caiu em seus joelhos, ainda chocado, lágrimas começaram a cair por seu rosto e não aguentou a raiva e ressentimento que começou a assombrar seu coração e soltou um grito alto e cheio de dor.

O lago, antes com uma aparência pacífica, agora estava agitado e furioso, assustando o servo que estava ali e isso atraiu a atenção de outros servos que estavam ali. O servo que dera a notícia saiu correndo deixando o deus ali desamparado e sem saber o que fazer, correu a procura de alguém que pudesse ajudar a acalmar o deus.

Em sua bolha de dor, Susanoo não conseguia ouvir mais nada, ver nada com clareza, mas sentiu braços ao seu redor. A pessoa que o abraçava era Benten, outra de sua irmã, tentando reconfortar o deus que olhava para a sua face abatida procurando uma resposta que lhe dissesse que tudo aquilo era mentira, que não passasse de um pesadelo, mas a irmã negou com a cabeça confirmando o que ele mais temia. O deus voltou a abraçar a irmã de novo, mas dessa vez mais apertado enquanto que chorava muito ao ponto de soluçar.


Seu coração se partiu. 


Nada fazia sentido, não queria aceitar aquilo.

 Ele iria investigar a fundo e descobrir a verdade.

Nem que tivesse que morrer para isso.


Notas Finais


* submundo - domínio de Izanami
** sufixo para se referir à pessoas importantes ou à alguém que se admira e respeita muito.
*** Irmã mais velha.
**** um pedido de desculpas e agradecimentos, pena e remorso.
***** Obrigada.
****** sufixo para crianças e meninas de forma carinhosa, íntima e informal.


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