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História As flores do nosso casamento - Capítulo 21


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Capítulo 21 - Draco


Fanfic / Fanfiction As flores do nosso casamento - Capítulo 21 - Draco

Draco esfregou os olhos novamente, tentando afastar o cansaço, e tentou ler novamente aquele relatório. Já tinha iniciado diversas vezes a leitura, mas no meio do caminho sua mente ficava avoada e ele não compreendia nenhuma das palavras escritas ali. Desistindo, Draco soltou a folha e se ergueu para esticar as pernas.

Sua mente negava-se a focar no trabalho. Preferia passar o tempo remoendo memórias que teve com Hermione, soltando pensamentos deprimentes sobre o termino do curto relacionamento deles, tirando a concentração dele.

Draco achava ter feito à escolha certa. Hermione parecia ter certeza de que aquele era o único caminho para eles. Precisavam terminar. Não tinham como ficar juntos. Ou tinha? Ela não iria ser a amante dele. Então o que? Ele devia desistir do casamento com Astória e escolher Hermione? Tudo isso havia tirado seu sono e agora lhe custavam à atenção que devia por no trabalho.

Ele nunca tinha deixando sua vida pessoal abalar seu trabalho. Sempre dedicou total atenção quando chegava à corporação. Hermione havia quebrado aquela regra — mesmo que sem intenção.  Ela não saia da sua cabeça, e nem do seu coração.

—  Senhor Malfoy? — Montague bateu na porta e entrou quando ganhou a permissão do chefe

—  Entregou?

—  Sim.

—  Obrigado — Draco respondeu impedindo a si mesmo de perguntar se Hermione havia dito algo referente a ele

Ele teve que se conter em até mesmo na hora de devolver o celular de Hermione, ele queria ir lá pessoalmente apenas para vê-la novamente, mas sabia que isso só pioraria a situação. Eles tinham acabado com tudo, que bem faria se torturar na presença dela? Ele precisava aceitar que tinha acabado — por escolha de ambos.

Se esforçou para voltar ao trabalho, lendo e relendo aquele documento diversas vezes, mas não conseguiu. Estava com problemas para manter a mente focada.  Parecia que Hermione era a única coisa que sua mente desejava pensar. Como podia ser possível? Ele não a conhecia a tanto tempo assim.

Largando os papeis sobre a mesa, Draco decidiu que precisava espairecer, precisava conversar com alguém sobre toda aquela loucura ou acabaria enlouquecendo.

—  Tracey, cancele minha agenda — Draco ordenou passando pela mesa da secretaria

—  Onde o senhor esta indo? — Tracey perguntou tentando acompanhar os passos do patrão — Devo chamar o carro?

—  Não. Eu quero ficar sozinho — Draco respondeu entrando no elevador

Ele caminhou por algum tempo, deixando a corporação para trás, deixando sua mente vagar por toda aquela confusão. Tudo por causa de um maldito testamento. Ele sentia-se perdido, afinal o que ele queria fazer não era o mesmo que ele devia fazer.  Ele precisava conversar com alguém que não estava mergulhado naquela bagunça, alguém com um ponto de vista de fora, e ele até já sabia quem.

Chamando um taxi, Draco deu ao motorista um endereço no Brooklyn. A viajem foi rápida, e logo Draco estava parado em frente a um prédio antigo, com as mesmas características dos demais prédios daquele distrito, ele passou pelas portas de empurrar e procurou pela sala 252 no terceiro andar. Na porta havia um pequeno letreiro com o nome do homem que Draco veio procurar;

Blásio Zabini

Advogado

Depois da festa no Clube, Draco e Blás tinham retomado a amizade de infância. Conversavam sempre que a agenda de Draco permitia, e numa das conversas Blás havia lhe passado o endereço do seu escritório.

—  Bem-vindo, o que posso ajudar? —  A mulher sentada atrás de uma pequena mesa perguntou assim que Draco passou pela porta

—  Procuro por Blásio Zabini. Ele está?

—  O senhor tem hora marcada? — A mulher perguntou gentilmente

—  Infelizmente não. Pode vê se ele pode me atender?

—  Sim, vou verificar — A mulher concordou levantando-se — Qual é o seu nome, senhor?

—  Diga a ele que o Draco esta aqui —  O Malfoy pediu e a mulher concordou entrando numa porta lateral

—  Riquinho — Blásio exclamou saindo da mesma porta que a mulher entrou —  Não acredito que veio ao meu escritório.

—  Você me deu seu endereço, não deu? — Draco o cumprimentou amigavelmente — Eu preciso de um conselho.

—  Como advogado ou como amigo?

—  Consegue ser os dois?

Blár arqueou as sobrancelhas e indicou para Draco segui-lo. O escritório era pequeno, mais bem decorado, Draco sentou-se na cadeira em frente à mesa de Blás tentando achar um meio de começar aquela conversa.

—  Você sabe que vou casar, certo?

—  Claro. Minha irmã esta cuidando disso, lembra? — Blás respondeu

Draco engoliu em seco. Talvez ele tivesse esquecido daquele detalhe. Como podia contar a Blás o que queria quando o casamento dele estava sendo planejado pela irmã dele? Draco resolveu arriscar.

—  Eu não quero casar.

Blás o encarou surpreso, mas então ele pareceu já saber disso, Draco franziu a testa em confusão.

—  Conheci muitos noivos trabalhando com minha irmã e as amigas dela — Blás explicou diante da pergunta silenciosa de Draco —  E você, meu amigo, não parece um daqueles noivos.  Eu sentia que você não queria ser noivo, e muito menos queria casar. Então, porque esta fazendo isso?

Já que Blás não parecia tão chocado assim com a revelação, Draco decidiu que ia contar tudo, exceto a parte de Hermione — disso o Zabini não precisava saber. Blás ouviu atentamente, sem interromper, não deixando nenhuma emoção transparecer no seu rosto.

—  Então é isso — Draco terminou de falar soltando um logo suspiro sentindo-se até mais leve ao finalmente poder colocar para fora tudo aquilo e não aquelas falsas declarações apaixonadas que sempre devia dizer ao ser questionado sobre o casamento

—  Eu pensei que você estava casando por que Astória tinha engravidado — Blás confessou —  Mas, cara.. Isso vai muito além. Seu pai é um babaca, Draco. Me desculpe, sei que ele é o seu pai e que faleceu recentemente, porém é verdade. Ele é um babaca.

Draco soltou uma risada nasal. Ele não estava acostumado ao ouvir das pessoas que seu pai era um babaca, normalmente ele era o único a dizer algo assim.

—  O que você vai fazer?

—  Eu não sei — Draco respondeu —  Eu esperava que como amigo pudesse me ajudar. O que eu quero fazer me assusta, e coloca tudo pelo que lutei em jogo. A outra opção é detestável, mas garante meu futuro.

—  Eu não sei o que dizer. Não posso escolher por você. Mais meu conselho é.. — Blás pausou tentando encontrar palavras — Eu não tenho um conselho. Sinto muito. Essa sua vida é muito maluca, cara. 

—  E eu não sei disso? — Draco respondeu dando um sorriso tenso

—  Você me disse que não ama Astória, mas ela é louca por você. Não acha que esta sendo cruel por enganar à coitada assim?

Draco quase sorriu com a familiaridade daquele questionamento. Blás e Hermione pensavam muito parecido, ou talvez, o Malfoy nunca tivesse pensando por aquele lado e se as pessoas soubessem de tudo talvez pensasse da mesma maneira que os dois. Ele estava sendo cruel com Astória? Deixar que ela sonhasse, idealizasse a vida deles junto, sabendo que o que viveriam não iria suprir nem uma parte de tudo aquilo, era ser cruel? Draco sabia a resposta.

—  Estava tão concentrado no que aquele testamento causaria na minha vida que não pensei nela — Draco confessou

—  Você pode me trazer uma copia desse testamento? — Blás pediu pegando Draco de surpresa — Quero analisá-lo. Talvez possamos encontrar uma brecha nesse ultimo desejo do falecido.  Não posso garantir isso, claro, mas não custa nada tentar, não é?

—  Não vou criar esperanças — Draco respondeu — Mas pedirei que minha secretaria lhe envie ainda hoje. Acho que já vou indo. Já tomei muito do seu tempo.

—  Estou a sua disposição, Draco — Blás respondeu — E se precisar conversas, basta me ligar. Eu vou ao seu encontro, não precisava ter se deslocado até o Brooklyn.

—  Eu precisava de um ar.  Mas, entrarei em contato. Sinto que minha crise está longe de acabar.  Obrigado por me receber, Blás.

—  Disponha, riquinho — Blás e ele trocaram um leve abraço e o Zabini o acompanhou até a saída

Dentro do taxi, Draco sentia-se um pouco mais leve, mas não menos confuso. Ele não tinha achado respostas para as perguntas que mais lhe assombravam; O que devia fazer? Devia casar com Astória? Devia ter uma conversa franca com a Greengrass e explicar a ela que ele sabia que jamais seria o marido que ela queria? Devia arriscar e ir atrás de Hermione? Eles podiam ter um futuro junto?



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